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domingo, 12 de maio de 2019

Santa Filomena se mantém como o quinto maior produtor de soja do Piauí


Santa Filomena colheu 188.112 toneladas de soja, equivalente a 7,35% da produção da oleaginosa no Piauí
O IBGE apresentou, recentemente, os resultados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), com a previsão da Safra 2018/2019. Os resultados da pesquisa têm como referência dados coletados em campo do mês de dezembro/2018 e na 1ª quinzena de janeiro/2019.

Os dados do LSPA são obtidos através de reuniões realizadas nas Comissões Municipais de Estatística Agropecuária (COMEA), reunindo representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Secretaria de Agricultura e órgãos estaduais ligados à agricultura, como o EMATER. Para complementar o levantamento de dados, o IBGE realiza visitas aos projetos agrícolas.

Levantamento sistemático da produção agrícola realizado pela agência do IBGE/Corrente, em abril de 2019
O prognóstico para a Safra Agrícola 2018/2019, com base nos dados obtidos no período de referência, aponta que o Piauí apresentará a maior safra da sua história, com um total de 4,52 milhões de toneladas de grãos, um aumento de 7,51% em relação ao obtido em 2018, de 4,21 milhões de toneladas.

Pelo prognóstico do IBGE, houve um aumento no volume colhido de soja (colheita de 2,56 milhões de toneladas, cerca de 3,91% a mais que a safra de 2018, registrando-se um aumento da área plantada de aproximadamente 6,5%) e milho (colheita de 1,73 milhão de toneladas, cerca de 14,10% a mais que a safra de 2018, apesar de ter se verificado uma redução da área plantada de aproximadamente 16%). O aumento da safra agrícola piauiense é basicamente em razão de um aumento esperado na produtividade.

Santa Filomena é também o 7º maior produtor de milho do Piauí, com 78.978 toneladas em 10.436 hectares
SANTA FILOMENA - O maior produtor piauiense de soja é Baixa Grande do Ribeiro, com 675.252 toneladas colhidas. Na vice-liderança aparece Uruçuí, com 575.627 toneladas, seguido de longe pelo vizinho Ribeiro Gonçalves, com 263.316 toneladas, e por Bom Jesus, com 245.114 toneladas. 

Santa Filomena, no extremo oeste do Piauí, que possui área total de 5.285 km2 (528.500 hectares), plantou 61.114 hectares e colheu 188.102 toneladas, com rendimento médio de 3.078 kg/ha (51 sacas 60 kg/ha).

As 188,102 mil toneladas colhidas em Santa Filomena representam 7,38% de toda a soja produzida no Piauí, ainda estimada em 2.560.000 toneladas.

A Fazenda Nova, na Serra das Guaribas, foi pioneira no plantio de algodão herbáceo no Cerrado do Piauí
Também merecem destaque as produções de milho e de algodão herbáceo. De acordo com Ivana Maria Morandi Lustosa, da agência do IBGE em Corrente, que contou com o auxílio do Supervisor Estadual da Pesquisa Agropecuária, senhor Pedro Andrade, até o final de agosto o município de Santa Filomena deverá colher 78,978 mil toneladas de milho (4,56% das 1.730.000 toneladas previstas no Piauí) em 10.436 hectares, com produtividade média de 7.568 kg/ha ou 126 sacas de 60 quilos/hectare.

Com relação à cultura do algodão herbáceo, serão colhidos 3.605 hectares, sendo 1.500 hectares em uma Fazenda e 2.105 hectares em outra Fazenda (que, aliás, foi pioneira no cultivo do algodão nos cerrados do Piauí, desde 2003), ambas na Serra das Guaribas e entrecortadas pela via BR-235/PI.

Dessa forma, o município de Santa Filomena deverá contribuir com 18,48% de todo o algodão colhido no Piauí em 2019, estimado em 78.975 toneladas ou 5.265.000 arrobas de algodão em caroço, numa área de 19.500 hectares. A produtividade média esperada é de 270 arrobas/hectare (4.050 kg/ha).

