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sexta-feira, 17 de abril de 2015

REI DO CAJU: Morre aos 91 anos o empresário Jaime Tomaz de Aquino

Imagem: Fazenda Planalto1(Imagem:Fazenda Planalto)Jaime Tomaz de Aquino estava internado desde terça (14), com um quadro de infecções que evoluiu para pneumonia

Morreu às 17h de ontem (16) em Fortaleza, aos 91 anos de idade, o cearense Jaime Tomaz de Aquino. O empresário faleceu devido complicações de uma pneumonia. Era dono de 171 mil hectares de terras cultivadas com caju nos estados do Piauí e do Ceará. Em solo piauiense Jaime chegou a plantar, na década de 1990, cerca de 40 mil hectares de caju nas Fazendas Planalto, Alvorada, Esplanada, Serra Nova e São Vicente, situadas no município de Pio IX.

Jaime de Aquino era conhecido como o “rei do caju’”. Foi considerado o maior plantador de cajueiros do mundo e o maior cajucultor do Brasil. Por conta do sucesso como empreendedor, Jaime Tomás de Aquino foi agraciado com o troféu Sereia de Ouro, 1980 (Grupo Edson Queiroz); Produtor Modelo, 1980 (Ministério da Agricultura); Medalha da Abolição, 1987 (Governo do Estado do Ceará); Medalha do Mérito Industrial, 1990 (FIEC).


Imagem: Fazenda Planalto2(Imagem:Fazenda Planalto)
2(Imagem:1)Sede da Fazenda Planalto, no município de Pio IX, uma das cinco áreas de Jaime cultivadas com caju no estado do Piauí

O velório será nesta sexta-feira (17), no pátio da empresa de Jaime, em Fortaleza. O sepultamento ocorrerá amanhã, sábado (18), em Pereiro (CE), região do Jaguaribe.

Nascido no dia 26 de março de 1924, na cidade de Jaguaribe (CE), Jaime Tomaz se tornou órfão de pai e mãe aos 15 anos, ficando aos cuidados de Dom José Terceiro de Sousa, àquela época vigário de Pereiro, que o matriculou na Escola Apostólica dos Jesuítas em Baturité, onde o mais tarde “Rei do Caju” iniciou seu estudo primário. Depois se incorporou e prestou serviços ao Exército, sendo depois licenciado como ex-combatente da 10º GAT - 75 MM.

Foi caminhoneiro nas estradas do Nordeste e do Brasil, quando, por acaso, descobriu que levar castanhas de caju do Ceará para São Paulo seria um bom negócio, e começou, então a vender sacas de castanha nas confeitarias e fábricas de chocolates. A clientela cresceu, e daí surgiu a idéia da instalação de uma indústria de beneficiamento de castanha de caju.


Imagem: Fazenda Planalto3(Imagem:Fazenda Planalto)Na década de 90, somente o município de Pio IX, extremo-leste do Piauí,  já cultivava cerca de 40.000 hectares de caju

No ano de 1962, Jaime Tomaz de Aquino fundou a Companhia Industrial de Óleos do Nordeste - CIONE, da qual é Diretor-Presidente, que gera mais de 7.000 (sete mil) empregos diretos, com uma exportação que chega a atingir a cifra de 14 a 16 milhões de dólares anuais.

Jaime Tomaz de Aquino exercia cumulativamente as funções de Diretor-Presidente da CICAJU (Cia. Cearense Agro-Industrial do Caju), da CAEMA (Cia. Alvorada de Empreendimentos Agrícolas S/A) e, ainda, da BOREASA (Borborema Empreendimentos Agrícolas S/A).

Jaime Tomaz de Aquino era um exemplo da capacidade empreendedora do povo cearense.


Fonte: Lucas Andrade e Diário do Nordeste

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Kátia Abreu propõe criação de agência para o desenvolvimento do MAPITOBA

Imagem: Reprodução1(Imagem:Reprodução)Região do MAPITOBA (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia) deverá ganhar sua Agência de Desenvolvimento já em 2015

Com área de 414.381 quilômetros quadrados, formada pelos estados do Maranhão, Piauí Tocantins e Bahia, a região produtiva do MAPITOBA é considerada a nova fronteira agrícola do Brasil, por ter clima favorável, perfil dos produtores e por esse conglomerado de quatro Estados possuir terras que podem - legalmente - ser abertas para a produção de grãos.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) está propondo, baseado em estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), a criação da Agência do Mapitoba. O projeto visa melhorar os gargalos logísticos da fronteira agrícola, conforme divulgou o site Norte Agropecuário, de responsabilidade do jornalista Cristiano Machado.

