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quarta-feira, 18 de março de 2015

Ministra Kátia Abreu promete lutar pela autorização da ponte de Santa Filomena

Imagem: Reprodução1(Imagem:Reprodução)Em audiência com o governador Wellington Dias, a ministra Kátia Abreu prometeu se empenhar pela liberação da ponte

Recentemente o governador Wellington Dias (PT) esteve em Brasília (DF) com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, senadora licenciada Kátia Abreu, com quem debateu assuntos sobre a região do MAPITOBA (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia), considerada pela presidenta Dilma Vana Rousseff como estratégica para o desenvolvimento do país.

Na ocasião, ficou agendada reunião entre o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e os secretários estaduais de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, José Icemar Lavor Neri, o Nerinho; de Planejamento, Antonio Neto; e Desenvolvimento Rural, Francisco Limma, assim como também com representantes do Banco do Nordeste do Brasil.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
2(Imagem:1)Obras da BR-235/PI (estrada Gilbués/Santa Filomena) estão em fase final e deverão ser concluídas até junho de 2015
 
Katia Abreu se comprometeu em apresentar a proposta de um plano e um conjunto de projetos e programas para resolver as carências da região. “Por exemplo, a conclusão da BR 020, que interessa o Piauí; da BR 235, com a autorização da ponte entre Santa Filomena e o Alto Parnaíba, em conjunto com o Ministério dos Transportes e o DNIT. A ministra também incorporou uma sugestão de incluir o projeto da rodovia Transcerrados, onde temos interesse que haja investimento do governo federal para a conclusão dessa importante rodovia, e o estado complementaria com as outras ligações necessárias”, informou Wellington Dias.

O governador piauiense acrescentou ainda que o Ministério da Agricultura tem a intenção de criar uma agência para cuidar exclusivamente da região do MAPITOBA, baseado em estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), visando melhorar os gargalos logísticos da nova fronteira agrícola do Brasil, com área de 414.381 quilômetros quadrados, por ter clima favorável, perfil dos produtores e por esse um conglomerado formado por quatro Estados e por possuir terras que podem - legalmente - ser abertas para a produção de grãos.


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:1)
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2(Imagem:1)Até que saia a licença ambiental da ponte, a BR-235 irá parar no Residencial Boa Esperança I, a 200 m do Rio Parnaíba

Conforme alertamos em 12/05/2014, na reportagem Sem licença ambiental da ponte, BR-235 poderá parar na beira do Rio Parnaíba, a estrada Gilbués/Santa Filomena, obra com 130 km de extensão e custo total ao redor de R$ 120 milhões, deverá parar a cerca de 200 m do Rio Parnaíba, visto que o valor orçado para a BR já foi repassado pelo Governo Federal.

Mas graças ao empenho do governador Wellington Dias e ao compromisso assumido pela ministra Kátia Abreu, que reconhece a ponte sobre o rio Parnaíba, entre Santa Filomena (PI) e Alto Parnaíba (MA), como de vital importância para a região do MAPITOBA, há a possibilidade de que em julho ou agosto do corrente ano a presidenta Dilma Rousseff inaugure a BR-235/PI (trecho Gilbués/Santa Filomena) e, ao mesmo tempo, anuncie o início da construção da ponte, orçada em torno de R$ 16 milhões, e que será do tipo ‘estaiada’, com 16 m de altura e 120 m de comprimento, mais 40 m de aterro para cada lado, totalizando 200 m de extensão.

O mesmo poderá ocorrer com a pavimentação da BR-235/MA, partindo de Alto Parnaíba em direção ao estado do Tocantins, seguindo a rodovia MA-006 (em processo de federalização) até a localidade "Pisa no Freio", a menos de 10 quilômetros da cidade de Tasso Fragoso.


Imagem: Ilustração1(Imagem:Ilustração)A ponte estaiada de Santa Filomena será bem parecida com essa, construída sobre o rio Tocantins, em Imperatriz (MA)

SETE ANOS! O projeto o licenciamento ambiental foram pagos pelo DNIT ainda em 2008, ao custo total de R$ 1.000,00 (Um Milhão de Reais), sendo R$ 270 mil do projeto e 730 mil da Licença Ambiental. Agora, a Construtora Sucesso chegou com a terraplanagem ao local da ponte. Porém, sete anos se passaram e o IBAMA nunca expediu o licenciamento ambiental.

