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terça-feira, 13 de março de 2018

BR-235: Chuva causa erosão na ladeira do Saquinho, a 41 km de Santa Filomena

BR-235/PI: Ladeira do Saquinho, na chegada ao Povoado Matas, a 41 km da cidade de Santa Filomena
O asfalto da BR-235/PI (Gilbués/Santa Filomena), na ladeira do Saquinho, descida para o Povoado Matas, a 41 km de Santa Filomena, não suportou as chuvas dos últimos dias e se desmoronou em boa parte do acostamento.

O trecho, que já vinha se deteriorando desde o início do período chuvoso, não resistiu aos mais de 100 mm de chuva registrados na região das Matas e em todo o município de Santa Filomena, na madrugada da última terça (13).

Além dos desmoronamentos da encosta, trecho considerável do acostamento e da sarjeta sofreu erosão
A erosão, que surgiu faz alguns meses, bem que já deveria ter sido pelo menos sinalizada, objetivando evitar a ocorrência de acidentes no local.

Outra vez recorremos ao DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), através da Superintendência Regional no Estado do Piauí, no sentido de que seja acionada a Construtora Sucesso, responsável pela manutenção da BR-235/PI (Trecho Divisa PI/BA - Divisa PI/MA - Sub Trecho Gilbués/Santa Filomena), nos termos do artigo 618 do Código Civil. 

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Chuvas em Santa Filomena ficaram 8,2% abaixo da média dos últimos 25 anos

Visão da BR-235/PI, a 14 quilômetros da zona urbana de Santa Filomena, na manhã de 1º de janeiro de 2018

A cidade de Santa Filomena, no extremo oeste do Piauí, fechou o ano de 2017 com chuvas abaixo da média histórica, de acordo com dados do EMATER-PI (Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Piauí).

O órgão registrou 1.337,5 mm de precipitação, quando o esperado era de 1.457,7 milímetros (média dos últimos 25 anos). O volume foi 8,2% menor do que a média anual, que caiu, agora, para 1.453,0 mm (1992 a 2017).

As chuvas se concentraram nos primeiros meses de 2017, fazendo com que a Safra 2016/2017 fosse a maior da história de Santa Filomena. Caíram 255.0 mm em janeiro, 297.0 mm em fevereiro, 233.0 mm em março e 226.5 mm em abril, totalizando 1.011,5 mm no período, equivalente a 75,6% do ano.

Plantação de soja na Serra da Fortaleza, distante 85 km da cidade de Santa Filomena, no cerrado piauiense
Em maio choveu apenas 13,5 milímetros, enquanto que junho registrou só 2,0 milímetros. E não se verificou nenhuma precipitação entre 03 de junho e 14 de outubro. Foram 134 dias de secura total, situação inédita na região.

Ocorreu precipitação de 25.5 milímetros em outubro, 127.0 milímetros em novembro e 158.0 milímetros em dezembro. Apesar de abaixo da média, as chuvas estão ocorrendo com regularidade, favorecendo aos agricultores.

Meteorologia prevê chuvas regulares em Janeiro, porém abaixo da média, e veranico no início de Fevereiro
De uma maneira geral, as fazendas de soja de Santa Filomena conseguiram efetuar seus plantios nos meses de novembro e dezembro. Caso os fatores de ordem climatológica se apresentem favoráveis até abril, poderemos ter “safrinha” de milho, prática que ainda não é comum em Santa Filomena.

O ano de 2018 começou com chuva no sudoeste do Piauí e extremo sul do Maranhão. E a meteorologia indica chuvas regulares durante o mês de janeiro, porém, abaixo da média. Já para fevereiro, há indicativos de veranico na primeira quinzena, com possibilidade de aguaceiros a partir do dia 16. 

sábado, 2 de janeiro de 2016

Seca atinge também os pequenos agricultores de Santa Filomena

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
Plantio de melancia de José Soares da Silva (Zé de Augusto), que semeou em setembro e "aguou" até o início das chuvas

Se a seca histórica que está se verificando no cerrado piauiense está atingindo até os produtores de soja, que usam tecnologia de ponta, imagine o que vem ocorrendo com os agricultores familiares, que utilizam o cultivo tradicional e precisam da regularidade climática.