A idéia da agência, idealizada pela ministra Kátia Abreu (Agricultura), é criar mecanismos e ações que visem desenvolver a região do MAPITOBA, em termos de logística e infraestrutura.


Imagem: ReproduçãoKátia Abreu, minstra da Agricultura,(Imagem:Reprodução)Kátia Abreu, ministra da Agricultura, vem discutindo com outros ministros ações para melhorar infraestrutura da região

Líderes ruralistas, como o presidente da Associação dos Irrigantes da Bahia (Aiba), Julio César Busato, estão otimistas quanto à agilidade no processo da criação da agência que, baseada em estudos da Embrapa, visa melhorar os gargalos logísticos da fronteira agrícola.

A estimativa para este ano é de aumento de 7,90% na produção de grãos, ante 2014. Já a soma da área destinada aos grãos entre os quatro Estados deverá crescer 4,37% na safra 2014/2015 no comparativo com a safra 2013/2014, saltando de 7,322 milhões de hectares para 7,642 milhões de hectares. A produção saltará de 18,107 milhões de toneladas para 19,539 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab).


Imagem: José Bonifácio/GP1Lavoura de soja no município de Santa Filomena, (Imagem:José Bonifácio/GP1)Lavoura de soja no município de Santa Filomena, localizado no sudoeste do Piauí, distante 905 quilômetros de Teresina
 
Entre os quatro estados do MAPITOBA, a Bahia lidera o ranking de produção, com a maior área. A estimativa de produção é de 8,433 milhões de toneladas de grãos em meio a 3,246 milhões de hectares. O Tocantins, prevê a Conab, deve alcançar 3,671 milhões de toneladas na safra 2014/2015, uma elevação de 9,4%. No Maranhão 2,4% e no Piauí 8,8% de aumento.

GRÃOS - Soja é a principal cultura dos quatro Estados. A Bahia deverá ter uma produção de 3,979 milhões de toneladas, um aumento de 20,3% ante a safra 2013/2014. Já para o Piauí, a estimativa é de 1,766 milhões de toneladas (+18,6%). A produção do Maranhão deve crescer um pouco menos: 2,123 milhões (+16,4%); e Tocantins 2,335 milhões de toneladas (+13,5%).


Fonte: Norte Agropecuário

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Mesmo com o avanço da soja e do milho, ainda se planta arroz no Cerrado

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)O plantio de arroz de sequeiro no cerrado do Piauí começou na Faz. Baixa Serena, a 40 quilômetros de Santa Filomena

A cultura do arroz de sequeiro, pouco exigente em insumos e tolerante a solos ácidos, teve um destacado papel como cultura pioneira durante o processo de ocupação agrícola do Cerrado, iniciado na década de 60. No Piauí, começou pelo município de Santa Filomena, no ano de 1978, quando os pioneiros Antonio Luis Avelino Filho e Esdras Avelino Filho realizaram, na Fazenda Baixa Serena, distante 40 quilômetros da cidade, o primeiro plantio mecanizado.

Esse processo de abertura de área teve seu pico no período 75-85, em que a cultura chegou a ocupar área superior a 4,5 milhões de hectares. O sistema de exploração caracterizava-se pelo baixo custo de produção, devido à pouca adoção das práticas recomendadas, incluindo plantios tardios. Entretanto, a significativa ocorrência de veranicos fazia com que a cultura apresentasse uma produtividade média muito baixa, ao redor de 1.350 kg/ha, sendo assim considerada como de alto risco e gerando centenas de casos de Proagro (Seguro Agrícola).


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)Mais de 30 anos depois, o plantio do arroz de terras altas representa só 3% da área dos cerrados na safra 2013/2014

Apesar desse panorama pouco promissor, que culminou com a falência da maioria dos agricultores - são poucos os que conseguiram se manter na atividade -, naquele período a pesquisa já oferecia um leque de alternativas para a minimização da adversidade climática, incluindo cultivares tolerantes à seca, classificação do grau de risco em todos os municípios produtores, adequação da época de semeadura e do ciclo das cultivares, preparo de solo e manejo de fertilizantes, visando aprofundamento radicular e aumento da reserva útil de água no solo, além de técnicas do manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas.

