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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Jurdan Gomes escreve poema relembrando sua infância em Fronteiras

Imagem: DivulgaçãoJurdan Gomes,(Imagem:Divulgação)Jurdan Gomes, o 'Poeta Cantador' ou o 'Cantador do Sertão', escreve poema relembrando a sua infância em Fronteiras

O radialista, jornalista, poeta, escritor, compositor, cantor e politico Jurdan Gomes, que em março de 2014 lançou mais um CD, intitulado Um Balaio de Cantigas, prova que vive sempre inspirado e despertando a via poética, ao escrever mais um poema, recheado de imaginação.

Jurdan Gomes, o ‘Poeta Cantador’ ou o ‘Cantador do Sertão’, como ele se autodenomina, mora em Belém do Piauí há bastante tempo, município onde já foi eleito prefeito, postou no Facebook o poema MINHA TERRA ANTIGAMENTE, relembrando sua infância na cidade de Fronteiras, localizada na mesorregião sudeste do Piauí, distante 406 quilômetros de Teresina.


Imagem: ReproduçãoBR-230 (Transamazônica)(Imagem:Reprodução)BR-230/PI (Rodovia Transamazônica) na cidade de Fronteiras, onde o poeta Jurdan Gomes viveu quando era criança

No post em rede social, Jurdan Gomes conta: “A minha amiga Maristela Magalhães, comentou uma foto minha, quando ví o comentário dela, lembrei nossa juventude em Fronteiras, fiz uma equiparação dos dois tempos, ontem e hoje, resolví escrever o seguinte:

MINHA TERRA ANTIGAMENTE
.
Uma galinha ciscando
No terreiro de Maria
Uns ovos numa bacia
Pra Chica vender na feira
O pretume da chaleira
Da fumação do fogão
Uma esteira no chão
Pra um pançudim se sentar
Depois comer o fubar
ficar alegre e contente
Agradecer se benzendo
Isso é mesmo que tá vendo
Minha terra antigamente

Um pote numa furquilha
Na boca um pano bordado
Um caximbo bem guardado
Nas brechas de um caritó
O retrato de vovó
Desbotado na parede
Uns tornos de armar rede
No alpendre do oitão
Uma cangai no chão
Um jumento já demente
Escute o que tô dizendo
Isso é mesmo que eu tá vendo
Minha terra antigamente

Um porco fuçando as fezes
Na cintina de padim
Maria de Joaquim
Rodando um fuso no dedo
A carreira de Zé Pedo
Atraz dum garrote manso
Nas grotas corre o remanso
No coice da enxorrada
Gangila dando risada
Sem ter um dente na frente
Simplesmente eu tô dizendo
Isso é mesmo que tá vendo
Minha terra antigamente

Dona Guidé com bravura
Implantando educação
As quadrilhas de são João
Valdir Pereira gritando
Amélia se perfumando
Zeca Galo de bituca
Teresinha mais Patuca
No cafezim da esquina
Mariano e Rosalina
Fazendo mala e refresco
Raimunda com bolo fresco
Pão de ló com café quente
Cara de sapo comendo
Isso é mesmo que tá vendo
Minha terra antigamente

Os fogos embusca do céu
Nas festas da padroeira
Cantado Santa Nogueira
Os benditos de Maria
Quando o padre se benzia
Começava a procisão
Na frente da multidão
Zé Paulino com uma cruz
Era amigo de Jesus
Católico muito decente
E os festejos acontecendo
Isso é mesmo que eu tá vendo
Minha terra antigamente

Nossa mera juventude
No futebol, serenata
Querendo iludir as gata
Dedilhando um violão
Quase morro de paixão
foi um grande desafio
Do outro lado do rio
morava a loura singela
Inda existe a casa dela
Mas ela hoje vive ausente
Eu só estou lhe dizendo
Isso é mesmo que tá vendo
Minha terra antigamente.

Hoje... hoje o tinido assombrador
Das balas de trinta e oito
Os pipocos dando açoito
Nos buracos dos ouvido
O clamor o alarido
De quem só deseja paz
Isso acontece demais
Desrespeito e rebeldia
Falo isso é hoje em dia
Falta sossego pra gente
Isso nos faz sentir dó
Sendo assim foi bem melhó
Minha terra antigamente ...