No Vale do Taquara, por exemplo, onde se concentram as terras mais férteis do município de Santa Filomena, as lavouras plantadas em novembro e dezembro se acham perdidas pela ausência de chuvas no período, fato que, segundo os agricultores, nunca tinha acontecido.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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Nessa área de 1,5 tarefa, onde seu Zé de Augusto deveria produzir mais de 2 mil melancias, até os "pés" estão morrendo

Um dos pequenos produtores prejudicados pela seca é o senhor José Soares da Silva (Zé de Augusto), que perdeu quase 3 tarefas de feijão consorciado com milho. Mas o prejuízo maior parece ser no plantio de melancia; sem chuvas há quase um mês, a perda é quase que total.

“Nunca tinha visto uma coisa desta, rapaz. Dessa idade, nunca tinha visto”, diz Zé de Augusto, morador na localidade Várzea, na margem esquerda do Rio Taquara e ao lado da BR-235/PI (estrada Gilbués/Santa Filomena), a 20 quilômetros da zona urbana de Santa Filomena.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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Zé de Augusto: "Nunca tinha visto uma coisa desta, rapaz. Desta idade, eu nunca tinha visto. Eu plantei antes de setembro"

Segundo ele, faz 25 dias que não chove na sua roça. “Eu plantei ela (melancia) antes de setembro”, acrescenta José Soares, informando que na safra passada (dezembro de 2014), produziu e vendeu mais de 2 mil melancias, o que deve ter lhe rendido cerca de R$ 10 mil.

É mais uma comprovação de que essa seca que castigou Santa Filomena e todo o cerrado piauiense prejudicou a produção no campo, tanto o agronegócio quanto a agricultura familiar.

Ressalte-se também que em dezembro de 2015 choveu somente 57,5 milímetros na cidade de Santa Filomena, que equivalem a 23,5% da média histórica de 244,2 milímetros/1984 a 2014). E que, ainda, grande parte do município ficou sem chuvas durante todo o mês de dezembro.


 O total de chuvas em 2015 na sede do município foi de 1.159,0mm (76,6% da média histórica).

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Cai índice de chuvas no cerrado do Piauí e média anual fica 28% menor

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)A instabilidade climática na região do cerrado piauiense, com redução do índice de chuvas e ocorência de veranicos ...

O comportamento anual de precipitação no período compreendido entre 1984 e 2014 (31 anos) mostra uma grande variação anual na distribuição das chuvas na região do cerrado piauiense, especialmente no município de Santa Filomena, um dos cinco maiores produtores de grãos do Estado do Piauí, que apresentou pluviosidade máxima de 2.870,1 milímetros no ano de 1985, mínima de 1.000,7 milímetros no ano de 1986 e média de 1.512,5 milímetros.

No ano de 2014, por exemplo, choveu apenas 1.091,0 milímetros, representando 28,58% a menos do que a média histórica de 30 anos (1984 a 2013), que estava em 1.527,5 mm. Com isso, a média anual, que em 2009 ficou em 1.555,6 mm, caiu em 2014 para 1.512,5 milímetros.


Imagem: José Bonifácio/GP1... (Imagem:José Bonifácio/GP1)... preocupa agricultores e também pecuaristas, já que a pouca oferta de biomassa sacrifica a alimentação do rebanho

O mês com maior pluviosidade foi março (195,5 mm). Depois dezembro (194,0 mm), novembro (170,5 mm), fevereiro (146,0 mm), janeiro (145,5 mm) e abril (145,0 mm).

Em maio choveu 53,0 milímetros. O mês de setembro foi praticamente seco (somente 2,5 mm) e em outubro a precipitação alcançou 39,0 mm. Não ocorreu chuva de junho a agosto.

