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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Banco do Nordeste chama produtores para liquidar dívidas com até 95% de descontos

Conforme 'release' do Banco do Nordeste, os produtores rurais poderão quitar dívidas com até 95% de descontos








Clientes do Banco do Nordeste terão condições especiais para liquidação ou renegociação de dívidas contratadas até dezembro de 2011, de acordo com o decreto de regulamentação da Lei de Renegociação de Dívidas Rurais (Lei 13.340, de 28 de setembro de 2016), assinado em Fortaleza (CE), pelo presidente Michel Temer, no dia 9 de novembro de 2016.

Com a medida, mais de 674 mil clientes do Banco do Nordeste terão condições especiais para liquidação ou renegociação de dívidas rurais contratadas até dezembro de 2011, com descontos que podem chegar a até 95% sobre o saldo devedor nos casos de liquidação. “Um dos diálogos mais importantes que devo ter é com o Nordeste”, disse Michel Temer. 

Os produtores interessados em liquidar seus débitos, terão até o dia 31/12/2017 para aderir ao benefício
Para o presidente do Banco do Nordeste, Marcos Holanda, a visita do presidente da República é um sinal de priorização das ações do Governo Federal para o Nordeste. “A regulamentação da Lei de Renegociação de Dívidas Rurais representa a oferta de oportunidades para restaurar a capacidade produtiva dos produtores, geração de emprego e renda”, afirmou Marcos Holanda.

A partir da assinatura do decreto, produtores rurais com operações de crédito contratadas com o Banco do Nordeste até 2011 podem procurar suas agências de relacionamento ou agências itinerantes para negociar liquidação ou repactuação de suas dívidas. Os rebates são de até 95% em casos de liquidação de operações de até R$ 15 mil no Semiárido, contratadas até 2006.


Produtores que optarem pela repactuação de suas dívidas terão primeira parcela com vencimento no ano de 2021


Fora do Semiárido, que ocupa 18,2% (982.566 Km²) do território nacional, os descontos sobre o saldo devedor atualizado são de até 85%. Para contratações realizadas de 2007 a 2011, as condições de liquidação incluem rebates de até 50% para empreendimentos localizados no perímetro semiárido e de até 40% nos projetos localizados fora dessa área.

Vantagens - As principais vantagens para os produtores rurais que optarem pela repactuação de suas dívidas incluem um cronograma de amortização com vencimento da primeira parcela em 2021 e da última parcela em 30 de novembro de 2030, com processo simplificado de análise da dívida. Os encargos financeiros na renegociação da dívida variam de 0,5% ao ano, para agricultores familiares, a 5% ao ano, para grandes produtores.


Agência do BNB de Santa Filomena convida produtores para uma reunião dia 23/12, na Câmara de Vereadores

As operações enquadráveis são financiadas com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) ou com recursos mistos do FNE com outras fontes em contratações para empreendimentos localizados na área de atuação do Banco do Nordeste (região Nordeste e norte dos estados do Espírito Santo e Minas Gerais) independente do valor, ou realizadas com outras fontes de financiamento de valor até R$ 200 mil.

Reunião com Produtores – A agência do Banco do Nordeste de Santa Filomena, através do gerente Marco Aurélio Coelho Ramos, convida todos os produtores rurais e demais interessados para uma reunião sobre Regularização das Dívidas Rurais, com base na Lei 13.340, dia 23/12 (sexta-feira), às 09h00, na Câmara Municipal de Santa Filomena (PI), ao lado da Prefeitura.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Pressão da água da Adutora de Piaus faz canos se romperem em Fronteiras

Imagem: Jakson Sousa1(Imagem:Jakson Sousa) A pressão da água do Sistema Adutor de Piaus é tão forte que já ocasinou o rompimento de canos na cidade de Fronteiras

A Água da Adutora de Piaus chegou à cidade de Fronteiras por volta do meio-dia desta quinta-feira (18). Segundo o Blog Fronteiras Online, a pressão ocasionada pela força da água é tão forte que ocasionou o rompimento de duas juntas dos canos que passam sobre a ponte do Rio Socorro, localizada na Avenida José Aquiles de Sousa, saída para Pio IX.

Por se tratar de uma "novidade", crianças aproveitam a vazão de água para tomarem banho.

Imagem: Jakson Sousa2(Imagem:Jakson Sousa)
Com 111 km de extensão, o Sistema Adutor de Piaus vai atender 25 mil pessoas em cinco municípios do semiárido piauiense

O Sistema Adutor de Piaus, com 111 quilômetros de extensão e que acaba de ser entregue à população, tem o objetivo de distribuir água de qualidade para o semiárido piauiense.

