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segunda-feira, 3 de junho de 2019

Quase 20% da safra de algodão do Piauí serão colhidos em Santa Filomena



Graças ao pioneirismo do mineiro Fábio Pereira Júnior, que na Safra 2007/2008 começou a plantar ...
Somente com a cultura do algodão herbáceo serão colhidos 3.605 hectares, sendo 1.500 hectares em uma Fazenda e 2.105 hectares em outra Fazenda (que, aliás, foi pioneira no cultivo do algodão nos cerrados do Piauí, desde 2003), ambas na Serra das Guaribas e entrecortadas pela via BR-235/PI.

Assim, o município de Santa Filomena deverá contribuir com 18,48% de todo o algodão colhido no Piauí em 2019, estimado em 78.975 toneladas ou 5.265.000 arrobas de algodão em caroço, numa área de 19.500 hectares. A produtividade média esperada é de 270 arrobas/hectare (4.050 kg/ha).

Paralelamente à colheita, que deverá ocorrer em julho, acontecerá o processo de beneficiamento e embalagem, fase que antecede a sua industrialização. Toda a produção da Serra das Guaribas será beneficiada na Algodoeira Santa Filomena, instalada na própria área de plantio (Fazenda Nova Fronteira).

... a malvácea na Fazenda Nova Fronteira, entrecortada pela BR-235/PI (estrada Gilbués/Santa Filomena), ...
Alto custo de produção - O algodão (família Malvaceae) é uma das culturas sujeitas a grande número de pragas, que causam danos significativos, exigindo utilização de tecnologia avançada e manejo apropriado. São cerca de 30 doenças, 35 insetos e ácaros e mais de 50 tipos de ervas daninhas.

O manejo químico das pragas do algodoeiro custa, hoje, acima de R$ 2.000,00 por hectare, envolvendo aplicação (trator, avião e/ou jato dirigido) e produtos fitossanitários (acaricidas, fungicidas, herbicidas, inseticidas).


... na Serra das Guaribas, e às boas condições edafoclimáticas, o município de Santa Filomena deverá ...
É quase - ou totalmente - impossível produzir algodão sem utilização intensa do controle químico (agrotóxicos). Tais cuidados podem representar 46,64% do gasto total de produção. Normalmente são efetuadas 17 aplicações aéreas, desde a abertura dos primeiros botões florais até a completa maturação. A cada sete dias são realizadas pulverizações preventivas, visando controlar a ferrugem e eventuais doenças de final de ciclo.

Mas apesar do alto custo de produção, tudo indica os produtores terão bom lucro, mesmo porque a cotação do produto em caroço e em pluma está bastante atrativa. Além disso, a produção primária deverá ser de ótima qualidade, aceitável pela indústria, em nível nacional e internacional.

Santa Filomena na frente – O plantio de algodão no cerrado piauiense teve início na Safra 2007/2008, na Serra das Guaribas, em Santa Filomena. Como alternativa para rotação com a soja, o mineiro Fábio Pereira Júnior vislumbrou no algodão uma oportunidade de negócio economicamente rentável.

... contribuir com 18,48% de todo o algodão colhido no Piauí em 2019, segundo estimativa do IBGE
O pioneirismo e o sucesso da cultura do algodoeiro na Fazenda Nova, situada no município de Santa Filomena, está sendo impulsionado exatamente pelas condições de clima favorável, terras planas, que permitem mecanização total da lavoura e, sobretudo, pelo uso intensivo de tecnologias modernas.

Outro fator determinante para a evolução da cultura do algodão no sudoeste piauiense foram os sucessivos aumentos na produtividade por área. Enquanto no estado do Paraná, a produtividade média é de 2.388 kg/ha e no Sudeste, de 2.448 kg/ha de algodão em caroço, a Fazenda Nova alcança números acima de 4.000 kg/ha, equivalente a aproximadamente 1.600 quilos de pluma por hectare, mais do que o dobro em comparação com o sul maravilha.

Portanto, as lavouras brancas (ou o ouro branco do Cerrado) poderão crescer em Santa Filomena e no sudoeste do Piauí, já que encontram bons fatores edafoclimáticos (clima, relevo, litologia, temperatura, umidade do ar, radiação, tipo de solo, vento, composição atmosférica e precipitação).

