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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Fundação Cepro diz que Santa Filomena tem o 8º maior PIB per capita do Piauí

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
A pesquisa da Fundação Cepro mostra o "porquê" de Santa Filomena estar ganhando aspecto de uma cidade progressista

Teresina, Parnaíba, Picos, Floriano e Uruçuí são, respectivamente, os 05 (cinco) maiores municípios quanto ao Produto Interno Bruto (PIB) do Estado do Piauí durante o ano de 2013, conforme acaba de divulgar a Fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais do Piauí (Cepro), responsável pela organização e divulgação do estudo, juntamente com o IBGE-RJ.

Segundo Adolfo Moraes, presidente da Fundação Cepro, a escassez de chuvas prejudicou algumas cidades do sul do estado, onde se concentram os principais municípios envolvidos com a produção agropecuária no Piauí. “É o peso do agronegócio! Tivemos em 2013 uma mobilidade entre alguns municípios piauienses e isso é reflexo da escassez das chuvas na região dos Cerrados, que inibiu o crescimento na produção da soja, do milho e do algodão”, explica Adolfo Moraes, que é também engenheiro agrônomo e mestre em Meio Ambiente.


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)
Face ao aumento da frota de do fluxo de veículos, outro posto de combustível acaba de ser inaugurado em Santa Filomena

De acordo com a Fundação Cepro, os 10 municípios melhores posicionados no ano de 2013 foram responsáveis por 65,26% da riqueza gerada no Piauí. São eles: Teresina, Parnaíba, Picos, Floriano, Uruçuí, Piripiri, Campo Maior, Bom Jesus, Baixa Grande do Ribeiro e São Raimundo Nonato. Em 2012, os dez maiores municípios representavam 65,25% de toda a economia do estado, caracterizando em 2013 leve crescimento na concentração da riqueza.

Esses dados do PIB dos Municípios permitem medir a concentração da renda gerada no Piauí.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
Apesar da "seca verde" ocorrida em março de 2013, a soja ajudou Santa Filomena a manter o seu elevado PIB per capita

No ano de 2013, o PIB médio (total do PIB estadual dividido pelo número de municípios) dos municípios piauienses atingiu R$ 139.464,22; média um pouco melhor que a verificada em 2012 (R$ 127.797,02). Exatos 25 municípios estavam acima, enquanto que 199 estavam abaixo dessa média, caracterizando a concentração na geração da renda do Estado.

Em relação ao PIB das capitais brasileiras em 2013, Teresina manteve-se na 20ª posição, tendo permanecido à frente de Florianópolis (SC), Aracaju (SE), Porto Velho (RO), Macapá (AP), Rio Branco (AC), Boa Vista (RR) e Palmas (TO). Em relação ao ranking do PIB dos 5.570 municípios brasileiros, Teresina ocupou a 50ª posição, ganhando um posto em relação a 2012.
 
Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)
Com média de 9.000 kg/ha, o milho também fez com que Santa Filomena tivesse o 6º maior PIB per capita do PI em 2012

De acordo com o relatório, ao analisar os 224 municípios piauienses, percebe-se que 69,64% deles possuem PIB igual ou inferior a R$ 50 Milhões, e que apenas um município (Teresina) tem PIB (Produto Interno Bruto) superior a R$ 5.000.000.000,00 (Cinco Bilhões de Reais).

Ainda sobre os municípios, vale destacar que, em 2013, com base do estudo realizado pela Fundação Cepro, houve ganho de participação em Teresina, Parnaíba, Picos, Floriano, Piripiri e Campo Maior. Nos demais municípios (Uruçuí, Bom Jesus, São Raimundo Nonato e Baixa Grande do Ribeiro), ocorreu diminuição na participação em comparação 2013/2012.


Imagem: José Bonifácio/GP13(Imagem:José Bonifácio/GP1)
Graças à riqueza gerada no município de Santa Filomena, o Banco do Nordeste estará inaugurando sua agência em 2016

PIB per capita - Em 2013 o Piauí alcançou um PIB per capita de R$ 9.811,04 ante R$ 9.056,89 em 2012, com aumento de R$ 754,15. Mas é a menor renda per capita do País.

O PIB per capita corresponde à divisão do PIB pela população residente, essa informação é encaminhada oficialmente pelo IBGE ao Tribunal de Contas da União (TCU), para utilização como um dos critérios de rateio do cálculo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Entre os dez municípios com maiores PIB’s per capita em 2013, sete tiveram como principal atividade a soja e o milho: Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves, Antônio Almeida, Sebastião Leal, Santa Filomena e Bom Jesus, todos da região dos cerrados.


Imagem: Fundação Cepro1(Imagem:Fundação Cepro)
De acordo com pesquisa da Fundação Cepro, em 2013 Santa Filomena foi o 8º maior município quanto ao PIB per capita

SANTA FILOMENA - Pela pesquisa da Cepro, o município de Santa Filomena aparece em 8º lugar, com PIB per capita anual de R$ 15.759,57 (atrás de Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves, Antonio Almeida, Teresina, Sebastião Leal e Fronteiras), à frente de Bom Jesus, com PIB per capita de R$ 13.978,42), e de Picos, com PIB per capita de R$ 13.644,72.

