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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Chuvas em Santa Filomena ficaram 8,2% abaixo da média dos últimos 25 anos

Visão da BR-235/PI, a 14 quilômetros da zona urbana de Santa Filomena, na manhã de 1º de janeiro de 2018

A cidade de Santa Filomena, no extremo oeste do Piauí, fechou o ano de 2017 com chuvas abaixo da média histórica, de acordo com dados do EMATER-PI (Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Piauí).

O órgão registrou 1.337,5 mm de precipitação, quando o esperado era de 1.457,7 milímetros (média dos últimos 25 anos). O volume foi 8,2% menor do que a média anual, que caiu, agora, para 1.453,0 mm (1992 a 2017).

As chuvas se concentraram nos primeiros meses de 2017, fazendo com que a Safra 2016/2017 fosse a maior da história de Santa Filomena. Caíram 255.0 mm em janeiro, 297.0 mm em fevereiro, 233.0 mm em março e 226.5 mm em abril, totalizando 1.011,5 mm no período, equivalente a 75,6% do ano.

Plantação de soja na Serra da Fortaleza, distante 85 km da cidade de Santa Filomena, no cerrado piauiense
Em maio choveu apenas 13,5 milímetros, enquanto que junho registrou só 2,0 milímetros. E não se verificou nenhuma precipitação entre 03 de junho e 14 de outubro. Foram 134 dias de secura total, situação inédita na região.

Ocorreu precipitação de 25.5 milímetros em outubro, 127.0 milímetros em novembro e 158.0 milímetros em dezembro. Apesar de abaixo da média, as chuvas estão ocorrendo com regularidade, favorecendo aos agricultores.

Meteorologia prevê chuvas regulares em Janeiro, porém abaixo da média, e veranico no início de Fevereiro
De uma maneira geral, as fazendas de soja de Santa Filomena conseguiram efetuar seus plantios nos meses de novembro e dezembro. Caso os fatores de ordem climatológica se apresentem favoráveis até abril, poderemos ter “safrinha” de milho, prática que ainda não é comum em Santa Filomena.

O ano de 2018 começou com chuva no sudoeste do Piauí e extremo sul do Maranhão. E a meteorologia indica chuvas regulares durante o mês de janeiro, porém, abaixo da média. Já para fevereiro, há indicativos de veranico na primeira quinzena, com possibilidade de aguaceiros a partir do dia 16. 

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Intensas chuvas fazem Rio Parnaíba registrar a maior enchente dos últimos 12 meses

Rio Parnaíba e sua água turva, avermelhada, vinda principalmente da micro-bacia do Rio Uruçuí Vermelho

Após intenso período chuvoso no Alto Rio Parnaíba, compreendendo o sudoeste piauiense e o extremo-sul maranhense, nos primeiros 11 dias de Fevereiro de 2017, o RIO PARNAÍBA, entre as cidades de Santa Filomena (PI) e Alto Parnaíba (MA), registrou a maior enchente dede o dia 28 de janeiro de 2016, data em que choveu 145 milímetros na cidade de Santa Filomena e 170 milímetros no Povoado Matas, quando se verificou a maior cheia até então conhecida em todo o Vale do Rio Taquara.

A marca foi atingida na manhã do último sábado (11), quando, por volta das 11h00, o volume de água do imponente Velho Monge atingiu cerca de 70% da sua calha.























No sábado (11), o velho monge atingiu cerca de 70% da sua calha, entre Santa Filomena e Alto Parnaíba

























Para que se tenha idéia da intensidade das últimas chuvas ocorridas no Alto Parnaíba Piauiense, em apenas 11 dias do mês de fevereiro de 2017 os pluviômetros já acumularam 190,5 milímetros, representado 79,5% da média pluviométrica mensal alcançada nos últimos 32 anos, de 239,5 milímetros, conforme dados do EMATER.

A água avermelhada, que inclusive provoca a morte de peixes como o surubim, por falta de oxigenação, desce principalmente da microbacia do Rio Uruçuí Vermelho, situada nos municípios de Gilbués, Monte Alegre do Piauí e Barreiras do Piauí.

A meteorologia prevê para Santa Filomena, segundo o Instituto de pesquisa e consultoria meteorológica CLIMATEMPO, o acumulado de 90 mm até sexta-feira (17).

A última grande enchente em Santa Filomena ocorreu em 22/01/2002, quando até a Prefeitura foi inundada






















Se as previsões meteorológicas se confirmem, o Rio Parnaíba deverá extravasar sua calha e inundar as áreas mais baixas das cidades de Santa Filomena e Alto Parnaíba.

VOCÊ SABIA? A última grande inundação na região ocorreu faz mais de 15 anos, no dia 22 de janeiro de 2002. Naquela época, grande parte das duas cidades foi invadida pelas águas do Rio Parnaíba. Em Santa Filomena, por exemplo, pessoas chegaram a utilizar canoas em algumas ruas centrais. E até a sede da Prefeitura foi inundada, conforme mostra a imagem do repórter fotográfico Dhiancarlos Pacheco.


quarta-feira, 18 de março de 2015

Ministra Kátia Abreu promete lutar pela autorização da ponte de Santa Filomena

Imagem: Reprodução1(Imagem:Reprodução)Em audiência com o governador Wellington Dias, a ministra Kátia Abreu prometeu se empenhar pela liberação da ponte

Recentemente o governador Wellington Dias (PT) esteve em Brasília (DF) com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, senadora licenciada Kátia Abreu, com quem debateu assuntos sobre a região do MAPITOBA (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia), considerada pela presidenta Dilma Vana Rousseff como estratégica para o desenvolvimento do país.

Na ocasião, ficou agendada reunião entre o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e os secretários estaduais de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, José Icemar Lavor Neri, o Nerinho; de Planejamento, Antonio Neto; e Desenvolvimento Rural, Francisco Limma, assim como também com representantes do Banco do Nordeste do Brasil.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
2(Imagem:1)Obras da BR-235/PI (estrada Gilbués/Santa Filomena) estão em fase final e deverão ser concluídas até junho de 2015
 
Katia Abreu se comprometeu em apresentar a proposta de um plano e um conjunto de projetos e programas para resolver as carências da região. “Por exemplo, a conclusão da BR 020, que interessa o Piauí; da BR 235, com a autorização da ponte entre Santa Filomena e o Alto Parnaíba, em conjunto com o Ministério dos Transportes e o DNIT. A ministra também incorporou uma sugestão de incluir o projeto da rodovia Transcerrados, onde temos interesse que haja investimento do governo federal para a conclusão dessa importante rodovia, e o estado complementaria com as outras ligações necessárias”, informou Wellington Dias.

