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sábado, 3 de junho de 2017

TETRACAMPEÃO! Ajax vence nos pênaltis e é o campeão filomenense de futebol 2017

TETRACAMPEÃO! O Ajax venceu ao Juventus nos pênaltis (5 x 3) e é o campeão filomenense de 2017


Ao vencer o Juventus Futebol Clube por 5 x 3 nos pênaltis, após o empate de 1 x 1 no tempo normal, o Ajax Futebol Clube se sagrou na tarde deste sábado (03), no Estádio Boa Vontade, tetracampeão de Santa Filomena.

Os gols foram marcados por Ítalo, para o Juventus, e Clésio, para o Ajax.

Antes do início da partida houve 01 minuto de silêncio, em homenagem a atletas do Ajax já falecidos
Coincidentemente, o Ítalo, que marcou o gol do Juventus, no primeiro tempo, foi também o que desperdiçou a penalidade máxima, fazendo com que o AJAX ficasse em vantagem até a última cobrança, convertida por Dierges.

Antes do tetracampeonato, os “diabos vermelhos” já haviam levantado o caneco em três ocasiões: agosto de 2015, junho de 2016 e agosto de 2016.

Centenas de pessoas - inclusive famílias - foram ver o jogo Ajax X Juventus, no Estádio Boa Vontade

Centenas de pessoas, inclusive famílias, compareceram ao Estádio Boa Vontade para ver a decisão do Campeonato Filomenense de Futebol 2017.

A pedido dos organizadores, o arbitro Joaquim Neto (Netinho) declarou 01 (um) minuto de silêncio, em homenagem a alguns atletas de Santa Filomena e do próprio Ajax que já se foram, como Evânio, Pedro Paca e Régis Dutra.

Troféus e prêmios em dinheiro foram entregues pelo prefeito Dr. Carlos Braga e por outras personalidades
O AJAX, do técnico Moisés Neres, jogou, ganhou o título, levantou o troféu e recebeu a premiação de R$ 2.300,00 com: Léo, Nonato, Robertão, Samuel e Weller; Nonato, Fábio, Dierges e Elismar; Dean e Clésio (Bucho).

Já o JUVENTUS, do técnico Gerailton e do artilheiro Ronaldo, com seus 3 gols, entrou em campo assim: Luiz Fernando, David, Cleriston, Alexsandro e Luis Alves; Wânderson, Januário, Ítalo e Diego; Marlone e Ronaldo.

Os troféus e a premiação em dinheiro - R$ 2.300,00 (Campeão); R$ 1.300,00 (Vice-Campeão); R$ 500,00 (3º Colocado); R$ 300,00 (4º Colocado); R$ 150,00 (Artilheiro); R$ 150,00 (Goleiro Menos Vazado); e R$ 100,00 (Vice-Artilheiro) - foram entregues pelo prefeito municipal de Santa Filomena, Dr. Carlos Braga, e por outras personalidades presentes ao Estádio Boa Vontade.

O quarteto de arbitragem teve Joaquim Neto (Netinho) como árbitro central, auxiliado por Taffarel e Zuca. E Genivaldo trabalhou como quarto árbitro.


Informações e Imagens: GLEISSON MOURA (DEPARTAMENTO DE ESPORTES)
 

quinta-feira, 30 de março de 2017

Ausência do Poder Público obriga cidadãos a construírem ponte sobre o Rio Taquara

Já que o Poder Público não atendeu às reivindicações, cidadãos se juntam e constroem ponte no Rio Taquara



Com 24,0 metros de extensão, 5,8 metros de altura máxima e 3,5 metros de largura, a ponte sobre o Rio Taquara, na localidade Ponta da Serra, distante 26 quilômetros da cidade de Santa Filomena, finalmente está sendo concluída a ponte que vai ligar a fértil margem esquerda do Taquara à BR-235/PI.

Na verdade, a margem esquerda do médio e baixo Rio Taquara tem sido esquecida por todas as administrações municipais de Santa Filomena. O último prefeito que pelo menos manteve uma estrada trafegável entre o Fervedor e o Brejo do Curral foi João Lustosa, há 18 anos, no tempo da Associação do Vale do Taquara, que era presidida pelo saudoso Elison Lopes de Sousa. De lá para cá, nada mais; só restou abandono e esquecimento.

Iniciada há quase 4 anos, esta obra está orçada em cerca de R$ 50 mil, segundo o marceneiro "Guerrinha"
Construída pelos senhores Osnni Avelino Vianna, Juarês Pereira de Morais e Celso dos Santos Alves (Guerrinha), com a ajuda dos vizinhos Marcelo Morais, Geraldo, Orlando e Bento, além de alguns outros, a obra, segundo o marceneiro Guerrinha, está orçada em cerca de R$ 50 mil. E ainda faltam as cabeceiras da ponte (cortes e aterros) e as vias de acesso às moradias de Orlando, Pedro Lopes, Marcelo, Juarês, Bento, Ricardo Lopes, Elismar, Damião, Mercês e da família de seu Ita, que tanto sonhou com a ponte.