Com a progressiva redução das áreas de abertura, em meados da década de 80, a área cultivada com arroz sob o sistema de cultivo de sequeiro, foi sendo gradativamente reduzida, ao mesmo tempo em que a fronteira agrícola se moveu no sentido sudeste-noroeste do Brasil.


Imagem: José Bonifácio/GP13(Imagem:José Bonifácio/GP1)
4(Imagem:1)
5(Imagem:1)Mas os produtores que insistem com o cultivo de arroz de sequeiro nas serras do Piauí conseguem boa produtividade

A conseqüência desse movimento foi a redução do risco climático, o que tornou mais propícia a aplicação das tecnologias recomendadas pela pesquisa. Para novas e promissoras áreas, a criação de cultivares de tipo de planta moderno (estatura e perfilhamento intermediários, com folhas eretas), de maior potencial produtivo e grão do tipo "agulhinha", além do crescimento do nível de insumos aplicados, motivado pela melhor relação custo/benefício, trouxe um substancial aumento da aceitação do produto pela indústria/consumidores.

Apenas 3% da área plantada nos Cerrados – Atualmente, nos cerrados do Piauí, a área plantada com a cultura do arroz de sequeiro é pouco significativa. Em toda a região de Santa Filomena, por exemplo, temos menos de 4 mil hectares cultivados com o “arroz de terras altas” na safra 2013/2014, ante os 115 mil hectares de soja e cerca de 15 mil hectares com milho.


Imagem: José Bonifácio/GP1João Lustosa:(Imagem:José Bonifácio/GP1)JOAO LUSTOSA: "Pelo aspecto atual da lavoura, acredito que vai dar para colher em torno de 65 sacas por hectare"
 
Um dos poucos remanescentes, que ainda insistem em plantar arroz de sequeiro no cerrado piauiense, é o senhor João Lustosa Avelino, ex-presidente da Câmara e ex-prefeito de Santa Filomena, que plantou 40 hectares da variedade Cambará, na Fazenda Folha Larga, e pretende colher 2.500 sacas, com produtividade média acima de 60 sacas/hectare.

“Pelo aspecto atual da lavoura, já soltando o cacho, e com as condições climáticas normais, acredito que vai dar para colher em torno de 65 sacas por hectare”, diz Lustosa.


sábado, 22 de março de 2014

Deputados aprovam ampliação do Parque das Nascentes do Rio Parnaíba

Imagem: ICMBioCachoeira da Sussuapara, no município de Alto Parnaíba (MA)(Imagem:ICMBio)Cachoeira da Sussuapara, no município de Alto Parnaíba (MA); uma das belezas do Parque das Nascentes do Parnaíba

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou na última terça-feira (18), em caráter conclusivo, a proposta que aumenta a área total do Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba dos atuais 729.813 hectares para 749.848 hectares, a partir de ampliações em alguns pontos e perdas em outros.
 

O parque está situado na divisa dos estados do Piauí, do Maranhão, da Bahia e do Tocantins.
Foi aprovado o substitutivo da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável ao Projeto de Lei 2618/11, do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP). Originalmente, o texto de Marquezelli reduzia a área do parque para 718.650 hectares, a partir de ampliações e perdas.
 
O relator na CCJ - Comissão de Constituição e Justiça, deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), votou pela constitucionalidade da matéria. O texto seguirá agora para análise do Senado, exceto se houver recurso para que seja examinado pelo Plenário da Câmara.

Imagem: Dhiancarlos PachecoCorredeiras da Taboca, 30 km a jusante das nascentes, no Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba(Imagem:Dhiancarlos Pacheco)Corredeiras da Taboca, 30 quilômetros a jusante das nascentes, no Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba

Discussão
- A proposta foi discutida com representantes do governo e também com produtores rurais, em audiência pública realizada no ano de 2012, na Comissão de Meio Ambiente. Na ocasião, os produtores propuseram um novo perímetro para a reserva, com a incorporação de novas áreas com vegetação natural e sem ocupação humana, ampliando a área do parque em mais 18.138 hectares, passando para 731.710 hectares.

Em outra rodada de negociações, surgiu nova proposta, segundo a qual a área do parque passaria a ser de 749.848 hectares. “A redefinição do limite pressupõe compromisso assumido de proteção da área pelos agricultores e pelos órgãos ambientais”, argumentou o deputado Sarney Filho (PV-MA), autor do substitutivo.

