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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Bom inverno indica que teremos mais uma super safra de soja em Santa Filomena

Área cultivada com SOJA na Serra das Guaribas, a cerca de 60 quilômetros da cidade de Santa Filomena



Em Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, o verde intenso das lavouras de soja é sinal de que as chuvas estão se mantendo normais, principalmente agora, no período reprodutivo, em que as plantas precisam de mais água.

Nos últimos 84 dias (1º de novembro/2017 a 23 de janeiro de 2018) foram registrados 399,5 mm na sede municipal, segundo dados do EMATER-PI, o equivalente à média de 4,75 milímetros por dia, por sinal, bem distribuídos.

BOM INVERNO! Com todos os fatores de produção normais, lavouras de soja indicam mais uma super safra

A soja necessita de 500 a 700 mm de água durante todo o ciclo (exceções podem exigir apenas 450 mm e outras 800 mm), que pode chegar a 120 dias, o que resulta em 2 litros de água para cada grama de soja. No momento da formação das folhas, quando a planta mais consome água, caso o ambiente esteja seco, ela ainda sobrevive e pode esperar por chuva mais para frente.

Porém, caso falte água na época do enchimento das vagens, a perda pode ser de 80 a 100%. Nesta fase, a planta necessita entre 7 e 8 mm de água por dia. A melhor forma da chuva ajudar ao agricultor é ser bem distribuída durante todo o período, como, aliás, vem ocorrendo na Safra 2017/2018.

As plantas de soja se acham em plena floração, começando a polinização e iniciando a formação de vagens

O plantio da soja no cerrado do Piauí começou ainda em novembro. Agora, quase 3 (três) meses depois, os resultados não poderiam ser melhores.

Aliás, as informações que temos é que 100% da soja plantada no sudoeste do Piauí e no Maranhão está em boas condições, aumentando a confiança nos agricultores de que mais uma vez teremos uma super safra da oleaginosa.

De uma maneira geral, as plantas estão em plena floração, começando o processo de polinização e, consequentemente, a formação das vagens. Em relação ao crescimento, os “pés” de soja apresentam o tamanho ideal.

Trecho final da PI-397 (TRANSCERRADO), no encontro com a BR-235 (Estrada Gilbués/Santa Filomena)

Transcerrado - O problema agora é garantir a trafegabilidade das estradas por onde deverão escoar as centenas de milhares de toneladas de grãos de soja. Face à ausência do Governo, sojicultores estão fazendo “vaquinha” para realizarem obras na PI-397 (Transcerrado), já que boa parte da rodovia se encontra esburacada, novamente atolando e até tombando caminhões.

De acordo com a APROSOJA, cerca de 30% (trinta por cento) da produção de grãos do cerrado piauiense passa pela Transcerrado. E mais uma vez a cena se repete: produtores são obrigados a bancar custos com máquinas e operadores para manter uma estrada que pertence ao Governo do Piauí.

BR-235/PI (Estrada Gilbués/Santa Filomena) cortando os verdes campos de soja na Serra das Guaribas

Até quando o setor agrícola vai ter que carregar o Brasil nas costas? Na verdade, os governos pouco contribuem com a logística da soja, oferecendo apenas vias precárias de transporte entre as fontes primárias de produção.

Essas estradas de terra aumentam o valor do frete e é determinante para a falta de caminhões, sendo um dos principais gargalos enfrentados pelos agricultores, que ainda enfrentam as adversidades de ordem climatológica.

Não podemos esquecer que Santa Filomena conta hoje com a BR-235/PI (estrada Gilbués/Santa Filomena), cortando os verdes campos de soja na Serra das Guaribas. Mas os agricultores da Serra da Fortaleza continuam sofrendo com esse apagão logístico: sem estrada e sem energia elétrica.
 

sexta-feira, 4 de março de 2016

CALAMIDADE! Seca está destruindo lavouras no cerrado do Piauí

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
Lavouras de soja plantadas no final de janeiro (nunca havia ocorrido isso) nem sequer conseguiram germinar a contento

Diante da longa e atípica estiagem verificada nos meses de dezembro de 2015 e fevereiro de 2016, intercalada pelas enchentes de janeiro 2016, desastres naturais que estão causando enormes prejuízos, os produtores rurais de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, estão pedindo ao prefeito Esdras Avelino Filho (PTB) que decrete Estado de Calamidade Pública.