A distribuição anual das chuvas na região de Santa Filomena indica que, em 48% dos anos (quinze anos), a média anual ultrapassou 1.500 mm (1985 = 2.870,1mm; 1987 = 1.617,5mm; 1989 = 1964,2mm; 1992 = 1.527,5mm; 1994 = 1.592,0mm; 1999 = 1.509,5mm; 2000 = 1.545,5mm; 2002 = 1.546,5mm; 2004 = 1.853,5mm; 2005 = 1.744,5mm; 2006 = 1.605,0mm; 2008 = 1.648,5mm; 2009 = 2.067,0mm; 2011 = 1.553,5mm; 2013 = 1.514,5mm), sendo 2013 o último ano em que o fato ocorreu (1.514,5 mm), o que nos permite entender que, apesar das mudanças no uso do solo (desmatamentos), nos últimos anos continuaram os altos índices.


Imagem: José Bonifácio/GP1No último dia de 2014(Imagem:José Bonifácio/GP1)No último dia de 2014 choveu 12,5 milímetros na cidade de Santa Filomena (PI), fechando o ano com 1.091,0 milímetros
 
O que preocupa é a variação e a má distribuição das precipitações. Nos últimos 6 (seis) anos (2009 = 2.067,0 mm; 2010 = 1.188,0 mm; 2011 = 1.553,5 mm; 2012 = 1.178,5 mm; 2013 = 1.514,5 mm; 2014 = 1.091 mm), verifica-se que em um ano chove bem e, no outro, não.

A instabilidade climática na região levanta dúvidas sobre o volume da safra, sobretudo de soja. Além dos prejuízos com o replantio e o atraso no calendário do cultivo, o cenário que está se tornando comum (tempo seco e quente) também traz outro problema: o ataque de pragas.

Porém, apenas em 9,6% dos anos (três anos), a precipitação ficou próxima dos 1.000 milímetros (1984 = 1.005,0mm; 1986 = 1.000,7mm; 1998 = 1.024,0mm). No restante do período (treze anos), a média anual esteve acima dos 1.000 mm e abaixo dos 1.500 mm.


Imagem: José Bonifácio/GP1De acordo com a meteorologia, (Imagem:José Bonifácio/GP1)De acordo com a meteorologia, 2015 vai começar com sol, alternando com pancadas de chuva e possíveis trovoadas

As médias mensais dos 31 anos aqui avaliados caracterizam duas estações na mesorregião; a estação das águas ou inverno (novembro a abril) e a estação da seca (maio a outubro), que é característico do Bioma Cerrado. Os meses críticos para o regime hídrico em Santa Filomena são os de junho, julho e agosto, que em 2014 não registraram qualquer ocorrência de chuvas.

Durante esses 31 anos, segundo dados do EMATER-PI, os meses que apresentaram a maior incidência de chuva foram: Novembro = 186,6 mm (precipitação mínima de 19,5 mm em 1984 e máxima de 324,0 mm em 1999; Dezembro = 244,2 mm (mínima de 88,5 mm em 2011 e máxima de 744,5 mm em 1985; Janeiro = 251,8 mm (mínima de 58,0 mm em 1993 e máxima de 685,0 mm em 2004); Fevereiro = 235,6 mm (mínima de 27,5 mm em 2013 e máxima de 480,0 mm em 2007); Março = 283,5 mm (mínima de 107,0 mm em 1992 e máxima de 533,5 mm em 2005); e Abril = 155,9 mm (mínima de 8,0 mm 2011 e máxima de 384,5 em 2009).


Imagem: Dhiancarlos Pacheco1(Imagem:Dhiancarlos Pacheco)Na última grande enchente do rio Parnaíba, em 10 de janeiro de 2002, até a Prefeitura de Santa Filomena ficou inundada

Enchentes
– Embora em anos seguintes tenha se verificado altos índices pluviométricos, como em 2004 (1.853,5 mm), 2005 (1.744,5 mm), 2006 (1.605,0 mm), 2008 (1.648,5 mm) e 2009 (2.067,0 mm), a última grande enchente no alto rio Parnaíba aconteceu no dia 10 de janeiro de 2002, alagando áreas das cidades de Santa Filomena (PI) e Alto Parnaíba (MA).