AUTOR: JURDAN GOMES (27.12.214)"


quarta-feira, 16 de julho de 2014

BR-235/PI: O sonho de várias gerações está se tornando realidade

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)DUAS GERAÇÕES! O entusiasmo de Damasceno Nogueira e Flávio Nogueira na ladeira do Saquinho, no Povoado Matas

Essa batalha é muito antiga. Há pelo menos três ou quatro décadas a necessidade por investimentos em logística para a região de Santa Filomena, pioneira na exploração do cerrado piauiense, passou a ser um assunto que chamou a atenção de políticos do Piauí.
 
Várias gerações de filomenenses sonharam com a estrada Gilbués/Santa Filomena. As lutas para materializar esse desejo não foram poucas. Porém, o sonho da construção começou a virar realidade quando a bancada federal (deputados e senadores), principalmente o senador Wellington Dias (PT-PI), interveio junto ao ex-ministro Alfredo Nascimento, dos Transportes, em busca da federalização, transformando a PI-254 em BR-235/PI. Aí, a estrada se tornou apta a receber recursos do Governo Federal, via PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Mas o processo de federalização só pôde ser efetivado após a manifestação da Assembléia Legislativa do Estado do Piauí (ALEPI), em maio/junho de 2011. Para tanto, o governador da época, Wilson Martins, teve que enviar mensagem ao Legislativo Estadual, 'doando' todo o percurso da rodovia estadual PI-254 – de Caracol a Santa Filomena – ao Governo Federal.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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2(Imagem:1)Com 3 pistas de rolamento, a ladeira do Saquinho contém uma base de brita com espessura superior a 40 centímetros

O conjunto de ações resultou na parceria entre o Governo do Estado e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), totalizando um investimento de mais de R$102 milhões. E até o final de 2014 será entregue o trecho, que ao todo soma 130,20 quilômetros de via, o qual está sendo asfaltado em Tratamento Superficial Duplo (TSD).

Isso é, sem nenhuma dúvida, a transformação do sonho e a necessidade de milhares de pessoas em realidade. A luta é do povo de Santa Filomena e de toda bancada federal piauiense. A vitória é do Piauí, em especial, dos filomenenses, nativos e/ou adotivos.


VÍDEO: Flávio Damasceno Santos Nogueira opina sobre importância da BR-235/PI

 
Como bem diz o professor e advogado Flávio Damasceno Santos Nogueira, que nasceu em Santa Filomena, mas reside e trabalha em Balsas (MA), a estrada é um sonho secular e foi objeto de promessas de candidatos a Prefeito, a Deputado, a Senador e a Governador.

Muitas gerações compartilharam o sonho de ver a região de Santa Filomena independente. Esse sentimento separatista tinha justificativas históricas. Todos reclamavam da situação de total abandono, chegando ao ponto de, em alguns momentos, nem se sentirem piauienses.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Rodovia BR-235/PI passando sobre o Rio Taquara, à altura da Fazenda Cachoeira, a 27 quilômetros de Santa Filomena

Era um verdadeiro descaso por parte do Governo Estadual, que sempre esteve - literalmente - com as costas viradas para o povo de Santa Filomena. Até parece que os nossos governantes e representantes, ao longo do Século XX, nunca acreditaram no desenvolvimento da região.

E olha que Santa Filomena é um município rico em todos os aspectos. Além da gigantesca potencialidade agrícola e pecuária, sendo o 5º maior produtor de grãos, um dos 15 maiores criadores de gado bovino do Piauí e uma das 23 maiores economias do Estado, a Terra colonizada por José Lustosa da Cunha detém belezas naturais raras, encantadoras.
 
Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
2(Imagem:1)E com a pavimentação asfáltica já ultrapassando a Fazenda Refresco, propriedade de Damasceno Lustosa Nogueira

Segundo o internauta Acácio Argus Bonfim Ferreira, são 102 rios e riachos perenes. Há até um rio que submerge em um sopé de Serra e aflora com piso azul numa caverna; inscrições rupestres; uma lagoa de borda circular, possivelmente cone de vulcão; temperatura média de 20 graus, com seis meses de inverno; um geiser; um cemitério de escravos encravado em rochas; cercas edificadas com grandes blocos de pedras; e diversas jazidas de Calcário.