É como se cada habitante do lugar tivesse produzido em 2013 o equivalente a R$ 15.759,57.


Imagem: Fundação Cepro2(Imagem:Fundação Cepro)
 E o município de Dom Inocêncio, na região de São Raimundo Nonato, foi o último colocado em relação ao PIB per capita

Mas Santa Filomena esteve bem melhor posicionada entre os 10 (dez) maiores municípios com relação ao PIB per capita: foi o 7º (sétimo) colocado em 2011, com produção per capita anual de R$ 17.070,37; e alcançou o 6º lugar em 2012, com PIB per capita de R$ 19.210,82.

Já os menores PIB’s per capita do Piauí são: 220º lugar - Alto Longá, com R$ 4.144,86; 221º lugar - Fartura do Piauí, com R$ 4.129,16; 222º lugar - Massapê do Piauí, com R$ 4.106,16; 223º lugar - Curralinhos, com R$ 3.989,74; e 224º lugar - Dom Inocêncio, com R$ 3.959,54.


Fonte: Fundação Cepro

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Diretor do DNIT garante conclusão da estrada Gilbués/Santa Filomena

Imagem: CCom1(Imagem:SECOM)Governador Wellington Dias (PT) tratando com o diretor geral do DNIT sobre a conclusão da estrada de Santa Filomena

O diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Valter Casimiro Silveira, garantiu ao governador do Piauí, Wellington Dias (PT), no último dia 12 (terça-feira), a conclusão da BR-235/PI, no trecho de Monte Alegre a Santa Filomena.

O diretor deu a garantia ao governador Wellington Dias, independente do cenário econômico nacional. O assunto também foi tratado em reunião na sede do IBAMA, em Brasília (DF).

Imagem: CCom2(Imagem:SECOM)Wellington Dias e Regina Sousa também cobraram do IBAMA agilidade na liberação da licença para instalação da ponte

A obra foi iniciada em janeiro de 2012. O valor do convênio, firmado em 2007, era de cerca de R$ 122,3 milhões. Com extensão de 130,2 quilômetros, a estrada que liga o município de Gilbués (BR-135) à cidade de Santa Filomena deve ser concluída em junho de 2015. A intenção de Wellington Dias é propor a inauguração pela presidente Dilma Rousseff.

"A BR-235 é uma obra estratégica para o desenvolvimento do Piauí e permite integração da região dos cerrados do nosso estado com a dos cerrados do Maranhão", declarou Dias.

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
1(Imagem:José Bonifácio/GP1)
1(Imagem:1)Restam somente 11 km para a estrada de Santa Filomena ser concluída, da Campeira até o Residencial Boa Esperança I

O DNIT ficou de apresentar uma definição sobre a possibilidade de um aditivo ao contrato para construção da ponte ou até mesmo a necessidade de nova licitação. "Com o plano de desenvolvimento sustentável da região do MATOPIBA, acreditamos que as duas obras serão priorizadas pelo Governo Federal. Finalmente vamos ter concluída a BR-235, um sonho que desde o primeiro governo do Wellington está na pauta", disse a senadora Regina Sousa (PI).

Outro pedido do governador, que estava acompanhado da senadora Regina Sousa (PT-PI) e do superintendente de Representação do Piauí em Brasília, Roberto John, foi a agilidade na liberação da licença para a instalação da obra da ponte sobre o rio Parnaíba (BR-235), com extensão total de 200 metros, no trecho que liga Santa Filomena (PI) a Alto Parnaíba (MA).

Fonte: CCom/PI

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Mesmo com o avanço da soja e do milho, ainda se planta arroz no Cerrado

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)O plantio de arroz de sequeiro no cerrado do Piauí começou na Faz. Baixa Serena, a 40 quilômetros de Santa Filomena

A cultura do arroz de sequeiro, pouco exigente em insumos e tolerante a solos ácidos, teve um destacado papel como cultura pioneira durante o processo de ocupação agrícola do Cerrado, iniciado na década de 60. No Piauí, começou pelo município de Santa Filomena, no ano de 1978, quando os pioneiros Antonio Luis Avelino Filho e Esdras Avelino Filho realizaram, na Fazenda Baixa Serena, distante 40 quilômetros da cidade, o primeiro plantio mecanizado.

Esse processo de abertura de área teve seu pico no período 75-85, em que a cultura chegou a ocupar área superior a 4,5 milhões de hectares. O sistema de exploração caracterizava-se pelo baixo custo de produção, devido à pouca adoção das práticas recomendadas, incluindo plantios tardios. Entretanto, a significativa ocorrência de veranicos fazia com que a cultura apresentasse uma produtividade média muito baixa, ao redor de 1.350 kg/ha, sendo assim considerada como de alto risco e gerando centenas de casos de Proagro (Seguro Agrícola).


