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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Há 7 anos acidente trágico matava os irmãos Evânio, Evanessa e Gleicia

Imagem: Clésia Rodrigues1(Imagem:Clésia Rodrigues)Os três irmãos - Evânio, Evanessa e Gleicia Rodrigues - mortos em um trágico acidente no DF, dia 22 de junho de 2008

Eles trocaram a cidade de Santa Filomena, no interior do Piauí, pelo Distrito Federal. Foram para trabalhar, estudar e vencer na capital do país. O sonho, aos poucos, ia se tornando realidade, mas um acidente trágico acabou com a história recém-construída em Brasília.

Os três irmãos - os gêmeos Evanio Rodrigues da Silva e Evanessa Rodrigues da Silva, 18, e Gleicia, 16 - morreram por volta das 13h30min da tarde do dia 22 de junho de 2008, na BR-020/DF, na altura do quilômetro 17, em direção a Planaltina, cidade-satélite de Brasília.

O palio prata, de placa JQB 0660-DF, conduzido por um amigo deles, teria sido fechado por um outro veículo, perdido o controle e capotado na autovia, arremessando as vítimas.

Imagem: Correio Braziliense2(Imagem:Correio Brasiliense)Mas conforme reportou o Correio Brasiliense, o desejo dos jovens Evânio, Evanessa e Gleicia teve um desfecho triste

O sonho que virou tragédia
- Os irmãos eram filhos do casal de trabalhadores rurais José Ferreira da Silva (Zé de Pedro) e Maria dos Remédios Rodrigues (falecida, tempos depois), muito conhecidos na cidade de Santa Filomena. O pai havia feito um grande sacrifício para comprar um carro usado, a fim de que os filhos pudessem realizar a viagem dos sonhos.

Infelizmente, o desejo dos três jovens irmãos teve um desfecho funesto. Na verdade, a família perdeu quatro pessoas de uma só vez, tendo em vista que a adolescente Gleicia estava grávida. Os corpos estão sepultados, lado a lado, no cemitério de Santa Filomena.

O jornal Correio Braziliense repercutiu (na época) a tragédia em uma reportagem especial.


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Cemitério de escravos mostra a importância da cultura africana no Piauí

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Cemitério de Escravos, a 25 km de Santa Filomena, mostra a importância da cultura e do povo africano no sul do Piauí

No dia 20 de novembro, nós brasileiros comemoramos ou deveríamos comemorar o Dia da Consciência Negra. Mas já lhe perguntaram por que foi escolhido esse dia? É porque foi nessa mesma data, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.

Zumbi representa a luta do negro contra a escravidão, na época do Brasil Colonial. Morreu lutando bravamente em defesa do seu povo, em defesa da liberdade da comunidade negra.

Além de Zumbi dos Palmares, outros negros marcaram a história do nosso país, como o escultor Aleijadinho, o escritor Machado de Assis, o poeta Castro Alves, o inventor André Rebouças, a compositora Chiquinha Gonzaga, entre muitos outros brasileiros(as) ilustres.


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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5(Imagem:1)Do lado de dentro estão nada mais do que oito sepulturas, onde, supostamente, ali repousam esqueletos dos brancos

O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, foi instituído oficialmente pela lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. A data faz referência à morte de Zumbi, o então líder do Quilombo dos Palmares – situado entre os estados de Alagoas e Pernambuco, na região Nordeste do Brasil. Zumbi foi morto em 1695, por bandeirantes, liderados por Domingos Jorge Velho, que comandou a destruição total do Quilombo.

Mas apesar de Zumbi dos Palmares ter morrido em 20 de novembro de 1695, a data somente foi descoberta por historiadores no início da década de 1970. O achado motivou membros do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial, em um congresso realizado em 1978, no contexto da Ditadura Militar Brasileira, elegerem a figura do palmarino Zumbi como um símbolo da luta e da resistência dos negros escravizados no Brasil.


Imagem: José Bonifácio/GP17(Imagem:José Bonifácio/GP1)
8(Imagem:1)O muro é de pedras toscas, paredes de até 2 m de altura por 50 cm de largura, e quase 100 metros quadrados de área

O nome de Zumbi, inclusive, é sugerido nas Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana como personalidade a ser abordada nas aulas de ensino básico como exemplo da luta dos negros no Brasil. Essa sugestão orienta-se por uma das determinações da lei Nº 10.639, que diz no Art. 26-A, parágrafo 1º: “O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.”

