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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Feijão passou a ser a nova opção de renda para os agricultores do cerrado do Piauí

Somente em uma Fazenda, a 60 km de Santa Filomena, estão sendo cultivados 4.000 hectares de feijão


A produção de feijão no estado do Piauí ainda é pequena, se comparada com a produção de soja, milho e arroz, principalmente no Cerrado. Entretanto, a área plantada vem aumentando nos últimos anos, sobretudo em função da irregularidade climática. E a expectativa de produção em 2017 é muito boa.

Segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção de feijão no Piauí deverá ser de 66.500 toneladas. Desse total, 5.280 toneladas (8%) serão colhidas por um produtor do cerrado piauiense, cuja produtividade média esperada é de 1.320 kg/ha (22 sacas de 60kg/ha).


Até junho deverão ser colhidas 5.280 toneladas, quase 8% de todo o feijão produzido no estado do Piauí
Até junho, cerca de 4 mil hectares de feijão “safrinha”, do tipo Vigna unguiculata, serão colhidos em uma Fazenda localizada no município de Baixa Grande do Ribeiro, a 60 km da cidade de Santa Filomena, em área que está sendo arrendada por outra empresa do agronegócio, de Balsas (MA).

É bonito ver uma grande área cultivada com feijão, em pleno cerrado do Piauí, que começou a ser explorado na década de 1970, com o cultivo de arroz de sequeiro, mas que já produz soja, milho, algodão, sorgo e feijão. Talvez ninguém em sã consciência imaginaria, há 40 anos, que isso pudesse ocorrer.

A produção de feijão a ser colhida na Serra das Guaribas será quase toda exportada para o estado do Paraná

As condições de clima, solo, água, luminosidade e topografia plana no sudoeste do Piauí, como, por exemplo, na Serra das Guaribas, entre os municípios de Baixa Grande do Ribeiro e Santa Filomena, ajudam no processo de mecanização e são amplamente favoráveis à produção de grãos.

Na safra passada, foram cultivados 400 hectares, colhendo 1.320 quilos por hectares, e uma produção total de 528 toneladas. Quase todo o feijão produzido na Serra das Guaribas deverá ser vendido para o Paraná.

domingo, 25 de agosto de 2013

Há 148 anos era instituída a Vila de Santa Filomena, na 'Província do Piauhy'

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
Praça Barão de Paraim, numa homenagem ao tio do Ten. Coronel JOSÉ LUSTOSA DA CUNHA, o "Barão de Santa Filomena"

De acordo com os relatos até hoje conhecidos, o início da construção do pequeno lugarejo denominado de Santa Filomena não foi fácil, portanto embaraçoso e intricado, devido ao pouco acesso que dava ao mesmo. Foram imigrantes que vieram de São Paulo para o Piauí, sendo parte de origem portuguesa.

Ao chegar, encontraram uma pequena vila de nome Parnaguá, onde aconteciam desbravamentos e conquistas de Terras. Mas, ao mesmo tempo, era um oásis da civilização distante e isolada, sob o comando de uma família, que mais tarde se tornara a mais poderosa da região. Ali havia estabelecido o pernambucano Victoriano Rodrigues de Brito, que veio informado das notícias das terras que eram próprias para a criação de gado, com imensas pastagens nativas. Estabelecido no lugar, tornou-se respeitado, contraindo matrimônio alguns anos depois com uma moça ilustre, cujo nome era Ana Maria Lustosa, filha do poderoso chefe político local, Cel. José da Cunha Lustosa, o "Barão de Paraim".

Os primeiros registros sobre antepassados da família, que depois veio a estabelecer-se na região, data de 1745, quando houve uma sesmaria no sítio denominado Brejo do Lucas, em Parnaguá, concedido ao português José da Cunha Lustosa, que havia chegado à região procedente de Santos (SP), em 22 de julho de 1747. Ao mesmo foi doada, na Lagoa dos Golfos, a Fazenda Mocambo, naquele município, que tempos depois passou a ser chamada de Riacho Fresco. Ele trabalhou em suas propriedades até os seus últimos dias de vida. Com sua esposa, Helena de Sousa Lustosa, teve 05 (cinco) filhos, os quais repeliram os índios Pimenteiras, Cheréns e outros grupos indígenas do sul do Piauí.