Entre as vantagens, Sarney Filho destacou que o novo limite facilita a gestão da unidade; que a área excluída está sendo compensada com o acréscimo de outros perímetros, em melhor estado de conservação e abrigando tipos de vegetação mal representados na área atual do parque; e com o aval do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Criado por decreto em 2002, o Parque Nacional das Nascentes inclui-se no Bioma Cerrado.


Fonte: Agência Câmara Notícias

terça-feira, 18 de março de 2014

Santa Filomena deverá colher a maior safra de milho de sua história

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Com cerca de 15 mil hectares plantados, a região de Santa Filomena deverá colher 20% do milho do cerrado piauiense

A estimativa da colheita total de milho do Brasil foi ajustada para 72,6 milhões de toneladas, um volume 4,84% abaixo das 76,3 milhões de toneladas previstas anteriormente. A previsão é que o País produzirá 30,4 milhões de toneladas na primeira safra e 42,2 milhões de toneladas na safrinha, inclusive no sudoeste do Piauí e no sul do Maranhão.

Dos cerca de 130 mil hectares cultivados na região de Santa Filomena, sudoeste piauiense, a soja é o carro-chefe do plantio, com aproximadamente 115 mil hectares. Caso se confirme a produtividade média, em torno de 50 sacas por hectare, a produção pode chegar a 345 mil toneladas, representando 18,3% de toda a produção da oleaginosa no Piauí, estimada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 1,878 milhão de toneladas.
 
Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)Já em estágio de emborrachamento e polinização, o rendimento médio da cultura poderá alcançar 10.000 quilos/hectare

Os 15 mil hectares restantes estão ocupados com a cultura do milho, tomando também a área antes plantada com algodão herbáceo. Assim, a safra de verão 2013/2014 em Santa Filomena responderá por quase 20% (150 mil toneladas) da produção do grão nos Cerrados do Piauí, segundo os cálculos da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Piauí (Aprosoja/PI), que projetou o cultivo de 90 mil hectares no Estado, considerando a agricultura comercial.

SUBINDO A SERRA – Apesar dos grandes produtores ainda estarem superando os limites técnicos e de infraestrutura, o milho está migrando dos Baixões Agrícolas para as Serras, responsivo à tecnologia disponível, se tornando uma cultura economicamente viável.

O cerrado de Santa Filomena e de toda a região conhecida como Mapito, compreendendo terras do Maranhão, Piauí e Tocantins, tornou-se uma nova fronteira para a soja na última década, e agora mostra um forte potencial para o plantio de milho. Utilizado inicialmente na rotação de culturas, o milho vem ganhando espaço nas últimas safras no Piauí.


Imagem: José Bonifácio/GP13(Imagem:José Bonifácio/GP1)
2(Imagem:1)Lavouras de milho na Serra das Guaribas, em Santa Filomena, cortadas pela BR-235 (estrada Gilbués/Santa Filomena)

Grandes produtores estão obtendo rendimentos próximos às médias dos Estados Unidos, o maior produtor mundial de milho, com média de 161 sacas/hectare (9.660 quilos/hectare).
De acordo com o pesquisador da Embrapa Meio Norte em Teresina, Milton Cardoso, as condições topográficas e climáticas estimulam o plantio de milho no sudoeste do Piauí, especialmente em Santa Filomena, e também no sul do Estado do Maranhão.

Além disso, o regime de chuvas na região (entre 1.000 e 1.500 milímetros no período de novembro a maio) é favorável ao cultivo de lavouras de 120 a 130 dias, como é o caso do milho, portanto, diferente do regime do semi-árido, com 400 a 700 mm e mal-distribuídos.

Por outro lado, as temperaturas mais amenas na região de serra também favorecem o milho, de acordo com o pesquisador Milton Cardoso. Com altitudes entre 400 e 500 metros, as áreas têm temperaturas noturnas na faixa de 22 graus, excelente para o cultivo do milho.

Fonte: Cerrados do Piauí


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Produção de soja na região de Santa Filomena deve bater novo recorde

Imagem: Reprodução1(Imagem:Reprodução)Com a chegada das chuvas, alguns agricultores de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, já iniciaram o plantio da Soja

A previsão da área plantada na safra 2013/2014 em todo o estado do Piauí será de 1.356.000 hectares, de acordo com o primeiro levantamento da intenção de plantio, realizado no período de 16 a 20 de setembro, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A estimativa de crescimento está entre 4,7% e 7%, se comparado à safra anterior, que foi de 1,264 milhão de toneladas. Significa dizer que a produção de grãos no Piauí deve bater um novo recorde, podendo alcançar a inédita marca de 2,8 milhões de toneladas.

