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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

PIB per capita de Santa Filomena supera o de Teresina e já é o 4º maior do Piauí

Santa Filomena sobe quatro posições no ranking da CEPRO e já detém o 4º maior PIB per capita do Piauí
O PIB per capita do Piauí foi de R$ 12.218,51 em 2015. O número está abaixo do PIB per capita nacional, que é de R$ 29.326,33, mas, felizmente, é R$ 410 mais alto que o registrado no ano anterior. 

Em termos percentuais, a renda per capita do Estado cresceu 3,47% de um ano para o outro. Entretanto, a renda per capita do povo piauiense representa ainda menos de 42% da renda nacional. 

Os dados foram apresentados na última quinta-feira, 14 de dezembro de 2017, pela Fundação CEPRO (Fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais do Piauí), em parceria com o IBGE, no auditório da APPM, e revelam grandes desigualdades dentro do território piauiense, visto que o maior PIB per capita registrado no estado, em Baixa Grande do Ribeiro (R$ 49.866,93), é dez vezes superior ao menor resultado, em Cabeceiras (R$ 4.949,09).


O agronegócio é, sem dúvidas, o grande responsável por esse crescimento econômico em Santa Filomena
Os maiores PIB’s (Produto Interno Bruto) per capita do Piauí: 

1) Baixa Grande do Ribeiro (R$ 49.866,93);
2) Uruçuí (R$ 48.817,43);
3) Ribeiro Gonçalves (R$ 34.285,13);
4) Santa Filomena (R$ 33.063,41);
5) Bom Jesus (R$ 26.497,12);
6) Currais (R$ 26.493,56)
7) Guadalupe (R$ 24.493,58)
8) Teresina (R$ 20.879,75)
9) Gilbués (R$ 16.901,63)
10) Antônio Almeida (R$ 16.801,19).

Teresina tem PIB per capita de R$ 20.879,75 e está na 8ª posição.  

O crescimento da renda por pessoa fez com que o padrão das residências urbanas e até rurais melhorasse
Em 2014, o município de Uruçuí ocupava a primeira posição (com renda per capita de R$ 45 mil), agora, mesmo tendo aumentado no indicador, fica em segundo. Baixa Grande do Ribeiro e Uruçuí apresentaram, em 2015, renda per capita maior que a do estado de São Paulo, que apresentou PIB per capita de apenas R$ 43.694,68. 

Já o município de Santa Filomena, posicionado no extremo oeste do Piauí, apresentou PIB per capita de R$ 33.063,41 (Trinta e Três Mil, Sessenta e Três Reais e Quarenta e Um Centavos), subindo para a quarta colocação, atrás de Baixa Grande do Ribeiro, Uruçuí e Ribeiro Gonçalves, e à frente de potências como Bom Jesus e Teresina.

É como se cada habitante em todo o território de Santa Filomena houvesse produzido naquele ano riqueza equivalente a R$ 33.063,41. Considerando a população estimada de 6.096 habitantes, significa dizer que o PIB total em 2015 foi de R$ 201.554.547,36.

E, apesar da crise financeira enfrentada pelo Brasil, o comércio de Santa Filomena dá sinais de recuperação
E com certeza, o agronegócio é o grande responsável por esse crescimento econômico. Para que se tenha ideia dessa pujança, o município de Santa Filomena recebeu da SEFAZ/PI em 2016 o montante de R$ 3.695.867,79, com crescimento de 15,7% em relação a 2015. Em 2017, de 1º de janeiro a 14 de dezembro, o Tesouro Estadual repassou à Prefeitura de Santa Filomena o valor líquido de R$ 3.169.973,27 (R$ 4.876.881,21 – R$ 1.706.907,94).

Em 2013, segundo pesquisa da Cepro, Santa Filomena aparecia em 8º lugar, com PIB per capita anual de R$ 15.759,57 (atrás de Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves, Antonio Almeida, Teresina, Sebastião Leal e Fronteiras), à frente de Bom Jesus, com PIB per capita de 13.978,42, e de Picos, com 13.644,72. Em 2015, avançou para R$ 33.063,41, com crescimento de 142,3%.

Além da BR-235, o Rio Parnaíba é uma das portas de entrada de Santa Filomena, via canoas ou balsa Pipes
"Todos esses dados representam uma grande desigualdade social. A maior renda per capita do Piauí é dez vezes superior à menor renda. Nos estados com menos desigualdade, é no máximo cinco vezes maior. O que percebemos é que os municípios com as menores rendas são mais dependentes das transferências da União, como o Bolsa Família, mas esse modelo de crescimento já se esgotou e não haverá crescimento significativo se não for pela produção e produtividade", diz o presidente da CEPRO, Antônio José Medeiros.

A maior renda per capita do país está em Brasília, com R$ 73.971,05 por cada habitante, sendo 123,72% superior à de Santa Filomena.