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)Mais de 30 anos depois, o plantio do arroz de terras altas representa só 3% da área dos cerrados na safra 2013/2014

Apesar desse panorama pouco promissor, que culminou com a falência da maioria dos agricultores - são poucos os que conseguiram se manter na atividade -, naquele período a pesquisa já oferecia um leque de alternativas para a minimização da adversidade climática, incluindo cultivares tolerantes à seca, classificação do grau de risco em todos os municípios produtores, adequação da época de semeadura e do ciclo das cultivares, preparo de solo e manejo de fertilizantes, visando aprofundamento radicular e aumento da reserva útil de água no solo, além de técnicas do manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas.

Com a progressiva redução das áreas de abertura, em meados da década de 80, a área cultivada com arroz sob o sistema de cultivo de sequeiro, foi sendo gradativamente reduzida, ao mesmo tempo em que a fronteira agrícola se moveu no sentido sudeste-noroeste do Brasil.


Imagem: José Bonifácio/GP13(Imagem:José Bonifácio/GP1)
4(Imagem:1)
5(Imagem:1)Mas os produtores que insistem com o cultivo de arroz de sequeiro nas serras do Piauí conseguem boa produtividade

A conseqüência desse movimento foi a redução do risco climático, o que tornou mais propícia a aplicação das tecnologias recomendadas pela pesquisa. Para novas e promissoras áreas, a criação de cultivares de tipo de planta moderno (estatura e perfilhamento intermediários, com folhas eretas), de maior potencial produtivo e grão do tipo "agulhinha", além do crescimento do nível de insumos aplicados, motivado pela melhor relação custo/benefício, trouxe um substancial aumento da aceitação do produto pela indústria/consumidores.

Apenas 3% da área plantada nos Cerrados – Atualmente, nos cerrados do Piauí, a área plantada com a cultura do arroz de sequeiro é pouco significativa. Em toda a região de Santa Filomena, por exemplo, temos menos de 4 mil hectares cultivados com o “arroz de terras altas” na safra 2013/2014, ante os 115 mil hectares de soja e cerca de 15 mil hectares com milho.


Imagem: José Bonifácio/GP1João Lustosa:(Imagem:José Bonifácio/GP1)JOAO LUSTOSA: "Pelo aspecto atual da lavoura, acredito que vai dar para colher em torno de 65 sacas por hectare"
 
Um dos poucos remanescentes, que ainda insistem em plantar arroz de sequeiro no cerrado piauiense, é o senhor João Lustosa Avelino, ex-presidente da Câmara e ex-prefeito de Santa Filomena, que plantou 40 hectares da variedade Cambará, na Fazenda Folha Larga, e pretende colher 2.500 sacas, com produtividade média acima de 60 sacas/hectare.

“Pelo aspecto atual da lavoura, já soltando o cacho, e com as condições climáticas normais, acredito que vai dar para colher em torno de 65 sacas por hectare”, diz Lustosa.


terça-feira, 18 de março de 2014

Santa Filomena deverá colher a maior safra de milho de sua história

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Com cerca de 15 mil hectares plantados, a região de Santa Filomena deverá colher 20% do milho do cerrado piauiense

A estimativa da colheita total de milho do Brasil foi ajustada para 72,6 milhões de toneladas, um volume 4,84% abaixo das 76,3 milhões de toneladas previstas anteriormente. A previsão é que o País produzirá 30,4 milhões de toneladas na primeira safra e 42,2 milhões de toneladas na safrinha, inclusive no sudoeste do Piauí e no sul do Maranhão.

Dos cerca de 130 mil hectares cultivados na região de Santa Filomena, sudoeste piauiense, a soja é o carro-chefe do plantio, com aproximadamente 115 mil hectares. Caso se confirme a produtividade média, em torno de 50 sacas por hectare, a produção pode chegar a 345 mil toneladas, representando 18,3% de toda a produção da oleaginosa no Piauí, estimada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 1,878 milhão de toneladas.
 
Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)Já em estágio de emborrachamento e polinização, o rendimento médio da cultura poderá alcançar 10.000 quilos/hectare

Os 15 mil hectares restantes estão ocupados com a cultura do milho, tomando também a área antes plantada com algodão herbáceo. Assim, a safra de verão 2013/2014 em Santa Filomena responderá por quase 20% (150 mil toneladas) da produção do grão nos Cerrados do Piauí, segundo os cálculos da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Piauí (Aprosoja/PI), que projetou o cultivo de 90 mil hectares no Estado, considerando a agricultura comercial.

SUBINDO A SERRA – Apesar dos grandes produtores ainda estarem superando os limites técnicos e de infraestrutura, o milho está migrando dos Baixões Agrícolas para as Serras, responsivo à tecnologia disponível, se tornando uma cultura economicamente viável.

