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domingo, 1 de abril de 2018

Manifestantes de dois municípios vão cobrar construção de ponte no Rio Parnaíba


Moradores das cidades de Santa Filomena, no extremo oeste do Piauí, e de Alto Parnaíba, no extremo sul do Maranhão, estão se organizando para interditar a BR-235/PI, na zona urbana de Santa Filomena. Cidadãos filomenenses e alto-parnaibanos irão protestar pelo progresso definitivo.

A ponte sobre o Rio Parnaíba, entre Santa Filomena e Alto Parnaíba, com 200 metros de extensão, está orçada em R$ 30 milhões. E, segundo se sabe, o Ministério dos Transportes colocou no OGU (Orçamento Geral da União) 2018 recursos da ordem de R$ 30 milhões, suficientes à construção da mesma.

A manifestação será sábado (07/04), na placa da entrada da cidade de Santa Filomena, a partir das 8 horas
A ponte representa o prolongamento da BR-235/PI (Subtrecho Gilbués/Santa Filomena), desde o entroncamento com a BR-135/PI (Gilbués/Monte Alegre) até a zona urbana de Santa Filomena, ao lado do Bairro Novo Horizonte.

Concluída no final de 2016, a estrada Giblués/Santa Filomena parou a cerca de 200 metros do Rio Parnaíba. "Queremos a construção da ponte sobre o Rio Parnaíba. Já estamos cansados de esperar!", diz Saulo Nogueira.

Concluída em dezembro de 2016, a BR-235/PI (Gilbués/Santa Filomena) parou a 200 m do Rio Parnaíba
O licenciamento ambiental para a construção da ponte que interligará os municípios de Santa Filomena (PI) e Alto Parnaíba (MA) foi liberado pela Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis no Maranhão (IBAMA-MA) desde janeiro de 2016.

Imagem de satélite mostra o exato local onde será construída a Ponte, além do Anel Viário de Alto Parnaíba
Os manifestantes cobram dos políticos piauienses e maranhenses a construção da ponte sobre o rio Parnaíba, que separa as duas cidades, tirando, de forma definitiva, essas potenciais comunidades do atraso. A maior reclamação se refere à demora e ao alto custo financeiro na travessia das Canoas e da Balsa, dificultando o dia-a-dia de milhares de pessoas.

Na manhã do último sábado (31/03), estivemos em mobilização, na Rádio Comunitária Rio Taquara FM
A grande manifestação na BR-235/PI ocorrerá entre os bairros Boa Esperança I e Novo Horizonte, na chegada de Santa Filomena, dia 7 de abril (sábado), a partir das 8h00. O evento, suprapartidário, está sendo direcionado pelo professor Saulo Pinheiro Nogueira e por outras lideranças locais.

A organização convida a todos de Santa Filomena e de Alto Parnaíba a cobrarem a licitação e o início das obras da ponte, uma causa que é justa. Apesar da indignação nas duas comunidades, o protesto será pacífico.

sábado, 24 de março de 2018

Produtores da Serra da Fortaleza não têm estrada nem ponte, mas pagam impostos


Por essa estrada vicinal, estreita, cheia de curvas e com ladeiras íngremes, deverão passar 3.430 BITREM's
Todo início de safra e escoamento da produção é assim, tanto na Serra da Fortaleza, município de Santa Filomena, quanto em todo o cerrado piauiense: cadê, então, as estradas sempre prometidas pelos governos do Piauí?

A verdade é que o agronegócio do sudoeste do Piauí continua sem estradas, apesar do potencial produtivo da região. É pura retórica, só discurso!

Pergunta-se: até quando os agricultores da Serra da Fortaleza, que geram centenas de empregos e são responsáveis pela metade dos grãos produzidos em Santa Filomena, vão ouvir promessas dos nossos representantes?

E o drama se repete, a cada ano: agricultores têm que arcar com os custos de manutenção da estrada vicinal
Cansados de ver parte da produção ficar, literalmente, no meio do caminho, devido às péssimas condições da estrada por onde são escoadas a soja e o milho ali produzidos, os agricultores da Serra da Fortaleza unem forças e deflagram, por conta própria, a Operação Tapa-Buracos, em mais de 40 quilômetros da estrada vicinal que dá acesso à cidade de Tasso Fragoso (MA), rumo às tradings (empresas que têm o papel de intermediar negociação entre produtores e compradores nacionais e internacionais), armazéns situados nos municípios de Tasso Fragoso e/ou de Balsas.

MAIS UMA SUPER SAFRA - Para a safra 2017/2018, levantamento realizado ainda em dezembro, pelos agentes Donadson Paraguassu de Sousa e Ígor Luan de Sousa Amorim, da agência do IBGE de Corrente (PI), dizia que os 56.155 hectares de soja cultivados no município de Santa Filomena deveriam produzir 172 mil toneladas, com produtividade média de 3.069 kg/ha.

Diariamente se vê caminhões atolados ou "enguiçados" no meio da ladeira do Chapéu, rebocados por tratores
Já a safra de milho chegaria a 64.800 toneladas, colhidas em 6.940 hectares, alcançando a produtividade média acima de 9.000 quilos por hectare.

De um total 63.000 hectares plantados no município de Santa Filomena, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 35 mil hectares (55%) se concentram na Serra da Fortaleza. Em assim sendo, somente a APROFORT (Associação dos Produtores Rurais da Serra da Fortaleza) deverá colher 130 mil toneladas de soja e milho, suficientes para carregar 3.430 BITREM's, cada um com 38 toneladas (peso líquido).

E terão que passar por uma ladeira íngreme e por uma estrada bem estreita.

Aí, depois de tantas dificuldades, o produtor encontra o Posto Fiscal da SEFAZ/PI, na beira do Rio Parnaíba
SEM ESTRADA E SEM PONTE - Mas o Governo do Estado parece não reconhecer a imensa força que vem do campo, ao não retribuir a essa gente que produz, com apoio em logística; faltam estradas e energia elétrica.

Além de não retornar com benefícios, o Governo do Piauí implantou, faz mais de 10 anos, um Posto Fiscal da SEFAZ/PI na margem do Rio Parnaíba, no município de Santa Filomena, ao lado da cidade de Tasso Fragoso (MA).

O objetivo é arrecadar impostos das fazendas situadas no município de Ribeiro Gonçalves e também na Serra da Fortaleza, em Santa Filomena.

Para completar o drama, o "pedágio" na Balsa PIPES, que custa quase R$ 200 para uma carreta de 9 eixos


Como se não bastasse, os produtores da Serra da Fortaleza, que não dispõem de uma estrada compatível com suas necessidades, ainda são obrigados a pagar a passagem em uma balsa, a fim de que as carretas possam atravessar o Rio Parnaíba. O pedágio na Balsa PIPES, também conhecida como “pontão”, chega a custar quase R$ 200, durante o dia.

MAS COM ALTOS IMPOSTOS - No agronegócio, atividade que leva o Brasil "nas costas", 19% do faturamento bruto vão para taxas, tributos e impostos, conforme estimativa de entidades ligadas a produtores rurais. É uma carga proporcionalmente muito superior à da indústria e do comércio, na análise de alguns economistas brasileiros. Além de encarecer o custo, o peso da tributação dificulta até mesmo a venda do que é produzido no campo.