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quarta-feira, 16 de julho de 2014

BR-235/PI: O sonho de várias gerações está se tornando realidade

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)DUAS GERAÇÕES! O entusiasmo de Damasceno Nogueira e Flávio Nogueira na ladeira do Saquinho, no Povoado Matas

Essa batalha é muito antiga. Há pelo menos três ou quatro décadas a necessidade por investimentos em logística para a região de Santa Filomena, pioneira na exploração do cerrado piauiense, passou a ser um assunto que chamou a atenção de políticos do Piauí.
 
Várias gerações de filomenenses sonharam com a estrada Gilbués/Santa Filomena. As lutas para materializar esse desejo não foram poucas. Porém, o sonho da construção começou a virar realidade quando a bancada federal (deputados e senadores), principalmente o senador Wellington Dias (PT-PI), interveio junto ao ex-ministro Alfredo Nascimento, dos Transportes, em busca da federalização, transformando a PI-254 em BR-235/PI. Aí, a estrada se tornou apta a receber recursos do Governo Federal, via PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Mas o processo de federalização só pôde ser efetivado após a manifestação da Assembléia Legislativa do Estado do Piauí (ALEPI), em maio/junho de 2011. Para tanto, o governador da época, Wilson Martins, teve que enviar mensagem ao Legislativo Estadual, 'doando' todo o percurso da rodovia estadual PI-254 – de Caracol a Santa Filomena – ao Governo Federal.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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2(Imagem:1)Com 3 pistas de rolamento, a ladeira do Saquinho contém uma base de brita com espessura superior a 40 centímetros

O conjunto de ações resultou na parceria entre o Governo do Estado e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), totalizando um investimento de mais de R$102 milhões. E até o final de 2014 será entregue o trecho, que ao todo soma 130,20 quilômetros de via, o qual está sendo asfaltado em Tratamento Superficial Duplo (TSD).

Isso é, sem nenhuma dúvida, a transformação do sonho e a necessidade de milhares de pessoas em realidade. A luta é do povo de Santa Filomena e de toda bancada federal piauiense. A vitória é do Piauí, em especial, dos filomenenses, nativos e/ou adotivos.


VÍDEO: Flávio Damasceno Santos Nogueira opina sobre importância da BR-235/PI

 
Como bem diz o professor e advogado Flávio Damasceno Santos Nogueira, que nasceu em Santa Filomena, mas reside e trabalha em Balsas (MA), a estrada é um sonho secular e foi objeto de promessas de candidatos a Prefeito, a Deputado, a Senador e a Governador.

Muitas gerações compartilharam o sonho de ver a região de Santa Filomena independente. Esse sentimento separatista tinha justificativas históricas. Todos reclamavam da situação de total abandono, chegando ao ponto de, em alguns momentos, nem se sentirem piauienses.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Rodovia BR-235/PI passando sobre o Rio Taquara, à altura da Fazenda Cachoeira, a 27 quilômetros de Santa Filomena

Era um verdadeiro descaso por parte do Governo Estadual, que sempre esteve - literalmente - com as costas viradas para o povo de Santa Filomena. Até parece que os nossos governantes e representantes, ao longo do Século XX, nunca acreditaram no desenvolvimento da região.

E olha que Santa Filomena é um município rico em todos os aspectos. Além da gigantesca potencialidade agrícola e pecuária, sendo o 5º maior produtor de grãos, um dos 15 maiores criadores de gado bovino do Piauí e uma das 23 maiores economias do Estado, a Terra colonizada por José Lustosa da Cunha detém belezas naturais raras, encantadoras.
 
Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
2(Imagem:1)E com a pavimentação asfáltica já ultrapassando a Fazenda Refresco, propriedade de Damasceno Lustosa Nogueira

Segundo o internauta Acácio Argus Bonfim Ferreira, são 102 rios e riachos perenes. Há até um rio que submerge em um sopé de Serra e aflora com piso azul numa caverna; inscrições rupestres; uma lagoa de borda circular, possivelmente cone de vulcão; temperatura média de 20 graus, com seis meses de inverno; um geiser; um cemitério de escravos encravado em rochas; cercas edificadas com grandes blocos de pedras; e diversas jazidas de Calcário.