O cerrado de Santa Filomena e de toda a região conhecida como Mapito, compreendendo terras do Maranhão, Piauí e Tocantins, tornou-se uma nova fronteira para a soja na última década, e agora mostra um forte potencial para o plantio de milho. Utilizado inicialmente na rotação de culturas, o milho vem ganhando espaço nas últimas safras no Piauí.


Imagem: José Bonifácio/GP13(Imagem:José Bonifácio/GP1)
2(Imagem:1)Lavouras de milho na Serra das Guaribas, em Santa Filomena, cortadas pela BR-235 (estrada Gilbués/Santa Filomena)

Grandes produtores estão obtendo rendimentos próximos às médias dos Estados Unidos, o maior produtor mundial de milho, com média de 161 sacas/hectare (9.660 quilos/hectare).
De acordo com o pesquisador da Embrapa Meio Norte em Teresina, Milton Cardoso, as condições topográficas e climáticas estimulam o plantio de milho no sudoeste do Piauí, especialmente em Santa Filomena, e também no sul do Estado do Maranhão.

Além disso, o regime de chuvas na região (entre 1.000 e 1.500 milímetros no período de novembro a maio) é favorável ao cultivo de lavouras de 120 a 130 dias, como é o caso do milho, portanto, diferente do regime do semi-árido, com 400 a 700 mm e mal-distribuídos.

Por outro lado, as temperaturas mais amenas na região de serra também favorecem o milho, de acordo com o pesquisador Milton Cardoso. Com altitudes entre 400 e 500 metros, as áreas têm temperaturas noturnas na faixa de 22 graus, excelente para o cultivo do milho.

Fonte: Cerrados do Piauí


sábado, 11 de janeiro de 2014

Volta das chuvas ao cerrado piauiense dá fôlego às lavouras de soja

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Lavoura de soja no município de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, em estágio reprodutivo (início do florescimento)

As chuvas voltaram a cair na região dos Cerrados do Piauí. Apesar de ainda irregulares, trouxeram alívio para a produção agrícola, especialmente à cultura da soja (Glycine max).

Mesmo tendo chovido com regularidade nos meses de novembro e dezembro, de acordo com dados do EMATER, chegando a 634,5 milímetros, as chuvas ocorridas ontem, sexta-feira (10), reanimaram nossos agricultores, que ainda se lembram da seca de 45 dias do ano passado,  durante todo o mês de fevereiro e início de março, comprometendo metade da produção.

Dessa vez, felizmente, foram somente 13 dias de veranico, tendo em vista que a última chuva tinha se verificado em 27 de dezembro. Algumas plantações já começavam a sofrer os efeitos.


Imagem: Marcelo Soares1(Imagem:Marcelo Soares)
2(Imagem:1)Chuva de 41 milímetros, registrada em uma das fazendas localizadas na Serra das Guaribas, às margens da BR-235

Em muitas áreas, como, por exemplo, na Serra das Guaribas, o índice medido foi de 41 mm. Todavia, na cidade de Santa Filomena, os pluviômetros registraram somente 10,5 milímetros.

Segundo o site Accuweather Brasil, um aplicativo de previsão do tempo, onde é possível ficar informado sobre as condições climáticas nos próximos 9 dias e nas próximas 24 horas (http://www.accuweather.com/pt/br/santa-filomena/40463/weather-forecast/40463), até o dia 20/01 teremos na região apenas chuvas ocasionais e trovoadas localizadas.


Imagem: Divulgação1(Imagem:Divulgação)Previsão do site Accuweather Brasil, indicando a ocorrência de chuvas ocasionais e trovoadas localizadas, até dia 20
 
O plantio da soja no extremo-oeste do Piauí começou na segunda quinzena de novembro. Na maioria das áreas, a cultura se encontra em estágio reprodutivo (início do florescimento e/ou pleno florescimento), período em que não pode haver a ocorrência de déficit hídrico.

Santa Filomena é o 5º maior produtor de grãos do Piauí. Dados não oficiais indicam que na safra 2013/2014 estão sendo cultivados quase 130 mil hectares. Como sempre acontece, a cultura da soja é o carro-chefe do plantio, com cerca de 115 mil hectares.

Caso se confirme a produtividade média, em torno de 50 sacas/hectare, a produção geral pode chegar a 345.000 toneladas, representando 12,3% de toda safra de grãos do Estado.


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Moradores do Povoado Matas prometem festa para a chegada do asfalto

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
Distante 40 km da cidade de Santa Filomena, moradores do Povoado Matas estão saindo do isolamento, que parecia eterno

Os moradores do povoado Matas, a 91 quilômetros de Gilbués e a 40 quilômetros de Santa Filomena, não conseguem mais esconder a euforia com a proximidade da chegada ao local do asfalto da BR-235, a conhecida estrada Gilbués/Santa Filomena.