A obra começou a beneficiar mais de 25 mil pessoas que moram em 05 (cinco) municípios: São Julião, Fronterias, Pio IX, Vila Nova do Piauí e Campo Grande do Piauí.

Ao todo, a construção do Sistema Adutor de Piaus recebeu o investimento de cerca de R$ 40 milhões, com recursos provenientes do Ministério da Integração, através do PAC 2.


Fonte: Fronteiras Online

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Santa Filomena e outras 73 cidades recebem motoniveladora dia 31 de julho

Imagem: APPMMotoniveladoras(Imagem:APPM) Mais 74 motoniveladoras serão entregues a prefeituras do Piauí, visando a construção e/ou a melhoria das estradas rurais

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) entregará dia 31 de julho, no CEFAP, 264 máquinas, incluindo caminhão caçamba, motoniveladora, caminhão pipa e pá carregadeira, a municípios piauienses. A previsão é que 219 municípios sejam contemplados ainda este ano.

O maquinário foi doado aos municípios pelo Governo Federal através do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento). Esses municípios receberão ainda 107 caminhões caçamba, 74 motoniveladoras, 48 pás carregadeiras e 35 caminhões pipa.

Os equipamentos serão destinados à construção e melhoria das estradas vicinais, que fazem a ligação entre o meio rural e a área urbana, para facilitar o transporte da produção da agricultura familiar e construir barreiros para armazenamento de água para a pequena produção agrícola, além de outras utilidades.

Imagem: José Bonifácio/GP1Prefeito Esdras Avelino Filho(Imagem:José Bonifácio/GP1)
O prefeito de Santa Filomena, Esdras Avelino Filho (PTB), mostra a chave e comemora a conquista dessa retroescavadeira

Só poderão levar seus equipamentos os municípios que enviaram pessoas para a capacitação de operação do maquinário, a qual será realizada pelo MDA. Segundo o técnico do MDA, Pedro Calisto, há necessidade de treinar 02 (dois) operadores por cada equipamento.

MAIS MÁQUINAS - Um total de 5.061 municípios receberão máquinas para obras e manutenção. A Portaria 43/2013 do MDA traz a lista dos que receberão motoniveladoras, retroescavadeiras, caminhões-caçamba, caminhões-pipa e pá escavadeira.

Imagem: José Bonifácio/GP1O vice-prefeito de Santa Filomena, Adauto Barbosa de Queiroz (esquerda), também comemorou a conquista(Imagem:José Bonifácio/GP1)
O vice-prefeito de Santa Filomena, Adauton Barbosa de Queiroz (esquerda), também comemorou essa grande conquista

Ao todo, 1.440 municípios situados no Semiárido e/ou aqueles em Situação de Emergência terão direito aos cinco equipamentos. Outros 3.621 municípios devem receber apenas três itens (retroescavadeira, motoniveladora e caminhão).

Por estar em Situação de Emergência, devido aos 45 dias de estiagem verificada entre o final de janeiro e o início de março, Santa Filomena, que no dia 11 de junho recebeu uma das 47 retroescavadeiras entregues pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), fruto da segunda fase do PAC 2, e no próximo dia 31 ganhará uma motoniveladora CAT, receberá outros três equipamentos (pá carregadeira, caminhão caçamba e caminhão pipa).

Oxalá essas máquinas sejam usadas a serviço da coletividade, melhorando a infraestrutura das ruas de Santa Filomena e das estradas da zona rural, facilitando o deslocamento das pessoas que viajam do interior para a cidade, com mais segurança e menos desconforto.


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Santa Filomena se prepara para colher a maior safra de algodão da história

Imagem: José Bonifácio/GP1Fazenda Nova Fronteira, (Imagem:José Bonifácio/GP1)Fazenda Nova Fronteira, cortada pela BR-235/PI (Gilbués/Santa Filomena), foi pioneira no plantio de algodão no cerrado

A partir de agora, sai a soja e entre o algodão. As primeiras áreas plantadas com algodão começarão a ser colhidas nos próximos dias na Serra das Guaribas, em Santa Filomena, no sudoeste piauiense. Apesar da estiagem sofrida, deverá ser a maior safra de todos os tempos.

Segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), o Piauí deve colher 35.813 toneladas de algodão herbáceo na safra 2012/2013, em uma área total de 10.204 hectares. Somente na região de Santa Filomena serão colhidas cerca de 20 mil toneladas, em quase 6 mil hectares plantados.