A ponte foi erguida com poucos recursos financeiros e muita força de vontade, por iniciativa dos cidadãos Osnni Avelino Vianna, Juarês Pereira de Morais e Itamar Lima Lustosa (Seu Ita), com a ajuda de alguns amigos. A obra irá beneficiar a 'esquecida' margem esquerda do Rio Taquara, ligando às localidades Barra dos Patos, Buriti Escuro, Riacho da Areia e Coqueiro, região produtora de alimentos, que fica a 3 quilômetros da BR-235/PI (estrada Gilbués/Santa Filomena) e a 26 quilômetros da cidade de Santa Filomena.

A ponte da Ponta da Serra tem 24 metros de comprimento, até 5,8 metros de altura e 3,5 metros de largura
A mão-de-obra da tão sonhada ponte, sob responsabilidade do senhor Celso dos Santos Alves, o “Guerrinha”, foi paga faz uns 4 (quatro) anos pelo engenheiro agrônomo Osnni Avelino Vianna, que lhe vendeu uma caminhonete Toyota Bandeirante, pelo valor de R$ 15 mil, ficando R$ 6 mil e 500 reais para serem pagos com o serviço da ponte da Ponta da Serra. 

“Tudo começou faz uns cinco anos, quando em tinha uma loja de material de construção em Alto Parnaíba. Um dia chegaram lá Juarês e seu Ita, me pedindo uma colaboração para fazer essa ponte; me explicaram que havia sido prometida por um candidato a prefeito, que ganhou a eleição, mas que já tinham se passado quatro anos e nada da ponte, e que por causa disso eles tiveram a idéia de pedir patrocínios. Eu lhes disse que voltassem no dia seguinte para a gente conversar sobre o assunto”, conta Osnni Avelino.

Cabeceira da ponte na margem esquerda do Rio Taquara, que vai precisar de quase 10 metros de aterro


E continua Osnni Avelino Vianna: “No retorno deles, assumi o compromisso de fazer a ponte, sem imaginar que seria uma obra tão grande e em um lugar de difícil acesso. Então chamaram o Guerrinha e novamente me procuraram para conversarmos sobre o custo da mão-de-obra. E ficou acertado que eu pagaria a importância de R$ 6.500,00. Tive que vender uma Toyota Bandeirante ao Guerrinha, pelo valor de 15 mil reais, sendo que, dessa quantia, 6 mil e 500 reais ele me pagaria com a mão-de-obra da ponte”. 

Osnni Avelino - que honrou 100% do seu compromisso - conta ainda que logo no início do serviço, há quase 4 anos, ele comprou uma vaca por R$ 1.480 reais para alimentar os trabalhadores, quando a madeira começou a ser retirada na Vazante Grande e transportada em um caminhão que ele tinha ou no Buriti Escuro e carregada em carro-de-boi, distante uns 3 quilômetros.

OSNNI: "A idéia dessa ponte começou faz uns cinco anos, quando fui procurado por Juarês e seu Ita"


A gestão municipal anterior deu sua contribuição, embora pequena, diante da importância da obra: o transporte de 47 pranchas (vindas da Vazante Grande, região das Matas), pois a maioria da madeira foi retirada no Buruti Escuro e carregada em Carro-de-Boi pelos senhores Marcelo, Juarês e Geraldo; a administração Esdras Avelino contribuiu ainda com 20 sacos de cimento, pagou 20 diárias no serviço de fundação das estacas de sustentação (R$ 1.000,00) e cedeu 08 (oito) horas da Retroescavadeira da Prefeitura.

É importante registrar que diversas outras pessoas - não temos como citar nomes de todas - vêm ajudando, ao longo da construção, com pequenas contribuições (café, açúcar, arroz, chambaril... ). Entretanto, o pequeno agricultor Juarês Morais não tem mais como arcar com as outras despesas; inclusive, está devendo no açougue, na mercearia e em outros comércios.

FALTA MUITO, AINDA! Esperamos que a gestão Carlos Braga se sensibilize e ajude a esses cidadãos


Esperamos que o prefeito Carlos Braga se sensibilize com a causa desses cidadãos e contribua muito mais com essa importante obra. É o mínimo que se pode aguardar. Afinal de contas, ainda faltam as cabeceiras da ponte e as estradas, que irão possibilitar o escoamento da produção agrícola da área.

SINAL VERDE! E segundo assessores e pessoas mais próximas do prefeito Carlos Braga, como o vereador licenciado e secretário municipal de Educação, professor Tony Santos, o Dr. Carlos acaba de sinalizar que irá oferecer todo o apoio que for necessário, a fim de que o sonho dos moradores da margem esquerda do Médio Rio Taquara se concretize por completo.
 