A falta de chuvas e as altas temperaturas estão “torrando” as lavouras de soja e milho no cerrado piauiense. Para que se tenha dimensão do problema, nos últimos três meses foram verificadas seca e enchentes, com as seguintes precipitações, segundo o EMATER/PI: 57,5 milímetros em dezembro; 585,0 mm em janeiro; e apenas 38,5 mm no mês de fevereiro.


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)
Cultivo de soja já em fase reprodutiva; além das perdas de 50%, que são irreversíveis, a qualidade dos grãos é pessima

Essa visível secura causa escaldadura (cancro por calor) e a deterioração (cozimento) das raízes, até mesmo nas propriedades que receberam grandes investimentos em tecnologia.

De acordo com a Associação dos Produtores da Serra da Fortaleza (APROFORT), a situação é muito grave. Conforme membros da entidade, as perdas já podem chegar a 30% nas áreas consideradas boas. Em áreas mais comprometidas, a quebra chega a mais de 50 por cento.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
Plantio de milho na Serra da Fortaleza; em pleno mês de março, a situação está assim, e sem qualquer previsão de chuva

“A coisa está feia, muito mais do que se imagina. Além das perdas, que são irreversíveis, a qualidade dos grãos da soja é péssima”, relata, desolado, o agricultor Amarildo dos Santos.

Como coordenador da Comissão Municipal de Defesa Civil (COMDEC), observamos que os efeitos da seca de dezembro e de fevereiro, e da enchente de janeiro, que devastou o Vale do Rio Taquara, são nítidos. Constatamos ainda que praticamente a produção agrícola está condenada no município de Santa Filomena. E que nem todos os produtores são segurados.


Imagem: Iraciana Lustosa3(Imagem:Iraciana Lustosa)
SITUAÇÕES OPOSTAS! Em janeiro, os moradores sofreram com a maior enchente já vista no Valle do Rio Taquara, que ...

É fundamental que se garanta alguma segurança a esses produtores, que geram milhares de empregos na região, tendo em vista que muitos desses agricultores não fizeram seguro das suas lavouras e precisam ser respaldados nos enormes prejuízos que estamos prevendo.

Aliás, a seca a que nos referimos não se restringe ao município de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí. Está caracterizada em todo o MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), fato que poderá levar os governadores a decretarem Estado de Calamidade Pública.

Imagem: José Bonifácio/GP14(Imagem:José Bonifácio/GP1)
... destruiu casas e transformou áreas de plantio de lavouras de subsistência em bancos de areia, praias de areia branca!

A estiagem prolongada (dezembro/2015 e fevereiro2016) colocou sob risco a produção de grãos (inclusive das lavouras de subsistência) e a pecuária em iminente prejuízo irreparável.

O Decreto de Calamidade Pública propiciará a tomada de ações visando amenizar a situação.


quinta-feira, 12 de março de 2015

R$ 27 milhões: Bunge é a primeira trading a investir em Santa Filomena

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Bunge Brasil inaugura a primeira unidade armazenadora em Santa Filomena, com capacidade total para 77 mil toneladas

A holandesa Bunge, no Brasil desde 1905, sendo uma das maiores empresas de agronegócio e alimentos do país, inaugurou no final da manhã da última quarta-feira (11), seu primeiro silo em Santa Filomena, região sudoeste do estado do Piauí, a 905 quilômetros de Teresina.

O evento aconteceu às 11h30, na BUNGE ALIMENTOS S/A, localizada na Serra Cabeceira do Riachão, ao lado da rodovia PI-254, distante 35 quilômetros da cidade de Santa Filomena.