Imagem: Reprodução1(Imagem:Reprodução)Conforme diz o internauta Acácio Ferreira, Santa Filomena possui, além do potencial agrícola, beleza e riqueza natural

Dizem até que existem manchas de Petróleo em Santa Filomena! Será mentira ou verdade?

Realmente, são diversas riquezas e maravilhas que precisam ser divulgadas aos piauienses, como, por exemplo, o afloramento de Atapulgita, um mineral raro e rentável, de coloração amarelada, existente apenas no Brasil e no Fort Benton, no estado de Montana (EUA).

Afinal, o que será toda essa riquíssima região de Santa Filomena com a excelente rodovia que está chegando? Quantas gerações passaram antes que o sonho se realizasse? Com certeza, tudo vem no seu devido tempo. E o tempo veio, agora! Passamos a viver um novo capítulo.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
2(Imagem:1)TÁ CHEGANDO!!! Os serviços de terraplanagem já estão entre as fazendas Certeza e Salto, a 15 km de Santa Filomena

Em síntese, a conclusão da BR-235/PI (estrada Gilbués/Santa Filomena) significa também a realização de um sonho antigo dos produtores rurais locais, dos moradores da vizinha cidade de Alto Parnaíba (MA) e de todas as comunidades instaladas ao longo da rodovia e vicinais.
 

Não somente irá reduzir custos e incentivar os setores agrícola e industrial; a BR-235/PI representa elevada importância social, pois terá grande impacto na educação, na saúde, na segurança, na produção e na geração de emprego e renda para as famílias de toda a região. 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Governo do Maranhão faz operação tapa-buracos com "piçarra" na MA-006

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)A construtora responsável pelo serviço usou asfalto apenas nos buracos menores, como se percebe nesta imagem

O Governo do Estado do Maranhão, através da Secretaria de Estado da Infraestrutura (SEINFRA), está realizando uma operação tapa buracos na rodovia MA-006 pelo método 'gambiarra', ou seja, colocando mais terra (piçarra) do que asfalto frio, que é utilizado para reparar buracos diretamente de uma embalagem, prontas para quando o problema aparece.

No trecho entre Alto Parnaíba e Tasso Fragoso, a empreiteira que fez o serviço de reparos, a chamada “operação tapa-buracos”, usou asfalto somente nos buracos menores e isolados, conforme se vê nos primeiros 13 quilômetros, até a altura do Rio Medonho.


Imagem: José Bonifácio/GP1Alguns buracos não foram entupidos nem com piçarra, (Imagem:José Bonifácio/GP1)Alguns buracos não foram entupidos nem com piçarra, nesse serviço que custou quase R$ 4 mil por cada quilômetro
Imagem: Dhiancarlos Pacheco1(Imagem:Dhiancarlos Pacheco)
A placa da SEINFRA,(Imagem:José Bonifácio/GP1)A placa da SEINFRA, fincada há meses na entrada da cidade de Alto Parnaíba, já destruída, mostra o valor: R$ 337 mil

No restante das pistas de rolamento, onde a buraqueira era maior, apenas foram jogadas camadas de terra, chamada de “piçarra”, uma espécie de rocha mole, parecida com saibro, mas que não atende aos parâmetros adequados de compactação.

A “recuperação” da MA-006, que está sendo executada nos 90 quilômetros que ligam Tasso Fragoso a Alto Parnaíba custou, segundo a placa de publicidade da SEINFRA (Secretaria de Estado de Infraestrutura), a importância de R$ 337.833,05 aos cofres públicos do Maranhão.

Isso equivale a R$ 3.744 por cada quilômetro recuperado com terra (piçarra) ou asfalto frio.

Veja outras imagens que mostram o descaso do Governo do Maranhão para com a MA-006:


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Poços Violeta desperdiçam cerca de 30 milhões de litros por dia

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)

Poços Violeta I e II, entre Alvorada do Gurgueia e Cristino Castro, no Piauí, desperdiçam mais de 30 milhões de litros por dia
Apesar de mais
de mil municípios do Nordeste brasileiro estarem em situação de emergência por causa da seca, dos quais 184 somente no Piauí, cerca de 30 milhões de litros de água do Aquífero Urucuia são desperdiçados todos os dias pelos Poços Violeta I e Violeta II, localizados à margem da BR-135, entre as cidades piauienses de Alvorada do Gurgueia e Cristino Castro.