Os menores PIB’s per capita do Piauí estão nos municípios de: 

220º) Massapê do Piauí (R$ 5.119); 221º) Curral Novo do Piauí (R$ 5.116); 222º) São João do Arraial (R$ 5.090); 223º) Campo Largo do Piauí (R$ 5.012); e 224º) Cabeceiras do Piauí (R$ 4.949).

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Fundação Cepro diz que Santa Filomena tem o 8º maior PIB per capita do Piauí

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
A pesquisa da Fundação Cepro mostra o "porquê" de Santa Filomena estar ganhando aspecto de uma cidade progressista

Teresina, Parnaíba, Picos, Floriano e Uruçuí são, respectivamente, os 05 (cinco) maiores municípios quanto ao Produto Interno Bruto (PIB) do Estado do Piauí durante o ano de 2013, conforme acaba de divulgar a Fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais do Piauí (Cepro), responsável pela organização e divulgação do estudo, juntamente com o IBGE-RJ.

Segundo Adolfo Moraes, presidente da Fundação Cepro, a escassez de chuvas prejudicou algumas cidades do sul do estado, onde se concentram os principais municípios envolvidos com a produção agropecuária no Piauí. “É o peso do agronegócio! Tivemos em 2013 uma mobilidade entre alguns municípios piauienses e isso é reflexo da escassez das chuvas na região dos Cerrados, que inibiu o crescimento na produção da soja, do milho e do algodão”, explica Adolfo Moraes, que é também engenheiro agrônomo e mestre em Meio Ambiente.


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)
Face ao aumento da frota de do fluxo de veículos, outro posto de combustível acaba de ser inaugurado em Santa Filomena

De acordo com a Fundação Cepro, os 10 municípios melhores posicionados no ano de 2013 foram responsáveis por 65,26% da riqueza gerada no Piauí. São eles: Teresina, Parnaíba, Picos, Floriano, Uruçuí, Piripiri, Campo Maior, Bom Jesus, Baixa Grande do Ribeiro e São Raimundo Nonato. Em 2012, os dez maiores municípios representavam 65,25% de toda a economia do estado, caracterizando em 2013 leve crescimento na concentração da riqueza.

Esses dados do PIB dos Municípios permitem medir a concentração da renda gerada no Piauí.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
Apesar da "seca verde" ocorrida em março de 2013, a soja ajudou Santa Filomena a manter o seu elevado PIB per capita

No ano de 2013, o PIB médio (total do PIB estadual dividido pelo número de municípios) dos municípios piauienses atingiu R$ 139.464,22; média um pouco melhor que a verificada em 2012 (R$ 127.797,02). Exatos 25 municípios estavam acima, enquanto que 199 estavam abaixo dessa média, caracterizando a concentração na geração da renda do Estado.

Em relação ao PIB das capitais brasileiras em 2013, Teresina manteve-se na 20ª posição, tendo permanecido à frente de Florianópolis (SC), Aracaju (SE), Porto Velho (RO), Macapá (AP), Rio Branco (AC), Boa Vista (RR) e Palmas (TO). Em relação ao ranking do PIB dos 5.570 municípios brasileiros, Teresina ocupou a 50ª posição, ganhando um posto em relação a 2012.
 
Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)
Com média de 9.000 kg/ha, o milho também fez com que Santa Filomena tivesse o 6º maior PIB per capita do PI em 2012

De acordo com o relatório, ao analisar os 224 municípios piauienses, percebe-se que 69,64% deles possuem PIB igual ou inferior a R$ 50 Milhões, e que apenas um município (Teresina) tem PIB (Produto Interno Bruto) superior a R$ 5.000.000.000,00 (Cinco Bilhões de Reais).

Ainda sobre os municípios, vale destacar que, em 2013, com base do estudo realizado pela Fundação Cepro, houve ganho de participação em Teresina, Parnaíba, Picos, Floriano, Piripiri e Campo Maior. Nos demais municípios (Uruçuí, Bom Jesus, São Raimundo Nonato e Baixa Grande do Ribeiro), ocorreu diminuição na participação em comparação 2013/2012.


Imagem: José Bonifácio/GP13(Imagem:José Bonifácio/GP1)
Graças à riqueza gerada no município de Santa Filomena, o Banco do Nordeste estará inaugurando sua agência em 2016

PIB per capita - Em 2013 o Piauí alcançou um PIB per capita de R$ 9.811,04 ante R$ 9.056,89 em 2012, com aumento de R$ 754,15. Mas é a menor renda per capita do País.

O PIB per capita corresponde à divisão do PIB pela população residente, essa informação é encaminhada oficialmente pelo IBGE ao Tribunal de Contas da União (TCU), para utilização como um dos critérios de rateio do cálculo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Entre os dez municípios com maiores PIB’s per capita em 2013, sete tiveram como principal atividade a soja e o milho: Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves, Antônio Almeida, Sebastião Leal, Santa Filomena e Bom Jesus, todos da região dos cerrados.