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)O silo metálico tem capacidade para 32 mil ton; já os silos bolsa ou 'bags' suportarão 45 mil, totalizando 77 mil toneladas

Dezenas de agricultores compareceram na solenidade, além de autoridades civis e militares. Na oportunidade, se pronunciaram o gerente nacional da Bunge, senhor Leonardo Molan, e o vereador José Bonifácio Bezerra (PC do B), representando o Poder Legislativo filomenense. Também estiveram presentes à inauguração da Bunge os vereadores Alberto Rocha (PTB), Cristóvão Dias (PSB), Raimundo Firmino (PTB), Renato Vieria (PTB) e Tony Santos (PV)

O prefeito municipal de Santa Filomena, Esdras Avelino Filho (PTB), não pode comparecer ao ato por se achar em Teresina, onde no dia anterior havia se encontrado com o governador Wellington Dias, tratando de assuntos relacionados ao município. Mas esteve representando pelos secretários Mussolini Filho, Pedro Maia, Gilberto Matos, João Lustosa e José Nazário.


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)O desenlace da fita foi feito pelo gerente nacional da Bunge, Leonardo Molan, e pelo pres. da Câmara, Cristóvão Dias

O desenlace ou corte da fita foi feito pelo presidente da Câmara de Santa Filomena, vereador Cristóvão Dias Soares (PSB), e pelo gerente nacional da Bunge, senhor Leonardo Molan, ao lado do colega Sandro Wilsmann, gerente regional da Bunge (PI, MA, TO, PA e parte do MT).

Em seguida, alguns técnicos da companhia se dirigiram às instalações da Bunge Alimentos, explicando aos agricultores e às autoridades os detalhes sobre o funcionamento da Unidade.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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2(Imagem:1)Técnicos da Bunge Alimentos se dirigiram às instalações, explicando aos convidados detalhes sobre o funcionamento

Com 35 hectares de área e investimento de cerca de R$ 27 milhões, o silo tem capacidade de armazenamento de 32 mil toneladas de soja, podendo chegar a 77 mil toneladas com a utilização de silos bags, uma alternativa para ampliar a capacidade de estocagem.

Além do crescimento da capacidade de armazenamento no Piauí, a companhia já mantém quatro silos na região e uma unidade de processamento de soja na cidade de Uruçuí, para onde irá a soja de Santa Filomena, via Elizeu Martins, e de onde o produto - já beneficiado - será transportado para o Complexo Industrial Portuário de Suape, em Recife, Pernambuco.

O investimento em Santa Filomena proporcionará uma logística mais vantajosa com relação à exportação do produto e intensificará a parceria da Bunge com os produtores locais.
 
Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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2(Imagem:1)Diversos convidados, dentre agricultores e autoridades civis e militares, estiveram na inauguração do empreendimento
 
“Os primeiros passos foram dados há 12 anos com a construção da fábrica de esmagamento em Uruçuí, quando, junto com nossos parceiros produtores agrícolas, identificamos o potencial de produção do Estado. Desde então, a Bunge vem impulsionando o crescimento da região com diversos investimentos, como este silo de Santa Filomena. O pioneirismo da empresa, aliado ao empreendedorismo dos produtores rurais, tem levado desenvolvimento aos locais mais remotos do país, com benefícios econômicos e sociais, aliados ao nosso compromisso com o meio ambiente”, explica Leonardo Molan, Gerente Nacional da Bunge Brasil.

No empreendimento, a Bunge deverá gerar dezenas de empregos diretos/indiretos na região.


Imagem: José Bonifácio/GP16(Imagem:José Bonifácio/GP1)Primando pela sustentabilidade ambiental, o secador do Silo Santa Filomena, da Bunge,  só queimará lenha de eucalipto

Sobre a Bunge
- Presente no Brasil há 110 anos, a Bunge é uma das principais empresas de agronegócio e alimentos do Brasil e uma das maiores exportadoras. Atua de forma integrada, do campo à mesa do consumidor. Desde a compra e processamento de grãos (soja, trigo e milho), produção de alimentos (óleos, margarinas, maioneses, azeite, arroz, farinhas de trigo, molhos e atomatados), serviços portuários até a produção de açúcar e bioenergia.