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Açougueiro denuncia proibição de abater gado aos sábados no Matadouro Público

Açougueiro Moisés Alves de Carvalho, que abateu uma vaca no chão, na porta do Matadouro Público

Açougueiros de Santa Filomena, cidade posicionada no sudoeste do Piauí, a 910 quilômetros de Teresina, denunciam - em especial, o Moisés Carvalho - que estão sendo proibidos de abater animais nas madrugadas de sábado, exatamente o dia da Feira Municipal, que acontece no centro da cidade, no cruzamento das Ruas Presidente Getúlio Vargas com Leônidas Melo, ao lado do Mercadinho M&C.

Segundo o açougueiro Moisés Alves de Carvalho, que na manhã deste sábado (04) abateu um bovino em frente ao matadouro, em cima de plásticos, porque o abatedouro público estava fechado. O novo administrador do Matadouro Público Agenor Lobato, que também é açougueiro e o único da cidade a dispor de câmara fria, determinou que os abates só vão acontecer nas madrugadas de segunda a sexta, e não mais nas tardes de sexta nem aos sábados, como era comum.

Açougue do Moisés, localizado na Rua Pres. Getúlio Vargas, no centro da cidade de Santa Filomena (PI)
























O que diz o açougueiro Moisés Alves, estabelecido à Rua Pres. Getúlio Vargas:

“Nós tivemos uma reunião com o secretário do Prefeito e com o administrador do Matadouro e ficou combinado que agente ia matar gado de segunda a sábado. E vinha continuando bem, mas começou a complicar no sábado passado, e neste agora já fui barrado. O encarregado disse que eu não podia matar hoje, sábado, só de segunda a sexta de manhã, que na sexta de tarde e no sábado de manhã eu não tinha mais direito de matar gado lá. 

Então fui no secretário do prefeito, ontem, e ele garantiu que eu poderia matar gado na sexta à tarde. Comprei a vaca, botei lá no matadouro, e cheguei 4 horas da tarde de ontem para dizer a ele qual era minha vaca. Quando cheguei ele já tinha matado a dele, tava tirando o couro, aí perguntei: o senhor não matou a minha também? E ele respondeu: eu não já disse prá você que não mato gado prá você nem sexta de tarde e nem sábado pela manhã? Eu já lhe disse, eu não mato, prá ninguém! Aí eu respondi: tá beleza, não vou discutir não, o senhor tá certo!

Matadouro Público Agenor Lobato: localizado a 100 metros da BR-235, já se acha em área residencial ...
























Fui de novo no secretário do prefeito, pois o prefeito tava viajando, e comuniquei o fato. Ele me prometeu que ia ter uma solução para isso. Como eu tenho compromisso de pagar ao vendedor do gado e também com os meus clientes, peguei a vaca, puxei pro lado de fora do curral, levei uma capa, tirei as palhas, matei, tirei o couro na frente do Matadouro, e to aqui cortando no meu açougue. Fiz porque fui obrigado a fazer. Mas não queria agir dessa forma. O próprio administrador do matadouro contribuiu para que eu agisse de forma errada.

Quero pedir ao senhor prefeito, Dr. Carlos, que olhe para esse lado e veja que a gente tem que ter um gado com carne de qualidade, uma carne do mesmo dia, cheirosa, que os clientes compram e ficam satisfeitos. Eu não tenho câmara fria, os outros também não tem, por isso todos vinham matando nos sábados pela manhã. Por que agora ele quer mudar? Digo que 100 por cento dos açougueiros estão querendo matar gado de manhã, estamos unidos, e estavam comigo hoje lá no Matadouro, me dando apoio, porque lá é de todos, é da sociedade.

... e, pelas informações, parece que será transferido para outro local na administração do Dr. Carlos Braga
























Hoje só foi abatido o meu gado. E ontem de tarde, só o dele, que tem câmara fria, prá levar prá feira hoje. Eu queria que isso não acontecesse mais, prá gente fazer as coisas certas. Nós investimos lá, ajudando a comprar balança, calçamos o curral, então, acho que ele não podia recusar meu gado. Mesmo que ele não quisesse ir, me entregava a chave, eu entregava o Matadouro limpinho, não deveria dizer um não pra mim. Fiquei muito chateado, por isso que agi da maneira que não era para agir. Mas graças a Deus, deu tudo certo”, finaliza Moisés Alves de Carvalho.

Importância do Açougueiro – Açougue é um estabelecimento comercial que vende carne verde, ou seja, fresca, não salgada. E tem sua importância na sociedade. Ou alguém duvida disso? Portanto, pedimos ao prefeito de Santa Filomena, Dr. Carlos Braga, que certamente estará sensível ao problema, e tente resolver esses casos pontuais, a fim de que sua administração não seja prejudicada. Quem ganhará com isso será a população filomenense, sobretudo os que apostaram na mudança.