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sábado, 28 de dezembro de 2013

Chuvas abrem crateras e mostram a fragilidade do asfalto da BR-235/PI

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Cratera formada à altura do km 38 da BR-235/PI (estrada Gilbués/Santa Filomena), logo depois da comunidade Grotões

Com as fortes chuvas que atingem o sudoeste do Piauí, crateras estão se abrindo no trecho da rodovia BR-235/PI, entre Gilbués e Santa Filomena. Em pelo menos três pontos - km 33 (antes dos Grotões), km 38 (depois dos Grotões) e km 88 (Marimbondo) - o asfalto cedeu.

A rodovia, pavimentada com revestimento betuminoso do tipo Tratamento Superficial Duplo (TSD) e que tem previsão para ser concluída em outubro de 2014, já apresenta problemas devido às chuvas dos últimos dias, mostrando, dessa forma, a fragilidade do asfalto.
 
Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)Mais um buraco invadindo a pista da estrada Gilbués/Santa Filomena, no quilômetro 33, antes da Comunidade Grotões

Segundo constatamos na tarde da última sexta-feira (27), o asfalto aparenta estar com uma camada muito fina - espessura entre 22 e 25 mm nas faixas de rolamento e só 12 mm nos acostamentos - e não consegue resistir às enxurradas provocadas pelas fortes chuvas.

Publicamos fotos no Facebook e a reação dos internautas foi imediata. “Só querem é meter a mão no dinheiro do povo. Responsabilidade que é bom... ninguém quer ter. Mas vão ter que assumir os riscos”, disse o bancário aposentado João Lima, morador em Alto Parnaíba (MA).


Imagem: José Bonifácio/GP13(Imagem:José Bonifácio/GP1)Outro lugar em que o aterro da estrada Gilbués/Santa Filomena está cedendo, no km 88, próximo do Povoado Matas

“Percebo na imagem do desmoronamento, que não houve uma compactação adequada. Irresponsabilidade da empreiteira e consequentemente da fiscalização da obra, que liberou sem a compactação exigida pela norma laboratorial”, afirmou o cidadão Raimundo Rodrigues.

Já o deputado estadual Fábio Novo (PT), que também reagiu de forma imediata após a publicação das fotos, comentou informando que teria comunicado o fato à superintendência regional do DNIT, a quem agradecemos imensamente pela diligência: “Caro José Bonifácio Bezerra dei conhecimento ao DNIT do registro que você fez e solicitei providências”.


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2(Imagem:1)Comentários postados no Facebook por João Lima e Raimundo Rodrigues, e pelo deputado estadual Fábio Novo (PT/PI)

Embora sem conhecimento técnico sobre o assunto, pudemos perceber que os pontos mais preocupantes são as canaletas de escoamento de água, onde algumas delas estão se soltando e proporcionando a abertura de crateras, podendo ocasionar acidentes. Em outros lugares, como nas proximidades dos Grotões (conforme imagens), o asfalto começa a ceder.

A obra, financiada pelo Governo Federal através do PAC 2, tem investindo superior a R$ 102 milhões, cujos recursos são resultantes de convênio firmando entre a Secretaria Estadual de Transportes (Setrans) e o Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT).
 
Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)Os pontos mais preocupantes são as canaletas de escoamento das águas pluviais, já que algumas estão se soltando

A pavimentação dos 130 quilômetros da rodovia Gilbués/Santa Filomena é responsabilidade da Construtora Sucesso que, de acordo com artigo 618 do Código Civil (Lei nº 10.406/02, de 10 de janeiro de 2002), responderá por sua execução durante o prazo irredutível de 05 anos.

2(Imagem:Divulgaçao)O que institui o artigo 618 do Código Civil (Lei nº 10.406/02, de 10 de janeiro de 2002) sobre execução de construções

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) pretendia, até o final 2013, alcançar o riacho Certeza, na altura do quilômetro 112, inclusive com a conclusão das ladeiras (Novas, Cambaúba e Saquinho) e de mais duas pontes (Taquara e Certeza).