Eleita empresa mais sustentável do agronegócio pelo Guia Exame de Sustentabilidade, a Bunge conta com cerca de 20 mil colaboradores, atuando em mais de 100 instalações, entre fábricas, usinas, moinhos, portos, centros de distribuição e silos, em 19 estados e no Distrito Federal. Marcas como Delícia, Salada, Soya, Salsaretti, Primor, Cardeal e Bunge Pro estão profundamente ligadas não apenas à história econômica brasileira, mas ainda aos costumes, à pesquisa científica, ao pioneirismo tecnológico e à formação de gerações de profissionais.


Fonte: Aline Brandi/ASCOM

sexta-feira, 28 de março de 2014

DuPont Pioneer realiza Dia de Campo e lança novas cultivares de Soja

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)

Na última quinta-feira (27), a companhia DuPont Pioneer realizou o II DIA DE CAMPO sobre a cultura da Soja na Fazenda Acart, a 36 quilômetros da cidade de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí. O objetivo da atividade foi proporcionar um espaço para os agricultores conhecerem as novas tecnologias e tendências que cercam o cultivo da oleaginosa.

O evento contou com a participação de dezenas de visitantes, entre produtores, técnicos, autoridades e parceiros comerciais. Os participantes tiveram a oportunidade de ver as melhores tecnologias disponibilizadas pela Du Pont Pioneer no Campo.
 
Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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O foco principal do Dia de Campo é desenvolver cultivares de ciclo hiperprecoce e precoce de alto potencial produtivo e estabilidade no cerrado do Piauí, dando ao produtor a possibilidade de produzir uma segunda safra no ano, com a colheita de ciclo mais curto.

Foi apresentado no evento da DuPont Pioneer - nasceu em Iowa - EUA, em 1913 - o lançamento de 04 (quatro) novas cultivares de soja: 99R09, 98Y30, 99R03 e P98Y70.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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Os destaques apresentados no II DIA DE CAMPO da Fazenda Acart, município de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, foram cultivares da Pioneer recomendados para região, como o 98Y30. Diversas áreas já foram colhidas com a 98Y30, em condições semelhantes às do sul piauiense, com produtividades superiores a 63 sacas/ha.

O potencial produtivo, estabilidade e tolerância à chuva na colheita são os pontos fortes desses materiais demonstrados no Dia de Campo promovido pela Dupont Pioneer.


VÍDEOS: Técnicos da DuPont Pioneer apresentam 04 novas cultivares de Soja


A 98Y30 é hoje um dos materiais de maior potencial produtivo do mercado e os resultados de campo demonstram essa performance. “O produtor que conhece e planta esses cultivares não abre mão de voltar a plantar na safra seguinte, pois são muito estratégicos no planejamento da propriedade”, garantem os agrônomos da Du Pont Pioneer.

Outras cultivares apresentadas foram as tradicionais 99R09 e 99R03, de ciclo longo, com 125 dias. O 99R03 é, segundo os técnicos da DuPont Pioner, a melhor opção do mercado, a ser recomendado no sul do Piauí em áreas de abertura, solos de baixa fertilidade, solos mais arenosos e solos com presença de nematoides Pratylenchus brachyurus.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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Já a P98Y70 é uma variedade de soja da Pioneer® com o gene Roundup Ready®, que confere resistência ao herbicida glifosato. Essa variedade possui ampla adaptabilidade e elevado potencial produtivo. A P98Y70 possui tolerância ao Nematóide do Cisto raça 3.

A P98Y70 possui ciclo médio e apresenta tolerância ao Cancro da Haste, à Mancha Olho-de-rã e à Pústula Bacteriana, além de moderada tolerância às Doenças de Final de Ciclo. Um outro benefício dessa cultivar é a moderada resistência ao Meloidogyne javanica.


terça-feira, 18 de março de 2014

Santa Filomena deverá colher a maior safra de milho de sua história

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Com cerca de 15 mil hectares plantados, a região de Santa Filomena deverá colher 20% do milho do cerrado piauiense

A estimativa da colheita total de milho do Brasil foi ajustada para 72,6 milhões de toneladas, um volume 4,84% abaixo das 76,3 milhões de toneladas previstas anteriormente. A previsão é que o País produzirá 30,4 milhões de toneladas na primeira safra e 42,2 milhões de toneladas na safrinha, inclusive no sudoeste do Piauí e no sul do Maranhão.