O governador piauiense acrescentou ainda que o Ministério da Agricultura tem a intenção de criar uma agência para cuidar exclusivamente da região do MAPITOBA, baseado em estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), visando melhorar os gargalos logísticos da nova fronteira agrícola do Brasil, com área de 414.381 quilômetros quadrados, por ter clima favorável, perfil dos produtores e por esse um conglomerado formado por quatro Estados e por possuir terras que podem - legalmente - ser abertas para a produção de grãos.


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:1)
2(Imagem:1)
2(Imagem:1)Até que saia a licença ambiental da ponte, a BR-235 irá parar no Residencial Boa Esperança I, a 200 m do Rio Parnaíba

Conforme alertamos em 12/05/2014, na reportagem Sem licença ambiental da ponte, BR-235 poderá parar na beira do Rio Parnaíba, a estrada Gilbués/Santa Filomena, obra com 130 km de extensão e custo total ao redor de R$ 120 milhões, deverá parar a cerca de 200 m do Rio Parnaíba, visto que o valor orçado para a BR já foi repassado pelo Governo Federal.

Mas graças ao empenho do governador Wellington Dias e ao compromisso assumido pela ministra Kátia Abreu, que reconhece a ponte sobre o rio Parnaíba, entre Santa Filomena (PI) e Alto Parnaíba (MA), como de vital importância para a região do MAPITOBA, há a possibilidade de que em julho ou agosto do corrente ano a presidenta Dilma Rousseff inaugure a BR-235/PI (trecho Gilbués/Santa Filomena) e, ao mesmo tempo, anuncie o início da construção da ponte, orçada em torno de R$ 16 milhões, e que será do tipo ‘estaiada’, com 16 m de altura e 120 m de comprimento, mais 40 m de aterro para cada lado, totalizando 200 m de extensão.

O mesmo poderá ocorrer com a pavimentação da BR-235/MA, partindo de Alto Parnaíba em direção ao estado do Tocantins, seguindo a rodovia MA-006 (em processo de federalização) até a localidade "Pisa no Freio", a menos de 10 quilômetros da cidade de Tasso Fragoso.


Imagem: Ilustração1(Imagem:Ilustração)A ponte estaiada de Santa Filomena será bem parecida com essa, construída sobre o rio Tocantins, em Imperatriz (MA)

SETE ANOS! O projeto o licenciamento ambiental foram pagos pelo DNIT ainda em 2008, ao custo total de R$ 1.000,00 (Um Milhão de Reais), sendo R$ 270 mil do projeto e 730 mil da Licença Ambiental. Agora, a Construtora Sucesso chegou com a terraplanagem ao local da ponte. Porém, sete anos se passaram e o IBAMA nunca expediu o licenciamento ambiental.

A ponte de Santa Filomena - (bi) estaiada, em leques - representará uma grande evolução na construção civil. Além de ser visualmente bela (por isso será considerada o mais novo Cartão-Postal do Piauí), colocará em evidencia o momento de inovação da arquitetura do Brasil.


sábado, 21 de fevereiro de 2015

Kátia Abreu propõe criação de agência para o desenvolvimento do MAPITOBA

Imagem: Reprodução1(Imagem:Reprodução)Região do MAPITOBA (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia) deverá ganhar sua Agência de Desenvolvimento já em 2015

Com área de 414.381 quilômetros quadrados, formada pelos estados do Maranhão, Piauí Tocantins e Bahia, a região produtiva do MAPITOBA é considerada a nova fronteira agrícola do Brasil, por ter clima favorável, perfil dos produtores e por esse conglomerado de quatro Estados possuir terras que podem - legalmente - ser abertas para a produção de grãos.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) está propondo, baseado em estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), a criação da Agência do Mapitoba. O projeto visa melhorar os gargalos logísticos da fronteira agrícola, conforme divulgou o site Norte Agropecuário, de responsabilidade do jornalista Cristiano Machado.

A idéia da agência, idealizada pela ministra Kátia Abreu (Agricultura), é criar mecanismos e ações que visem desenvolver a região do MAPITOBA, em termos de logística e infraestrutura.


Imagem: ReproduçãoKátia Abreu, minstra da Agricultura,(Imagem:Reprodução)Kátia Abreu, ministra da Agricultura, vem discutindo com outros ministros ações para melhorar infraestrutura da região

Líderes ruralistas, como o presidente da Associação dos Irrigantes da Bahia (Aiba), Julio César Busato, estão otimistas quanto à agilidade no processo da criação da agência que, baseada em estudos da Embrapa, visa melhorar os gargalos logísticos da fronteira agrícola.

A estimativa para este ano é de aumento de 7,90% na produção de grãos, ante 2014. Já a soma da área destinada aos grãos entre os quatro Estados deverá crescer 4,37% na safra 2014/2015 no comparativo com a safra 2013/2014, saltando de 7,322 milhões de hectares para 7,642 milhões de hectares. A produção saltará de 18,107 milhões de toneladas para 19,539 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab).


Imagem: José Bonifácio/GP1Lavoura de soja no município de Santa Filomena, (Imagem:José Bonifácio/GP1)Lavoura de soja no município de Santa Filomena, localizado no sudoeste do Piauí, distante 905 quilômetros de Teresina
 
Entre os quatro estados do MAPITOBA, a Bahia lidera o ranking de produção, com a maior área. A estimativa de produção é de 8,433 milhões de toneladas de grãos em meio a 3,246 milhões de hectares. O Tocantins, prevê a Conab, deve alcançar 3,671 milhões de toneladas na safra 2014/2015, uma elevação de 9,4%. No Maranhão 2,4% e no Piauí 8,8% de aumento.

GRÃOS - Soja é a principal cultura dos quatro Estados. A Bahia deverá ter uma produção de 3,979 milhões de toneladas, um aumento de 20,3% ante a safra 2013/2014. Já para o Piauí, a estimativa é de 1,766 milhões de toneladas (+18,6%). A produção do Maranhão deve crescer um pouco menos: 2,123 milhões (+16,4%); e Tocantins 2,335 milhões de toneladas (+13,5%).


Fonte: Norte Agropecuário

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Cai índice de chuvas no cerrado do Piauí e média anual fica 28% menor

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)A instabilidade climática na região do cerrado piauiense, com redução do índice de chuvas e ocorência de veranicos ...

O comportamento anual de precipitação no período compreendido entre 1984 e 2014 (31 anos) mostra uma grande variação anual na distribuição das chuvas na região do cerrado piauiense, especialmente no município de Santa Filomena, um dos cinco maiores produtores de grãos do Estado do Piauí, que apresentou pluviosidade máxima de 2.870,1 milímetros no ano de 1985, mínima de 1.000,7 milímetros no ano de 1986 e média de 1.512,5 milímetros.