Em Santa Filomena, as águas do Parnaíba cobriram parte das ruas Leônidas Melo, Padre Piage e Presidente Getúlio Vargas e toda a Avenida Barão de Santa Filomena, deixando a sede da Prefeitura Municipal submersa, literalmente, conforme imagem acima, de autoria de Dhiancarlos Pacheco. Naquele janeiro de 2002, choveu 559,5 mm, levando o então prefeito, Ernani de Paiva Maia, a decretar, no dia 18/01, ‘estado de calamidade pública’.

Imagem: José Bonifácio/GP1SECA VERDE:(Imagem:José Bonifácio/GP1)SECA VERDE 2013: Prejuízos na agropecuária levaram o prefeito Esdras Avelino a decretar 'Situação de Emergência'

Seca Verde
- Por outro lado, o maior veranico da história de Santa Filomena, que deixou o setor agropecuário em um momento crítico, deve ter sido o que se prolongou de 28 de janeiro a 14 de março de 2013 (45 dias com baixíssima ocorrência de precipitação pluviométrica). Naquela época, foram registradas apenas 9 (nove) chuvas, totalizando 105 milímetros.
Durante todo o mês de fevereiro, fase reprodutiva da soja, choveu 27,5 milímetros.

As perdas agrícolas chegaram a 70% (setenta por cento) nas lavouras de soja, 90% (noventa por cento) na produção de milho e 95% (noventa e cinco por cento) na de arroz de sequeiro.

Na agricultura familiar, também muito prejudicada, as perdas calculadas chegaram a 90 por cento na produção de milho, 70% no feijão e 95% (noventa e cinco por cento) no arroz.

Do mesmo modo, na atividade pecuária se estimou que 70% (setenta por cento) das áreas cultivadas com forragens foram comprometidas, tendo em vista que não ocorreram condições favoráveis para a reforma e recuperação das pastagens, sacrificando assim a alimentação animal e, consequentemente, a manutenção do rebanho pela baixa oferta de biomassa.


sábado, 11 de janeiro de 2014

Volta das chuvas ao cerrado piauiense dá fôlego às lavouras de soja

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Lavoura de soja no município de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, em estágio reprodutivo (início do florescimento)

As chuvas voltaram a cair na região dos Cerrados do Piauí. Apesar de ainda irregulares, trouxeram alívio para a produção agrícola, especialmente à cultura da soja (Glycine max).

Mesmo tendo chovido com regularidade nos meses de novembro e dezembro, de acordo com dados do EMATER, chegando a 634,5 milímetros, as chuvas ocorridas ontem, sexta-feira (10), reanimaram nossos agricultores, que ainda se lembram da seca de 45 dias do ano passado,  durante todo o mês de fevereiro e início de março, comprometendo metade da produção.

Dessa vez, felizmente, foram somente 13 dias de veranico, tendo em vista que a última chuva tinha se verificado em 27 de dezembro. Algumas plantações já começavam a sofrer os efeitos.


Imagem: Marcelo Soares1(Imagem:Marcelo Soares)
2(Imagem:1)Chuva de 41 milímetros, registrada em uma das fazendas localizadas na Serra das Guaribas, às margens da BR-235

Em muitas áreas, como, por exemplo, na Serra das Guaribas, o índice medido foi de 41 mm. Todavia, na cidade de Santa Filomena, os pluviômetros registraram somente 10,5 milímetros.

Segundo o site Accuweather Brasil, um aplicativo de previsão do tempo, onde é possível ficar informado sobre as condições climáticas nos próximos 9 dias e nas próximas 24 horas (http://www.accuweather.com/pt/br/santa-filomena/40463/weather-forecast/40463), até o dia 20/01 teremos na região apenas chuvas ocasionais e trovoadas localizadas.


Imagem: Divulgação1(Imagem:Divulgação)Previsão do site Accuweather Brasil, indicando a ocorrência de chuvas ocasionais e trovoadas localizadas, até dia 20
 
O plantio da soja no extremo-oeste do Piauí começou na segunda quinzena de novembro. Na maioria das áreas, a cultura se encontra em estágio reprodutivo (início do florescimento e/ou pleno florescimento), período em que não pode haver a ocorrência de déficit hídrico.