Imagem: Reprodução1(Imagem:Reprodução)Conforme diz o internauta Acácio Ferreira, Santa Filomena possui, além do potencial agrícola, beleza e riqueza natural

Dizem até que existem manchas de Petróleo em Santa Filomena! Será mentira ou verdade?

Realmente, são diversas riquezas e maravilhas que precisam ser divulgadas aos piauienses, como, por exemplo, o afloramento de Atapulgita, um mineral raro e rentável, de coloração amarelada, existente apenas no Brasil e no Fort Benton, no estado de Montana (EUA).

Afinal, o que será toda essa riquíssima região de Santa Filomena com a excelente rodovia que está chegando? Quantas gerações passaram antes que o sonho se realizasse? Com certeza, tudo vem no seu devido tempo. E o tempo veio, agora! Passamos a viver um novo capítulo.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
2(Imagem:1)TÁ CHEGANDO!!! Os serviços de terraplanagem já estão entre as fazendas Certeza e Salto, a 15 km de Santa Filomena

Em síntese, a conclusão da BR-235/PI (estrada Gilbués/Santa Filomena) significa também a realização de um sonho antigo dos produtores rurais locais, dos moradores da vizinha cidade de Alto Parnaíba (MA) e de todas as comunidades instaladas ao longo da rodovia e vicinais.
 

Não somente irá reduzir custos e incentivar os setores agrícola e industrial; a BR-235/PI representa elevada importância social, pois terá grande impacto na educação, na saúde, na segurança, na produção e na geração de emprego e renda para as famílias de toda a região. 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Mesmo com o avanço da soja e do milho, ainda se planta arroz no Cerrado

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)O plantio de arroz de sequeiro no cerrado do Piauí começou na Faz. Baixa Serena, a 40 quilômetros de Santa Filomena

A cultura do arroz de sequeiro, pouco exigente em insumos e tolerante a solos ácidos, teve um destacado papel como cultura pioneira durante o processo de ocupação agrícola do Cerrado, iniciado na década de 60. No Piauí, começou pelo município de Santa Filomena, no ano de 1978, quando os pioneiros Antonio Luis Avelino Filho e Esdras Avelino Filho realizaram, na Fazenda Baixa Serena, distante 40 quilômetros da cidade, o primeiro plantio mecanizado.

Esse processo de abertura de área teve seu pico no período 75-85, em que a cultura chegou a ocupar área superior a 4,5 milhões de hectares. O sistema de exploração caracterizava-se pelo baixo custo de produção, devido à pouca adoção das práticas recomendadas, incluindo plantios tardios. Entretanto, a significativa ocorrência de veranicos fazia com que a cultura apresentasse uma produtividade média muito baixa, ao redor de 1.350 kg/ha, sendo assim considerada como de alto risco e gerando centenas de casos de Proagro (Seguro Agrícola).


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)Mais de 30 anos depois, o plantio do arroz de terras altas representa só 3% da área dos cerrados na safra 2013/2014

Apesar desse panorama pouco promissor, que culminou com a falência da maioria dos agricultores - são poucos os que conseguiram se manter na atividade -, naquele período a pesquisa já oferecia um leque de alternativas para a minimização da adversidade climática, incluindo cultivares tolerantes à seca, classificação do grau de risco em todos os municípios produtores, adequação da época de semeadura e do ciclo das cultivares, preparo de solo e manejo de fertilizantes, visando aprofundamento radicular e aumento da reserva útil de água no solo, além de técnicas do manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas.

Com a progressiva redução das áreas de abertura, em meados da década de 80, a área cultivada com arroz sob o sistema de cultivo de sequeiro, foi sendo gradativamente reduzida, ao mesmo tempo em que a fronteira agrícola se moveu no sentido sudeste-noroeste do Brasil.


Imagem: José Bonifácio/GP13(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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5(Imagem:1)Mas os produtores que insistem com o cultivo de arroz de sequeiro nas serras do Piauí conseguem boa produtividade

A conseqüência desse movimento foi a redução do risco climático, o que tornou mais propícia a aplicação das tecnologias recomendadas pela pesquisa. Para novas e promissoras áreas, a criação de cultivares de tipo de planta moderno (estatura e perfilhamento intermediários, com folhas eretas), de maior potencial produtivo e grão do tipo "agulhinha", além do crescimento do nível de insumos aplicados, motivado pela melhor relação custo/benefício, trouxe um substancial aumento da aceitação do produto pela indústria/consumidores.