No ano de 2014, por exemplo, choveu apenas 1.091,0 milímetros, representando 28,58% a menos do que a média histórica de 30 anos (1984 a 2013), que estava em 1.527,5 mm. Com isso, a média anual, que em 2009 ficou em 1.555,6 mm, caiu em 2014 para 1.512,5 milímetros.


Imagem: José Bonifácio/GP1... (Imagem:José Bonifácio/GP1)... preocupa agricultores e também pecuaristas, já que a pouca oferta de biomassa sacrifica a alimentação do rebanho

O mês com maior pluviosidade foi março (195,5 mm). Depois dezembro (194,0 mm), novembro (170,5 mm), fevereiro (146,0 mm), janeiro (145,5 mm) e abril (145,0 mm).

Em maio choveu 53,0 milímetros. O mês de setembro foi praticamente seco (somente 2,5 mm) e em outubro a precipitação alcançou 39,0 mm. Não ocorreu chuva de junho a agosto.

A distribuição anual das chuvas na região de Santa Filomena indica que, em 48% dos anos (quinze anos), a média anual ultrapassou 1.500 mm (1985 = 2.870,1mm; 1987 = 1.617,5mm; 1989 = 1964,2mm; 1992 = 1.527,5mm; 1994 = 1.592,0mm; 1999 = 1.509,5mm; 2000 = 1.545,5mm; 2002 = 1.546,5mm; 2004 = 1.853,5mm; 2005 = 1.744,5mm; 2006 = 1.605,0mm; 2008 = 1.648,5mm; 2009 = 2.067,0mm; 2011 = 1.553,5mm; 2013 = 1.514,5mm), sendo 2013 o último ano em que o fato ocorreu (1.514,5 mm), o que nos permite entender que, apesar das mudanças no uso do solo (desmatamentos), nos últimos anos continuaram os altos índices.


Imagem: José Bonifácio/GP1No último dia de 2014(Imagem:José Bonifácio/GP1)No último dia de 2014 choveu 12,5 milímetros na cidade de Santa Filomena (PI), fechando o ano com 1.091,0 milímetros
 
O que preocupa é a variação e a má distribuição das precipitações. Nos últimos 6 (seis) anos (2009 = 2.067,0 mm; 2010 = 1.188,0 mm; 2011 = 1.553,5 mm; 2012 = 1.178,5 mm; 2013 = 1.514,5 mm; 2014 = 1.091 mm), verifica-se que em um ano chove bem e, no outro, não.

A instabilidade climática na região levanta dúvidas sobre o volume da safra, sobretudo de soja. Além dos prejuízos com o replantio e o atraso no calendário do cultivo, o cenário que está se tornando comum (tempo seco e quente) também traz outro problema: o ataque de pragas.

Porém, apenas em 9,6% dos anos (três anos), a precipitação ficou próxima dos 1.000 milímetros (1984 = 1.005,0mm; 1986 = 1.000,7mm; 1998 = 1.024,0mm). No restante do período (treze anos), a média anual esteve acima dos 1.000 mm e abaixo dos 1.500 mm.


Imagem: José Bonifácio/GP1De acordo com a meteorologia, (Imagem:José Bonifácio/GP1)De acordo com a meteorologia, 2015 vai começar com sol, alternando com pancadas de chuva e possíveis trovoadas

As médias mensais dos 31 anos aqui avaliados caracterizam duas estações na mesorregião; a estação das águas ou inverno (novembro a abril) e a estação da seca (maio a outubro), que é característico do Bioma Cerrado. Os meses críticos para o regime hídrico em Santa Filomena são os de junho, julho e agosto, que em 2014 não registraram qualquer ocorrência de chuvas.

Durante esses 31 anos, segundo dados do EMATER-PI, os meses que apresentaram a maior incidência de chuva foram: Novembro = 186,6 mm (precipitação mínima de 19,5 mm em 1984 e máxima de 324,0 mm em 1999; Dezembro = 244,2 mm (mínima de 88,5 mm em 2011 e máxima de 744,5 mm em 1985; Janeiro = 251,8 mm (mínima de 58,0 mm em 1993 e máxima de 685,0 mm em 2004); Fevereiro = 235,6 mm (mínima de 27,5 mm em 2013 e máxima de 480,0 mm em 2007); Março = 283,5 mm (mínima de 107,0 mm em 1992 e máxima de 533,5 mm em 2005); e Abril = 155,9 mm (mínima de 8,0 mm 2011 e máxima de 384,5 em 2009).


Imagem: Dhiancarlos Pacheco1(Imagem:Dhiancarlos Pacheco)Na última grande enchente do rio Parnaíba, em 10 de janeiro de 2002, até a Prefeitura de Santa Filomena ficou inundada

Enchentes
– Embora em anos seguintes tenha se verificado altos índices pluviométricos, como em 2004 (1.853,5 mm), 2005 (1.744,5 mm), 2006 (1.605,0 mm), 2008 (1.648,5 mm) e 2009 (2.067,0 mm), a última grande enchente no alto rio Parnaíba aconteceu no dia 10 de janeiro de 2002, alagando áreas das cidades de Santa Filomena (PI) e Alto Parnaíba (MA).

Em Santa Filomena, as águas do Parnaíba cobriram parte das ruas Leônidas Melo, Padre Piage e Presidente Getúlio Vargas e toda a Avenida Barão de Santa Filomena, deixando a sede da Prefeitura Municipal submersa, literalmente, conforme imagem acima, de autoria de Dhiancarlos Pacheco. Naquele janeiro de 2002, choveu 559,5 mm, levando o então prefeito, Ernani de Paiva Maia, a decretar, no dia 18/01, ‘estado de calamidade pública’.

Imagem: José Bonifácio/GP1SECA VERDE:(Imagem:José Bonifácio/GP1)SECA VERDE 2013: Prejuízos na agropecuária levaram o prefeito Esdras Avelino a decretar 'Situação de Emergência'

Seca Verde
- Por outro lado, o maior veranico da história de Santa Filomena, que deixou o setor agropecuário em um momento crítico, deve ter sido o que se prolongou de 28 de janeiro a 14 de março de 2013 (45 dias com baixíssima ocorrência de precipitação pluviométrica). Naquela época, foram registradas apenas 9 (nove) chuvas, totalizando 105 milímetros.
Durante todo o mês de fevereiro, fase reprodutiva da soja, choveu 27,5 milímetros.

As perdas agrícolas chegaram a 70% (setenta por cento) nas lavouras de soja, 90% (noventa por cento) na produção de milho e 95% (noventa e cinco por cento) na de arroz de sequeiro.