Na região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), o fato da janela de plantio não permitir uma segunda safra (a não ser sob pivô), sinaliza que a demanda reprimida nordestina por milho, será sempre um fator que irá influenciar os preços e a decisão de plantio.

A possibilidade de que a região volte a apresentar um quadro de normalidade climática, impulsiona o produtor local a criar um espaço para o plantio do cereal.


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)Quem ainda não deu início ao plantio já está com a área devidamente preparada e deverá começar até o próximo dia 15
 
No município de Santa Filomena, deverão ser cultivados cerca de 130 mil hectares. Como sempre, a soja será o carro-chefe do plantio, com aproximadamente 115 mil hectares. Caso se confirme a produtividade média, em torno de 50 sacas/hectare, a produção pode chegar a 345.000 toneladas, o que representará 12,3% de toda a produção de grãos do Piauí.

Com a chegada das chuvas, a previsão é de que o plantio da soja inicie até o próximo dia 15.

Na área do MATOPIBA (sul do Maranhão, leste do Tocantins, sudoeste do Piauí e extremo oeste da Bahia), o período chuvoso tem início em outubro, cuja média se situa entre 100 e 150 mm. Os modelos indicam que o acumulado deve ficar próximo ou abaixo da média.

Para o trimestre, alguns modelos climáticos indicam que há uma probabilidade significativa de que o acumulado de chuvas fique dentro da sua faixa normal, que é entre 400 e 600 mm no Tocantins, e entre 350 e 500 mm no sul do Maranhão, sul do Piauí e oeste da Bahia.


FONTE: http://www.gp1.com.br/blogs/producao-de-soja-na-regiao-de-santa-filomena-deve-bater-novo-recorde-323973.html 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Santa Filomena se prepara para colher a maior safra de algodão da história

Imagem: José Bonifácio/GP1Fazenda Nova Fronteira, (Imagem:José Bonifácio/GP1)Fazenda Nova Fronteira, cortada pela BR-235/PI (Gilbués/Santa Filomena), foi pioneira no plantio de algodão no cerrado

A partir de agora, sai a soja e entre o algodão. As primeiras áreas plantadas com algodão começarão a ser colhidas nos próximos dias na Serra das Guaribas, em Santa Filomena, no sudoeste piauiense. Apesar da estiagem sofrida, deverá ser a maior safra de todos os tempos.

Segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), o Piauí deve colher 35.813 toneladas de algodão herbáceo na safra 2012/2013, em uma área total de 10.204 hectares. Somente na região de Santa Filomena serão colhidas cerca de 20 mil toneladas, em quase 6 mil hectares plantados.


Imagem: José Bonifácio/GP1Apesar da estigaem de 45 dias, (Imagem:José Bonifácio/GP1)Apesar da estigaem de 45 dias, o município de Santa Filomena (PI) colherá  a maior safra de algodão de toda a história

A falta de chuva verificada no estágio inicial de desenvolvimento vegetativo comprometeu a produtividade média no município, que deverá acusar uma retração na safra em torno de 20%. Mesmo assim, a Fazenda Nova Fronteira, pioneira no cultivo do algodão nos Cerrados do Piauí (desde 2003), terá bom rendimento e mercado garantido para a sua produção.

Isso porque, no mercado brasileiro, a pluma de algodão ocupa um lugar privilegiado. Pelo menos 65% da fibra utilizada na indústria têxtil são de algodão. Já no mercado mundial acontece o inverso; 65% são do mercado sintético e apenas 35% são fibras de algodão.


Imagem: José Bonifácio/GP1c(Imagem:José Bonifácio/GP1)Com previsão de colher 20.000 t na safra 2012/2013, Santa Filomena passa a ser o maior produtor de algodão do Piauí

Portanto, Santa Filomena passa a ocupar o lugar de Picos, conhecida como a “cidade modelo” do Piauí, que já foi o maior polo algodoeiro do Estado. A grande produção daquela região permitiu a instalação de uma usina do Grupo Coelho, um dos mais poderosos da época.