Santa Filomena é o 5º maior produtor de grãos do Piauí. Dados não oficiais indicam que na safra 2013/2014 estão sendo cultivados quase 130 mil hectares. Como sempre acontece, a cultura da soja é o carro-chefe do plantio, com cerca de 115 mil hectares.

Caso se confirme a produtividade média, em torno de 50 sacas/hectare, a produção geral pode chegar a 345.000 toneladas, representando 12,3% de toda safra de grãos do Estado.


sábado, 28 de dezembro de 2013

Chuvas abrem crateras e mostram a fragilidade do asfalto da BR-235/PI

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Cratera formada à altura do km 38 da BR-235/PI (estrada Gilbués/Santa Filomena), logo depois da comunidade Grotões

Com as fortes chuvas que atingem o sudoeste do Piauí, crateras estão se abrindo no trecho da rodovia BR-235/PI, entre Gilbués e Santa Filomena. Em pelo menos três pontos - km 33 (antes dos Grotões), km 38 (depois dos Grotões) e km 88 (Marimbondo) - o asfalto cedeu.

A rodovia, pavimentada com revestimento betuminoso do tipo Tratamento Superficial Duplo (TSD) e que tem previsão para ser concluída em outubro de 2014, já apresenta problemas devido às chuvas dos últimos dias, mostrando, dessa forma, a fragilidade do asfalto.
 
Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)Mais um buraco invadindo a pista da estrada Gilbués/Santa Filomena, no quilômetro 33, antes da Comunidade Grotões

Segundo constatamos na tarde da última sexta-feira (27), o asfalto aparenta estar com uma camada muito fina - espessura entre 22 e 25 mm nas faixas de rolamento e só 12 mm nos acostamentos - e não consegue resistir às enxurradas provocadas pelas fortes chuvas.

Publicamos fotos no Facebook e a reação dos internautas foi imediata. “Só querem é meter a mão no dinheiro do povo. Responsabilidade que é bom... ninguém quer ter. Mas vão ter que assumir os riscos”, disse o bancário aposentado João Lima, morador em Alto Parnaíba (MA).


Imagem: José Bonifácio/GP13(Imagem:José Bonifácio/GP1)Outro lugar em que o aterro da estrada Gilbués/Santa Filomena está cedendo, no km 88, próximo do Povoado Matas

“Percebo na imagem do desmoronamento, que não houve uma compactação adequada. Irresponsabilidade da empreiteira e consequentemente da fiscalização da obra, que liberou sem a compactação exigida pela norma laboratorial”, afirmou o cidadão Raimundo Rodrigues.

Já o deputado estadual Fábio Novo (PT), que também reagiu de forma imediata após a publicação das fotos, comentou informando que teria comunicado o fato à superintendência regional do DNIT, a quem agradecemos imensamente pela diligência: “Caro José Bonifácio Bezerra dei conhecimento ao DNIT do registro que você fez e solicitei providências”.


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2(Imagem:1)Comentários postados no Facebook por João Lima e Raimundo Rodrigues, e pelo deputado estadual Fábio Novo (PT/PI)

Embora sem conhecimento técnico sobre o assunto, pudemos perceber que os pontos mais preocupantes são as canaletas de escoamento de água, onde algumas delas estão se soltando e proporcionando a abertura de crateras, podendo ocasionar acidentes. Em outros lugares, como nas proximidades dos Grotões (conforme imagens), o asfalto começa a ceder.

A obra, financiada pelo Governo Federal através do PAC 2, tem investindo superior a R$ 102 milhões, cujos recursos são resultantes de convênio firmando entre a Secretaria Estadual de Transportes (Setrans) e o Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT).
 
Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)Os pontos mais preocupantes são as canaletas de escoamento das águas pluviais, já que algumas estão se soltando

A pavimentação dos 130 quilômetros da rodovia Gilbués/Santa Filomena é responsabilidade da Construtora Sucesso que, de acordo com artigo 618 do Código Civil (Lei nº 10.406/02, de 10 de janeiro de 2002), responderá por sua execução durante o prazo irredutível de 05 anos.