A última coleta foi realizada em abril, pelos agentes de pesquisa do IBGE.

Santa Filomena deverá colher, em 3.605 hectares, cerca de 1 milhão de arrobas de algodão em caroço
REGULARIDADE CLIMÁTICA - Apesar da ocorrência do El Niño, na segunda quinzena de dezembro de 2018 e durante todo o mês de janeiro de 2019, os impactos do fenômeno quase não foram sentidos, causando poucas alterações no regime pluviométrico da mesorregião sudoeste do Piauí.

Em 7 meses - outubro de 2018 a abril de 2019 - foram registrados 1.375,0 milímetros (57% da média anual histórica, segundo o EMATER-PI) em Santa Filomena: Outubro - 150,5 milímetros; Novembro - 187,0 milímetros; Dezembro - 210,5 milímetros; Janeiro - 131,0 milímetros; Fevereiro - 266,0 milímetros; Março - 278,0 milímetros; e Abril - 152,0 milímetros.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

BR-235/PI: Agricultor diz que drenagem da rodovia está destruindo sua propriedade


Drenagem da BR-235/PI está criando uma voçoroca na Fazenda Salto, propriedade de Salomão Glória Reis
Uma voçoroca gigante, que começou a partir de um bueiro da BR-235/PI, na Gleba Salto, a 13 quilômetros da cidade de Santa Filomena (PI), está literalmente engolindo a propriedade do senhor Salomão Glória Reis.

A erosão, com mais de 500 metros de extensão e que chega a ter até de 3 metros de profundidade por 15 metros de largura, começa a destruir a parte agricultável (agricultura de subsistência e pastagem) do imóvel Salto, com área de 50 hectares, na qual Salomão Glória tira o sustento familiar.

A água que sai do bueiro escorre por cerca de 500 metros, provocando compactação, erosão e assoreamento
“Na época em que foi construída a estrada, o pessoal da Construtora Sucesso pegou piçarra aqui e queria construir um pequeno açude prá mim. Eu até achei que não merecia tudo isso e não falei mais com eles. Mas hoje vejo que a água tá acabando com minha propriedadezinha. Criou uma erosão monstra, que começou num bueiro, em frente da minha casa”, diz Salomão Glória, que pede providência ao DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e também à Construtora Sucesso, responsável pela obra.

O processo erosivo começa logo depois do bueiro e se transforma em voçoroca ao chegar no Riacho Salto
O pior é que a voçoroca da Fazenda Salto não pára de avançar rumo à BR-235, donde surgiu. O buraco maior, com cerca de 50 metros de extensão, já chegou no Brejo do Salto, e está a poucos metros do Rio Taquara. 

Além do canal principal, que deu origem à voçoroca (buracão no solo, causado pelo escoamento de águas das chuvas), na área de pastagem, oferecendo risco de acidente com animais, o processo erosivo se deriva para dois outros pontos da propriedade, próximos da moradia, exatamente onde Salomão Glória planta mandioca e outras culturas, como feijão e milho.

Além da voçoroca, duas outras erosões se formam na área, ameaçando inclusive a casa da Fazenda, ...
Danos ao Meio Ambiente – Como se não bastassem os prejuízos que vêm sendo causados ao senhor Salomão Glória, que já perdeu boa parte da terra produtiva de sua propriedade, é visível a ocorrência de danos ao Meio Ambiente, haja vista o empobrecimento do solo, o assoreamento do Riacho Salto e do Rio Taquara, e o esgotamento do patrimônio hidrológico.

... assoreando o Riacho Salto e o Rio Taquara e possibilitando o esgotamento do patrimônio hidrológico
Esperamos que o caso seja resolvido à luz do bom senso, sem que haja necessidade de ajuizamento de Ação Civil Pública de Responsabilidade por Danos ao Ambiente Natural, com base nos artigos 129, III, 170, III, e IV e 225 da Constituição Federal,  e demais disposições da Lei Adjetiva Civil.