Tal mudança acontece mais de 20 anos depois de ter suas plantações de algodão dizimadas pela praga do bicudo, quando a cultura era denominada pelos sertanejos de “ouro branco”. Aliás, a região do semiárido já foi responsável – até os anos 1980 – por 79,51% da área plantada de algodão no Piauí, garantindo 55,08% da produção estadual dessa fibra.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Trecho da rodovia PI-254 será novamente recuperado pelos agricultores

Imagem: José Bonifácio/GP1Empresários rurais de Santa Filomena se quotizam mais uma vez(Imagem:José Bonifácio/GP1)Empresários rurais de Santa Filomena se organizam mais uma vez para recuperar os 70 quilômetros da rodovia PI-254

Os produtores rurais da região de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, irão novamente fazer consertos num trecho de 70 quilômetros da rodovia PI-254, desde a sede municipal até a Pinesso Agroflorestal (encontro com a BR-235, em implantação/pavimentação). Ainda o único caminho para escoamento da safra, comercializada quase na sua totalidade com empresas sediadas na cidade de Balsas (MA), a estrada está praticamente intransitável para carretas.

É por essa estrada poeirenta e cheia de buracos, cuja melhoria está orçada inicialmente em R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) que até o final de maio deverão passar mais da metade das 9.000 carretas necessárias para transportar a produção dos cerca de 90 mil hectares cultivados com soja, que produzirão 270 mil toneladas da oleaginosa.

Além da soja, há 7 mil hectares plantados com milho (56.000 mil toneladas) e 6 mil hectares com algodão (27.000 toneladas ou 1.800 arrobas). Esses agricultores trabalham para fazer do município um dos maiores produtores de grãos do Piauí. Santa Filomena já contribui com 15% da safra agrícola piauiense, que em 2013 deverá ficar na casa dos 2 milhões de toneladas.

Imagem: José Bonifácio/GP1Mais de 100.000 hectares (Imagem:José Bonifácio/GP1)São mais de 100.000 hectares cultivados na região de Santa Filomena, dos quais, 90 mil hectares plantados com soja

As más condições da estrada oneram o frete, e há empresas que se recusam a transportar grãos pela rodovia. O estrago constante nos carros, principalmente em pneus e suspensão, também encarece a vida de quem precisa passar pela via, seja para percorrer as áreas de plantio ou para ir às comunidades rurais ou, também, para comercializar a produção.

Entretanto, o custo maior da recuperação ficará por conta do rebaixamento da “ladeira do Brejo das Eguas”, distante menos de 06 quilômetros da zona urbana de Santa Filomena. Com 200 metros de extensão, o custo da obra está orçado em R$ 350 mil, já que a ideia é rebaixar à inclinação de 7% (está hoje com 14 por cento), colocar 20 cm de piçarra bem compactada, construir canaletas para escoamento das águas pluviais e calçá-la com pedra paralelepípedo.

Na manhã da última segunda-feira (28) houve reunião no local, entre o prefeito Esdras Avelino Filho, agricultores individuais e representantes das grandes empresas agrícolas instaladas no município de Santa Filomena. Participarão da parceria público-privada: a Prefeitura de Santa Filomena; as fazendas Pinesso Agroflorestal, In Solo, SLC Agrícola, Damha Agronegócios, RS, Nossa S. Aparecida, Acart, Guatupá e Irmãos Polo; a Associação dos Produtores da Serra da Fortaleza (APROFORTE); e usinas de Calcário (MCM, CALPI, CALMAPI, INCAL e SAFICOL).

Imagem: José Bonifácio/GP1Recuperação(Imagem:José Bonifácio/GP1)Agricultores afirmam que a recuperação dos 70 quilômetros da rodovia PI-254 está orçada inicialmente em 200 mil reais

A Prefeitura irá participar com as máquinas da Patrulha Mecanizada, bem como fornecer combustível e alimentação. Da mesma forma, as empresas rurais fornecerão óleo diesel, lubrificantes e máquinas, inclusive motoniveladora (patrol) e retroescavadeira.

Segundo o prefeito Esdras Avelino, o Governo do Piauí também irá participar da parceria, mesmo porque a PI-254 pertence à malha rodoviária estadual que, dessa forma, tem a atribuição da conservação. “Tive com o governador Wilson Martins na semana passada e ele me assegurou que iria nos ajudar. Só não falou qual seria a quantia em dinheiro”, informou.

Aliás, o governador Wilson Martins tem sido muito atencioso para com o município de Santa Filomena. Há exatamente um ano - 20 de janeiro de 2012 - ele assinou a ordem de serviço para pavimentação asfáltica da BR-235/PI (Estrada Gilbués/Santa Filomena), na praça central de Monte Alegre do Piauí. A obra, realizada com recursos resultantes de convênio firmando entre a Secretaria Estadual de Transportes (Setrans) e o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre), já chegou à Serra das Guaribas e será concluída ainda em 2013.