Por volta de 1854, procedente da Fazenda Contrato, onde residiu em terras do atual município de Monte Alegre (PI), acompanhado de alguns parentes e escravos, José Lustosa da Cunha estabeleceu-se às margens do Riacho Tapuio, à direita do Rio Parnaíba.

Alguns desbravadores já haviam percorrido estas terras. Um deles foi José Antônio Barreiras de Macedo. Acompanhado de outras pessoas, teria realizado uma entrada de reconhecimento na região, chegando até as margens do Rio Taquara, porém sem deixar qualquer vestígio de sua passagem.

A geografia da região era já conhecida por fazendeiros piauienses e índios, sendo que algumas informações indicam como sendo os da tribo Cheréns que habitavam nessa região. Porém, o avanço do desbravador provocou o deslocamento desses silvícolas para as margens do rio Tocantins.

O Coronel Lustosa da Cunha, como lembrança, plantou ali perto, na localidade Recreio, uma semente de mangueira, que nasceu, desenvolveu-se e tornou-se a mangueira mãe de todas da sede na época.

Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)
A estrada Gilbués/Santa Filomena está sendo construída, e isso poderá trazer progresso e desenvolvimento para a região

No decorrer dos anos, outros parentes e amigos chegaram, aderindo aos esforços de colonização. Veio também o cidadão Camilo Vieira, que era um homem muito rico e que havia comprado uma moça na Paraíba, cujo nome era Esmeralda. Depois daquela atitude, sua família revoltou-se contra ele e resolveu situar para o mesmo uma Fazenda, pondo o nome de Contrariado, significando a expressão dos seus sentimentos. Em frente, ficava a ilha da Esmeralda, por ter sido ela, a primeira mulher a visitá-la, conhecida hoje por Ilha do Santo Antonio, próximo ao atual Balneário Atalaia.

Ali, tiveram uma filha, e o seu nome era Mikaela. Mais tarde, chegando na região, o jovem de nome Francisco Luis de Freitas, que também veio à procura de terras para a criação de gado, e conhecendo Mikaela, logo contraiu matrimônio com a mesma. Em desavença com sua família, resolveu situar uma fazenda do outro lado do Rio Parnaíba, pondo o nome de Barcelona, onde originou por ele, a Vila Santa Vitória, atual Alto Parnaíba (MA).

Sendo chefe político do lugar, o Coronel, estende seus domínios por toda a região, ampliando suas fazendas de criação de gado, onde situava o rebanho que trouxera.

Com a Guerra do Paraguai (1864-1870), a maior da América latina, que colocou o Brasil, Argentina e Uruguai em luta contra o mesmo. Motivo este dar aquele país uma saída direta para o mar. Isto era necessário, para que o país pudesse dar escoamento às suas mercadorias através do oceano atlântico. Para isto, teria que ocupar uma boa parte do nosso território, após o aprisionamento do navio Marquês de Olinda, no rio Paraná, houve a declaração de guerra, onde os paraguaios invadiram Mato Grosso e tentaram invadir o Rio Grande do Sul, atravessando sem permissão, o território argentino. Fato que ocasionou a tríplice aliança entre os três países para a quão renhida batalha. E, atendendo a chamado para alistamento em corpo de voluntários, o Coronel piauiense organizou no distante e humilde lugarejo, um grupo de 234 deles, contando com o concurso de dois filhos, alguns sobrinhos e escravos.

Outros voluntários da Comarca de Parnaguá se juntaram ao grupo no dia 22 de junho de 1865, no local que ficou conhecido por Remanso do Choro, a jusante da ilha do Santo Antonio. Os voluntários despediram-se de suas famílias e desceram rio abaixo, num total de 14 balsas rumo a Parnaíba de onde partiu para o Maranhão e embarcando ali no vapor Tocantins até o Rio de Janeiro, onde desembarcaram no dia 09 de setembro do mesmo ano. Pode-se imaginar as imensas dificuldades que encontraram em tão longa marcha até o cenário da guerra. Por onde passavam eram recebidos festivamente.