Na agricultura familiar, também muito prejudicada, as perdas calculadas chegaram a 90 por cento na produção de milho, 70% no feijão e 95% (noventa e cinco por cento) no arroz.

Do mesmo modo, na atividade pecuária se estimou que 70% (setenta por cento) das áreas cultivadas com forragens foram comprometidas, tendo em vista que não ocorreram condições favoráveis para a reforma e recuperação das pastagens, sacrificando assim a alimentação animal e, consequentemente, a manutenção do rebanho pela baixa oferta de biomassa.


quarta-feira, 16 de julho de 2014

BR-235/PI: O sonho de várias gerações está se tornando realidade

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)DUAS GERAÇÕES! O entusiasmo de Damasceno Nogueira e Flávio Nogueira na ladeira do Saquinho, no Povoado Matas

Essa batalha é muito antiga. Há pelo menos três ou quatro décadas a necessidade por investimentos em logística para a região de Santa Filomena, pioneira na exploração do cerrado piauiense, passou a ser um assunto que chamou a atenção de políticos do Piauí.
 
Várias gerações de filomenenses sonharam com a estrada Gilbués/Santa Filomena. As lutas para materializar esse desejo não foram poucas. Porém, o sonho da construção começou a virar realidade quando a bancada federal (deputados e senadores), principalmente o senador Wellington Dias (PT-PI), interveio junto ao ex-ministro Alfredo Nascimento, dos Transportes, em busca da federalização, transformando a PI-254 em BR-235/PI. Aí, a estrada se tornou apta a receber recursos do Governo Federal, via PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Mas o processo de federalização só pôde ser efetivado após a manifestação da Assembléia Legislativa do Estado do Piauí (ALEPI), em maio/junho de 2011. Para tanto, o governador da época, Wilson Martins, teve que enviar mensagem ao Legislativo Estadual, 'doando' todo o percurso da rodovia estadual PI-254 – de Caracol a Santa Filomena – ao Governo Federal.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
2(Imagem:1)
2(Imagem:1)
2(Imagem:1)Com 3 pistas de rolamento, a ladeira do Saquinho contém uma base de brita com espessura superior a 40 centímetros

O conjunto de ações resultou na parceria entre o Governo do Estado e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), totalizando um investimento de mais de R$102 milhões. E até o final de 2014 será entregue o trecho, que ao todo soma 130,20 quilômetros de via, o qual está sendo asfaltado em Tratamento Superficial Duplo (TSD).

Isso é, sem nenhuma dúvida, a transformação do sonho e a necessidade de milhares de pessoas em realidade. A luta é do povo de Santa Filomena e de toda bancada federal piauiense. A vitória é do Piauí, em especial, dos filomenenses, nativos e/ou adotivos.


VÍDEO: Flávio Damasceno Santos Nogueira opina sobre importância da BR-235/PI

 
Como bem diz o professor e advogado Flávio Damasceno Santos Nogueira, que nasceu em Santa Filomena, mas reside e trabalha em Balsas (MA), a estrada é um sonho secular e foi objeto de promessas de candidatos a Prefeito, a Deputado, a Senador e a Governador.

Muitas gerações compartilharam o sonho de ver a região de Santa Filomena independente. Esse sentimento separatista tinha justificativas históricas. Todos reclamavam da situação de total abandono, chegando ao ponto de, em alguns momentos, nem se sentirem piauienses.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Rodovia BR-235/PI passando sobre o Rio Taquara, à altura da Fazenda Cachoeira, a 27 quilômetros de Santa Filomena

Era um verdadeiro descaso por parte do Governo Estadual, que sempre esteve - literalmente - com as costas viradas para o povo de Santa Filomena. Até parece que os nossos governantes e representantes, ao longo do Século XX, nunca acreditaram no desenvolvimento da região.

E olha que Santa Filomena é um município rico em todos os aspectos. Além da gigantesca potencialidade agrícola e pecuária, sendo o 5º maior produtor de grãos, um dos 15 maiores criadores de gado bovino do Piauí e uma das 23 maiores economias do Estado, a Terra colonizada por José Lustosa da Cunha detém belezas naturais raras, encantadoras.
 
Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
2(Imagem:1)E com a pavimentação asfáltica já ultrapassando a Fazenda Refresco, propriedade de Damasceno Lustosa Nogueira

Segundo o internauta Acácio Argus Bonfim Ferreira, são 102 rios e riachos perenes. Há até um rio que submerge em um sopé de Serra e aflora com piso azul numa caverna; inscrições rupestres; uma lagoa de borda circular, possivelmente cone de vulcão; temperatura média de 20 graus, com seis meses de inverno; um geiser; um cemitério de escravos encravado em rochas; cercas edificadas com grandes blocos de pedras; e diversas jazidas de Calcário.

Imagem: Reprodução1(Imagem:Reprodução)Conforme diz o internauta Acácio Ferreira, Santa Filomena possui, além do potencial agrícola, beleza e riqueza natural

Dizem até que existem manchas de Petróleo em Santa Filomena! Será mentira ou verdade?

Realmente, são diversas riquezas e maravilhas que precisam ser divulgadas aos piauienses, como, por exemplo, o afloramento de Atapulgita, um mineral raro e rentável, de coloração amarelada, existente apenas no Brasil e no Fort Benton, no estado de Montana (EUA).

Afinal, o que será toda essa riquíssima região de Santa Filomena com a excelente rodovia que está chegando? Quantas gerações passaram antes que o sonho se realizasse? Com certeza, tudo vem no seu devido tempo. E o tempo veio, agora! Passamos a viver um novo capítulo.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
2(Imagem:1)TÁ CHEGANDO!!! Os serviços de terraplanagem já estão entre as fazendas Certeza e Salto, a 15 km de Santa Filomena

Em síntese, a conclusão da BR-235/PI (estrada Gilbués/Santa Filomena) significa também a realização de um sonho antigo dos produtores rurais locais, dos moradores da vizinha cidade de Alto Parnaíba (MA) e de todas as comunidades instaladas ao longo da rodovia e vicinais.
 

Não somente irá reduzir custos e incentivar os setores agrícola e industrial; a BR-235/PI representa elevada importância social, pois terá grande impacto na educação, na saúde, na segurança, na produção e na geração de emprego e renda para as famílias de toda a região. 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Adutora de Santa Filomena levará água para 13 municípios do sul do Piauí

Imagem: José Bonifácio/GP1Rio Parnaíba, à altura da cidade de Santa Filomena,(Imagem:José Bonifácio/GP1)Águas do Rio Parnaíba, à altura da cidade de Santa Filomena, que poderão abastecer outras 13 cidades do sul do Piauí

A presidente Dilma Rousseff confirmou o lançamento de uma nova etapa do Programa de Aceleração do Crescimento para agosto deste ano e a Codevasf afirmou que o projeto Artérias do Parnaíba será incluído no PAC 3. A proposta, de autoria do deputado federal Jesus Rodrigues (PT), prevê a construção de duas adutoras para levar água a 38 cidades do Piauí.