Apenas 3% da área plantada nos Cerrados – Atualmente, nos cerrados do Piauí, a área plantada com a cultura do arroz de sequeiro é pouco significativa. Em toda a região de Santa Filomena, por exemplo, temos menos de 4 mil hectares cultivados com o “arroz de terras altas” na safra 2013/2014, ante os 115 mil hectares de soja e cerca de 15 mil hectares com milho.


Imagem: José Bonifácio/GP1João Lustosa:(Imagem:José Bonifácio/GP1)JOAO LUSTOSA: "Pelo aspecto atual da lavoura, acredito que vai dar para colher em torno de 65 sacas por hectare"
 
Um dos poucos remanescentes, que ainda insistem em plantar arroz de sequeiro no cerrado piauiense, é o senhor João Lustosa Avelino, ex-presidente da Câmara e ex-prefeito de Santa Filomena, que plantou 40 hectares da variedade Cambará, na Fazenda Folha Larga, e pretende colher 2.500 sacas, com produtividade média acima de 60 sacas/hectare.

“Pelo aspecto atual da lavoura, já soltando o cacho, e com as condições climáticas normais, acredito que vai dar para colher em torno de 65 sacas por hectare”, diz Lustosa.


sábado, 11 de janeiro de 2014

Volta das chuvas ao cerrado piauiense dá fôlego às lavouras de soja

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Lavoura de soja no município de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, em estágio reprodutivo (início do florescimento)

As chuvas voltaram a cair na região dos Cerrados do Piauí. Apesar de ainda irregulares, trouxeram alívio para a produção agrícola, especialmente à cultura da soja (Glycine max).

Mesmo tendo chovido com regularidade nos meses de novembro e dezembro, de acordo com dados do EMATER, chegando a 634,5 milímetros, as chuvas ocorridas ontem, sexta-feira (10), reanimaram nossos agricultores, que ainda se lembram da seca de 45 dias do ano passado,  durante todo o mês de fevereiro e início de março, comprometendo metade da produção.

Dessa vez, felizmente, foram somente 13 dias de veranico, tendo em vista que a última chuva tinha se verificado em 27 de dezembro. Algumas plantações já começavam a sofrer os efeitos.


Imagem: Marcelo Soares1(Imagem:Marcelo Soares)
2(Imagem:1)Chuva de 41 milímetros, registrada em uma das fazendas localizadas na Serra das Guaribas, às margens da BR-235

Em muitas áreas, como, por exemplo, na Serra das Guaribas, o índice medido foi de 41 mm. Todavia, na cidade de Santa Filomena, os pluviômetros registraram somente 10,5 milímetros.

Segundo o site Accuweather Brasil, um aplicativo de previsão do tempo, onde é possível ficar informado sobre as condições climáticas nos próximos 9 dias e nas próximas 24 horas (http://www.accuweather.com/pt/br/santa-filomena/40463/weather-forecast/40463), até o dia 20/01 teremos na região apenas chuvas ocasionais e trovoadas localizadas.


Imagem: Divulgação1(Imagem:Divulgação)Previsão do site Accuweather Brasil, indicando a ocorrência de chuvas ocasionais e trovoadas localizadas, até dia 20
 
O plantio da soja no extremo-oeste do Piauí começou na segunda quinzena de novembro. Na maioria das áreas, a cultura se encontra em estágio reprodutivo (início do florescimento e/ou pleno florescimento), período em que não pode haver a ocorrência de déficit hídrico.

Santa Filomena é o 5º maior produtor de grãos do Piauí. Dados não oficiais indicam que na safra 2013/2014 estão sendo cultivados quase 130 mil hectares. Como sempre acontece, a cultura da soja é o carro-chefe do plantio, com cerca de 115 mil hectares.