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Pequeno produtor do sul do Piauí aposta na criação de ovelhas da raça Santa Inês


RANCHO GURGUEIA: O reprodutor TROVÃO 1060, com 1 ano e 7 meses de idade, já pesa 123 quilos
Quem viaja passando pela BR-235/PI - sentido Santa Filomena/Gilbués, a 75 quilômetros de Santa Filomena e a 65 quilômetros da cidade de Gilbués - pode perceber, pouco depois da ladeira das Novas, entre a rodovia e o Rio Uruçuí Preto, um sítio visivelmente bem cuidado, diversificado e altamente produtivo, com uso de tecnologia de ponta, chamado Rancho Gurgueia.

Em uma área de apenas 35 hectares, que se estende até o Pé da Serra do Riachuelo, portanto entrecortado pela BR-235/PI, o senhor Genaro Lacerda cria ovinos da raça Santa Inês, diversas espécies de suinos e peixes.

Nos seis tanques do Rancho Gurgueia, de Genaro Lacerda, são produzidos Tambaquis, Tambacus e outros
Na psicultura, são seis tanques, onde são criados principalmente Tambaqui (ou Pacu Vermelho) e Tambacu (peixe híbrido). São espécies com grande potencial de produção, não exigentes quanto à qualidade da água, suportando baixos níveis de oxigênio, de boa adaptação às rações industrializadas.

A suinocultura também é levada a sério no Rancho Gurgueia. Nas 10 baias da Pocilga, a poucos metros dos tanques de peixes, são criados porcos de várias raças, como: Large White, Duroc, Pietrain, Baé e até Javaporco, animal híbrido, fruto do cruzamento entre o porco doméstico e o Javali.

O RANCHO GURGUEIA também produz suínos das raças Large White, Duroc, Pietrain, Baé e Javaporco
SANTA INÊS - Raça desenvolvida no Nordeste brasileiro, é um ovino deslanado, de pelos são curtos e sedosos, apresentando um porte grande, com peso corporal em torno de 80 kg para os machos e de 60 kg para as fêmeas, quando adultos. As pernas são compridas e as orelhas longas; os troncos são fortes e os quartos dianteiros e traseiros grandes. Outra qualidade é que a ossatura é vigorosa. A carne apresenta baixo teor de gordura e a pele é de alta qualidade, por isso muito procurada pela indústria de roupas.

Mas o carro-chefe do RANCHO GURGUEIA, de Genaro Lacerda, é a criação de ovinos da raça Santa Inês
Mas no Rancho Gurgueia, o reprodutor Trovão 1060, com 1 anos e 7 meses de idade, já pesa 123 quilos. “Temos dois reprodutores e trabalhamos com TE (Transferência de Embriões) e também com Inseminação Artificial. No momento, contamos com 24 matrizes puras e 60 ovelhas comerciais, prontas para vender”, diz Genaro Lacerda, que também é proprietário de uma maquina perfuratriz de poços artesianos. E acrescentou: “Estamos com animais disponíveis à venda. E são animais puros, tanto matrizes quanto borrêgos, com documentos, inclusive com Transferência de Embriões”.

Perguntado sobre os preços dos animais produzidos no Rancho Gurgueia ou Rebanho Maranhão no Instagram, Genaro respondeu: “O preço varia. Temos para atender a todas as necessidades. De 1.500, 2.000, 3.000 ...”

Genaro Lacerda: "Estamos com 60 animais disponíveis para a venda, puros, tanto matrizes quanto borrêgos"
TECNOLOGIA DE PONTA - A TE (Transferência de Embriões), que já é bastante utilizada em bovinos, melhora a capacidade de reprodução dos animais. A primeira transferência de embriões em ovinos no Piauí foi realizada em setembro de 2018, na região de São Raimundo Nonato. E esse desenvolvimento tecnológico já chegou ao sudoeste do Piauí, entre Gilbués e Santa Filomena, graças à iniciativa pioneira do criador Genaro Lacerda.

Se quiser comprar produtos do Genaro Lacerda e/ou contratar seus serviços, procure-o no Rancho Gurgueia ou pelo WhatsApp: 89 99933 0303.