“O projeto será apresentado para avaliação do Ministério do Planejamento, que definirá as obras a serem executadas por meio do PAC 3”, garantiu a chefe de gabinete da Codevasf, Maria Auxiliadora Cavalcanti, em reunião com o deputado Jesus Rodrigues. Em fevereiro de 2014, o próprio presidente da Codevasf, Elmo Vaz, declarou ser favorável à ideia.

A proposta consiste em canalizar água do rio Parnaíba através de duas adutoras construídas às margens de rodovias, o que exclui a necessidade de desapropriação de terras. Uma delas deverá ser instalada na região de Amarante, beneficiando 25 municípios, e uma segunda adutora, na região de Santa Filomena, para atender 13 municípios o sul piauiense.
 
Imagem: Reprodução1(Imagem:Reprodução)Deputado federal Jesus Rorigues (PT-PI), autor do projeto que prevê a construção de duas adutoras no Rio Parnaíba

O estudo preliminar da obra foi elaborado voluntariamente pelo então superintendente regional da Codevasf no Piauí, Valdiney Amorim. “O importante é que levaremos água de um determinado ponto para outro dentro da mesma bacia, quer dizer, a água voltará para o mesmo rio Parnaíba em um local mais abaixo”, destaca Jesus Rodrigues.

Dentre os municípios a serem beneficiados, estão: Água Branca, Agricolândia, Amarante, Curralinhos, Demerval Lobão, Hugo Napoleão, Lagoa do Piauí, Lagoinha do Piauí, Miguel Leão, Monsenhor Gil, Prata do Piauí, Regeneração, Santa Cruz dos Milagres, Santo Antônio dos Milagres, S. Félix do Piauí e S. Pedro do Piauí, na região de Amarante (Médio Parnaíba).

Avelino Lopes, Corrente, Cristalândia do Piauí, Curimatá, Gilbués, Monte Alegre do Piauí, Redenção do Gurguéia, Riacho Frio e outros, na região de Santa Filomena (Alto Parnaíba).


Fonte: ASCOM


terça-feira, 18 de março de 2014

Santa Filomena deverá colher a maior safra de milho de sua história

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Com cerca de 15 mil hectares plantados, a região de Santa Filomena deverá colher 20% do milho do cerrado piauiense

A estimativa da colheita total de milho do Brasil foi ajustada para 72,6 milhões de toneladas, um volume 4,84% abaixo das 76,3 milhões de toneladas previstas anteriormente. A previsão é que o País produzirá 30,4 milhões de toneladas na primeira safra e 42,2 milhões de toneladas na safrinha, inclusive no sudoeste do Piauí e no sul do Maranhão.

Dos cerca de 130 mil hectares cultivados na região de Santa Filomena, sudoeste piauiense, a soja é o carro-chefe do plantio, com aproximadamente 115 mil hectares. Caso se confirme a produtividade média, em torno de 50 sacas por hectare, a produção pode chegar a 345 mil toneladas, representando 18,3% de toda a produção da oleaginosa no Piauí, estimada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 1,878 milhão de toneladas.
 
Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)Já em estágio de emborrachamento e polinização, o rendimento médio da cultura poderá alcançar 10.000 quilos/hectare

Os 15 mil hectares restantes estão ocupados com a cultura do milho, tomando também a área antes plantada com algodão herbáceo. Assim, a safra de verão 2013/2014 em Santa Filomena responderá por quase 20% (150 mil toneladas) da produção do grão nos Cerrados do Piauí, segundo os cálculos da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Piauí (Aprosoja/PI), que projetou o cultivo de 90 mil hectares no Estado, considerando a agricultura comercial.

SUBINDO A SERRA – Apesar dos grandes produtores ainda estarem superando os limites técnicos e de infraestrutura, o milho está migrando dos Baixões Agrícolas para as Serras, responsivo à tecnologia disponível, se tornando uma cultura economicamente viável.

O cerrado de Santa Filomena e de toda a região conhecida como Mapito, compreendendo terras do Maranhão, Piauí e Tocantins, tornou-se uma nova fronteira para a soja na última década, e agora mostra um forte potencial para o plantio de milho. Utilizado inicialmente na rotação de culturas, o milho vem ganhando espaço nas últimas safras no Piauí.


Imagem: José Bonifácio/GP13(Imagem:José Bonifácio/GP1)
2(Imagem:1)Lavouras de milho na Serra das Guaribas, em Santa Filomena, cortadas pela BR-235 (estrada Gilbués/Santa Filomena)

Grandes produtores estão obtendo rendimentos próximos às médias dos Estados Unidos, o maior produtor mundial de milho, com média de 161 sacas/hectare (9.660 quilos/hectare).
De acordo com o pesquisador da Embrapa Meio Norte em Teresina, Milton Cardoso, as condições topográficas e climáticas estimulam o plantio de milho no sudoeste do Piauí, especialmente em Santa Filomena, e também no sul do Estado do Maranhão.

Além disso, o regime de chuvas na região (entre 1.000 e 1.500 milímetros no período de novembro a maio) é favorável ao cultivo de lavouras de 120 a 130 dias, como é o caso do milho, portanto, diferente do regime do semi-árido, com 400 a 700 mm e mal-distribuídos.

Por outro lado, as temperaturas mais amenas na região de serra também favorecem o milho, de acordo com o pesquisador Milton Cardoso. Com altitudes entre 400 e 500 metros, as áreas têm temperaturas noturnas na faixa de 22 graus, excelente para o cultivo do milho.

Fonte: Cerrados do Piauí


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Jornalista Lindolpho Almeida lança livro retratando a história do Alto Parnaíba

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Servidor da Gráfica do Senado, jornalista Lindolpho Almeida lança livro apontando à história da região do Alto Parnaíba

O jornalista e escritor alto-parnaibano Lindolpho do Amaral Almeira acaba de lançar mais um livro, agora retratando a história de Alto Parnaíba, no extremo-sul do Maranhão, e de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, municípios situados no curso alto do rio Parnaíba.

Sob o título Apontamentos para a História de Alto Parnaíba e Santa Filomena (Ou a criação da freguesia maranhense de N. S. da Vitória em terras do distrito piauiense), a obra constitui, em síntese, uma coletânea de dados sobre a formação histórica das cidades irmãs que Lindolpho Almeida garimpou em museus, bibliotecas e fontes diversas, como relatos orais, velhas cartas trocadas entre parentes e outros documentos esparsos.