Imagem: José Bonifácio/GP1O maior custo(Imagem:José Bonifácio/GP1)Ladeira do Brejo das Eguas terá o custo mais alto, pois será rebaixada, piçarrada, compactada e calçada com pedras

Ocorre que a BR-235/PI (trecho Gilbués/Santa Filomena) foi projetada para dobrar à esquerda no “Mercado do Paraguaio”, passando ao lado do Povoado Matas e seguindo pela margem do Rio Taquara, beneficiando os pequenos agricultores do Vale do Taquara e as Usinas de Calcário do Povoado Matas, que produzem um dos insumos básicos para a agricultura.

Mas existe a possibilidade desses agricultores serem diretamente beneficiados pela BR-235, desde que se consiga viabilizar um aditivo objetivando a construção de 02 (dois) importantes ramais: um de 18 km, partindo do Povoado Matas até o encontro com a PI-254 (Fazenda SLC Agrícola), enquanto que mais 14 km seriam construídos na PI-254, desde o Auto Posto Pires até a Fazenda Irmãos Polo, já que toda obra pública pode ser aditada, conforme previsto no § 1º, II, artigo 65 da Lei n. 8.666/93 (Lei de Responsabilidade Fiscal), em até 25% (vinte e cinco por cento) do seu valor contratual, para obra nova, sem necessidade de processo licitatório.

Apenas é necessário que esses acréscimos contratuais a serem propostos sejam justificados tecnicamente e devidamente motivados, de forma clara e bem definida, com vistas a embasar o instrumento jurídico, nesse caso, o termo aditivo ao contrato em andamento.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Cerrado piauiense vira terra fértil e se torna a nova fronteira agrícola

Imagem: ReproduçãoPlantio de soja(Imagem:Reprodução)Plantio em fazenda do cerrado piauiense, onde o hectare de terra produtiva já vale o equivalente a 120 sacas de soja

O jornal Folha de S. Paulo, edição deste domingo (23), destaca o aumento da área plantada nos cerrados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia (MAPITOBA, nome dado à área) e do avanço tecnológico, com alto investimento no solo, sementes e irrigação.

A matéria da jornalista Tatiana Freitas, enviada especial da Folha a Balsas (MA), Araguaina e Pedro Afonso (TO), diz que “o clima não é problema para a região” e que “dois milhões de ha de terras de boa qualidade ainda estão disponíveis para o plantio”.

Utilizando dados da CONAB, SECEX, Informa Economics FNP e Rabobank, a reportagem percorreu a região de Uruçuí e descobriu que ali o hectare de terra em área produtiva já vale 120 sacas de soja ou R$ 6.720,00 (na última sexta-feira, 21/12, a saca foi cotada a R$ 56,00 em Balsas/MA).

Acompanhe na íntegra a publicação do diário Folha de S. Paulo, disponível também no site http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1205551-cerrado-vira-terra-fertil-e-se-torna-nova-fronteira-agricola.shtml:

Infográfico mostra a cotação das terras no MAPITOBA
“A terra vermelha do cerrado está mais produtiva do que nunca. Após dobrar a área plantada com soja na última década, o Mapitoba - nome dado à área entre Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia - promoverá mais um aumento nesta safra, de 12%.

Até o início da década passada irrelevante para o agronegócio, a região é hoje considerada a terceira fronteira agrícola brasileira - depois do Sul, onde não há mais espaço para expansão, e do Centro-Oeste, já consolidado.

Com o avanço tecnológico e investimentos no solo, sementes e irrigação, o clima não é problema para a região.

Na safra passada, o Mapitoba atingiu participação de 8% na produção nacional de grãos, com a colheita de 12,2 milhões de toneladas. Até 2021, ela deve chegar a 20 milhões de toneladas, uma alta de 64%, estima o Rabobank, banco especialista no setor. Além de ganhos de produtividade previstos com investimentos em novas variedades, fertilizantes e máquinas, a área também deve crescer.

Dois milhões de hectares de terras de boa qualidade ainda estão disponíveis para o plantio - o equivalente a 70% da área cultivada com soja nesta safra -, segundo estimativas do mercado.

"Abrir terras", expressão usada pelos produtores para se referir à derrubada da vegetação nativa e ao preparo do solo para o plantio, é uma constante na região.