Imagem: José Bonifácio/GP1SEGREGAÇÃO!(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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1(Imagem:1)SEGREGAÇÃO! Do lado de fora há cerca de vinte sepulturas, onde, provavelmente, estão sepultados alguns escravos

Devido à relevância da data, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre o mérito da cultura e do povo africano no Brasil, todo o município de Santa Filomena, localizado no sudoeste piauiense, a 905 quilômetros de Teresina, adota o dia 20 de Novembro (Dia da Consciência Negra) como feriado municipal, com base na Lei Orgânica Municipal (artigo 13 dos Atos das Disposições Transitórias), revisada e aprovada em 30/06/2008.

Isso ocorre porque o município de Santa Filomena abriga um cemitério onde eram enterrados escravos, verdadeiro patrimônio de interesse histórico e ambiental, além de ser o retrato da aristocrática sociedade dos tempos idos, apesar de pouca gente dar atenção ao assunto.
 
Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
2(Imagem:1)Sede atual da Faz. Ponta da Serra, que pertencia ao branco proprietário e dono de escravos, Cícero Lustosa da Cunha

Localizado próximo à sede da Fazenda Ponta da Serra, a 25 quilômetros da cidade de Santa Filomena e na beira da BR-235/PI, o recinto é um local em separado, de segregação, já que brancos e negros não podiam dividir o mesmo ambiente, fosse em vida, fosse na morte.

Do lado de dentro estão nada mais do que oito sepulturas, onde supostamente estão sepultados os esqueletos dos brancos, enquanto que os negros escravizados eram enterrados do lado de fora do muro de pedras, pressupondo a segregação racial.

Murado de pedras toscas, com paredes de até 2 m de altura por quase 50 cm de largura, com mais ou menos 100 metros quadrados de área, o Cemitério dos Escravos é um lugar diferente, único, que abre uma enorme porta para a história da escravatura no sul do estado do Piauí.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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1(Imagem:1)BR-235, KM 104: Após a Faz. Ponta da Serra, segue-se mais 0,6 km, sobe-se o penhasco e ruma-se à Ponta da Serra

O cemitério dos escravos de Santa Filomena se localiza no sopé da Ponta da Serra, donde se avista parte do Vale do Taquara. Para se chegar até ele é preciso transpor a vegetação nativa e subir uns 100 metros de degraus naturais, em meio a diversificados arbustos e pedra bruta.

O lugar, um espaço de memória, em processo de deterioração e que resiste ao mais completo estado de abandono, precisa ser recuperado urgentemente - continuamos cobrando isso, há muito tempo -, não só como resgate de uma cultura, mas preservando traços de uma época.

Conforme relatos, o trabalho escravo na Fazenda Ponta da Serra teria acontecido até fins do século XIX, por volta do ano 1880, na criação de gado e na exploração agrícola, sobretudo no cultivo de cana-de-açúcar. No imóvel ainda há alguns vestígios do trabalho escravo. Além do cemitério, lá existe uma muralha de pedras com mais de mil metros de extensão, construída pelos negros, mas que se encontra parcialmente destruída, face à construção da rodovia.


Imagem: José Bonifácio/GP1Da metade do trajeto, uma visão panorâmica da BR-235/PI e do vislumbrante Vale do Taquara(Imagem:José Bonifácio/GP1)Depois de 40 m de degraus naturais, a visão da BR-235/PI (Gilbués/Santa Filomena) e do fecundo Vale do Rio Taquara

Não se tem notícia da origem da população negra que trabalhou como escrava em território filomenense, possivelmente de Angola, no oeste da África. Do mesmo modo não se sabe o número exato de escravos que viveram na região; porém, pela quantidade de sepulturas existentes no cemitério, estima-se que deveriam ser mais de 50; talvez, 100 indivíduos.

A Fazenda Ponta da Serra pertencia ao branco proprietário e dono de escravos Cícero Lustosa da Cunha, filho do coronel José Lustosa da Cunha (Barão de Santa Filomena).


sábado, 10 de maio de 2014

Família celebra Missa de 7º dia de falecimento de Lúcio Rodrigues

 Imagem: Divulgação1(Imagem:Divulgação)

Na manhã deste sábado (10), familiares e amigos estiveram reunidos na missa de Sétimo Dia de falecimento de Lúcio Rodrigues da Cunha (*05/07/1935 +02/05/2014), pedindo a Deus que o acolha e a toda sua família, dando-lhes forças para superar os momentos difíceis.
 