Imagem: José Bonifácio/GP1Apesar da estigaem de 45 dias, (Imagem:José Bonifácio/GP1)Apesar da estigaem de 45 dias, o município de Santa Filomena (PI) colherá  a maior safra de algodão de toda a história

A falta de chuva verificada no estágio inicial de desenvolvimento vegetativo comprometeu a produtividade média no município, que deverá acusar uma retração na safra em torno de 20%. Mesmo assim, a Fazenda Nova Fronteira, pioneira no cultivo do algodão nos Cerrados do Piauí (desde 2003), terá bom rendimento e mercado garantido para a sua produção.

Isso porque, no mercado brasileiro, a pluma de algodão ocupa um lugar privilegiado. Pelo menos 65% da fibra utilizada na indústria têxtil são de algodão. Já no mercado mundial acontece o inverso; 65% são do mercado sintético e apenas 35% são fibras de algodão.


Imagem: José Bonifácio/GP1c(Imagem:José Bonifácio/GP1)Com previsão de colher 20.000 t na safra 2012/2013, Santa Filomena passa a ser o maior produtor de algodão do Piauí

Portanto, Santa Filomena passa a ocupar o lugar de Picos, conhecida como a “cidade modelo” do Piauí, que já foi o maior polo algodoeiro do Estado. A grande produção daquela região permitiu a instalação de uma usina do Grupo Coelho, um dos mais poderosos da época.

Tal mudança acontece mais de 20 anos depois de ter suas plantações de algodão dizimadas pela praga do bicudo, quando a cultura era denominada pelos sertanejos de “ouro branco”. Aliás, a região do semiárido já foi responsável – até os anos 1980 – por 79,51% da área plantada de algodão no Piauí, garantindo 55,08% da produção estadual dessa fibra.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Produtores aderem ao "feijão safrinha", a mais nova alternativa dos Cerrados

Uma nova ideia está se instalando na mente dos produtores de soja do cerrado piauiense, para driblar a recente desvalorização do câmbio, que vinha (e ainda vem) penalizando as culturas de exportação: o feijão-caupi, também conhecido como feijão macassar ou feijão-de-corda, até então uma cultura restrita aos pequenos agricultores do semiárido nordestino.

Claro que não se trata mais daquele feijão apelidado de “quebra-cadeira”, devido àquela incômoda posição de quem o colhia, tendo em vista que suas ramas se espalhavam pelo chão. Graças ao trabalho de pesquisa da Embrapa Meio-Norte, hoje existem cultivares de porte mais compacto e ereto, que possibilitam a mecanização da lavoura, do plantio até a colheita.

Na Fazenda Jatobá, localizada na Serra das Guaribas, município de Santa Filomena (PI), à altura do quilômetro 70 da rodovia BR-235/PI (Estrada Gilbués/Santa Filomena), estão sendo cultivados quase 400 hectares desse feijão Vigna unguiculata, tipo “sempre verde”, diferente do “carioca”, que tem consumo concentrado no sul do país e ainda não é tradicional entre os consumidores da região nordeste do Brasil.

“Quem já não comeu um feijão verde com farofa e vinagrete? Pois é deste feijão macassar que se faz este delicioso prato”, diz o imigrante sulista Erno Marcos Scherer, proprietário da Fazenda Jatobá, que está bastante otimista quanto ao rendimento do seu feijão safrinha, uma novidade nos cerrados do Piauí, cujas condições edafoclimáticas dificultam muito o cultivo na entressafra ou safrinha (período seco) e o estabelecimento de cobertura eficiente do solo.

Segundo Erno Scherer, o feijão caupi passa a ser uma nova opção de renda também para a agricultura empresarial no sudoeste do Piauí. “É uma alternativa para ser cultivada eventualmente em safrinha, após a colheita das principais culturas, podendo ainda se obter bons resultados, além de ser um alimento muito apreciado”, finaliza.

O estímulo ao plantio da leguminosa vem do preço: enquanto o feijão-carioca está cotado a 160 reais a saca de 60 quilos em Irecê (BA), o caupi chegou a valer 300 reais em algumas cidades do sudoeste baiano, como Barreiras e Luis Eduardo Magalhães. Por outro lado, no período de seca, na entressafra da soja, o plantio do feijão é feito em terras férteis, ricas em nutrientes. Isso faz com que pouca água seja suficiente para o desenvolvimento da planta.