Com as chapadas praticamente tomadas por grandes investidores, os produtores agora buscam terras em áreas onde o preço é mais baixo. "Cada pedaço de terra é garimpado", diz o agricultor Valdir Zaltron, dono de 6.600 hectares entre o Tocantins e o Maranhão. No mês passado, ele comprou mais 350 hectares em Balsas (MA).

Nessa cidade, Idone Grolli, dono da fazenda Cajueiro, de sementes e grãos, também tem plano de expansão. "Pretendemos aumentar a área em 20% na próxima safra."

TODOS "GAÚCHOS" - Atraídos pela terra barata, produtores do Paraná e do Rio Grande do Sul (apelidados de gaúchos) começaram a migrar para o Mapitoba nos anos 1980 e 1990.


Imagem: Folha de S. PauloSilos para estocagem de soja da Coapa (Cooperativa Agroindustrial do Tocantins) no município de Pedro Afonso, no norte do Tocantins(Imagem:Folha de S. Paulo)Silos para estocagem de soja da Coapa (Cooperativa Agroindustrial do Tocantins) em Pedro Afonso, no norte do TO

Esse processo teve início na Bahia, expandiu-se para o Maranhão e depois seguiu para o Piauí e para o Tocantins, o último Estado do grupo a se desenvolver na agricultura.

"Um alqueirinho no Paraná valia 40 alqueirões aqui", diz o agricultor Moacir Catabriga, que em 1990 comprou a primeira terra no Tocantins. Além do valor, há ainda diferença na metragem da terra. Um alqueire no Sul (2,4 hectares) é a metade de um alqueire negociado no Norte (4,8 hectares), o chamado "alqueirão".

O crescimento mais significativo do Mapitoba ocorreu a partir de 2000. O boom dos preços das commodities incentivou grandes empresas e fundos de investimento a investir na região. A produção de soja foi multiplicada por quatro, estimulando a instalação de processadoras.

Bunge, Cargill e Algar têm unidades no Mapitoba, que reúne 5% da capacidade total de esmagamento do país, segundo o Rabobank. O agronegócio já representa 30% (trinta por cento) do PIB dos Estados da região".


Fonte: Folha de S. Paulo

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Cultivo do arroz de sequeiro cai de forma acentuada no cerrado do Piauí

No cerrado do Piauí, onde a ocupação se iniciou nos anos 1970, mais precisamente no lugar Baixa Serena, a 40 quilômetros da cidade de Santa Filomena, o cultivo de arroz de sequeiro vem caindo de forma acentuada, cedendo espaço à soja, ao milho e ao algodão herbáceo.

Como ocorre no centro-sul do País, o arroz de sequeiro no estado do Piauí também passou a ser plantado apenas em pequenos talhões e cultivado quase que exclusivamente para a manutenção das próprias fazendas produtoras de soja.

O cultivo do arroz de sequeiro por ser de alto risco - devido a práticas culturais inadequadas e aos veranicos, que provocam queda no rendimento médio - e por isso vem desestimulando os produtores, fazendo com que seu plantio seja diminuindo.

Assim o arroz, produzido sob condições de sequeiro, cultivado em grande parte para abertura de novas áreas agrícolas, situadas em solos pobres em nutrientes e com baixa capacidade de retenção de água, está desaparecendo da paisagem.

Embora os pesquisadores venham desenvolvendo programas de melhoramento do arroz de sequeiro, visando a obtenção de novas cultivares, com ênfase à resistência à seca, à brusone, ao acamamento e à qualidade de grãos, além de outros atributos agronômicos necessários a uma produtividade razoável e estável, a cultura passou a ser inviável economicamente.

Quem explica melhor tudo isso que está acontecendo é o agricultor e atual prefeito de Santa Filomena, Esdras Avelino Filho, que juntamente com seu primo Antonio Luis Avelino Filho implantou, no ano de 1976, o primeiro projeto de arroz de sequeiro no sudoeste do Piauí, que pela primeira vez ao longo desses 36 anos, preferiu plantar soja e não o tradicional arroz.

“Este ano só plantei 10 hectares e arroz, apenas para a manutenção da Fazenda. O restante da área foi plantado com soja”, informa Esdras Avelino, acrescentando que sai mais em conta comprar do que produzir arroz. “Com 500 sacas de soja, que podem ser colhidas em cerca de oito hectares, eu posso comprar 1.000 sacas de arroz, que só poderiam ser produzidas em 25 hectares, no mínimo”, pontifica.