Um dos mais populosos do município de Santa Filomena, o povoado abriga mais de 300 moradores e uma das mais importantes jazidas de calcário da região, capaz de atender à demanda por cerca de 100 anos. O difícil acesso, no entanto, dificultava a comercialização do produto, indispensável na correção do solo das fazendas dos cerrados.

“Isso aqui é muito isolado”, reconhece Maria Expedita, 48 anos e dona de uma pequena venda de comida caseira, no Bairro dos Nazários, à saída para Gilbués. “Moro aqui há quinze anos e a vida é sempre essa aqui, parada, muito devagar”.

Imagem: Paulo Barros2(Imagem:Paulo Barros)
Maria Expedita, dona de uma venda de "Comida Caseira", bota muita fé de que a vida no Povoado Matas vai melhorar muito

Expedita, no entanto, tem uma certeza: a chegada do asfalto vai mudar completamente não só a sua, mas a vida de todos os moradores da comunidade. “Eu boto muita fé nessa estrada. Tenho certeza que a vida vai melhorar muito”.

Com as obras chegando à sua porta, ela reconhece que alguma coisa já mudou no Povoado Matas. “De uns dias para cá, o movimento vem aumentando, de repetente apareceu mais gente e comecei a vender mais”.

Maria Expedita, como a maioria dos moradores do Povoado Matas, nunca acreditou que a estrada fosse feita. “Aqui ninguém acreditava, achava que era só conversa de político, mas a estrada taí, chegando”.

Fonte: Francisco Leal (http://www.piaui.pi.gov.br)

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Instalação da agência do BB em Santa Filomena ficou apenas na promessa

Imagem: ReproduçãoB(Imagem:Reprodução) Desde março de 2005 que vem sendo prometida a instalação da agência do Banco do Brasil na cidade de Santa Filomena
  
Durante três anos, de 2005 a 2008, foi amplamente divulgado de que seria instalada uma agência do Banco do Brasil na cidade de Santa Filomena, situada no sudoeste do Piauí.

Revendo artigos de alguns portais de Teresina, vemos que o anúncio acerca da instalação da mencionada agência partia da própria presidência e/ou superintendência do Banco do Brasil no Piauí e do então governador Wellington Dias. Vejamos, pois, alguns registros da época:

No dia 3 de março de 2005, às 17h34min, o site do Governo do Piauí postou a seguinte notícia: “Agência do Banco do Brasil será instalada em Santa Filomena”. A informação surgiu após reunião – no Palácio de Karnak – do ex-governador e atual senador Wellington Dias com o ex-prefeito de Santa Filomena e atual secretário estadual de Saúde, Ernani Maia.


Imagem: Reproduçãot(Imagem:Reprodução)
Em 03/03/2005 o Portal do Governo do Estado noticiava: "Agência do Banco do Brasil será instalada em Santa Filomena"
  
Naquela data, o prefeito de Santa Filomena entregava ao governador um Projeto de Lei, o qual já havia sido aprovado pela Câmara Municipal, o qual garantia a doação de um prédio público (antigo Mercado Público), onde deveria funcionar a agência do Banco do Brasil, depois das adaptações que a instituição achasse necessárias. “Já tratei do assunto, em Brasília, com o Banco Central (Bacen), e a agência será instalada a partir de março”, reafirmou Wellington Dias, garantindo que a agência seria viabilizada o mais rápido possível.

A hipotética agência do BB de Santa Filomena serviu inclusive (ou apenas isso) para ajudar na incorporação do extinto Banco do Estado do Piauí ao Banco do Brasil, conforme declarou ao Portal Meio Norte, em 23 de junho de 2008, o governador Wellington Dias: “Tudo isso é fruto da incorporação do BEP”, disse naquele tempo o chefe do executivo piauiense.

Na mesma data, a eventual agência do BB em Santa Filomena fora noticiada pelo Portal 180 Graus. Com o título “Banco do Brasil vai instalar novas agências no Piauí”, o governador Wellington Dias disse que o Banco do Brasil se comprometia a criar agências nos municípios de Santa Filomena e Elizeu Martins, como resultado de acordo feito durante o processo de incorporação do BEP (Banco do Estado do Piauí).


Imagem: ReproduçãoMN(Imagem:Reprodução)
Portal Meio Norte: "Tudo isso é fruto da incorporação do BEP", disse o ex-governador Wellington Dias sobre a agência 

Dias depois, o assunto voltou a ser abordado: “Três novas agências serão construídas até o próximo ano nos municípios de Elizeu Martins, Anísio de Abreu e Santa Filomena”, declarou o hoje senador Wellington Dias, conforme publicou o Portal Cabeça de Cuia, em 05/07/2007.

Segundo a reportagem, a informação teria sido dada pelo governador Wellington Dias durante encontro com o presidente do BB, Antonio Francisco de Lima, numa reunião em Brasília.

Como se percebe, 8 intermináveis anos se passaram e o assunto caiu no total esquecimento. Aliás, temos conhecimento de que no decorrer desse período muitas desculpas 'amarelas' foram dadas, quem sabe a fim de que o compromisso assumido não fosse cumprido.