A celebração, presidida pelo Padre Isaias Pereira, aconteceu às 8h00, entre a Capela de São Francisco de Assis e a Escola Municipal Deocleciano José da Silva, na localidade Campeira.
 

Antes, às 7h30, houve visitação ao túmulo de Lúcio Rodrigues, no cemitério da Campeira.

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Multidão vai ao enterro de mais uma vítima do trânsito em Santa Filomena

Imagem: José Bonifácio/GP1Cerca de 400 pessoas acompanharam o sepultamento do motorista(Imagem:José Bonifácio/GP1)Cerca de 400 pessoas acompanharam o enterro do motorista Edimir Dionísio Ramos, no Povoado Brejo das Ovelhas

Solidários aos familiares do motorista Edimir Dionísio Ramos, 52 anos, cerca de 400 pessoas compareceram ao seu sepultamento, na tarde desta quinta-feira (27), no cemitério do Brejo das Ovelhas, zona suburbana de Santa Filomena, sudoeste do Piauí.

Foi o enterro que mais reuniu pessoas em toda a história daquela comunidade, distante menos de três quilômetros do Bairro Novo Horizonte. A despedida foi marcada por muita comoção, reunindo amigos e familiares de Edimir Ramos, morto no fim da noite de Natal.

Imagem: José Bonifácio/GP1O corpo de Edimir Dionísio Ramos foi velado na Capela de Santa Luzia(Imagem:José Bonifácio/GP1)O corpo de Edimir Dionísio Ramos foi velado, durante 2 dias, na Capela de Santa Luzia, no Povoado Brejo das Ovelhas

O trágico acidente ocorreu por volta das 19h00, quando a vítima se dirigia do Povoado Brejo das Ovelhas em direção à cidade de Santa Filomena. Ao chegar à altura do lugar chamado “Entre os Morros”, Edimir não conseguiu controlar sua moto Bros 150 e caiu.

Como não usava capacete, Edimir Ramos teve fraturas expostas no crânio e veio a óbito poucas horas depois. A vítima chegou a ser socorrida na Unidade Mista de Saúde e até foi removida com destino a Teresina. Mas morreu antes de Tasso Fragoso (MA).

Imagem: José Bonifácio/GP1A pedido de Dona Leonda,(Imagem:José Bonifácio/GP1)A pedido de Dona Leonda, o corpo de Edimir Ramos passou por sua residência, antes de seguir para o cemitério local
Imagem: José Bonifácio/GP1No pequeno cemitério, centenas de pessoas se aglomeraram para dar o último adeus a Edimir Dionísio Ramos(Imagem:José Bonifácio/GP1)No pequeno cemitério, centenas de pessoas se aglomeraram para dar o último adeus ao cidadão Edimir Dionísio Ramos

O corpo de Edimir Dionísio Ramos foi velado na Capela de Santa Luzia, ao lado da casa de sua mãe adotiva, Leondina Leite Ramos, conhecida por todos como "Dona Leonda". O sepultamento aconteceu no cemitério do Povoado Brejo das Ovelhas, às 17 horas.

Há três anos Edimir Dionísio era motorista de ônibus da Fazenda Nova Fronteira, distante 60 quilômetros do perímetro urbano de Santa Filomena, que – vale o registro – ofereceu todo o apoio necessário à família. A empresa pertence ao Grupo Pinesso, possuidora de unidades de produção agrícola nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Piauí.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Dia da Consciência Negra relembra Zumbi e é feriado em Santa Filomena


Hoje, terça-feira (20), é celebrado o Dia Nacional do Zumbi e da Consciência Negra, que marca anualmente a morte do lider negro Zumbi dos Palmares. Embora a celebração tenha sido oficializada pela presidente Dilma Rousseff em 2011, cada município decide se decreta ou não feriado .

Devido à relevância da data, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano no Brasil, o município de Santa Filomena, localizado no sudoeste piauiense e distante 920 quilômetros da capital, adota o dia 20 de Novembro (Dia da Consciência Negra) como feriado municipal, com base na Lei Orgânica Municipal (artigo 13 dos Atos das Disposições Transitórias), revisada e aprovada em 30 de junho de 2008.