Contém um grande volume de informações e materiais compilados durante anos de uma lenta e paciente pesquisa, com um esboço genealógico das famílias Lustosa, Nogueira, Brito, Amaral, Araújo, Vargas e Mascarenhas, pioneiras e fundadoras das duas povoações.

Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)Capa do livro APONTANDO PARA A HISTÓRIA DE ALTO PARNAÍBA E SANTA FILOMENA, do escritor Lindolpho Almeida

O LIVRO
– Nasceu, sem demérito, como resultado do apego sentimental do autor à aldeia natal. O objetivo da obra, conforme Lindolpho do Amaral Almeida, é servir, acima de tudo, como um roteiro, uma espécie de banco de dados para os interessados em conhecer os fatos históricos da região alto-paranibana, onde se localizam as duas cidades de Alto Parnaíba e Santa Filomena, colonizadas devido à extensão pecuária a partir do médio São Francisco.

Outros aspectos da historiografia regional são também destacados na pesquisa de Lindolpho Almeida, como: a navegação fluvial que beneficiou ambas as comunidades por muitos anos; a participação de um grupo de moradores de Santa Filomena na sangrenta Guerra do Paraguai; e a questão de limites entre as províncias do Piauí e do Maranhão, no alto rio Parnaíba, quando da criação da freguesia de Nossa Senhora da Vitória.

Os interessados em adquirir o livro Apontamentos para a História de Alto Parnaíba e Santa Filomena (Ou a criação da freguesia maranhense de N. S. da Vitória em terras do distrito piauiense), com 385 páginas e pelo preço de R$ 30, poderão se dirigir ao Comercial Moçambique, à Av. Pres. Getúlio Vargas, no centro comercial de Santa Filomena.


Imagem: José Bonifácio/GP13(Imagem:José Bonifácio/GP1)O livro de Lindolpho do Amaral Almeida pode ser encontrado por R$ 30, no Comercial Moçambique, em Santa Filomena

O AUTOR
– Lindolpho do Amaral Almeida nasceu em Alto Parnaíba, em 8 de setembro de 1951, dia da padroeira de sua cidade. É o quinto filho do casal Raimundo (Mundico) Alves de Almeida, natural de São João dos Patos (MA), e Creusa do Amaral, falecida em 1989, filha do capitão da Guarda Nacional Lindolpho Lustosa do Amaral Brito e de Cândida Lustosa de Brito, primos e integrantes da terceira geração da família fundadora da cidade de Alto Parnaíba.

Lindolpho Almeida saiu de Alto Parnaíba em 1969, acompanhando os pais em mudança para Brasília, onde reside desde então. Servidor público (Senado Federal) e jornalista, em 2009 publicou o livro de crônicas em homenagem ao pai fazendeiro, Personagens do Sertão, o universo pitoresco de Mundico Almeida, no qual retrata o seu modo alegre de viver e a índole burlesca dos sertanejos da região do Alto Parnaíba maranhense e piauiense. 


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Produção de soja na região de Santa Filomena deve bater novo recorde

Imagem: Reprodução1(Imagem:Reprodução)Com a chegada das chuvas, alguns agricultores de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, já iniciaram o plantio da Soja

A previsão da área plantada na safra 2013/2014 em todo o estado do Piauí será de 1.356.000 hectares, de acordo com o primeiro levantamento da intenção de plantio, realizado no período de 16 a 20 de setembro, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A estimativa de crescimento está entre 4,7% e 7%, se comparado à safra anterior, que foi de 1,264 milhão de toneladas. Significa dizer que a produção de grãos no Piauí deve bater um novo recorde, podendo alcançar a inédita marca de 2,8 milhões de toneladas.

Na região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), o fato da janela de plantio não permitir uma segunda safra (a não ser sob pivô), sinaliza que a demanda reprimida nordestina por milho, será sempre um fator que irá influenciar os preços e a decisão de plantio.

A possibilidade de que a região volte a apresentar um quadro de normalidade climática, impulsiona o produtor local a criar um espaço para o plantio do cereal.


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)Quem ainda não deu início ao plantio já está com a área devidamente preparada e deverá começar até o próximo dia 15
 
No município de Santa Filomena, deverão ser cultivados cerca de 130 mil hectares. Como sempre, a soja será o carro-chefe do plantio, com aproximadamente 115 mil hectares. Caso se confirme a produtividade média, em torno de 50 sacas/hectare, a produção pode chegar a 345.000 toneladas, o que representará 12,3% de toda a produção de grãos do Piauí.

Com a chegada das chuvas, a previsão é de que o plantio da soja inicie até o próximo dia 15.

Na área do MATOPIBA (sul do Maranhão, leste do Tocantins, sudoeste do Piauí e extremo oeste da Bahia), o período chuvoso tem início em outubro, cuja média se situa entre 100 e 150 mm. Os modelos indicam que o acumulado deve ficar próximo ou abaixo da média.

Para o trimestre, alguns modelos climáticos indicam que há uma probabilidade significativa de que o acumulado de chuvas fique dentro da sua faixa normal, que é entre 400 e 600 mm no Tocantins, e entre 350 e 500 mm no sul do Maranhão, sul do Piauí e oeste da Bahia.


FONTE: http://www.gp1.com.br/blogs/producao-de-soja-na-regiao-de-santa-filomena-deve-bater-novo-recorde-323973.html 

domingo, 25 de agosto de 2013

Há 148 anos era instituída a Vila de Santa Filomena, na 'Província do Piauhy'

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
Praça Barão de Paraim, numa homenagem ao tio do Ten. Coronel JOSÉ LUSTOSA DA CUNHA, o "Barão de Santa Filomena"

De acordo com os relatos até hoje conhecidos, o início da construção do pequeno lugarejo denominado de Santa Filomena não foi fácil, portanto embaraçoso e intricado, devido ao pouco acesso que dava ao mesmo. Foram imigrantes que vieram de São Paulo para o Piauí, sendo parte de origem portuguesa.

Ao chegar, encontraram uma pequena vila de nome Parnaguá, onde aconteciam desbravamentos e conquistas de Terras. Mas, ao mesmo tempo, era um oásis da civilização distante e isolada, sob o comando de uma família, que mais tarde se tornara a mais poderosa da região. Ali havia estabelecido o pernambucano Victoriano Rodrigues de Brito, que veio informado das notícias das terras que eram próprias para a criação de gado, com imensas pastagens nativas. Estabelecido no lugar, tornou-se respeitado, contraindo matrimônio alguns anos depois com uma moça ilustre, cujo nome era Ana Maria Lustosa, filha do poderoso chefe político local, Cel. José da Cunha Lustosa, o "Barão de Paraim".