Imagem: Portal Cabeça de CuiaPortal Cabeça de Cuia:(Imagem:Reprodução)
Antonio Fco. Lima (Pres./BB), ex-governador Wellington Dias, Eduardo Santana (Super./BB) e ex-prefeito Ernani Maia

Primeiro, a diretoria do Banco alegou falta de estrutura na segurança pública de Santa Filomena; aí o Governo do Estado fez sua parte, construindo o Quartel da Polícia Militar.

Depois a direção do BB questionou a precariedade da via de acesso entre as cidades de Santa Filomena e Gilbués. Novamente os Governos Federal e Estadual estão cumprindo seu papel, implantando a BR-235/PI (estrada Gilbués/Santa Filomena). E agora, qual será a nova desculpa do Banco do Brasil para não instalar a agência de Santa Filomena?

Dispomos de uma agricultura pujante, com 100.000 hectares cultivados na safra 2012/2013. Contamos com potencial capaz de suportar o cultivo de 300 mil hectares só com lavouras de sequeiro e produzir até 1 milhão de toneladas de grãos. Temos grande potencialidade para a exploração da agricultura irrigada e, ainda, da pecuária, tanto de corte quanto de leite, como atividade que já vem sendo praticada há vários anos em outras regiões do bioma Cerrado.

Imagem: 180 GRAUS180 GRAUS:(Imagem:Reprodução)
Suposta agência de Santa Filomena serviu de pretexto durante acordo feito para incorporação do BEP ao Banco do Brasil

 Em função desses fatores altamente positivos, já somos a 22ª maior economia do Estado do Piauí, segundo dados da SEFAZ (Secretaria de Estado da Fazenda), apesar dos diversos entraves que encontramos, como, por exemplo, a ausência de uma agência bancária.

Portanto solicitamos, de forma inadiável, a instalação da agência do Banco do Brasil em Santa Filomena, cidade distante 930 quilômetros da capital piauiense. Não podemos mais admitir que os correntistas do maior banco público do País, que ostenta o título de sétima maior economia mundial, tenham que percorrer 90 km para ir à agência de Tasso Fragoso ou 130 km para se dirigir à agência de Gilbués, apenas para retirar uma quantia superior a R$ 1.000,00 (Um Mil Reais) ou pagar uma fatura com valor acima de R$ 1.500,00 (Um Mil e Quinhentos Reais).

Na tentativa de encontrar uma resposta, estamos encaminhando documento ao Superintende do Banco do Brasil, MANOEL SANTANA LIMA. Como num “Pacto por Santa Filomena”, o Ofício n.º 02/2013, de 31/05/2013, vai assinado também pelo prefeito Esdras Avelino Filho, pelo vice-prefeito Adauton Barbosa de Queiroz e pelos demais colegas vereadores.


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Santa Filomena se prepara para colher a maior safra de algodão da história

Imagem: José Bonifácio/GP1Fazenda Nova Fronteira, (Imagem:José Bonifácio/GP1)Fazenda Nova Fronteira, cortada pela BR-235/PI (Gilbués/Santa Filomena), foi pioneira no plantio de algodão no cerrado

A partir de agora, sai a soja e entre o algodão. As primeiras áreas plantadas com algodão começarão a ser colhidas nos próximos dias na Serra das Guaribas, em Santa Filomena, no sudoeste piauiense. Apesar da estiagem sofrida, deverá ser a maior safra de todos os tempos.

Segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), o Piauí deve colher 35.813 toneladas de algodão herbáceo na safra 2012/2013, em uma área total de 10.204 hectares. Somente na região de Santa Filomena serão colhidas cerca de 20 mil toneladas, em quase 6 mil hectares plantados.


Imagem: José Bonifácio/GP1Apesar da estigaem de 45 dias, (Imagem:José Bonifácio/GP1)Apesar da estigaem de 45 dias, o município de Santa Filomena (PI) colherá  a maior safra de algodão de toda a história

A falta de chuva verificada no estágio inicial de desenvolvimento vegetativo comprometeu a produtividade média no município, que deverá acusar uma retração na safra em torno de 20%. Mesmo assim, a Fazenda Nova Fronteira, pioneira no cultivo do algodão nos Cerrados do Piauí (desde 2003), terá bom rendimento e mercado garantido para a sua produção.

Isso porque, no mercado brasileiro, a pluma de algodão ocupa um lugar privilegiado. Pelo menos 65% da fibra utilizada na indústria têxtil são de algodão. Já no mercado mundial acontece o inverso; 65% são do mercado sintético e apenas 35% são fibras de algodão.


Imagem: José Bonifácio/GP1c(Imagem:José Bonifácio/GP1)Com previsão de colher 20.000 t na safra 2012/2013, Santa Filomena passa a ser o maior produtor de algodão do Piauí

Portanto, Santa Filomena passa a ocupar o lugar de Picos, conhecida como a “cidade modelo” do Piauí, que já foi o maior polo algodoeiro do Estado. A grande produção daquela região permitiu a instalação de uma usina do Grupo Coelho, um dos mais poderosos da época.