Segundo Wilton José Silva da Rocha, Doutor em Geologia, esses dois poços, denominados Violeta 1 e Violeta 2, foram perfurados pela CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais) para um projeto do DNOCS no vale do Gurguéia. Dentro do projeto, o poço 1 funcionou como piezômetro (furo de observação), enquanto o 2 como poço de pesquisa para avaliar os parâmetros dos aquíferos Serra Grande e Cabeças.

Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)
No Poço Violeta 2 (esquerda) a vazão estimada é de 1 milhão de litros/hora; já o Violeta 1 tem a vazão de 294 mil litros/hora

O Poço Violeta 1, concluído em 24/02/1972, tem profundidade de 360,00 metros, nível estático de 31,07 metros e vazão de 294.840 litros por hora

Já o Poço Violeta 2, concluído em 21/06/1973, com profundidade  de 1.000 metros e nível estático  de 62,66 metros, tem a vazão estimada em 1 milhão de litros por hora. A água brota da terra com tanta força que chega a mais de 20 metros de altura.

Desde a época em que foram perfurados, jorram essa água quase sem nenhuma utilidade. É muita água jogada fora, que escorre e se perde por entre um pequeno carnaubal. O que é desperdiçado no local seria suficiente para abastecer uma cidade de 130 mil habitantes.

“Uma riqueza natural tratada com descaso na região. No município de Cristino Castro dezenas de poços jorram sem parar. Alguns abastecem piscinas de restaurantes e hotéis, outros não servem para nada”, destacou o Jornal Nacional em matéria exibida recentemente.

Imagem: José Bonifácio/GP13(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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A água dos Poços Violeta se perde por entre a caatinga, ou vai para esses  tanques, onde nem sequer são criados peixes

I
nformações Técnicas – De acordo com o geólogo José Wilton Silva da Rocha, que já prestou serviços na região, a água do poço Violeta tem teores de sais dentro dos parâmetros de potabilidade do CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente (<500mg/l).

As amostras coletadas na época (1973) do estudo - que não deve ter mudado - dos dois poços apresentaram um Resíduo Seco (mg/l) da ordem de 91,00 para o Violeta 1 e 269 para o Violeta 2. O maior valor de Resíduo Seco para o VIoleta 2 é devido a sua profundidade que atravessa formações geológicas mais salinizadas e deve ter contribuído com esse valor maior que o RS do Violeta 1. Contudo, a água não apresenta quaisquer restrições para o consumo.

Imagem: José Bonifácio/GP15(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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Poços jorram sem parar na região; alguns abastecem piscinas de restaurantes e hotéis, mas outros não servem para nada

Do sul do Piauí ao noroeste de Minas Gerais
- O Sistema Aquífero Urucuia (SAU) é um manancial subterrâneo de extensão regional, composto por subtipos de aquíferos inter-relacionados. O aquífero é constituído de quartzo-arenitos e arenitos feldspáticos eólicos bem selecionados, com presença de níveis silicificados e, em menor proporção, níveis conglomeráticos relacionados ao Grupo Urucuia, Neocretáceo da Bacia Sanfranciscana, que representa a cobertura fanerozoica do Cráton São Francisco. O sistema aquífero se estende desde o sul do Piauí até o noroeste de Minas Gerais, com maior expressão no oeste da Bahia.

O Aquífero Urucuia apresenta um eixo divisor longitudinal que separa o fluxo subterrâneo para o oeste (bacia hidrográfica do Tocantins) e para leste (bacia hidrográfica do São Francisco). O sistema foi dividido em quatro subsistemas, assim caracterizados: aquífero livre regional; aquífero suspenso local; aquífero confinado ou semiconfinado e aquífero livre profundo.

As espessuras totais do sistema aquífero, estimadas a partir da aplicação de estudos geofísicos, apresentam valores que variam de 100 a 600 m nos 26 pontos do levantamento eletromagnético no domínio do tempo. As espessuras saturadas variam entre 80 e 460 m.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Conforme previsão meteorológica, chuva ininterrupta durou mais de 8 horas

Imagem: José Bonifácio/GP1Chuva(Imagem:José Bonifácio/GP1)Em 08 (oito) horas de chuva intermitente caiu o equivalente a um terço da precipitação registrada em dezembro último

Em Santa Filomena, no sudoeste da Piauí, choveu 42 milímetros entre as 23 horas de ontem, sexta-feira (4), e as 7 horas deste sábado (5). Em oito horas caiu o equivalente a um terço do que choveu em dezembro passado, apenas 125,5 milímetros.