A ponte de Santa Filomena - (bi) estaiada, em leques - representará uma grande evolução na construção civil. Além de ser visualmente bela (por isso será considerada o mais novo Cartão-Postal do Piauí), colocará em evidencia o momento de inovação da arquitetura do Brasil.


sábado, 21 de fevereiro de 2015

Kátia Abreu propõe criação de agência para o desenvolvimento do MAPITOBA

Imagem: Reprodução1(Imagem:Reprodução)Região do MAPITOBA (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia) deverá ganhar sua Agência de Desenvolvimento já em 2015

Com área de 414.381 quilômetros quadrados, formada pelos estados do Maranhão, Piauí Tocantins e Bahia, a região produtiva do MAPITOBA é considerada a nova fronteira agrícola do Brasil, por ter clima favorável, perfil dos produtores e por esse conglomerado de quatro Estados possuir terras que podem - legalmente - ser abertas para a produção de grãos.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) está propondo, baseado em estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), a criação da Agência do Mapitoba. O projeto visa melhorar os gargalos logísticos da fronteira agrícola, conforme divulgou o site Norte Agropecuário, de responsabilidade do jornalista Cristiano Machado.

A idéia da agência, idealizada pela ministra Kátia Abreu (Agricultura), é criar mecanismos e ações que visem desenvolver a região do MAPITOBA, em termos de logística e infraestrutura.


Imagem: ReproduçãoKátia Abreu, minstra da Agricultura,(Imagem:Reprodução)Kátia Abreu, ministra da Agricultura, vem discutindo com outros ministros ações para melhorar infraestrutura da região

Líderes ruralistas, como o presidente da Associação dos Irrigantes da Bahia (Aiba), Julio César Busato, estão otimistas quanto à agilidade no processo da criação da agência que, baseada em estudos da Embrapa, visa melhorar os gargalos logísticos da fronteira agrícola.

A estimativa para este ano é de aumento de 7,90% na produção de grãos, ante 2014. Já a soma da área destinada aos grãos entre os quatro Estados deverá crescer 4,37% na safra 2014/2015 no comparativo com a safra 2013/2014, saltando de 7,322 milhões de hectares para 7,642 milhões de hectares. A produção saltará de 18,107 milhões de toneladas para 19,539 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab).


Imagem: José Bonifácio/GP1Lavoura de soja no município de Santa Filomena, (Imagem:José Bonifácio/GP1)Lavoura de soja no município de Santa Filomena, localizado no sudoeste do Piauí, distante 905 quilômetros de Teresina
 
Entre os quatro estados do MAPITOBA, a Bahia lidera o ranking de produção, com a maior área. A estimativa de produção é de 8,433 milhões de toneladas de grãos em meio a 3,246 milhões de hectares. O Tocantins, prevê a Conab, deve alcançar 3,671 milhões de toneladas na safra 2014/2015, uma elevação de 9,4%. No Maranhão 2,4% e no Piauí 8,8% de aumento.

GRÃOS - Soja é a principal cultura dos quatro Estados. A Bahia deverá ter uma produção de 3,979 milhões de toneladas, um aumento de 20,3% ante a safra 2013/2014. Já para o Piauí, a estimativa é de 1,766 milhões de toneladas (+18,6%). A produção do Maranhão deve crescer um pouco menos: 2,123 milhões (+16,4%); e Tocantins 2,335 milhões de toneladas (+13,5%).


Fonte: Norte Agropecuário

domingo, 23 de dezembro de 2012

Cerrado piauiense vira terra fértil e se torna a nova fronteira agrícola

Imagem: ReproduçãoPlantio de soja(Imagem:Reprodução)Plantio em fazenda do cerrado piauiense, onde o hectare de terra produtiva já vale o equivalente a 120 sacas de soja

O jornal Folha de S. Paulo, edição deste domingo (23), destaca o aumento da área plantada nos cerrados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia (MAPITOBA, nome dado à área) e do avanço tecnológico, com alto investimento no solo, sementes e irrigação.