Tal mudança acontece mais de 20 anos depois de ter suas plantações de algodão dizimadas pela praga do bicudo, quando a cultura era denominada pelos sertanejos de “ouro branco”. Aliás, a região do semiárido já foi responsável – até os anos 1980 – por 79,51% da área plantada de algodão no Piauí, garantindo 55,08% da produção estadual dessa fibra.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Jesualdo Cavalcanti solicita criação do Campus da UFPI em Corrente

O prefeito eleito de Corrente, Jesualdo Cavalcanti Barros (PTB), acaba de encaminhar carta ao ministro da Educação, senador Aloízio Mercadante Oliva, para solicitar a criação do Campus da Universidade Federal do Piauí (UFPI) na capital da Cultura.

Ao justificar a necessidade de criação da Universidade Federal do Sudoeste para o ministro, o prefeito Guilherme destacou que o município de Corrente, com população de 25.000 habitantes, é centro tradicionalmente voltado para a educação há quase um século, quando nele se instalou, em 1920, o Instituto Batista Industrial, hoje Instituto Batista Correntino, que logo se transformaria em polo de atração de estudantes de quatro Estados: Piauí, Bahia, Goiás (hoje Tocantins) e Maranhão.

Jesualdo argumenta ainda que Corrente é sede da administração do Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba, com cerca de 733.000 km2, destinado a proteger as nascentes de mananciais formadores das bacias hidrográficas do Parnaíba, São Francisco e Tocantins, constituindo-se em centro irradiador de ações de preservação dessa região, que apresenta características bastante diferenciadas, uma vez que nela ocorre a transição entre o semiárido, os cerrados e a região amazônica.

Eis a carta que Jesualdo Cavalcanti acaba de encaminhar ao Ministro da Educação, pleiteando a criação do Campus da UFPI (Universidade Federal do Piauí) em Corrente:

"Excelentíssimo Senhor
Senador Aloizio Mercadante
Digníssimo Ministro da Educação
Senhor Ministro,

Cumprimentando cordialmente Vossa Excelência pelo brilhante desempenho à frente desse Ministério, apresso-me em pleitear, na qualidade de prefeito recém-eleito, a implantação de um campus da Universidade Federal do Piauí (UFPI) na cidade de Corrente, no Estado do Piauí, pelos motivos seguintes:

1. Corrente dista de Teresina, a capital, cerca de 846km. O campus da UFPI mais próximo, o de Bom Jesus, localiza-se a 246km;

2. Nosso município, com população de 25.000 habitantes, é centro tradicionalmente voltado para a educação há quase um século, quando nele se instalou, em 1920, o Instituto Batista Industrial, hoje Instituto Batista Correntino, que logo se transformaria em polo de atração de estudantes de quatro Estados: Piauí, Bahia, Goiás (hoje Tocantins) e Maranhão;

3. Por constituir porta de entrada dos cerrados piauienses, onde é praticada a agricultura com a apropriação de alta tecnologia na produção de grãos, também se tornou polo de atração econômica dos Estados vizinhos;

4. Reconhecido como o município com maior produção de gado bovino selecionado do Piauí, concentra, no seu entorno, cerca de 86% do rebanho registrado pela ABCZ no Estado;

5. É sede da administração do Parque Nacional das Nascentes, com cerca de 733.000km², destinado a proteger as nascentes de mananciais formadores das bacias hidrográficas do Parnaíba, São Francisco e Tocantins, constituindo-se em centro irradiador de ações de preservação dessa região, que apresenta características bastante diferenciadas, uma vez que nela ocorre a transição entre o semiárido, os cerrados e a região amazônica.

Por todas essas razões, impõe-se a implantação do referido campus no contexto da política de interiorização do ensino superior tão bem conduzida pelo governo federal, com vistas à inclusão de populações e áreas marginalizadas ao processo de desenvolvimento integrado e sustentável do País.

Vale salientar, outrossim, que, para facilitar a implantação desse empreendimento, por todos os títulos urgente e necessário, colocaremos à disposição do governo federal, sob a forma de doação à Universidade Federal do Piauí, uma área de 10 hectares, situada na zona urbana.

Atenciosamente,

Jesualdo Cavalcanti Barros
Prefeito Eleito de Corrente/PI"

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Assoreamento já ameaça a Lagoa Feia, na região dos cerrados do Piauí


A Lagoa Feia, única ainda perene das chamadas Sete Lagoas, ponto que poderia se tornar um dos cartões postais de Santa Filomena, está sofrendo amplo processo de assoreamento e pede socorro. Deposição de material sedimentar, proveniente das plantações de soja, está resultando no aterramento e já ameaça a misteriosa lagoa.