Os primeiros registros sobre antepassados da família, que depois veio a estabelecer-se na região, data de 1745, quando houve uma sesmaria no sítio denominado Brejo do Lucas, em Parnaguá, concedido ao português José da Cunha Lustosa, que havia chegado à região procedente de Santos (SP), em 22 de julho de 1747. Ao mesmo foi doada, na Lagoa dos Golfos, a Fazenda Mocambo, naquele município, que tempos depois passou a ser chamada de Riacho Fresco. Ele trabalhou em suas propriedades até os seus últimos dias de vida. Com sua esposa, Helena de Sousa Lustosa, teve 05 (cinco) filhos, os quais repeliram os índios Pimenteiras, Cheréns e outros grupos indígenas do sul do Piauí.

Por volta de 1854, procedente da Fazenda Contrato, onde residiu em terras do atual município de Monte Alegre (PI), acompanhado de alguns parentes e escravos, José Lustosa da Cunha estabeleceu-se às margens do Riacho Tapuio, à direita do Rio Parnaíba.

Alguns desbravadores já haviam percorrido estas terras. Um deles foi José Antônio Barreiras de Macedo. Acompanhado de outras pessoas, teria realizado uma entrada de reconhecimento na região, chegando até as margens do Rio Taquara, porém sem deixar qualquer vestígio de sua passagem.

A geografia da região era já conhecida por fazendeiros piauienses e índios, sendo que algumas informações indicam como sendo os da tribo Cheréns que habitavam nessa região. Porém, o avanço do desbravador provocou o deslocamento desses silvícolas para as margens do rio Tocantins.

O Coronel Lustosa da Cunha, como lembrança, plantou ali perto, na localidade Recreio, uma semente de mangueira, que nasceu, desenvolveu-se e tornou-se a mangueira mãe de todas da sede na época.

Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)
A estrada Gilbués/Santa Filomena está sendo construída, e isso poderá trazer progresso e desenvolvimento para a região

No decorrer dos anos, outros parentes e amigos chegaram, aderindo aos esforços de colonização. Veio também o cidadão Camilo Vieira, que era um homem muito rico e que havia comprado uma moça na Paraíba, cujo nome era Esmeralda. Depois daquela atitude, sua família revoltou-se contra ele e resolveu situar para o mesmo uma Fazenda, pondo o nome de Contrariado, significando a expressão dos seus sentimentos. Em frente, ficava a ilha da Esmeralda, por ter sido ela, a primeira mulher a visitá-la, conhecida hoje por Ilha do Santo Antonio, próximo ao atual Balneário Atalaia.

Ali, tiveram uma filha, e o seu nome era Mikaela. Mais tarde, chegando na região, o jovem de nome Francisco Luis de Freitas, que também veio à procura de terras para a criação de gado, e conhecendo Mikaela, logo contraiu matrimônio com a mesma. Em desavença com sua família, resolveu situar uma fazenda do outro lado do Rio Parnaíba, pondo o nome de Barcelona, onde originou por ele, a Vila Santa Vitória, atual Alto Parnaíba (MA).

Sendo chefe político do lugar, o Coronel, estende seus domínios por toda a região, ampliando suas fazendas de criação de gado, onde situava o rebanho que trouxera.

Com a Guerra do Paraguai (1864-1870), a maior da América latina, que colocou o Brasil, Argentina e Uruguai em luta contra o mesmo. Motivo este dar aquele país uma saída direta para o mar. Isto era necessário, para que o país pudesse dar escoamento às suas mercadorias através do oceano atlântico. Para isto, teria que ocupar uma boa parte do nosso território, após o aprisionamento do navio Marquês de Olinda, no rio Paraná, houve a declaração de guerra, onde os paraguaios invadiram Mato Grosso e tentaram invadir o Rio Grande do Sul, atravessando sem permissão, o território argentino. Fato que ocasionou a tríplice aliança entre os três países para a quão renhida batalha. E, atendendo a chamado para alistamento em corpo de voluntários, o Coronel piauiense organizou no distante e humilde lugarejo, um grupo de 234 deles, contando com o concurso de dois filhos, alguns sobrinhos e escravos.

Outros voluntários da Comarca de Parnaguá se juntaram ao grupo no dia 22 de junho de 1865, no local que ficou conhecido por Remanso do Choro, a jusante da ilha do Santo Antonio. Os voluntários despediram-se de suas famílias e desceram rio abaixo, num total de 14 balsas rumo a Parnaíba de onde partiu para o Maranhão e embarcando ali no vapor Tocantins até o Rio de Janeiro, onde desembarcaram no dia 09 de setembro do mesmo ano. Pode-se imaginar as imensas dificuldades que encontraram em tão longa marcha até o cenário da guerra. Por onde passavam eram recebidos festivamente.

Em Pernambuco, província governada por seu irmão e Marquês de Paranaguá, foi registrada a passagem do grupo, ao qual havia se engajado, ainda em Teresina, a moça Jovita Alves Feitosa, impedida pelo ministro da Guerra, de ir para os campos de batalha, frustrando-lhe o sonho.

Aquele corpo comandado pelo Tenente Coronel José Lustosa da Cunha, foi organizado pelo mesmo na vila de Santa Filomena, que fica aproximadamente a 600 quilômetros de Oeiras, antiga capital provincial, que era governada pelo visconde Manoel de Sousa Martins, e tinha pouco mais de mil habitantes, com sete municípios apenas, sendo o governador do Estado, o major João José da Cunha Fidier.

Imagem: José Bonifácio/GP13(Imagem:José Bonifácio/GP1)
Com mais de 8 mil hectares cultivados na safra 2012/2013, Santa Filomena já é o maior produtor de algodão de todo o Piauí

O rico criador de gado, José Lustosa da Cunha, penetrou a região em busca de terras para criatório. Essa expansão era conseqüência dos domínios políticos de sua poderosa e ilustre família. Vislumbrado com o potencial das terras, às margens do Rio Parnaíba, um belo e aprazível lugar dá início a construção das primeiras casas. Segundo a tradição, o nome desse lugar foi dado pelo próprio Lustosa da Cunha.

Ele adquiriu a imagem de Santa Filomena na Bahia, para padroeira, e em sua homenagem, pôs o nome de Filomena em sua primeira filha nascida no lugar por ser devoto da Santa.

Nasceu então, na Casa Grande (hoje residência da Freiras), a 2ª filha de José Lustosa da Cunha, em uma manhã de outubro de 1854. Houve grande regozijo naquele solar e nas casas vizinhas.