A matéria da jornalista Tatiana Freitas, enviada especial da Folha a Balsas (MA), Araguaina e Pedro Afonso (TO), diz que “o clima não é problema para a região” e que “dois milhões de ha de terras de boa qualidade ainda estão disponíveis para o plantio”.

Utilizando dados da CONAB, SECEX, Informa Economics FNP e Rabobank, a reportagem percorreu a região de Uruçuí e descobriu que ali o hectare de terra em área produtiva já vale 120 sacas de soja ou R$ 6.720,00 (na última sexta-feira, 21/12, a saca foi cotada a R$ 56,00 em Balsas/MA).

Acompanhe na íntegra a publicação do diário Folha de S. Paulo, disponível também no site http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1205551-cerrado-vira-terra-fertil-e-se-torna-nova-fronteira-agricola.shtml:

Infográfico mostra a cotação das terras no MAPITOBA
“A terra vermelha do cerrado está mais produtiva do que nunca. Após dobrar a área plantada com soja na última década, o Mapitoba - nome dado à área entre Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia - promoverá mais um aumento nesta safra, de 12%.

Até o início da década passada irrelevante para o agronegócio, a região é hoje considerada a terceira fronteira agrícola brasileira - depois do Sul, onde não há mais espaço para expansão, e do Centro-Oeste, já consolidado.

Com o avanço tecnológico e investimentos no solo, sementes e irrigação, o clima não é problema para a região.

Na safra passada, o Mapitoba atingiu participação de 8% na produção nacional de grãos, com a colheita de 12,2 milhões de toneladas. Até 2021, ela deve chegar a 20 milhões de toneladas, uma alta de 64%, estima o Rabobank, banco especialista no setor. Além de ganhos de produtividade previstos com investimentos em novas variedades, fertilizantes e máquinas, a área também deve crescer.

Dois milhões de hectares de terras de boa qualidade ainda estão disponíveis para o plantio - o equivalente a 70% da área cultivada com soja nesta safra -, segundo estimativas do mercado.

"Abrir terras", expressão usada pelos produtores para se referir à derrubada da vegetação nativa e ao preparo do solo para o plantio, é uma constante na região.

Com as chapadas praticamente tomadas por grandes investidores, os produtores agora buscam terras em áreas onde o preço é mais baixo. "Cada pedaço de terra é garimpado", diz o agricultor Valdir Zaltron, dono de 6.600 hectares entre o Tocantins e o Maranhão. No mês passado, ele comprou mais 350 hectares em Balsas (MA).

Nessa cidade, Idone Grolli, dono da fazenda Cajueiro, de sementes e grãos, também tem plano de expansão. "Pretendemos aumentar a área em 20% na próxima safra."

TODOS "GAÚCHOS" - Atraídos pela terra barata, produtores do Paraná e do Rio Grande do Sul (apelidados de gaúchos) começaram a migrar para o Mapitoba nos anos 1980 e 1990.


Imagem: Folha de S. PauloSilos para estocagem de soja da Coapa (Cooperativa Agroindustrial do Tocantins) no município de Pedro Afonso, no norte do Tocantins(Imagem:Folha de S. Paulo)Silos para estocagem de soja da Coapa (Cooperativa Agroindustrial do Tocantins) em Pedro Afonso, no norte do TO

Esse processo teve início na Bahia, expandiu-se para o Maranhão e depois seguiu para o Piauí e para o Tocantins, o último Estado do grupo a se desenvolver na agricultura.

"Um alqueirinho no Paraná valia 40 alqueirões aqui", diz o agricultor Moacir Catabriga, que em 1990 comprou a primeira terra no Tocantins. Além do valor, há ainda diferença na metragem da terra. Um alqueire no Sul (2,4 hectares) é a metade de um alqueire negociado no Norte (4,8 hectares), o chamado "alqueirão".

O crescimento mais significativo do Mapitoba ocorreu a partir de 2000. O boom dos preços das commodities incentivou grandes empresas e fundos de investimento a investir na região. A produção de soja foi multiplicada por quatro, estimulando a instalação de processadoras.

Bunge, Cargill e Algar têm unidades no Mapitoba, que reúne 5% da capacidade total de esmagamento do país, segundo o Rabobank. O agronegócio já representa 30% (trinta por cento) do PIB dos Estados da região".


Fonte: Folha de S. Paulo