Dos cerca de 130 mil hectares cultivados na região de Santa Filomena, sudoeste piauiense, a soja é o carro-chefe do plantio, com aproximadamente 115 mil hectares. Caso se confirme a produtividade média, em torno de 50 sacas por hectare, a produção pode chegar a 345 mil toneladas, representando 18,3% de toda a produção da oleaginosa no Piauí, estimada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 1,878 milhão de toneladas.
 
Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)Já em estágio de emborrachamento e polinização, o rendimento médio da cultura poderá alcançar 10.000 quilos/hectare

Os 15 mil hectares restantes estão ocupados com a cultura do milho, tomando também a área antes plantada com algodão herbáceo. Assim, a safra de verão 2013/2014 em Santa Filomena responderá por quase 20% (150 mil toneladas) da produção do grão nos Cerrados do Piauí, segundo os cálculos da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Piauí (Aprosoja/PI), que projetou o cultivo de 90 mil hectares no Estado, considerando a agricultura comercial.

SUBINDO A SERRA – Apesar dos grandes produtores ainda estarem superando os limites técnicos e de infraestrutura, o milho está migrando dos Baixões Agrícolas para as Serras, responsivo à tecnologia disponível, se tornando uma cultura economicamente viável.

O cerrado de Santa Filomena e de toda a região conhecida como Mapito, compreendendo terras do Maranhão, Piauí e Tocantins, tornou-se uma nova fronteira para a soja na última década, e agora mostra um forte potencial para o plantio de milho. Utilizado inicialmente na rotação de culturas, o milho vem ganhando espaço nas últimas safras no Piauí.


Imagem: José Bonifácio/GP13(Imagem:José Bonifácio/GP1)
2(Imagem:1)Lavouras de milho na Serra das Guaribas, em Santa Filomena, cortadas pela BR-235 (estrada Gilbués/Santa Filomena)

Grandes produtores estão obtendo rendimentos próximos às médias dos Estados Unidos, o maior produtor mundial de milho, com média de 161 sacas/hectare (9.660 quilos/hectare).
De acordo com o pesquisador da Embrapa Meio Norte em Teresina, Milton Cardoso, as condições topográficas e climáticas estimulam o plantio de milho no sudoeste do Piauí, especialmente em Santa Filomena, e também no sul do Estado do Maranhão.

Além disso, o regime de chuvas na região (entre 1.000 e 1.500 milímetros no período de novembro a maio) é favorável ao cultivo de lavouras de 120 a 130 dias, como é o caso do milho, portanto, diferente do regime do semi-árido, com 400 a 700 mm e mal-distribuídos.

Por outro lado, as temperaturas mais amenas na região de serra também favorecem o milho, de acordo com o pesquisador Milton Cardoso. Com altitudes entre 400 e 500 metros, as áreas têm temperaturas noturnas na faixa de 22 graus, excelente para o cultivo do milho.

Fonte: Cerrados do Piauí


domingo, 23 de dezembro de 2012

Cerrado piauiense vira terra fértil e se torna a nova fronteira agrícola

Imagem: ReproduçãoPlantio de soja(Imagem:Reprodução)Plantio em fazenda do cerrado piauiense, onde o hectare de terra produtiva já vale o equivalente a 120 sacas de soja

O jornal Folha de S. Paulo, edição deste domingo (23), destaca o aumento da área plantada nos cerrados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia (MAPITOBA, nome dado à área) e do avanço tecnológico, com alto investimento no solo, sementes e irrigação.

A matéria da jornalista Tatiana Freitas, enviada especial da Folha a Balsas (MA), Araguaina e Pedro Afonso (TO), diz que “o clima não é problema para a região” e que “dois milhões de ha de terras de boa qualidade ainda estão disponíveis para o plantio”.