Caso se confirme a produtividade média, em torno de 50 sacas/hectare, a produção geral pode chegar a 345.000 toneladas, representando 12,3% de toda safra de grãos do Estado.


terça-feira, 2 de julho de 2013

Agricultores usam ponte improvisada para a travessia do Rio Taquara

Imagem: José Bonifácio/GP1Moradores do Vale do Taquara, município de Santa Filomena (PI),(Imagem:José Bonifácio/GP1)Moradores do Vale do Taquara, município de Santa Filomena, ainda têm que improvisar uma "pinguela" para a travessia

Moradores são obrigados a se equilibrar diariamente para atravessar uma "pinguela" sobre o Rio Taquara, em frente ao lugar Ponta da Serra, a cerca de 23 quilômetros da zona urbana de Santa Filomena. Os usuários, a exemplo do agricultor Juarez Pereira de Morais, se queixam do descaso e precisam se equilibrar sobre tábuas para atravessar de uma margem para outra.

Juarez Pereira e seus vizinhos decidiram por construir uma ponte de madeira para auxiliar na travessia. É nesse local que pais/mães também deixam e buscam os filhos, diariamente, onde atravessam para ir até a Escola Municipal Ponta da Serra, a 1 quilômetro de distância.


Imagem: José Bonifácio/GP1Juarez Morais e vizinhos (Imagem:José Bonifácio/GP1)Juarez Morais e seus vizinhos tiveram que improvisar uma ponte de madeira a fim de transportar a produção agrícola
Imagem: José Bonifácio/GP1Ele(Imagem:José Bonifácio/GP1)É um dos poucos que ainda insistem em produzir no vale do Taquara, mesmo sem ponte, estrada, nem energia elétrica
Imagem: José Bonifácio/GP1Apesar das dificuldades, Juarez Morais e seu cunhado Raimundo Nonato(Imagem:José Bonifácio/GP1)Apesar das dificuldades, Juarez Morais e seu cunhado Raimundo Nonato preparam um 'caldo de cana' para os amigos

Além da ausência de uma ponte, famílias que moram na margem esquerda do Rio Taquara continuam sofrendo com a falta de infraestrutura, sem estrada que dê acesso às suas moradias, dificultando assim o transporte dos produtos oriundos da agricultura familiar.

Na tentativa de amenizar esse sofrimento, foi encaminhado ao governador Wilson Martins o ofício nº 04/2013, de 31/05/2013, assinado pelo prefeito de Santa Filomena, Esdras Avelino Filho (PTB), pelo vice, Adauton Barbosa de Queiroz (PSB), e pelos 9 vereadores: Cristóvão Dias Soares (PSB), José Bonifácio Bezerra (PCdoB), Raimundo Antonio de Queiroz (PTB), Alberto Augusto do Amaral Rocha (PTB), José Luiz Alves Pereira (PTB), Reginaldo Pires de Carvalho (PP), Renato Vieira Miranda (PTB), Antonio Santos de Sousa Silva (PV) e José Damasceno Nogueira Filho (PSD).

Cópia do Ofício nº 04/2013, protocolado no Palácio Karnak, sede do Governo do Piauí:

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O expediente solicita a construção de 02 (duas) pontes sobre o rio Taquara, uma à altura da localidade Ponta da Serra, e outra nas proximidades da Barroca, as quais irão proporcionar a ligação entre os produtores do Vale do Taquara e a BR-235/PI (estrada Gilbués/Santa Filomena), prevista para ser inaugurada em março de 2014.

Conforme argumentamos no documento, as melhores áreas com vocação agrícola e pecuária se concentram na margem esquerda do médio e baixo Rio Taquara. Porém, face à enorme dificuldade em transportar os produtos para o outro lado do rio, muitos agricultores familiares estão deixando de cultivar nessas baixadas de solos aluviais.

Veja o andamento do pedido, através do Sistema de Acompanhamento de Processos:

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Com a construção dessas duas pontes e seus respectivos acessos, quem produzir às margens do Taquara, seja em lavoura de sequeiro ou irrigada, terá opções de venda não apenas em Santa Filomena e Alto Parnaíba, mas ainda em Gilbués, Monte Alegre e Corrente.

Resta-nos, portanto, contar mais uma vez com o imprescindível apoio do governador Wilson Martins na resolução do problema. Aliás, acompanhando a tramitação do referido processo (http://www.protocolo.pi.gov.br/processo.php), percebemos que o pleito segue em andamento,  na Superintendência de Articulação da Gestão Governamental.