Regida pela Lei 7.347, de 24/07/1985, a Ação Civil Pública pode ser proposta pelo Ministério Público, Defensoria Pública, União, Estados, Municípios, Autarquias, Empresas Públicas, Fundações, Sociedades de Economia Mista e Associações interessadas, se constituídas há pelo menos um ano.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Clima favorável no sul do Piauí deve aumentar rendimento médio da soja e do milho

Lavouras de SOJA e de MILHO na Serra da Fortaleza, distante cerca de 80 km da cidade de Santa Filomena


Agentes de pesquisa e mapeamento deverão elevar suas previsões para a safra 2017/2018 de soja no sul do Piauí, nos próximos dias; as preocupações climáticas diminuíram e as lavouras estão se desenvolvendo muito bem.

Na safra passada, de acordo com informações do IBGE, no município de Santa Filomena, extremo oeste piauiense, a produção de soja chegou a 170.021 toneladas, em 57.929 ha, com rendimento médio de 2.935 kg/ha.

Levantamento do IBGE indica que Santa Filomena (PI) deverá colher mais de 172 mil toneladas de Soja
Para a safra 2017/2018, levantamento realizado ainda em dezembro, pelos agentes Donadson Paraguassu de Sousa e Ígor Luan de Sousa Amorim, da agência do IBGE Corrente (PI), diz que os 56.155 hectares de soja em Santa Filomena deverão produzir 172 mil toneladas, com média de 3.069 kg/ha.

Já a safra de milho alcançou 63.287 toneladas, colhidas em 9.041 hectares, alcançando a produtividade média de apenas 7.000 quilos por hectare.

Agentes do IBGE Corrente/PI, Donadson Paraguassu e Ígor Luan, em reunião do STTR de Santa Filomena
Porém, a perspectiva para a atual safra é bem mais alvissareira. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produtividade média do milho chegará a 9.340 kg/ha, com acréscimo de 33,4% em relação à safra 2016/2017. Em razão disso, a produção final de Zea mays será de 64.800 toneladas, nos 6.940 hectares de áreas plantadas e espalhadas na Serra das Guaribas, na Serra do Ouro, na Serra do Riachão e na Serra da Fortaleza.

Regularidade Climática – Durante os últimos 90 dias (Novembro/2017, Dezembro/2017 e Janeiro/2018) as chuvas vêm ocorrendo de forma regular na região, mesmo não sendo em grandes volumes. No mês de janeiro choveu somente 166 milímetros na sede municipal, quando o normal seria na casa dos 230 milímetros. Aliás, dados coletados pelo EMATER-PI mostram que em janeiro de 2016 choveu 255 milímetros na cidade de Santa Filomena.

E que a produção de milho será de 64.800 toneladas, em 6.940 ha, com rendimento médio de 9.340 kg/ha


Felizmente, as chuvas foram bem distribuídas, com média de 5,3 milímetros por dia, volume ideal para as culturas da soja e do milho. Foram registrados 18 dias com chuva e só cinco dias seguidos sem precipitação (15 a 19).

Mas nas áreas altas (Serras), onde estão os verdes campos de soja e milho, o volume pluviométrico em janeiro foi bem superior ao verificado na zona urbana. Conforme o agricultor paranaense Fábio Michelan, proprietário da Fazenda Pequena Japurá, na Serra da Fortaleza, distante cerca de 80 quilômetros da cidade de Santa Filomena, choveu 221 milímetros. Lá, também, as chuvas foram bem distribuídas durante os 31 dias do mês.

A preocupação dos agricultores passa a ser outra: a precariedade do sistema de escoamento da produção !!!
E, ao contrário do que apontava a meteorologia no início do ano, está afastado o risco de veranico na primeira quinzena de fevereiro. Inclusive, a previsão é que vamos continuar tendo chuvas regulares durante os meses de fevereiro e março de 2018, mesmo que pouco abaixo da média histórica.

A preocupação dos agricultores, principalmente da Serra da Fortaleza, passa a ser agora com a precariedade do sistema de escoamento da produção. Certamente cogitam, e com motivos, pedir ajuda ao Governo do Piauí.