2(Imagem:Divulgaçao)O que institui o artigo 618 do Código Civil (Lei nº 10.406/02, de 10 de janeiro de 2002) sobre execução de construções

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) pretendia, até o final 2013, alcançar o riacho Certeza, na altura do quilômetro 112, inclusive com a conclusão das ladeiras (Novas, Cambaúba e Saquinho) e de mais duas pontes (Taquara e Certeza).

Imagem: José Bonifácio/GP1O asfaltamento da BR-235/PI(Imagem:José Bonifácio/GP1)O asfaltamento da BR-235/PI já alcança o topo da ladeira do Saquinho, próximo ao Povoado Matas, a 90 km de Gilbués

Entretanto, só foi possível até o quilômetro 90 (antes da ladeira do Saquinho, no Povoado Matas), com mais 10 quilômetros de terraplanagem, até o Rio Taquara. Das três ladeiras, apenas a da Cambaúba foi concluída; as outras seguem em ritmo lento, quase parando.

Com relação às pontes, a do Rio Taquara se acha praticamente concluída. A do riacho Certeza está com o serviço bem adiantado, enquanto que a do Recreio nunca foi iniciada. Assim, a previsão para conclusão da estrada Gilbués/Santa Filomena é outubro de 2014.


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Produção de soja na região de Santa Filomena deve bater novo recorde

Imagem: Reprodução1(Imagem:Reprodução)Com a chegada das chuvas, alguns agricultores de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, já iniciaram o plantio da Soja

A previsão da área plantada na safra 2013/2014 em todo o estado do Piauí será de 1.356.000 hectares, de acordo com o primeiro levantamento da intenção de plantio, realizado no período de 16 a 20 de setembro, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A estimativa de crescimento está entre 4,7% e 7%, se comparado à safra anterior, que foi de 1,264 milhão de toneladas. Significa dizer que a produção de grãos no Piauí deve bater um novo recorde, podendo alcançar a inédita marca de 2,8 milhões de toneladas.

Na região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), o fato da janela de plantio não permitir uma segunda safra (a não ser sob pivô), sinaliza que a demanda reprimida nordestina por milho, será sempre um fator que irá influenciar os preços e a decisão de plantio.

A possibilidade de que a região volte a apresentar um quadro de normalidade climática, impulsiona o produtor local a criar um espaço para o plantio do cereal.


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)Quem ainda não deu início ao plantio já está com a área devidamente preparada e deverá começar até o próximo dia 15
 
No município de Santa Filomena, deverão ser cultivados cerca de 130 mil hectares. Como sempre, a soja será o carro-chefe do plantio, com aproximadamente 115 mil hectares. Caso se confirme a produtividade média, em torno de 50 sacas/hectare, a produção pode chegar a 345.000 toneladas, o que representará 12,3% de toda a produção de grãos do Piauí.

Com a chegada das chuvas, a previsão é de que o plantio da soja inicie até o próximo dia 15.

Na área do MATOPIBA (sul do Maranhão, leste do Tocantins, sudoeste do Piauí e extremo oeste da Bahia), o período chuvoso tem início em outubro, cuja média se situa entre 100 e 150 mm. Os modelos indicam que o acumulado deve ficar próximo ou abaixo da média.

Para o trimestre, alguns modelos climáticos indicam que há uma probabilidade significativa de que o acumulado de chuvas fique dentro da sua faixa normal, que é entre 400 e 600 mm no Tocantins, e entre 350 e 500 mm no sul do Maranhão, sul do Piauí e oeste da Bahia.


