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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Santa Filomena se prepara para colher a maior safra de algodão da história

Imagem: José Bonifácio/GP1Fazenda Nova Fronteira, (Imagem:José Bonifácio/GP1)Fazenda Nova Fronteira, cortada pela BR-235/PI (Gilbués/Santa Filomena), foi pioneira no plantio de algodão no cerrado

A partir de agora, sai a soja e entre o algodão. As primeiras áreas plantadas com algodão começarão a ser colhidas nos próximos dias na Serra das Guaribas, em Santa Filomena, no sudoeste piauiense. Apesar da estiagem sofrida, deverá ser a maior safra de todos os tempos.

Segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), o Piauí deve colher 35.813 toneladas de algodão herbáceo na safra 2012/2013, em uma área total de 10.204 hectares. Somente na região de Santa Filomena serão colhidas cerca de 20 mil toneladas, em quase 6 mil hectares plantados.


Imagem: José Bonifácio/GP1Apesar da estigaem de 45 dias, (Imagem:José Bonifácio/GP1)Apesar da estigaem de 45 dias, o município de Santa Filomena (PI) colherá  a maior safra de algodão de toda a história

A falta de chuva verificada no estágio inicial de desenvolvimento vegetativo comprometeu a produtividade média no município, que deverá acusar uma retração na safra em torno de 20%. Mesmo assim, a Fazenda Nova Fronteira, pioneira no cultivo do algodão nos Cerrados do Piauí (desde 2003), terá bom rendimento e mercado garantido para a sua produção.

Isso porque, no mercado brasileiro, a pluma de algodão ocupa um lugar privilegiado. Pelo menos 65% da fibra utilizada na indústria têxtil são de algodão. Já no mercado mundial acontece o inverso; 65% são do mercado sintético e apenas 35% são fibras de algodão.


Imagem: José Bonifácio/GP1c(Imagem:José Bonifácio/GP1)Com previsão de colher 20.000 t na safra 2012/2013, Santa Filomena passa a ser o maior produtor de algodão do Piauí

Portanto, Santa Filomena passa a ocupar o lugar de Picos, conhecida como a “cidade modelo” do Piauí, que já foi o maior polo algodoeiro do Estado. A grande produção daquela região permitiu a instalação de uma usina do Grupo Coelho, um dos mais poderosos da época.

Tal mudança acontece mais de 20 anos depois de ter suas plantações de algodão dizimadas pela praga do bicudo, quando a cultura era denominada pelos sertanejos de “ouro branco”. Aliás, a região do semiárido já foi responsável – até os anos 1980 – por 79,51% da área plantada de algodão no Piauí, garantindo 55,08% da produção estadual dessa fibra.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Usinas de Santa Filomena irão ofertar 1,6 milhão de toneladas de calcário em 2013

As três usinas de calcário já em pleno funcionamento no município de Santa Filomena, situado no sudoeste do Piauí, deverão produzir 430 mil toneladas de calcário para a safra 2012/2013, na produção de arroz, soja, milho e algodão no cerrado piauiense.

Essa produção de calcário nas usinas das mineradoras SAFICOL (Santa Filomena Indústria e Comércio de Calcário Ltda.), MCM (Mineradora de Calcário Matas) e INCAL (Indústria de Calcário Ltda.) gera aproximadamente 100 empregos diretos, beneficiando motoristas, tratoristas, operadores de máquinas, mecânicos e outros.

A produção de calcário é acontece durante 24 horas por dia, em ritmo bastante acelerado. As pedras são retiradas das minas, quebradas e levadas em esteiras para serem trituradas. Em seguida, o material passa por uma peneira e vai para um moinho, de onde sai o calcário.

A maior indústria de calcário em atividade é a SAFICOL (Santa Filomena Indústria e Comércio de Calcário Ltda.), de um dos pioneiros na agricultura mecanizada em todo o cerrado do Piauí, Antonio Luis Avelino Filho, em sociedade com os filhos Henrique Avelino e Víctor Avelino.

A produção estimada para o ano de 2012 é de 300.000 toneladas. Mas está sendo ampliada e, segundo informou o sócio-proprietário Henrique Avelino, a indústria deverá produzir 900 mil toneladas de calcário a mais na safra 2013/2014, totalizando cerca de 1.200.000 ton/ano.

Situada na localidade Campo Alegre, à altura do quilômetro 40 da rodovia PI-254 (Santa Filomena/Fazenda Nova Fronteira), a indústria SAFICOL gera 50 empregos diretos (criados pela própria SAFICOL) e outros 100 empregos indiretos (atendem à demanda da SAFICOL, mas são criados por outras empresas, em função da indústria de calcário SAFICOL).

Também estão em operação a MCM (Mineradora de Calcário Matas), no Povoado Matas, com capacidade para produzir 90 mil toneladas anualmente e a INCAL (antiga MINANTA), a primeira a industrializar calcário em Santa Filomena, que desde 1986 produz 40.000 toneladas por ano.

O crescimento do agronegócio no sul do Piauí tem obrigado as usinas de calcário a investir na modernização de equipamentos para aumentar a produção e atender à crescente demanda de mercado. E mais dois novos empreendimentos estão se instalando em Santa Filomena.

Uma dessas empresas é a CALPI (Calcário do Piauí Ltda), em instalação no lugar Malhada, próximo ao povoado Matas, ao lado da INCAL, que deverá produzir 300 mil toneladas ao ano.

A outra indústria a se estabelecer no município de Santa Filomena é a SM Minérios do Brasil, sediada em Fortaleza (CE). Os 03 (três) britadores e os 03 (três) moinhos, que serão movidos por quatro grupos geradores de energia elétrica, estão sendo instalados na Cabeceira do Riachão, também na margem direita da PI-254, a 30 quilômetros da zona urbana.

A empresa estima produzir 250 mil toneladas de calcário/ano. Haverá, inclusive, um sistema de armazenamento de pedras, a fim de que a indústria SM Minérios do Brasil fabrique o insumo durante o ano inteiro.