sexta-feira, 15 de junho de 2018

DNIT convoca audiência pública para definir início das obras da BR-235 no Tocantins


Trecho "carroçável" da BR-235/TO, próximo da cidade de Pedro Afonso, em direção à Divisa TO/MA
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), autarquia vinculada ao Ministério dos Transportes, através da Superintendência Regional do Tocantins, está convocando entidades, instituições e o público em geral a participarem da AUDIÊNCIA PÚBLICA, dia 22 de junho, sexta-feira, às 15h00, no auditório da Prefeitura Municipal de Pedro Afonso - TO.

Aviso de Audiência Pública, assinado em 5 de junho de 2018, pelo superintendente regional do DNIT/TO
O Aviso de Audiência Pública foi assinado dia 05 de junho de 2018, por Eduardo Suassuna Nobrega, superintendente regional do DNIT/TO.

O objetivo será discutir e informar aos participantes sobre a contratação integrada do projeto básico/executivo e a execução das obras de implantação e pavimentação da BR-235/TO (Divisa TO/MA – Divisa TO/PA).

Solenidade de assinatura da Ordem de Serviço da BR-235/TO, pelo ministro Casemiro, em Pedro Afonso
Ordem de Serviço - No último dia 10 de maio, o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Valter Casemiro, esteve no Tocantins, no município de Pedro Afonso, onde assinou a autorização para a contratação de obras de pavimentação da BR-235/TO, em um trecho de 69 quilômetros, partindo da Divisa TO/MA rumo a Pedro Afonso, até nas proximidades do município de Centenário. Lá, a BR-235 é conhecida como “Estrada da CBPO”.

BR-235/TO: Único trecho pavimentando, de 45 km, fica entre a BR-153 (Belém/Brasília) e Pedro Afonso
O ministro dos Transportes elencou os próximos passos para que as obras sejam iniciadas. "Esse ato autorizou a nossa superintendência do DNIT no Tocantins para fazer o processo licitatório de início de obras. O projeto já está pronto, e vamos colocar o edital na praça", assegurou Valter Casemiro.

A BR-235 é uma rodovia transversal brasileira que liga Aracaju, em Sergipe, ao Campo de Provas Brigadeiro Velloso, em Novo Progresso (PA). Ao longo do seu percurso, atravessa os estados de SE, BA, PE, PI, MA, TO e PA.

Ordem de Serviço do ministro autoriza implantação/pavimentação de 69 km, partindo da Divisa TO/MA
É uma das estradas mais complicadas do Brasil, pois não tem asfalto na maior parte da via, e ainda existem muitos trechos inexistentes. Basicamente só há asfalto em Sergipe, Bahia (Juazeiro/Remanso), Piauí (Gilbués/Santa Filomena) e 45 km no Tocantins, da BR-153 à cidade de Pedro Afonso.

No Maranhão, da cidade de Alto Parnaíba à Divisa MA/TO, ainda não há nenhum trecho construído da rodovia, apenas planejado. E no Pará, o único "sinal" existente é o pequeno subtrecho de 21 quilômetros, entre a travessia do rio Araguaia (via balsa) e a cidade de Santa Maria das Barreiras.

Os 370 km, entre a Divisa MA/PI e a BR-153 (Belém/Brasília), formará um grande Corredor Logístico
CORREDOR LOGÍSTICO – Quando concluídos os trechos do Maranhão e do Tocantins, a BR-235 vai se tornar um grande corredor logístico, tanto para o transporte de grãos quanto para o de passageiros. Irá permitir aos produtores de grãos do sudoeste do Piauí e do sul do Maranhão acesso à Ferrovia Norte-Sul e à BR-153 (Belém/Brasília), entre 350 e 370 quilômetros de distância, partindo de Alto Parnaíba/Santa Filomena (Divisa MA/PI).

“Também vai permitir aos produtores do Tocantins acesso aos mercados da região Nordeste, diminuindo distâncias e ligando aos cerrados do Maranhão, Piauí e Bahia. Quanto ao transporte de passageiros, serão criadas novas rotas de ônibus, interligando várias cidades do Nordeste a outros centros do Norte e Centro-Oeste. Ou seja, a ligação da BR-135 à BR-153, através da BR-235, vai criar um eixo de desenvolvimento, com o surgimento de novas indústrias e o fortalecimento do agronegócio”, diz Ricardo Neves, cidadão pedro afonsino, residente em Palmas, mas 100% dedicado à causa.

Resta saber como está o andamento do projeto da BR-235 no Maranhão, com extensão de 160 quilômetros
MAS, E O MARANHÃO? - Já que a classe política do Tocantins está se mexendo em relação à implantação/pavimentação da BR-235, a pergunta que fazemos, é: e os políticos do Maranhão, especialmente de Alto Parnaíba, município mais interessado na obra, o que estão fazendo nesse sentido?

São aproximadamente 160 quilômetros entre a Divisa MA/TO e a cidade de Alto Parnaíba; é a antiga "Estrada do Sal", conforme gostava de se referir o saudoso advogado alto-parnaibano, Décio Hélder do Amaral Rocha.
 

