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sexta-feira, 11 de maio de 2018

BR-235/PI: Agricultor diz que drenagem da rodovia está destruindo sua propriedade


Drenagem da BR-235/PI está criando uma voçoroca na Fazenda Salto, propriedade de Salomão Glória Reis
Uma voçoroca gigante, que começou a partir de um bueiro da BR-235/PI, na Gleba Salto, a 13 quilômetros da cidade de Santa Filomena (PI), está literalmente engolindo a propriedade do senhor Salomão Glória Reis.

A erosão, com mais de 500 metros de extensão e que chega a ter até de 3 metros de profundidade por 15 metros de largura, começa a destruir a parte agricultável (agricultura de subsistência e pastagem) do imóvel Salto, com área de 50 hectares, na qual Salomão Glória tira o sustento familiar.

A água que sai do bueiro escorre por cerca de 500 metros, provocando compactação, erosão e assoreamento
“Na época em que foi construída a estrada, o pessoal da Construtora Sucesso pegou piçarra aqui e queria construir um pequeno açude prá mim. Eu até achei que não merecia tudo isso e não falei mais com eles. Mas hoje vejo que a água tá acabando com minha propriedadezinha. Criou uma erosão monstra, que começou num bueiro, em frente da minha casa”, diz Salomão Glória, que pede providência ao DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e também à Construtora Sucesso, responsável pela obra.

O processo erosivo começa logo depois do bueiro e se transforma em voçoroca ao chegar no Riacho Salto
O pior é que a voçoroca da Fazenda Salto não pára de avançar rumo à BR-235, donde surgiu. O buraco maior, com cerca de 50 metros de extensão, já chegou no Brejo do Salto, e está a poucos metros do Rio Taquara. 

Além do canal principal, que deu origem à voçoroca (buracão no solo, causado pelo escoamento de águas das chuvas), na área de pastagem, oferecendo risco de acidente com animais, o processo erosivo se deriva para dois outros pontos da propriedade, próximos da moradia, exatamente onde Salomão Glória planta mandioca e outras culturas, como feijão e milho.

Além da voçoroca, duas outras erosões se formam na área, ameaçando inclusive a casa da Fazenda, ...
Danos ao Meio Ambiente – Como se não bastassem os prejuízos que vêm sendo causados ao senhor Salomão Glória, que já perdeu boa parte da terra produtiva de sua propriedade, é visível a ocorrência de danos ao Meio Ambiente, haja vista o empobrecimento do solo, o assoreamento do Riacho Salto e do Rio Taquara, e o esgotamento do patrimônio hidrológico.

... assoreando o Riacho Salto e o Rio Taquara e possibilitando o esgotamento do patrimônio hidrológico
Esperamos que o caso seja resolvido à luz do bom senso, sem que haja necessidade de ajuizamento de Ação Civil Pública de Responsabilidade por Danos ao Ambiente Natural, com base nos artigos 129, III, 170, III, e IV e 225 da Constituição Federal,  e demais disposições da Lei Adjetiva Civil.

Regida pela Lei 7.347, de 24/07/1985, a Ação Civil Pública pode ser proposta pelo Ministério Público, Defensoria Pública, União, Estados, Municípios, Autarquias, Empresas Públicas, Fundações, Sociedades de Economia Mista e Associações interessadas, se constituídas há pelo menos um ano.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Levantamento do IBGE diz que Santa Filomena vai colher 237 mil toneladas de grãos

A cultura do milho aparece em segundo lugar, com produção total de 63.287 toneladas, em 9.041 hectares




A produção agrícola do município de Santa Filomena (PI) em 2017 deve chegar a 237.210 toneladas de grãos, conforme estimativa da safra realizada em abril pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O principal destaque na colheita 2016/17 é para a cultura da Soja, que totalizou 170.021 toneladas, distribuídas em 57.929 hectares, com rendimento médio de 2.935 quilos por hectare (48,9 sacas de 60 quilos por hectare).

Em segundo lugar ficou o Milho, que já começou a ser colhido. A produção estimada nos 9.041 hectares é de 63.287 toneladas, com produtividade média de 7.000 kg/ha, que equivalem a mais de 116 sacas de 60 quilos/hectare.


As principais áreas cultivadas com milho se concentram na Serra das Guaribas, margeando a BR-235/PI

E bem atrás, na terceira colocação, aparece o Arroz de Sequeiro, que nas décadas de 1980/1990 foi o carro-chefe do cerrado piauiense, mas que hoje serve apenas para abertura de áreas. Na safra 2016/2017 foram plantados somente 1.715 hectares da gramínea nas terras altas de Santa Filomena. 

Com produção média de 2.160 quilos por hectare (43,2 sacas de 50 quilos por hectare), estão sendo colhidas apenas 3.703 toneladas de Arroz de Sequeiro.

Quanto ao Feijão, o IBGE estima uma produção de 198 toneladas, oriunda da agricultura familiar. Vale lembrar que os mais de 4.000 hectares da leguminosa plantados na Serra das Guaribas, embora próximos da cidade de Santa Filomena, se localizam no município de Baixa Grande do Ribeiro.

O levantamento do IBGE revela ainda que em Santa Filomena há 18 hectares de Fava, 30 hectares de Cana-de-Açúcar e 130 hectares de Mandioca.


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Feijão passou a ser a nova opção de renda para os agricultores do cerrado do Piauí

Somente em uma Fazenda, a 60 km de Santa Filomena, estão sendo cultivados 4.000 hectares de feijão


A produção de feijão no estado do Piauí ainda é pequena, se comparada com a produção de soja, milho e arroz, principalmente no Cerrado. Entretanto, a área plantada vem aumentando nos últimos anos, sobretudo em função da irregularidade climática. E a expectativa de produção em 2017 é muito boa.

Segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção de feijão no Piauí deverá ser de 66.500 toneladas. Desse total, 5.280 toneladas (8%) serão colhidas por um produtor do cerrado piauiense, cuja produtividade média esperada é de 1.320 kg/ha (22 sacas de 60kg/ha).


Até junho deverão ser colhidas 5.280 toneladas, quase 8% de todo o feijão produzido no estado do Piauí
Até junho, cerca de 4 mil hectares de feijão “safrinha”, do tipo Vigna unguiculata, serão colhidos em uma Fazenda localizada no município de Baixa Grande do Ribeiro, a 60 km da cidade de Santa Filomena, em área que está sendo arrendada por outra empresa do agronegócio, de Balsas (MA).

É bonito ver uma grande área cultivada com feijão, em pleno cerrado do Piauí, que começou a ser explorado na década de 1970, com o cultivo de arroz de sequeiro, mas que já produz soja, milho, algodão, sorgo e feijão. Talvez ninguém em sã consciência imaginaria, há 40 anos, que isso pudesse ocorrer.

A produção de feijão a ser colhida na Serra das Guaribas será quase toda exportada para o estado do Paraná

As condições de clima, solo, água, luminosidade e topografia plana no sudoeste do Piauí, como, por exemplo, na Serra das Guaribas, entre os municípios de Baixa Grande do Ribeiro e Santa Filomena, ajudam no processo de mecanização e são amplamente favoráveis à produção de grãos.

Na safra passada, foram cultivados 400 hectares, colhendo 1.320 quilos por hectares, e uma produção total de 528 toneladas. Quase todo o feijão produzido na Serra das Guaribas deverá ser vendido para o Paraná.