A meteorologia indica que teremos alguns momentos de sol com muitas nuvens durante o dia de hoje, com períodos de nublado e chuva a qualquer hora, inclusive à noite.

A chuvarada da madrugada passada confirmou aquilo que praticamente todos os institutos meteorológicos vinham prevendo para a cidade de Santa Filomena desde o primeiro dia do ano, de continuar chovendo durante toda a semana, especialmente a partir de ontem, sexta-feira (4), com tempo fechado e chuvoso, e possíveis trovoadas.

Imagem: José Bonifácio/GP1pre(Imagem:José Bonifácio/GP1)Instituto prevê céu com muitas nuvens em Santa Filomena (PI), curtos períodos de sol e pancadas de chuvas isoladas

Pelo menos até quarta-feira (10), o Instituto Clima Tempo vê a probabilidade de céu nublado, curtos períodos de sol e pancadas de chuva com trovoadas. A temperatura mínima ficará em 20ºC e a máxima não deverá ultrapassar os 29ºC.

A umidade relativa do ar segue alta, com mínima de 40% (quarenta por cento). Já o índice de raios UV (Ultravioletas), medida da intensidade da radiação solar, relevante aos efeitos sobre a pele humana, incidente na superfície da Terra, está moderado.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Após final de ano ensolarado, 2013 começa com tempestade de granizo

Imagem: José Bonifácio/GP1Rua 15 de Agosto, em Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, após a tempestade de granizo(Imagem:José Bonifácio/GP1)Rua 15 de Agosto, no Bairro Novo Horizonte, em Santa Filomena, sudoeste do Piauí, depois da tempestade de granizo

O ano de 2013 começou com chuva forte e granizo na cidade de Santa Filomena, situada no sudoeste do Piauí. Por volta das 8h30, os moradores foram surpreendidos pelo barulho. As pedras de gelo chegavam a 10 milímetros (01 centímetro) de diâmetro.

A chuva foi rápida, durou pouco mais de 20 minutos e o acumulado total foi de 17 milímetros. Essa instabilidade gerou o temporal de vento e granizo, com trovoadas.

Imagem: José Bonifácio/GP1Tempestade de granizo durou cerca de 20 minutos e a chuva acumulada chegou a 17 milímetros(Imagem:José Bonifácio/GP1)A tempestade de granizo em Santa Filomena durou cerca de 20 minutos e a chuva acumulada chegou a 17 milímetros
Imagem: José Bonifácio/GP1Tempestade de Granizo:(Imagem:José Bonifácio/GP1)Tempestade de Granizo: a "chuva de pedra" desta manhã em Santa Filomena tinha granizos com até 1 cm de diâmetro

Granizo é a forma de precipitação que consiste na queda de pedaços irregulares de gelo, comumente chamados de pedras de granizo. Essas pedras d'água, na Terra, são compostas por água no estado sólido e medem entre 5 e 200 mm de diâmetro. Qualquer tempestade que produz granizo que atinge o solo é considerada como uma tempestade de granizo.

De acordo com o Instituto Tempo Agora, deve continuar chovendo durante toda a semana, especialmente a partir de sexta-feira (4), quando a meteorologia prevê tempo fechado e chuvoso, com possíveis trovoadas e temperaturas entre 21ºC e 33ºC.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Cerrado piauiense vira terra fértil e se torna a nova fronteira agrícola

Imagem: ReproduçãoPlantio de soja(Imagem:Reprodução)Plantio em fazenda do cerrado piauiense, onde o hectare de terra produtiva já vale o equivalente a 120 sacas de soja

O jornal Folha de S. Paulo, edição deste domingo (23), destaca o aumento da área plantada nos cerrados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia (MAPITOBA, nome dado à área) e do avanço tecnológico, com alto investimento no solo, sementes e irrigação.