Utilizando dados da CONAB, SECEX, Informa Economics FNP e Rabobank, a reportagem percorreu a região de Uruçuí e descobriu que ali o hectare de terra em área produtiva já vale 120 sacas de soja ou R$ 6.720,00 (na última sexta-feira, 21/12, a saca foi cotada a R$ 56,00 em Balsas/MA).

Acompanhe na íntegra a publicação do diário Folha de S. Paulo, disponível também no site http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1205551-cerrado-vira-terra-fertil-e-se-torna-nova-fronteira-agricola.shtml:

Infográfico mostra a cotação das terras no MAPITOBA
“A terra vermelha do cerrado está mais produtiva do que nunca. Após dobrar a área plantada com soja na última década, o Mapitoba - nome dado à área entre Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia - promoverá mais um aumento nesta safra, de 12%.

Até o início da década passada irrelevante para o agronegócio, a região é hoje considerada a terceira fronteira agrícola brasileira - depois do Sul, onde não há mais espaço para expansão, e do Centro-Oeste, já consolidado.

Com o avanço tecnológico e investimentos no solo, sementes e irrigação, o clima não é problema para a região.

Na safra passada, o Mapitoba atingiu participação de 8% na produção nacional de grãos, com a colheita de 12,2 milhões de toneladas. Até 2021, ela deve chegar a 20 milhões de toneladas, uma alta de 64%, estima o Rabobank, banco especialista no setor. Além de ganhos de produtividade previstos com investimentos em novas variedades, fertilizantes e máquinas, a área também deve crescer.

Dois milhões de hectares de terras de boa qualidade ainda estão disponíveis para o plantio - o equivalente a 70% da área cultivada com soja nesta safra -, segundo estimativas do mercado.

"Abrir terras", expressão usada pelos produtores para se referir à derrubada da vegetação nativa e ao preparo do solo para o plantio, é uma constante na região.

Com as chapadas praticamente tomadas por grandes investidores, os produtores agora buscam terras em áreas onde o preço é mais baixo. "Cada pedaço de terra é garimpado", diz o agricultor Valdir Zaltron, dono de 6.600 hectares entre o Tocantins e o Maranhão. No mês passado, ele comprou mais 350 hectares em Balsas (MA).

Nessa cidade, Idone Grolli, dono da fazenda Cajueiro, de sementes e grãos, também tem plano de expansão. "Pretendemos aumentar a área em 20% na próxima safra."

TODOS "GAÚCHOS" - Atraídos pela terra barata, produtores do Paraná e do Rio Grande do Sul (apelidados de gaúchos) começaram a migrar para o Mapitoba nos anos 1980 e 1990.


Imagem: Folha de S. PauloSilos para estocagem de soja da Coapa (Cooperativa Agroindustrial do Tocantins) no município de Pedro Afonso, no norte do Tocantins(Imagem:Folha de S. Paulo)Silos para estocagem de soja da Coapa (Cooperativa Agroindustrial do Tocantins) em Pedro Afonso, no norte do TO

Esse processo teve início na Bahia, expandiu-se para o Maranhão e depois seguiu para o Piauí e para o Tocantins, o último Estado do grupo a se desenvolver na agricultura.

"Um alqueirinho no Paraná valia 40 alqueirões aqui", diz o agricultor Moacir Catabriga, que em 1990 comprou a primeira terra no Tocantins. Além do valor, há ainda diferença na metragem da terra. Um alqueire no Sul (2,4 hectares) é a metade de um alqueire negociado no Norte (4,8 hectares), o chamado "alqueirão".

O crescimento mais significativo do Mapitoba ocorreu a partir de 2000. O boom dos preços das commodities incentivou grandes empresas e fundos de investimento a investir na região. A produção de soja foi multiplicada por quatro, estimulando a instalação de processadoras.

Bunge, Cargill e Algar têm unidades no Mapitoba, que reúne 5% da capacidade total de esmagamento do país, segundo o Rabobank. O agronegócio já representa 30% (trinta por cento) do PIB dos Estados da região".


Fonte: Folha de S. Paulo