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domingo, 26 de fevereiro de 2017

Prefeito de Santa Filomena decreta feriado até o meio-dia da quarta-feira de cinzas

Carlos Augusto de Araújo Braga (PP), prefeito de Santa Filomena (PI), localizada a 910 km de Teresina

Em razão do Carnaval 2017, o prefeito de Santa Filomena, médico Carlos Augusto de Araújo Braga (PP), decretou feriado os dias 27 (segunda) e 28 (terça) de fevereiro.

O Decreto nº 007/2017, de 22 de fevereiro de 2017, é válido para os órgãos da Administração Pública Municipal, com aderência das demais repartições da municipalidade que funcionem na circunscrição de Santa Filomena, cidade posicionada no sudoeste do Estado do Piauí, a 910 quilômetros de Teresina.

O expediente nas Repartições e nos Órgãos Públicos Municipais, relativo ao dia 1º de março, quarta-feira de cinzas, será iniciado às 12h00, conforme determina o § 1º.

O disposto no Decreto nº 007/2017 não se aplica às Repartições em que houver necessidade de funcionamento ininterrupto e às atividades essenciais de Saúde e de interesse público, que deverão funcionar mediante escala e plantão.

Veja a cópia do Decreto Nº 007/2017, publicado no Diário Oficial dos Municípios:


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Dia da Consciência Negra relembra Zumbi e é feriado em Santa Filomena


Hoje, terça-feira (20), é celebrado o Dia Nacional do Zumbi e da Consciência Negra, que marca anualmente a morte do lider negro Zumbi dos Palmares. Embora a celebração tenha sido oficializada pela presidente Dilma Rousseff em 2011, cada município decide se decreta ou não feriado .

Devido à relevância da data, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano no Brasil, o município de Santa Filomena, localizado no sudoeste piauiense e distante 920 quilômetros da capital, adota o dia 20 de Novembro (Dia da Consciência Negra) como feriado municipal, com base na Lei Orgânica Municipal (artigo 13 dos Atos das Disposições Transitórias), revisada e aprovada em 30 de junho de 2008.


Isso ocorre porque o município de Santa Filomena abriga um cemitério onde eram enterrados escravos, verdadeiro patrimônio de interesse histórico e ambiental, além de ser o retrato da aristocrática sociedade daqueles tempos idos.

Localizado próximo à sede da Fazenda Ponta da Serra, a 25 quilômetros da cidade de Santa Filomena e na beira da BR-235/PI, o recinto é um local em separado, já que brancos e negros não podiam dividir o mesmo ambiente, fosse em vida, fosse na morte.

Do lado de dentro estão nada mais do que cinco sepulturas, onde supostamente estão sepultados os esqueletos dos brancos, enquanto que os negros escravizados eram enterrados do lado de fora do muro de pedras, pressupondo a segregação racial.


Murado de pedras toscas, com paredes de até 2 metros de altura por quase 50 centímetros de largura, com mais ou menos 100 metros quadrados de área. E um lugar diferente, que abre uma porta para a história da escravatura no sul do Piauí.

O cemitério dos escravos de Santa Filomena se localiza no sopé da Ponta da Serra, donde se avista parte do Vale do Taquara. Para se chegar até ele é preciso transpor a vegetação nativa e subir uns 100 metros de degraus naturais, em meio a arbustos e pedra bruta.

O lugar, um espaço de memória, em processo de deterioração e que resiste ao mais completo estado de abandono, precisa ser recuperado urgentemente, não só como resgate de uma cultura, mas preservando traços de uma época.

O trabalho escravo na Fazenda Ponta da Serra teria acontecido até fins do século XIX, por volta do ano 1880, na criação de gado e na exploração agrícola, principalmente no cultivo de cana-de-açúcar. No referido imóvel ainda há vestígios do trabalho escravo. Além do cemitério, existe uma muralha de pedras com mais de mil metros de extensão, obra construída pelos negros.

Não se tem notícia da origem da população negra que trabalhou como escrava em território filomenense, possivelmente de Angola, no oeste da África. 

Do mesmo modo não se sabe o número exato de escravos que viveram na região; porém, pela quantidade de sepulturas existentes no cemitério, estima-se que deveriam ser mais de 50.

A Fazenda Ponta da Serra pertencia ao branco proprietário e dono de escravos Cícero Lustosa da Cunha, filho do Coronel José Lustosa da Cunha (primeiro e único Barão de Santa Filomena).