A matéria da jornalista Tatiana Freitas, enviada especial da Folha a Balsas (MA), Araguaina e Pedro Afonso (TO), diz que “o clima não é problema para a região” e que “dois milhões de ha de terras de boa qualidade ainda estão disponíveis para o plantio”.

Utilizando dados da CONAB, SECEX, Informa Economics FNP e Rabobank, a reportagem percorreu a região de Uruçuí e descobriu que ali o hectare de terra em área produtiva já vale 120 sacas de soja ou R$ 6.720,00 (na última sexta-feira, 21/12, a saca foi cotada a R$ 56,00 em Balsas/MA).

Acompanhe na íntegra a publicação do diário Folha de S. Paulo, disponível também no site http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1205551-cerrado-vira-terra-fertil-e-se-torna-nova-fronteira-agricola.shtml:

Infográfico mostra a cotação das terras no MAPITOBA
“A terra vermelha do cerrado está mais produtiva do que nunca. Após dobrar a área plantada com soja na última década, o Mapitoba - nome dado à área entre Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia - promoverá mais um aumento nesta safra, de 12%.

Até o início da década passada irrelevante para o agronegócio, a região é hoje considerada a terceira fronteira agrícola brasileira - depois do Sul, onde não há mais espaço para expansão, e do Centro-Oeste, já consolidado.

Com o avanço tecnológico e investimentos no solo, sementes e irrigação, o clima não é problema para a região.

Na safra passada, o Mapitoba atingiu participação de 8% na produção nacional de grãos, com a colheita de 12,2 milhões de toneladas. Até 2021, ela deve chegar a 20 milhões de toneladas, uma alta de 64%, estima o Rabobank, banco especialista no setor. Além de ganhos de produtividade previstos com investimentos em novas variedades, fertilizantes e máquinas, a área também deve crescer.

Dois milhões de hectares de terras de boa qualidade ainda estão disponíveis para o plantio - o equivalente a 70% da área cultivada com soja nesta safra -, segundo estimativas do mercado.

"Abrir terras", expressão usada pelos produtores para se referir à derrubada da vegetação nativa e ao preparo do solo para o plantio, é uma constante na região.

Com as chapadas praticamente tomadas por grandes investidores, os produtores agora buscam terras em áreas onde o preço é mais baixo. "Cada pedaço de terra é garimpado", diz o agricultor Valdir Zaltron, dono de 6.600 hectares entre o Tocantins e o Maranhão. No mês passado, ele comprou mais 350 hectares em Balsas (MA).

Nessa cidade, Idone Grolli, dono da fazenda Cajueiro, de sementes e grãos, também tem plano de expansão. "Pretendemos aumentar a área em 20% na próxima safra."

TODOS "GAÚCHOS" - Atraídos pela terra barata, produtores do Paraná e do Rio Grande do Sul (apelidados de gaúchos) começaram a migrar para o Mapitoba nos anos 1980 e 1990.


Imagem: Folha de S. PauloSilos para estocagem de soja da Coapa (Cooperativa Agroindustrial do Tocantins) no município de Pedro Afonso, no norte do Tocantins(Imagem:Folha de S. Paulo)Silos para estocagem de soja da Coapa (Cooperativa Agroindustrial do Tocantins) em Pedro Afonso, no norte do TO

Esse processo teve início na Bahia, expandiu-se para o Maranhão e depois seguiu para o Piauí e para o Tocantins, o último Estado do grupo a se desenvolver na agricultura.

"Um alqueirinho no Paraná valia 40 alqueirões aqui", diz o agricultor Moacir Catabriga, que em 1990 comprou a primeira terra no Tocantins. Além do valor, há ainda diferença na metragem da terra. Um alqueire no Sul (2,4 hectares) é a metade de um alqueire negociado no Norte (4,8 hectares), o chamado "alqueirão".

O crescimento mais significativo do Mapitoba ocorreu a partir de 2000. O boom dos preços das commodities incentivou grandes empresas e fundos de investimento a investir na região. A produção de soja foi multiplicada por quatro, estimulando a instalação de processadoras.

Bunge, Cargill e Algar têm unidades no Mapitoba, que reúne 5% da capacidade total de esmagamento do país, segundo o Rabobank. O agronegócio já representa 30% (trinta por cento) do PIB dos Estados da região".


Fonte: Folha de S. Paulo