Imagem: José Bonifácio/GP1O asfaltamento da BR-235/PI(Imagem:José Bonifácio/GP1)O asfaltamento da BR-235/PI já alcança o topo da ladeira do Saquinho, próximo ao Povoado Matas, a 90 km de Gilbués

Entretanto, só foi possível até o quilômetro 90 (antes da ladeira do Saquinho, no Povoado Matas), com mais 10 quilômetros de terraplanagem, até o Rio Taquara. Das três ladeiras, apenas a da Cambaúba foi concluída; as outras seguem em ritmo lento, quase parando.

Com relação às pontes, a do Rio Taquara se acha praticamente concluída. A do riacho Certeza está com o serviço bem adiantado, enquanto que a do Recreio nunca foi iniciada. Assim, a previsão para conclusão da estrada Gilbués/Santa Filomena é outubro de 2014.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Beneficiários do "Luz Para Todos" reclamam do elevado preço da tarifa

Imagem: José Bonifácio/GP1Tarifa(Imagem:José Bonifácio/GP1) Tarifa de R$ 307 deixa moradora da Sete Lagoas inconformada, pois representa quase metade da renda mensal da família

Os moradores do Povoado Sete Lagoas, zona rural de Santa Filomena, município localizado no sudoeste do Piauí, estão inconformados com as primeiras tarifas de energia elétrica. Em alguns casos, conforme constatou a reportagem do
GP1/Blog do José Bonifácio, o valor somado das contas equivale a mais da metade da renda das 21 famílias ali residentes.
 
Imagem: José Bonifácio/GP1Benefícios(Imagem:José Bonifácio/GP1)Os benefícios do "Luz para Todos" chegaram ao Povoado Sete Lagoas, município de Santa Filomena, em julho de 2012

Verônica Rodrigues da Silva recebeu uma conta de R$ 307,35 de energia elétrica de novembro e R$ 163,16 em dezembro, totalizando R$ 470,51 em apenas dois meses. Verônica considera o valor muito alto por possuir poucos equipamentos eletrônicos, embora lá funcione um micro empreendimento. “Só tenho dois freezer, a televisão e seis lâmpadas”, contou.

A dona-de-casa Cleane Rodrigues da Silva também recebeu contas de energia elétrica com valores altos. Em novembro último a conta foi de R$ 277,72 e em dezembro de R$ 148,49. Somadas as últimas contas de luz, Cleane terá que desembolsar R$ 426,21. “Não tenho como pagar tudo isso de luz. O pior é que eu sei que minha família não gasta tanta energia assim, pois só temos uma geladeira, um televisor e cinco lâmpadas”, reclama Cleane.

Imagem: José Bonifácio/GP1Conta(Imagem:José Bonifácio/GP1)As faturas da senhora Verônica Rodrigues da Silva, referentes aos meses de novembro e dezembro, somam R$ 470,51
Imagem: José Bonifácio/GP1A moradora(Imagem:José Bonifácio/GP1)Verônica Rodrigues da Silva disse que não tem como tirar R$ 470 da sua pequena mercearia, que fica ao lado da moradia

Os benefícios do PLP (Programa Luz para Todos) chegou à comunidade Sete Lagoas em julho de 2012. Passados mais de seis meses, a Eletrobras Distribuição Piauí nunca mandou ninguém realizar a leitura dos medidores e, certamente, emite as faturas pela média. Mas que média, se nunca houve medição, segundo os consumidores da comunidade Sete Lagoas?

A medida é considerada pelo Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon) uma ilegalidade, a qual pode gerar multa à concessionária. Assim, os consumidores do Povoado Sete Lagoas que se sentirem lesados com a medida adotada pela Eletrobras podem – e devem – solicitar o ressarcimento dos valores ou o cancelamento das faturas.