Imagem: Fundação Cepro1(Imagem:Fundação Cepro)
De acordo com pesquisa da Fundação Cepro, em 2013 Santa Filomena foi o 8º maior município quanto ao PIB per capita

SANTA FILOMENA - Pela pesquisa da Cepro, o município de Santa Filomena aparece em 8º lugar, com PIB per capita anual de R$ 15.759,57 (atrás de Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves, Antonio Almeida, Teresina, Sebastião Leal e Fronteiras), à frente de Bom Jesus, com PIB per capita de R$ 13.978,42), e de Picos, com PIB per capita de R$ 13.644,72.

É como se cada habitante do lugar tivesse produzido em 2013 o equivalente a R$ 15.759,57.


Imagem: Fundação Cepro2(Imagem:Fundação Cepro)
 E o município de Dom Inocêncio, na região de São Raimundo Nonato, foi o último colocado em relação ao PIB per capita

Mas Santa Filomena esteve bem melhor posicionada entre os 10 (dez) maiores municípios com relação ao PIB per capita: foi o 7º (sétimo) colocado em 2011, com produção per capita anual de R$ 17.070,37; e alcançou o 6º lugar em 2012, com PIB per capita de R$ 19.210,82.

Já os menores PIB’s per capita do Piauí são: 220º lugar - Alto Longá, com R$ 4.144,86; 221º lugar - Fartura do Piauí, com R$ 4.129,16; 222º lugar - Massapê do Piauí, com R$ 4.106,16; 223º lugar - Curralinhos, com R$ 3.989,74; e 224º lugar - Dom Inocêncio, com R$ 3.959,54.


Fonte: Fundação Cepro

sábado, 3 de março de 2012

Gilbués foi um dos cinco municípios piauienses que mais exportaram em 2011

São 10 (dez) os principais produtos exportados pelo estado do Piauí: grãos de soja, ceras vegetais, mel de abelha, algodão, couros e peles, produtos químicos, pescados, quartzitos, pedras, diamantes e castanha de caju.

De acordo com a Fundação Cepro, apesar de quatro desses produtos terem tido uma queda significativa nas exportações, o ano de 2011 fechou com crescimento de 27,22% em relação ao ano anterior; um total alcançado, segundo a Fundação, devido o crescimento nas exportações da soja (100%), algodão (366%) e pedras e diamantes (299%). Os dados são da Conjuntura Econômica anual, boletim analítico da Fundação Cepro.

Outro destaque apresentado pela Conjuntura foi o Mel, que exportou 22% a mais que no ano de 2010. Apesar de ser um resultado positivo, os estudiosos da Fundação acreditam que esse número poderia ser ainda maior, já que o Piauí é o segundo maior produtor de mel do Brasil.

As maiores quedas na exportação foram com a castanha de caju (-75%), os pescados (-23,83%), os produtos químicos (-38%) e as ceras vegetais (-10%); esta última tendo sido o maior produto exportador de 2010.

No tocante ao comportamento das exportações por estados, verificou-se que o maior crescimento foi apresentado pelo Amapá (70,77 %), seguido de Sergipe (9,79%), Rio de Janeiro (47,06%), Pará (42,86%), Tocantins (41,37%), Alagoas (41,25%), Goiás (38,58%), Mato Grosso do Sul (32,32%) e Mato Grosso (31,33%).

“Embora tenhamos tido um crescimento nas nossas exportações, em nível comparativo ainda ficamos muito aquém dos estados vizinhos Ceará e Maranhão, onde nossas exportações representam apenas 11,71% e 5,39%, respectivamente, do total das exportações destes”, explica o economista da Cepro, Manoel Moedas.

Os principais municípios piauienses exportadores em 2011 foram: Campo Maior (com ceras vegetais); Gilbués e Pedro II (diamantes e pedras), Piripiri (com ceras vegetais e fibras sintéticas) e Parnaíba (couros e peles e ceras vegetais). Os principais países de destino das exportações (2010/2011) foram China, Estados Unidos, Espanha, Holanda, Alemanha e Japão.

A Conjuntura Econômica é um boletim analítico divulgado há décadas pela Fundação Cepro e em versões trimestral, semestral e anual, acompanha e avalia, de forma efetiva, o desempenho dos principais indicadores da economia piauiense.

Os segmentos estudados neste boletim são: Agricultura; Comércio; Índice de Preço ao Consumidor (IPC); Serviços (energia elétrica, abastecimento de água e esgotamento sanitário); Matrícula Veicular; Comércio Exterior; Transporte Aéreo; Finanças Públicas (ICMS, FPE); IPVA; Previdência Social; Indústria e dados sobre o Emprego Formal.

Fonte: www.vermelho.org.br