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Sem energia elétrica, empresa encerra atividades por causa do alto preço do diesel


Por falta de energia elétrica, a Cerâmica Mota, de Santa Filomena (PI), teve que encerrar suas atividades
A empresa Cerâmica Mota, do microempresário Celso Ferreira Mota, em funcionamento há mais de cinco anos, ininterruptos, está sendo obrigada a encerrar suas atividades por causa do elevado custo do óleo diesel.

Segundo Celso Mota, a empresa, que já teve 18 funcionários e atualmente vinha se mantendo com 6, chegou ao limite e não tem mais capacidade de cumprir com o pagamento dos salários dos trabalhadores, inclusive 13º Salário e abono de Férias. "Estou pagando para trabalhar", lamenta.

O galpão da Cerâmica Mota, que produzia 100 mil tijolos por mês, está vazio, sem perspectiva de retorno

Além do combustível estar inviabilizando o negócio, Celso Mota tem que comprar ainda o barro (argila) e a lenha, materiais indispensáveis na fabricação de tijolos furados. Aliás, com a instalação da Cerâmica Mota (antes Cerâmica Santa Filomena), melhorou muito o nível das construções, principalmente na cidade. Atualmente, graças à maior facilidade em adquirir tijolos, a preços bem mais acessíveis, quase não se constrói casas com adobe (tijolo cru) em Santa Filomena, nem mesmo na zona rural.

Gerador da Cerâmica Mota, que consome 12 litros/hora de óleo diesel e estava custando R$ 500 por dia

Sem dúvida, o fechamento da Cerâmica Mota vai causar o desemprego de seis a dez chefes de família, um problema de ordem social, e dificultar o direito a uma moradia digna e a conseqüente melhoria na qualidade de vida de muitas famílias filomenenses, fato que já é público e notório.

A Cerâmica Mota está a 400 m da BR-235/PI, a 8 km de Santa Filomena e a 6 km da linha da CEPISA

“Quando começamos, a gente gastava 140 reais por dia, para produzir quatro milheiros de tijolos. Hoje gastamos quase 500 reais. E o preço do milheiro de tijolos continua 400 reais, o mesmo valor de quando começamos”, conta Celso Mota que, embora sua empresa esteja a 400 metros da BR-235/PI (estrada Gilbués/Santa Filomena), a 8 quilômetros da cidade de Santa Filomena e a apenas 6 quilômetros da rede elétrica de alta tensão (linha Gilbués/Santa Filomena - 34,5 kV), não dispõe de energia elétrica.

No refeitório da Cerâmica, Celso Mota lamenta ter que fechar sua empresa por falta de energia elétrica
E acrescenta: “Mantive aqui dezoito funcionários, fui diminuindo e hoje estou com seis ou sete. Quando comecei aqui não tinha Cantina, não tinha nem a estrutura que tem hoje. Quer dizer, investi dinheiro e agora estou sem poder produzir porque está sendo inviável. O diesel ficou muito caro”.

Ainda conforme Celso Mota, a Cerâmica não só vinha gerando empregos diretos e indiretos, mas também melhorou a qualidade das construções, tendo em vista que o tijolo que vem de fora está em torno de R$ 600.

TRISTE! Lamentavelmente, a última "fornada" da Cerâmica Mota foi queimada na terça-feira passada (22)
“Se tivermos energia elétrica capaz de suprir a nossa demanda, claro que vamos ter condições de manter o preço de 400 reais ou até vender mais barato do que o valor que a gente vinha mantendo faz cinco anos. E ainda teremos a possibilidade de aumentar a produção em pelo menos 30 por cento. Ou seja; quando um dia a gente contar com energia elétrica, aí sim, vamos poder aumentar a produção e reduzir custos”, diz Celso.

Toda a produção da Cerâmica Mota - cerca de 100 milheiros mensais - vinha sendo comercializada no próprio município de Santa Filomena. São dois fornos, cada um com capacidade para “queimar” 30 mil tijolos.

A Cerâmica Mota possui dois fornos, cada um com capacidade para queimar até 30 mil tijolos furados
A última fornada foi “queimada” na terça-feira passada, 22 de maio de 2018.

A deficiência da Eletrobrás Piauí (CEPISA) em servir o município de Santa Filomena com energia elétrica, em especial, o Vale do Taquara, levou com que Celso Mota, proprietário da Cerâmica Mota, tomasse a decisão de fechar a unidade que, devido ao preço do diesel, estava operando no vermelho.

E AGORA?  O empresário Celso, que se desfez de bens para comprar a Cerâmica, vai ficar no prejuízo?
E agora? O empresário Celso Ferreira Mota, que se desfez de bens patrimoniais para adquirir o empreendimento, vai ficar no prejuízo?

Assim como Celso Mota, outros proprietários da Fazenda Recreio investiram na criação de peixes, mas tiveram que parar com a atividade. Da mesma forma, dezenas de produtores do Vale do Taquara, com terras férteis e água disponível, não conseguem trabalhar devido à falta de energia elétrica.