FONTE: http://www.gp1.com.br/blogs/producao-de-soja-na-regiao-de-santa-filomena-deve-bater-novo-recorde-323973.html 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Vai começar o plantio de mais uma safra recorde nos cerrados do Piauí

Imagem: José Bonifácio/GP1Area preparada(Imagem:José Bonifácio/GP1)Agricultores da região de Santa Filomena seguem preparando a terra para o plantio de aproximados 100.000 hectares

Começa nesta semana o plantio da maior safra de soja do Piauí. Embora um pouco atrasado, o período de chuvas está chegando ao sudoeste do Piauí e os produtores da região de Santa Filomena, desde a Serra do Ouro até a Serra da Fortaleza, seguem preparando a terra e devem iniciar o plantio da safra 2012/2013 a partir de amanhã, terça-feira, dia 20.

A histórica estiagem de quase 6 meses intimidou um pouco os empresários rurais. Assim, todos eles preferiram cautela e decidiram esperar um pouco para começar a semeadura em cerca de 100 mil hectares da chamada safra de verão, sobretudo nas culturas de soja e milho.

Imagem: José Bonifácio/GP1No plantio direto, a aplicação de herbicida dessecante(Imagem:José Bonifácio/GP1)No plantio direto, a aplicação de herbicida dessecante substitui a aração e a gradagem, feitas no plantio convencional

Desde que a umidade do solo atingiu um nível que possibilitasse os implementos agrícolas de revolvê-lo - precipitação em torno de 50 milímetros - as primeiras operações de preparo do solo (gradagem niveladora, por exemplo) foram iniciadas.

Segundo dados do EMATER, fornecidos pelo escritório local de Santa Filomena, as chuvas de novembro, do dia 1º até ontem, 18, somaram mais de 150 milímetros de água, índices que favoreceram as primeiras operações de preparo do solo para a semeadura.

Imagem: José Bonifácio/GP1A chuva(Imagem:José Bonifácio/GP1)As chuvas caídas em novembro já somaram mais de 150 mm e a umidade do solo se encontra adequada para o plantio

Quanto às expectativas para a próxima safra, os agricultores se dizem confiantes, mesmo com a possibilidade de algumas surpresas. Na verdade, os produtores do cerrado tem maior poder aquisitivo, investem mais em tecnologias e arriscam começar o plantio mais cedo para se prevenirem de variações climáticas no futuro.

Num cenário bem mais amplo, há a possibilidade de que, pela primeira vez, o Brasil poderá ultrapassar os Estados Unidos na produção de soja. O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, que dias atrás abriu oficialmente o plantio da safra 2012/2013 na cidade de Sorriso (MT), acredita ser o momento considerado um marco na história do agronegócio nacional.

O país deverá colher 82,2 milhões de toneladas, conforme previsão da consultoria de agronegócios Safras & Mercado, ante a produção de 71,6 milhões de ton nos EUA.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Chuvas fora de época comprometem safra de algodão no cerrado piauiense

Os quase 10 mil hectares de lavouras de algodão situados na Serra das Guaribas, município de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, podem apresentar redução de cerca de 20% a 25% na produtividade da safra atual, devido às precipitações ocorridas dos últimos dias.

As chuvas atípicas que vêm acontecendo no final do ciclo (durante a floração e a abertura das maçãs, de onde saem as plumas) podem comprometer o rendimento, estimado inicialmente em cerca de 270 arrobas ou mais de 4.000 quilos de algodão com caroço por hectare.

As chuvas também alongam o ciclo da lavoura. Com isso, a colheita deverá ser postergada por mais um mês. Além da queda acentuada de flores/maçãs e, consequentemente, declínio da produtividade, o cotonicultor terá novos custos, pois se a planta fica mais tempo no campo é preciso gastar com o controle de pragas como bicudo, pulgão, mosca branca e lagartas.

O índice pluviométrico na região chegou a mais de 80 milímetros na última semana (13 a 18 de maio de 2012). E, como se sabe, essas chuvas atípicas prejudicam a qualidade da fibra do algodão herbáceo, o peso e a cotação do produto, quase sempre destinado à exportação (Indonésia e China).

Em relação às pragas, o complexo de lagartas, como a Spodoptera sp. – lagarta da maçã (Heliothis virences) e a lagarta falsa medideira (Pseudoplusia includens) – está presente, inclusive em alto grau de incidência, fato que está preocupando os produtores de algodão.

Fonte: Isaac Castro