Em Pernambuco, província governada por seu irmão e Marquês de Paranaguá, foi registrada a passagem do grupo, ao qual havia se engajado, ainda em Teresina, a moça Jovita Alves Feitosa, impedida pelo ministro da Guerra, de ir para os campos de batalha, frustrando-lhe o sonho.

Aquele corpo comandado pelo Tenente Coronel José Lustosa da Cunha, foi organizado pelo mesmo na vila de Santa Filomena, que fica aproximadamente a 600 quilômetros de Oeiras, antiga capital provincial, que era governada pelo visconde Manoel de Sousa Martins, e tinha pouco mais de mil habitantes, com sete municípios apenas, sendo o governador do Estado, o major João José da Cunha Fidier.

Imagem: José Bonifácio/GP13(Imagem:José Bonifácio/GP1)
Com mais de 8 mil hectares cultivados na safra 2012/2013, Santa Filomena já é o maior produtor de algodão de todo o Piauí

O rico criador de gado, José Lustosa da Cunha, penetrou a região em busca de terras para criatório. Essa expansão era conseqüência dos domínios políticos de sua poderosa e ilustre família. Vislumbrado com o potencial das terras, às margens do Rio Parnaíba, um belo e aprazível lugar dá início a construção das primeiras casas. Segundo a tradição, o nome desse lugar foi dado pelo próprio Lustosa da Cunha.

Ele adquiriu a imagem de Santa Filomena na Bahia, para padroeira, e em sua homenagem, pôs o nome de Filomena em sua primeira filha nascida no lugar por ser devoto da Santa.

Nasceu então, na Casa Grande (hoje residência da Freiras), a 2ª filha de José Lustosa da Cunha, em uma manhã de outubro de 1854. Houve grande regozijo naquele solar e nas casas vizinhas.

Mas existem duas versões sobre a origem do município de Santa Filomena. Pereira da Costa, em sua célebre Cronologia Histórica do Piauí, relata o seguinte sobre o assunto: "A vila de Santa Filomena é uma das mais modernas povoações do Piauí, pois a sua origem remonta apenas ao ano de 1854".

Descoberto em 1854, onde está situada, José Antonio Barreiros de Macedo convidou diversos parentes e a outras pessoas para fazerem uma entrada de reconhecimento no local, que até então era habitado por índios da nação cheréns, e, ali fixando-se, começou a levantar algumas casas e fundou uma capela.

Tal desenvolvimento foi tendo o lugar, dada a influência de diversos moradores, que dois anos depois já era um povoado próspero. Foi criada uma Paróquia, que logo depois teve o predicamento de Vila.

A outra versão dá conta de que, no fim do Século XVIII e princípios do Século XIX, houve várias incursões ao território do atual município de Santa Filomena, sendo a última feita pelo patriota José Antonio Barreiros de Macedo, que teria transposto a Serra do Riachuelo, vindo até às margens do Rio Taquara, percorrendo outras partes do município, sem, contudo, deixar vestígios de fundação de qualquer estabelecimento pecuário ou de outra natureza.

Anos depois, José Lustosa da Cunha, o Barão de Santa Filomena, que residia na Fazenda Contrato, à era município de Gilbués, partia dali, já no Século XIX, acompanhado da mulher, parentes e escravos, seguindo o roteiro de José Antonio Barreiros de Macedo.

Estabeleceu-se no local, onde hoje é a sede do município de Santa Filomena, fundando ali a localidade, que começou pela casa-grande e uma capela, iniciando assim a povoação. Com o passar dos meses, outros moradores chegaram e construiram suas casas, e em pouco tempo já apresentava características de próspero povoado.

Em 09 de janeiro de 1856 foi instituída a Paróquia de Santa Filomena e elevada à categoria de Distrito, por força da Lei Provincial nº 413.

Já o município de Santa Filomena foi criado sob a denominação atual pela Resolução Provincial nº 586, de 25 de agosto de 1865, a qual foi assinada pelo governador da Província, Franklin Américo de Meneses Dória (1864 - 1866).