Isso ocorre porque o município de Santa Filomena abriga um cemitério onde eram enterrados escravos, verdadeiro patrimônio de interesse histórico e ambiental, além de ser o retrato da aristocrática sociedade daqueles tempos idos.

Localizado próximo à sede da Fazenda Ponta da Serra, a 25 quilômetros da cidade de Santa Filomena e na beira da BR-235/PI, o recinto é um local em separado, já que brancos e negros não podiam dividir o mesmo ambiente, fosse em vida, fosse na morte.

Do lado de dentro estão nada mais do que cinco sepulturas, onde supostamente estão sepultados os esqueletos dos brancos, enquanto que os negros escravizados eram enterrados do lado de fora do muro de pedras, pressupondo a segregação racial.


Murado de pedras toscas, com paredes de até 2 metros de altura por quase 50 centímetros de largura, com mais ou menos 100 metros quadrados de área. E um lugar diferente, que abre uma porta para a história da escravatura no sul do Piauí.

O cemitério dos escravos de Santa Filomena se localiza no sopé da Ponta da Serra, donde se avista parte do Vale do Taquara. Para se chegar até ele é preciso transpor a vegetação nativa e subir uns 100 metros de degraus naturais, em meio a arbustos e pedra bruta.

O lugar, um espaço de memória, em processo de deterioração e que resiste ao mais completo estado de abandono, precisa ser recuperado urgentemente, não só como resgate de uma cultura, mas preservando traços de uma época.

O trabalho escravo na Fazenda Ponta da Serra teria acontecido até fins do século XIX, por volta do ano 1880, na criação de gado e na exploração agrícola, principalmente no cultivo de cana-de-açúcar. No referido imóvel ainda há vestígios do trabalho escravo. Além do cemitério, existe uma muralha de pedras com mais de mil metros de extensão, obra construída pelos negros.

Não se tem notícia da origem da população negra que trabalhou como escrava em território filomenense, possivelmente de Angola, no oeste da África. 

Do mesmo modo não se sabe o número exato de escravos que viveram na região; porém, pela quantidade de sepulturas existentes no cemitério, estima-se que deveriam ser mais de 50.

A Fazenda Ponta da Serra pertencia ao branco proprietário e dono de escravos Cícero Lustosa da Cunha, filho do Coronel José Lustosa da Cunha (primeiro e único Barão de Santa Filomena).

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Morreu "Mestre Clóvis", um dos mais antigos moradores de Tasso Fragoso

Faleceu na tarde de ontem, quarta-feira (8), aos 87 anos de idade, no Hospital Socorrão, em Imperatriz (MA), um dos moradores mais antigos da cidade de Tasso Fragoso, no sul do estado do Maranhão: o senhor Clóvis Dias Barros, ou simlesmente, "Mestre Clóvis".

Mestre Clóvis é pai do atual presidente da Câmara Municipal de Tasso Fragoso, vereador José Dorierson Ribeiro. “Sua vida foi marcada como uma pessoa justa e muito honrado, e leva o carinho de todos os tassofragossenses. Mestre Clóvis é o que podemos chamar de homem paciente”, afirma o repórter fotográfico e amigo Aguinaldo Guimarães Fialho (Lirô).

Conhecido carinhosamente pelos moradores da cidade que viu nascer e crescer como “Mestre Clóvis”, o bom velhinho foi Delegado de Polícia de Tasso Fragoso ainda nos anos 1960, época em que ser Delegado dava mais status que ser Juiz ou Promotor. Também foi vereador por dois mandatos, na década de 70.

Clóvis Dias Barros deixa como esposa a senhora “Lindê”, companheira de longa data, e mais 8 (oito) filhos, dentre eles o nobre vereador José Dorierson Ribeiro. Sua vida foi marcada como sendo uma pessoa justa e muito honrada, e leva o carinho de todos.

O corpo de "Mestre Clóvis" está sendo velado em sua residência e deverá ser sepultado na tarde de hoje, quinta-feira (09), no cemitério municipal daquela cidade.

Tasso Fragoso está de luto oficial, com bandeiras hasteadas a meio mastro nas repartições públicas, numa justa homenagem ao ilustre morador - um dos pioneiros -, sempre tido como uma pessoa alegre, extrovertida.