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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Kátia Abreu propõe criação de agência para o desenvolvimento do MAPITOBA

Imagem: Reprodução1(Imagem:Reprodução)Região do MAPITOBA (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia) deverá ganhar sua Agência de Desenvolvimento já em 2015

Com área de 414.381 quilômetros quadrados, formada pelos estados do Maranhão, Piauí Tocantins e Bahia, a região produtiva do MAPITOBA é considerada a nova fronteira agrícola do Brasil, por ter clima favorável, perfil dos produtores e por esse conglomerado de quatro Estados possuir terras que podem - legalmente - ser abertas para a produção de grãos.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) está propondo, baseado em estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), a criação da Agência do Mapitoba. O projeto visa melhorar os gargalos logísticos da fronteira agrícola, conforme divulgou o site Norte Agropecuário, de responsabilidade do jornalista Cristiano Machado.

A idéia da agência, idealizada pela ministra Kátia Abreu (Agricultura), é criar mecanismos e ações que visem desenvolver a região do MAPITOBA, em termos de logística e infraestrutura.


Imagem: ReproduçãoKátia Abreu, minstra da Agricultura,(Imagem:Reprodução)Kátia Abreu, ministra da Agricultura, vem discutindo com outros ministros ações para melhorar infraestrutura da região

Líderes ruralistas, como o presidente da Associação dos Irrigantes da Bahia (Aiba), Julio César Busato, estão otimistas quanto à agilidade no processo da criação da agência que, baseada em estudos da Embrapa, visa melhorar os gargalos logísticos da fronteira agrícola.

A estimativa para este ano é de aumento de 7,90% na produção de grãos, ante 2014. Já a soma da área destinada aos grãos entre os quatro Estados deverá crescer 4,37% na safra 2014/2015 no comparativo com a safra 2013/2014, saltando de 7,322 milhões de hectares para 7,642 milhões de hectares. A produção saltará de 18,107 milhões de toneladas para 19,539 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab).


Imagem: José Bonifácio/GP1Lavoura de soja no município de Santa Filomena, (Imagem:José Bonifácio/GP1)Lavoura de soja no município de Santa Filomena, localizado no sudoeste do Piauí, distante 905 quilômetros de Teresina
 
Entre os quatro estados do MAPITOBA, a Bahia lidera o ranking de produção, com a maior área. A estimativa de produção é de 8,433 milhões de toneladas de grãos em meio a 3,246 milhões de hectares. O Tocantins, prevê a Conab, deve alcançar 3,671 milhões de toneladas na safra 2014/2015, uma elevação de 9,4%. No Maranhão 2,4% e no Piauí 8,8% de aumento.

GRÃOS - Soja é a principal cultura dos quatro Estados. A Bahia deverá ter uma produção de 3,979 milhões de toneladas, um aumento de 20,3% ante a safra 2013/2014. Já para o Piauí, a estimativa é de 1,766 milhões de toneladas (+18,6%). A produção do Maranhão deve crescer um pouco menos: 2,123 milhões (+16,4%); e Tocantins 2,335 milhões de toneladas (+13,5%).


Fonte: Norte Agropecuário

terça-feira, 18 de março de 2014

Santa Filomena deverá colher a maior safra de milho de sua história

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Com cerca de 15 mil hectares plantados, a região de Santa Filomena deverá colher 20% do milho do cerrado piauiense

A estimativa da colheita total de milho do Brasil foi ajustada para 72,6 milhões de toneladas, um volume 4,84% abaixo das 76,3 milhões de toneladas previstas anteriormente. A previsão é que o País produzirá 30,4 milhões de toneladas na primeira safra e 42,2 milhões de toneladas na safrinha, inclusive no sudoeste do Piauí e no sul do Maranhão.

Dos cerca de 130 mil hectares cultivados na região de Santa Filomena, sudoeste piauiense, a soja é o carro-chefe do plantio, com aproximadamente 115 mil hectares. Caso se confirme a produtividade média, em torno de 50 sacas por hectare, a produção pode chegar a 345 mil toneladas, representando 18,3% de toda a produção da oleaginosa no Piauí, estimada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 1,878 milhão de toneladas.
 
Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)Já em estágio de emborrachamento e polinização, o rendimento médio da cultura poderá alcançar 10.000 quilos/hectare

Os 15 mil hectares restantes estão ocupados com a cultura do milho, tomando também a área antes plantada com algodão herbáceo. Assim, a safra de verão 2013/2014 em Santa Filomena responderá por quase 20% (150 mil toneladas) da produção do grão nos Cerrados do Piauí, segundo os cálculos da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Piauí (Aprosoja/PI), que projetou o cultivo de 90 mil hectares no Estado, considerando a agricultura comercial.

SUBINDO A SERRA – Apesar dos grandes produtores ainda estarem superando os limites técnicos e de infraestrutura, o milho está migrando dos Baixões Agrícolas para as Serras, responsivo à tecnologia disponível, se tornando uma cultura economicamente viável.

O cerrado de Santa Filomena e de toda a região conhecida como Mapito, compreendendo terras do Maranhão, Piauí e Tocantins, tornou-se uma nova fronteira para a soja na última década, e agora mostra um forte potencial para o plantio de milho. Utilizado inicialmente na rotação de culturas, o milho vem ganhando espaço nas últimas safras no Piauí.


Imagem: José Bonifácio/GP13(Imagem:José Bonifácio/GP1)
2(Imagem:1)Lavouras de milho na Serra das Guaribas, em Santa Filomena, cortadas pela BR-235 (estrada Gilbués/Santa Filomena)

Grandes produtores estão obtendo rendimentos próximos às médias dos Estados Unidos, o maior produtor mundial de milho, com média de 161 sacas/hectare (9.660 quilos/hectare).
De acordo com o pesquisador da Embrapa Meio Norte em Teresina, Milton Cardoso, as condições topográficas e climáticas estimulam o plantio de milho no sudoeste do Piauí, especialmente em Santa Filomena, e também no sul do Estado do Maranhão.

Além disso, o regime de chuvas na região (entre 1.000 e 1.500 milímetros no período de novembro a maio) é favorável ao cultivo de lavouras de 120 a 130 dias, como é o caso do milho, portanto, diferente do regime do semi-árido, com 400 a 700 mm e mal-distribuídos.

Por outro lado, as temperaturas mais amenas na região de serra também favorecem o milho, de acordo com o pesquisador Milton Cardoso. Com altitudes entre 400 e 500 metros, as áreas têm temperaturas noturnas na faixa de 22 graus, excelente para o cultivo do milho.

Fonte: Cerrados do Piauí