Imagem: José Bonifácio/GP1Já(Imagem:José Bonifácio/GP1)Da mesma forma, a dona-de-casa Cleane Rodrigues da Silva acaba de receber suas contas de luz com altíssimos valores

“Caso a caso”
— Face à situação, antes mesmo que os moradores insatisfeitos com os valores das tarifas acionem os órgãos de defesa dos consumidores, é conveniente que a Eletrobras Distribuição Piauí mandasse analisar cada caso individualmente.

Caso contrário, restará aos consumidores que entenderem que estão sendo prejudicados por essa ineficiência da empresa, formalizarem uma reclamação no Procon ou no Ministério Público. A partir daí, será aberto um processo e a empresa distribuidora terá a oportunidade de adequar as contas de energia elétrica ao real consumo e emitir novas cobranças.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Multidão vai ao enterro de mais uma vítima do trânsito em Santa Filomena

Imagem: José Bonifácio/GP1Cerca de 400 pessoas acompanharam o sepultamento do motorista(Imagem:José Bonifácio/GP1)Cerca de 400 pessoas acompanharam o enterro do motorista Edimir Dionísio Ramos, no Povoado Brejo das Ovelhas

Solidários aos familiares do motorista Edimir Dionísio Ramos, 52 anos, cerca de 400 pessoas compareceram ao seu sepultamento, na tarde desta quinta-feira (27), no cemitério do Brejo das Ovelhas, zona suburbana de Santa Filomena, sudoeste do Piauí.

Foi o enterro que mais reuniu pessoas em toda a história daquela comunidade, distante menos de três quilômetros do Bairro Novo Horizonte. A despedida foi marcada por muita comoção, reunindo amigos e familiares de Edimir Ramos, morto no fim da noite de Natal.

Imagem: José Bonifácio/GP1O corpo de Edimir Dionísio Ramos foi velado na Capela de Santa Luzia(Imagem:José Bonifácio/GP1)O corpo de Edimir Dionísio Ramos foi velado, durante 2 dias, na Capela de Santa Luzia, no Povoado Brejo das Ovelhas

O trágico acidente ocorreu por volta das 19h00, quando a vítima se dirigia do Povoado Brejo das Ovelhas em direção à cidade de Santa Filomena. Ao chegar à altura do lugar chamado “Entre os Morros”, Edimir não conseguiu controlar sua moto Bros 150 e caiu.

Como não usava capacete, Edimir Ramos teve fraturas expostas no crânio e veio a óbito poucas horas depois. A vítima chegou a ser socorrida na Unidade Mista de Saúde e até foi removida com destino a Teresina. Mas morreu antes de Tasso Fragoso (MA).

Imagem: José Bonifácio/GP1A pedido de Dona Leonda,(Imagem:José Bonifácio/GP1)A pedido de Dona Leonda, o corpo de Edimir Ramos passou por sua residência, antes de seguir para o cemitério local
Imagem: José Bonifácio/GP1No pequeno cemitério, centenas de pessoas se aglomeraram para dar o último adeus a Edimir Dionísio Ramos(Imagem:José Bonifácio/GP1)No pequeno cemitério, centenas de pessoas se aglomeraram para dar o último adeus ao cidadão Edimir Dionísio Ramos

O corpo de Edimir Dionísio Ramos foi velado na Capela de Santa Luzia, ao lado da casa de sua mãe adotiva, Leondina Leite Ramos, conhecida por todos como "Dona Leonda". O sepultamento aconteceu no cemitério do Povoado Brejo das Ovelhas, às 17 horas.

Há três anos Edimir Dionísio era motorista de ônibus da Fazenda Nova Fronteira, distante 60 quilômetros do perímetro urbano de Santa Filomena, que – vale o registro – ofereceu todo o apoio necessário à família. A empresa pertence ao Grupo Pinesso, possuidora de unidades de produção agrícola nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Piauí.