Mas existem duas versões sobre a origem do município de Santa Filomena. Pereira da Costa, em sua célebre Cronologia Histórica do Piauí, relata o seguinte sobre o assunto: "A vila de Santa Filomena é uma das mais modernas povoações do Piauí, pois a sua origem remonta apenas ao ano de 1854".

Descoberto em 1854, onde está situada, José Antonio Barreiros de Macedo convidou diversos parentes e a outras pessoas para fazerem uma entrada de reconhecimento no local, que até então era habitado por índios da nação cheréns, e, ali fixando-se, começou a levantar algumas casas e fundou uma capela.

Tal desenvolvimento foi tendo o lugar, dada a influência de diversos moradores, que dois anos depois já era um povoado próspero. Foi criada uma Paróquia, que logo depois teve o predicamento de Vila.

A outra versão dá conta de que, no fim do Século XVIII e princípios do Século XIX, houve várias incursões ao território do atual município de Santa Filomena, sendo a última feita pelo patriota José Antonio Barreiros de Macedo, que teria transposto a Serra do Riachuelo, vindo até às margens do Rio Taquara, percorrendo outras partes do município, sem, contudo, deixar vestígios de fundação de qualquer estabelecimento pecuário ou de outra natureza.

Anos depois, José Lustosa da Cunha, o Barão de Santa Filomena, que residia na Fazenda Contrato, à era município de Gilbués, partia dali, já no Século XIX, acompanhado da mulher, parentes e escravos, seguindo o roteiro de José Antonio Barreiros de Macedo.

Estabeleceu-se no local, onde hoje é a sede do município de Santa Filomena, fundando ali a localidade, que começou pela casa-grande e uma capela, iniciando assim a povoação. Com o passar dos meses, outros moradores chegaram e construiram suas casas, e em pouco tempo já apresentava características de próspero povoado.

Em 09 de janeiro de 1856 foi instituída a Paróquia de Santa Filomena e elevada à categoria de Distrito, por força da Lei Provincial nº 413.

Já o município de Santa Filomena foi criado sob a denominação atual pela Resolução Provincial nº 586, de 25 de agosto de 1865, a qual foi assinada pelo governador da Província, Franklin Américo de Meneses Dória (1864 - 1866).

Santa Filomena figura nos anais da História-Pátria por sua participação na guerra do Paraguai. A esse respeito, noticia Pereira da Costa, em sua Cronologia Histórica do Estado do Piauí: "1865 ? Agosto 10 ? embarca em Teresina o 2º Corpo de Voluntários da Pátria", sob o comando do Tenente Coronel José Lustosa da Cunha, com destino a campanha do Paraguai.

O corpo seguiu para Parnaíba, de onde partiu para o Maranhão e embarcando ali no Vapor Tocantins, desembarcou no Rio de Janeiro em 9 de setembro. Nesse Corpo seguiu como 2º Sargento a heroína e distinta Jovita Alves Feitosa, impedida pelo Ministro da Guerra, de seguir para os campos de batalha, frustrando-lhes os seus sonhos.

Em sua rota para o sul tocou o 'Tocantins' no Porto de Recife em 01 de setembro; e noticiando o "Diário de Pernambuco" do dia seguinte a passagem do corpo de voluntários piauienses, disse:

"... este Corpo comandado pelo distinto senhor Coronel José Lustosa da Cunha, foi organizado pelo mesmo na Vila de Santa Filomena, que demora cerca de 200 léguas distante do litoral e umas 100 da capital da Província".

"... sem embargo de ser uma Vila de recente fundação, e por conseguinte ainda pouco populosa, contribuiu essa localidade para o desforço da Pátria ultrajada com 234 voluntários, que aí seguem reunidos a outros até a comarca de Parnaguá, em número de 404, que foram o efetivo deste brilhoso corpo composto em seu todo de uma mocidade válida e de porte Marcial".

Segundo a tradição local, o nome do município foi dado pelo Coronel José Lustosa da Cunha, o "Barão de Santa Filomena". Este adquiriu na Bahia uma imagem de Santa Filomena para padroeira do lugar e, em homenagem à Santa, pôs o nome de Filomena em sua filha.

Parabéns, SANTA FILOMENA, pelos seus 148 anos de história. Progresso e desenvolvimento serão atributos frequentemente usados para se referir à Santa Filomena piauiense. Somos orgulhosos em participar deste contexto de prosperidade que identifica e irmana todos os filomenenses, sejam nativos ou adotivos.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Iphan suspende embargo e obras do Luz para Todos recomeçarão no Piauí

Imagem: Reprodução1(Imagem:Reprodução) Jurema Machado decide suspender ação que impedia a continuidade das obras do Programa Luz para Todos no sul do Piauí

A presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema de Sousa Machado, decidiu suspender a ação que impedia a continuidade das obras do Programa Luz para Todos no sul do Piauí. Em julho de 2012, sob a alegação de que a implantação da rede elétrica estava causando danos aos sítios arqueológicos existentes na região, o órgão do Ministério da Cultura determinou a suspensão dos trabalhos, o que impediu a realização de mais de dez mil ligações domiciliares que estavam em andamento em 62 municípios do Estado.

“A presidente do IPHAN reconheceu que o Piauí não poderia ser prejudicado por uma questão tão pouco fundamentada, baseada apenas em indícios de sitos arqueológicos na região. É uma decisão acertada, que garante melhor qualidade de vida a milhares de piauienses”, afirmou o deputado federal Jesus Rodrigues (PT), líder da bancada piauiense em Brasília.

Antes da suspensão da liminar, os parlamentares estiveram reunidos na Eletrobras Piauí e depois com o próprio ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em busca de uma solução
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Imagem: Reprodução2(Imagem:Reprodução)
Jesus: "Tenho certeza de que hoje estamos devolvendo a milhares de famílias piauienses a esperança de um futuro melhor"

Quando o serviço foi embargado, o Iphan exigiu que a Eletrobras apresentasse estudo da região onde seriam instaladas as redes de energia. A distribuidora chegou a garantir que tais redes de distribuição de energia elétrica não provocaria dano ao patrimônio histórico, já que realizava uma intervenção mínima na região.

“Energia elétrica é serviço essencial e em muitas localidades do interior está diretamente relacionada ao abastecimento de água, que é feito através de bombas hidráulicas. Tenho certeza de que hoje estamos devolvendo a milhares de famílias piauienses a esperança em um futuro melhor”, disse o parlamentar petista Jesus Rodrigues.

O Luz para Todos é executado pela Eletrobras e Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) e tem como meta universalizar o uso de energia elétrica no Piauí até o final de 2014.


Fonte: Karliete Nunes - Portal O Dia