Santa Filomena figura nos anais da História-Pátria por sua participação na guerra do Paraguai. A esse respeito, noticia Pereira da Costa, em sua Cronologia Histórica do Estado do Piauí: "1865 ? Agosto 10 ? embarca em Teresina o 2º Corpo de Voluntários da Pátria", sob o comando do Tenente Coronel José Lustosa da Cunha, com destino a campanha do Paraguai.

O corpo seguiu para Parnaíba, de onde partiu para o Maranhão e embarcando ali no Vapor Tocantins, desembarcou no Rio de Janeiro em 9 de setembro. Nesse Corpo seguiu como 2º Sargento a heroína e distinta Jovita Alves Feitosa, impedida pelo Ministro da Guerra, de seguir para os campos de batalha, frustrando-lhes os seus sonhos.

Em sua rota para o sul tocou o 'Tocantins' no Porto de Recife em 01 de setembro; e noticiando o "Diário de Pernambuco" do dia seguinte a passagem do corpo de voluntários piauienses, disse:

"... este Corpo comandado pelo distinto senhor Coronel José Lustosa da Cunha, foi organizado pelo mesmo na Vila de Santa Filomena, que demora cerca de 200 léguas distante do litoral e umas 100 da capital da Província".

"... sem embargo de ser uma Vila de recente fundação, e por conseguinte ainda pouco populosa, contribuiu essa localidade para o desforço da Pátria ultrajada com 234 voluntários, que aí seguem reunidos a outros até a comarca de Parnaguá, em número de 404, que foram o efetivo deste brilhoso corpo composto em seu todo de uma mocidade válida e de porte Marcial".

Segundo a tradição local, o nome do município foi dado pelo Coronel José Lustosa da Cunha, o "Barão de Santa Filomena". Este adquiriu na Bahia uma imagem de Santa Filomena para padroeira do lugar e, em homenagem à Santa, pôs o nome de Filomena em sua filha.

Parabéns, SANTA FILOMENA, pelos seus 148 anos de história. Progresso e desenvolvimento serão atributos frequentemente usados para se referir à Santa Filomena piauiense. Somos orgulhosos em participar deste contexto de prosperidade que identifica e irmana todos os filomenenses, sejam nativos ou adotivos.

sábado, 27 de abril de 2013

Fazenda Grão de Ouro promove Dia de Campo sobre novas cultivares de soja

Imagem: Almir Rogério Michelan9(Imagem:Almir Rogério Michelan)

No último dia 20 (sábado), a Fazenda Grão de Ouro, em parceria com as tradings Algar, Bunge e Cargil, e também com a APROFORTE (Associação dos Produtores da Serra da Fortaleza) e a Produtécnica Comércio e Representações (Balsas - MA), um Dia de Campo sobre novas Cultivares de Soja. O evento foi destinado a produtores e profissionais ligados ao setor agrícola, quando se discutiu as recentes tecnologias adaptadas ao sudoeste do Piauí.

A abertura do Dia de Campo ocorreu por volta das 9h30. Os participantes percorreram um circuito de estações. Técnicos apresentaram novas variedades de soja resistentes à seca, sendo que o público presente pode ver o desempenho de cada uma delas.

Imagem: Almir Rogério Michelan9(Imagem:Almir Rogério Michelan)
Imagem: Almir Rogério Michelan9(Imagem:Almir Rogério Michelan)
Imagem: Almir Rogério Michelan((Imagem:Almir Rogério Michelan)

A Fazenda Grão de Ouro está localizada no centro da Serra da Fortaleza, município de Santa Filomena, a 100 km da cidade de Santa Filomena e a 60 de Tasso Fragoso (MA).

Prejuízo de R$ 50 milhões – Segundo levantamento da Aproforte e da Produtécnica, devido à estiagem – do final de janeiro até o início de março –, os agricultores da Serra da Fortaleza deixaram de faturar 50 milhões de reais, entre soja, milho e arroz.