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Defesa Civil reconhece estado de emergência em Santa Filomena (PI)

Imagem: José Bonifácio/GP1d(Imagem:José Bonifácio/GP1)Estiagem de 54 dias ocasionou perdas de 70% na soja, principal atividade agrícola no município de Santa Filomena (PI)
 

A Secretaria Nacional de Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional reconheceu - após pedido do prefeito Esdras Avelino Filho (PTB) - a situação crítica que os agricultores de Santa Filomena estão enfrentando, devido à estiagem prolongada, totalizando 54 dias sem chuva, intercalados entre 14/12/2012 e a segunda semana de março de 2013.
 

Toda a área do município de Santa Filomena, localizado no sudoeste do Piauí, destinada a atividades agropecuárias, tanto na porção que compreende os cerrados (Agronegócio) quanto nas áreas de caatinga - baixões/vales - (Agricultura Familiar e Pecuária), foi bastante atingida.
 

A situação de emergência em decorrência da seca que afetou 100% do município Santa Filomena foi reconhecida na última sexta-feira, 3 de maio de 2013, através da Portaria nº 56, já em vigor, assinada por Humberto Viana (Secretário Nacional de Defesa Civil) e publicada no Diário Oficial da União de 6 de maio de 2013, portanto, na segunda-feira passada.
 

Emergência: As situações de emergência estabelecem uma situação jurídica especial que permite o atendimento às necessidades temporárias de excepcional interesse público, ou seja, resposta aos desastres, reabilitação do cenário e reconstrução das áreas atingidas. No caso de Santa Filomena, o governo estadual também reconheceu situação de emergência.

Imagem: DivulgaçãoPortaria(Imagem:Divulgação)Portaria nº 56, de 03/05/2013, assinada pelo Sec. Nac. de Defesa Civil, Humberto Viana, publicada no DOU de 06/05/13

Causas e efeitos do Desastre:
Estiagem prolongada totalizando-se um período de 54 dias sem chuvas de 15/12/2012 à 31 de dezembro e da ultima semana de janeiro a segunda semana de março) com perdas efetivas estimadas na ordem de 90% da produção de milho, 70% da produção de soja, e 91% da produção de arroz. Todas as demais atividades agrícolas, que dependem do regime de chuvas, também foram afetadas pela estiagem. Na pecuária estima-se que 70% das áreas de pastagens (forragens) foram perdidas, seja na reforma ou na rebrota, com forte tendência de redução de rebanho para os períodos subsequentes.
 

Descrição dos Danos Humanos: Redução da oferta de empregos e de produtos de origem vegetal e animal para o abastecimento e da geração de renda no município.
 

Prejuízos Econômicos Privados: Estima-se a redução de 70 a 90 por cento do valor bruto da produção agrícola de Santa Filomena. Somente na cultura da soja, principal atividade agrícola do município, onde o LSPA do IBGE realizado em janeiro/2013 previu 77.827,0 hectares de área plantada e produção de 238.327,43 toneladas. Estima-se que esta produção tenha sido reduzida em 70% (setenta por cento) somente na soja. Considerando os preços atuais praticados, isso representa um prejuízo aproximado de R$ 145.000.000,00 (Cento Quarenta e Cinco Milhões de Reais), em valor bruto da produção, somente na soja.
 

Além de Santa Filomena, outros 04 municípios piauienses já foram reconhecidos pela Defesa Civil Nacional como áreas em situação de emergência: Bom Jesus, Elesbão Veloso, Francisco Santos e Monte Alegre. Com a decisão, esses municípios vão receber recursos do Governo Federal para recuperar os estragos causados pela maior seca dos últimos 30 anos no Piauí.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Assembleia Legislativa aprova instalação de escola agrícola em Santa Filomena

A Assembleia Legislativa do Piauí (ALEPI) aprovou, no último dia (16), requerimento do deputado Fernando Monteiro, líder do PTB, solicitando a instalação de uma Escola Técnica Agrícola no município de Santa Filomena, no sudoeste do Estado.

Fernando Monteiro explica que apresentou a proposição atendendo a diversos pedidos dos produtores de soja daquele município que reclamam da falta de mão de obra qualificada. “Hoje, Santa Filomena produz 130 mil toneladas de soja e a instalação da escola técnica será de fundamental importância, porque, a expectativa é de que em três anos o município alcance a produção de um milhão de toneladas de grãos por safra”, ressalta o parlamentar.