Esses impactos ambientais, em boa parte deles desconhecidos da opinião pública, vem criando uma série de problemas, proporcional – na realidade, chega a chamar até mais atenção – às belezas locais. Há riachos na região que perderam a sua perenidade, e não mantêm mais todo seu curso d´água vivo ao longo do ano inteiro.

As Sete Lagoas, uma possessão de pequenos lagos naturais, localizada à altitude aproximada de 380 metros, no meio das áreas de plantio, entre os municípios de Santa Filomena e Baixa Grande do Ribeiro, se encontram prestes a sumirem do mapa, literalmente. E lá que nasce o Riozinho, limite natural de Santa Filomena com Baixa Grande do Ribeiro e Ribeiro Gonçalves.

Apenas a maior delas, conhecida por Lagoa Feia, com cerca de 100 metros de largura, quase 1.000 metros de comprimento e profundidade desconhecida, ainda permanece perene. Mesmo assim, vem sofrendo violenta redução no volume d’água e se tornando um verdadeiro pântano. A principal comprovação dessa redução é a marca que aparece nos buritizeiros, onde se vê que o nível já esteve - e não faz muito tempo - mais de metro acima do atual.
 
A principal causa desse assoreamento que está matando as Sete Lagoas pode estar diretamente relacionada à erosão laminar que há anos ocorre nos campos de arroz e soja. Esse processo de degradação, que nada mais é do que a remoção de camadas delgadas de solo sobre toda uma área, é a forma de erosão menos notada, e por isso a mais perigosa.

Em dias de chuva as enxurradas tornam-se barrentas e, grande parte delas, correm em direção à Lagoa Feia. Para que se tenha ideia da situação e do tamanho do problema, a quantidade de água que escorre dos projetos agrícolas é tão grande que até já se formou um canal bem definido, parecendo um grande “rio seco”, tal qual no semiárido nordestino.

 Portanto, o assoreamento nas Sete Lagoas tem conseqüências graves para o meio ambiente, especialmente por ser um fenômeno progressivo que vai aumentando ao longo dos anos, podendo passar despercebido até que seus efeitos se tornem visíveis, como agora.

Sustentabilidade é a palavra do momento quando tratamos de assuntos relacionados com o meio ambiente. Infelizmente, o desmatamento descontrolado na região está a contribuir para o processo erosional, acelerando o aterramento e antecipando a morte das Sete Lagoas.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Produtores aderem ao "feijão safrinha", a mais nova alternativa dos Cerrados

Uma nova ideia está se instalando na mente dos produtores de soja do cerrado piauiense, para driblar a recente desvalorização do câmbio, que vinha (e ainda vem) penalizando as culturas de exportação: o feijão-caupi, também conhecido como feijão macassar ou feijão-de-corda, até então uma cultura restrita aos pequenos agricultores do semiárido nordestino.

Claro que não se trata mais daquele feijão apelidado de “quebra-cadeira”, devido àquela incômoda posição de quem o colhia, tendo em vista que suas ramas se espalhavam pelo chão. Graças ao trabalho de pesquisa da Embrapa Meio-Norte, hoje existem cultivares de porte mais compacto e ereto, que possibilitam a mecanização da lavoura, do plantio até a colheita.

Na Fazenda Jatobá, localizada na Serra das Guaribas, município de Santa Filomena (PI), à altura do quilômetro 70 da rodovia BR-235/PI (Estrada Gilbués/Santa Filomena), estão sendo cultivados quase 400 hectares desse feijão Vigna unguiculata, tipo “sempre verde”, diferente do “carioca”, que tem consumo concentrado no sul do país e ainda não é tradicional entre os consumidores da região nordeste do Brasil.

“Quem já não comeu um feijão verde com farofa e vinagrete? Pois é deste feijão macassar que se faz este delicioso prato”, diz o imigrante sulista Erno Marcos Scherer, proprietário da Fazenda Jatobá, que está bastante otimista quanto ao rendimento do seu feijão safrinha, uma novidade nos cerrados do Piauí, cujas condições edafoclimáticas dificultam muito o cultivo na entressafra ou safrinha (período seco) e o estabelecimento de cobertura eficiente do solo.

Segundo Erno Scherer, o feijão caupi passa a ser uma nova opção de renda também para a agricultura empresarial no sudoeste do Piauí. “É uma alternativa para ser cultivada eventualmente em safrinha, após a colheita das principais culturas, podendo ainda se obter bons resultados, além de ser um alimento muito apreciado”, finaliza.

O estímulo ao plantio da leguminosa vem do preço: enquanto o feijão-carioca está cotado a 160 reais a saca de 60 quilos em Irecê (BA), o caupi chegou a valer 300 reais em algumas cidades do sudoeste baiano, como Barreiras e Luis Eduardo Magalhães. Por outro lado, no período de seca, na entressafra da soja, o plantio do feijão é feito em terras férteis, ricas em nutrientes. Isso faz com que pouca água seja suficiente para o desenvolvimento da planta.