Imagem: Almir Rogério Michelan9(Imagem:Almir Rogério Michelan)

Essa condição de veranico – ou “Seca Verde” – deixaram o setor agropecuário em um momento bastante crítico, haja vista a estiagem que se prolongou de 28 de janeiro a 14 de março de 2013, portanto 45 dias com baixíssima ocorrência de chuva.

A intensa irregularidade climática, ainda pouco comum no município de Santa Filomena, que apresenta a média pluviométrica anual acima dos 1.500 milímetros, obrigou o prefeito Esdras Avelino Filho (PTB) a decretar SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA, conforme foi publicado no Diário Oficial dos Municípios, na edição de 22/03/2013, à página 147.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Acidente envolvendo moto mata mais um funcionário da Pinesso Agropastoril

Imagem: Izabel PaulinoVista parcial da (Imagem:Izabel Paulino)Fazenda Nova Fronteira, do Grupo Pinesso, que em cinco dias perdeu dois funcionários, vítmas de acidentes com motos

A Pinesso Agropastoril, proprietária da Fazenda Nova Fronteira, distante 60 km da cidade de Santa Filomena (PI), perdeu na tarde ontem, sábado (29), mais um de seus funcionários, num acidente de moto, próximo à ladeira das Novas (BR 235/PI), sentido Santa Filomena/Gilbués.

A vítima, um senhor conhecido pelo apelido de “Corró”, residente na cidade de Gilbués (PI), 55 anos de idade, trabalhava como operador de secador de grãos na mencionada unidade de produção agrícola do Grupo Pinesso. Segundo informações, ele saiu de folga ontem e pretendia passar o ano novo junto com sua família.

O corpo de “Corró” foi encontrado hoje após o meio dia, por volta das 12h30. Conforme informações de plantonistas do Hospital Municipal de Gilbués, um outro rapaz - de nome Deusimar, também morador na cidade de Gilbués - que estava de carona, recebeu os primeiros socorros, foi transferido para Teresina e seu estado de saúde é muito grave.

Na noite da última terça-feira (25), a Pinesso havia perdido o funcionário Edimir Dionísio Ramos, 52 anos, também em um trágico acidente envolvendo moto, quando a vítima se dirigia do Povoado Brejo das Ovelhas em direção à cidade de Santa Filomena. Ao chegar à altura do lugar chamado “Entre os Morros”, Edimir não conseguiu controlar sua moto Bros 150 e caiu. Como não usava capacete, teve fraturas expostas no crânio e veio a óbito horas depois.


Fonte: Izabel Paulino, da Pinesso Agropastoril

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Multidão vai ao enterro de mais uma vítima do trânsito em Santa Filomena

Imagem: José Bonifácio/GP1Cerca de 400 pessoas acompanharam o sepultamento do motorista(Imagem:José Bonifácio/GP1)Cerca de 400 pessoas acompanharam o enterro do motorista Edimir Dionísio Ramos, no Povoado Brejo das Ovelhas

Solidários aos familiares do motorista Edimir Dionísio Ramos, 52 anos, cerca de 400 pessoas compareceram ao seu sepultamento, na tarde desta quinta-feira (27), no cemitério do Brejo das Ovelhas, zona suburbana de Santa Filomena, sudoeste do Piauí.

Foi o enterro que mais reuniu pessoas em toda a história daquela comunidade, distante menos de três quilômetros do Bairro Novo Horizonte. A despedida foi marcada por muita comoção, reunindo amigos e familiares de Edimir Ramos, morto no fim da noite de Natal.

Imagem: José Bonifácio/GP1O corpo de Edimir Dionísio Ramos foi velado na Capela de Santa Luzia(Imagem:José Bonifácio/GP1)O corpo de Edimir Dionísio Ramos foi velado, durante 2 dias, na Capela de Santa Luzia, no Povoado Brejo das Ovelhas

O trágico acidente ocorreu por volta das 19h00, quando a vítima se dirigia do Povoado Brejo das Ovelhas em direção à cidade de Santa Filomena. Ao chegar à altura do lugar chamado “Entre os Morros”, Edimir não conseguiu controlar sua moto Bros 150 e caiu.