O parlamentar petebista informou que os produtores estão sendo obrigados a importar mão de obra de outros estados por falta de pessoal qualificado na região. Recentemente, uma das grandes fazendas teve que ir atrás de 140 trabalhadores no Mato Grosso.

“O maquinário utilizado já possui tecnologia de ponta, portanto uma escola técnica com modernos laboratórios e cursos profissionalizantes na área do agronegócio e outros identificados com os arranjos produtivos locais dará aos filhos da população de Santa Filomena e municípios da região a oportunidade de formação e garantia de trabalho e renda”, acrescenta o deputado estadual Fernando Monteiro, que sempre recebeu expressiva votação em Santa Filomena.

Fonte: AgroPiaui

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Informe publicitário na revista Veja exclui Santa Filomena do agronegócio

INJUSTIÇA! Informe publicitário exclui Santa Filomena do agronegócio
Na edição 2239 da revista Veja, foi publicado um oportuno informe publicitário intitulado PIAUÍ - A FRONTEIRA AGRÍCOLA SE EXPANDE, que ocupa um texto com três páginas na revista mais cara do país e a de maior circulação da américa latina. Ótimo pela divulgação e pela inteligência da matéria.

Entretanto, ao enumerar os municípios que integram a chamada região dos cerrados, de grande produção de grãos e de onde o agronegócio se expande gerando empregos, divisas, riquezas para o Piauí, o município de Santa Filomena, no sul piauiense, não é mencionado. É uma tremenda injustiça.

Santa Filomena produz soja, algodão, arroz e milho, possuindo o mais compacto cerrado piauiense, com cerca de 250.000 hectares de terras aptas ao agronegócio, além da abundância de água perene que circunda as serras produtoras, como do próprio Parnaíba, o maior rio que nasce e chega ao oceano em terras apenas do nordeste, e de afluentes importantes a partir do rio Taquara, sem contarmos com a excelente localização geográfica pela proximidade com a Bahia, o Tocantins e o Maranhão.

Só Uruçuí, B. Jesus, S. Leal, R. Gonçalves e B. G. do Ribeiro estão no cerrado?
Empresas de grande porte já se encontram instaladas e produzindo no município de Santa Filomena e outros projetam seguir o mesmo caminho. Falta, sim, a presença dos governos estadual e federal, principalmente na tão prometida rodovia pavimentada de pouco mais de 130 quilômetros, ligando a histórica cidade de Santa Filomena a Gilbués e daí ao restante do estado e do Brasil. Também necessita da ponte sobre o rio Parnaíba, que possibilitará ainda mais o intercâmbio comercial, econômico, social e cultural com a vizinha Alto Parnaíba, do lado maranhense, e daí ao porto de São Luís, objetivando facilitar a exportação dos grãos.

“É o único pecado do informe publicitário do governo do Piauí. É preciso corrigir, pois sem Santa Filomena o agronegócio piauiense é incompleto e sem suas terras os cerrados perdem em hectares e em boa qualidade”, conclui artigo escrito pelo advogado, historiador e blogueiro Décio Hélder do Amaral Rocha.

Agricultores já conseguem produzir até 200 sacas de milho por hectare
EM TEMPO: Para que os desinformados burocratas do norte do Piauí - que são contra a criação do Gurgueia - tenham idéia da expressiva participação do município na economia estadual, dados da Secretaria de Fazenda (SEFAZ-PI), tendo como referência os repasses de ICMS no mês de março de 2011, mostram que Santa Filomena é a 5ª economia agrícola, perdendo apenas para Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Bom Jesus e Ribeiro Gonçalves.

Na safra agrícola 2010/2011, aproximadamente 130 mil toneladas de soja foram produzidas na região de Santa Filomena. Para tanto, mais de 3.000 carretas foram utilizadas para transportar a safra (mesmo sem estrada), cada uma com 40 toneladas. Isso representa quase 11% da produção total de soja no Estado.

Por outro lado, o repasse de recursos do ICMS para Santa Filomena oscilou de R$ 41.350,21 (março/2004) para R$ 150.579,53 (março/2011). Ou seja; em sete anos, houve aumento de 264%, fazendo com que o município saltasse do 30º lugar para a 22ª posição na transferência de arrecadação em todo o Piauí, deixando para traz cidades como Canto do Buriti, José de Freitas, Paulistana e S. J. do Piauí.


Fonte: http://deciorocha.blogspot.com/