Como não usava capacete, Edimir Ramos teve fraturas expostas no crânio e veio a óbito poucas horas depois. A vítima chegou a ser socorrida na Unidade Mista de Saúde e até foi removida com destino a Teresina. Mas morreu antes de Tasso Fragoso (MA).

Imagem: José Bonifácio/GP1A pedido de Dona Leonda,(Imagem:José Bonifácio/GP1)A pedido de Dona Leonda, o corpo de Edimir Ramos passou por sua residência, antes de seguir para o cemitério local
Imagem: José Bonifácio/GP1No pequeno cemitério, centenas de pessoas se aglomeraram para dar o último adeus a Edimir Dionísio Ramos(Imagem:José Bonifácio/GP1)No pequeno cemitério, centenas de pessoas se aglomeraram para dar o último adeus ao cidadão Edimir Dionísio Ramos

O corpo de Edimir Dionísio Ramos foi velado na Capela de Santa Luzia, ao lado da casa de sua mãe adotiva, Leondina Leite Ramos, conhecida por todos como "Dona Leonda". O sepultamento aconteceu no cemitério do Povoado Brejo das Ovelhas, às 17 horas.

Há três anos Edimir Dionísio era motorista de ônibus da Fazenda Nova Fronteira, distante 60 quilômetros do perímetro urbano de Santa Filomena, que – vale o registro – ofereceu todo o apoio necessário à família. A empresa pertence ao Grupo Pinesso, possuidora de unidades de produção agrícola nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Piauí.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Produtores aderem ao "feijão safrinha", a mais nova alternativa dos Cerrados

Uma nova ideia está se instalando na mente dos produtores de soja do cerrado piauiense, para driblar a recente desvalorização do câmbio, que vinha (e ainda vem) penalizando as culturas de exportação: o feijão-caupi, também conhecido como feijão macassar ou feijão-de-corda, até então uma cultura restrita aos pequenos agricultores do semiárido nordestino.

Claro que não se trata mais daquele feijão apelidado de “quebra-cadeira”, devido àquela incômoda posição de quem o colhia, tendo em vista que suas ramas se espalhavam pelo chão. Graças ao trabalho de pesquisa da Embrapa Meio-Norte, hoje existem cultivares de porte mais compacto e ereto, que possibilitam a mecanização da lavoura, do plantio até a colheita.

Na Fazenda Jatobá, localizada na Serra das Guaribas, município de Santa Filomena (PI), à altura do quilômetro 70 da rodovia BR-235/PI (Estrada Gilbués/Santa Filomena), estão sendo cultivados quase 400 hectares desse feijão Vigna unguiculata, tipo “sempre verde”, diferente do “carioca”, que tem consumo concentrado no sul do país e ainda não é tradicional entre os consumidores da região nordeste do Brasil.

“Quem já não comeu um feijão verde com farofa e vinagrete? Pois é deste feijão macassar que se faz este delicioso prato”, diz o imigrante sulista Erno Marcos Scherer, proprietário da Fazenda Jatobá, que está bastante otimista quanto ao rendimento do seu feijão safrinha, uma novidade nos cerrados do Piauí, cujas condições edafoclimáticas dificultam muito o cultivo na entressafra ou safrinha (período seco) e o estabelecimento de cobertura eficiente do solo.

Segundo Erno Scherer, o feijão caupi passa a ser uma nova opção de renda também para a agricultura empresarial no sudoeste do Piauí. “É uma alternativa para ser cultivada eventualmente em safrinha, após a colheita das principais culturas, podendo ainda se obter bons resultados, além de ser um alimento muito apreciado”, finaliza.

O estímulo ao plantio da leguminosa vem do preço: enquanto o feijão-carioca está cotado a 160 reais a saca de 60 quilos em Irecê (BA), o caupi chegou a valer 300 reais em algumas cidades do sudoeste baiano, como Barreiras e Luis Eduardo Magalhães. Por outro lado, no período de seca, na entressafra da soja, o plantio do feijão é feito em terras férteis, ricas em nutrientes. Isso faz com que pouca água seja suficiente para o desenvolvimento da planta.