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sábado, 26 de julho de 2014

BR-235/PI: Ponte sobre o Brejo do Recreio terá 30 metros de extensão

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)BR-235/PI: Ponte sobre o Brejo do Recreio, a 8 km de Santa Filomena, terá 30 metros de extensão e 6 metros de altura

Já estão sendo executadas as obras de construção da Ponte sobre o Brejo do Recreio, situado na rodovia BR-235/PI. Cravada a 8 quilômetros da cidade de Santa Filomena, é a quinta e última ponte planejada para a denominada ‘estrada Gilbués/Santa Filomena’.

As duas primeiras pontes foram concluídas ainda em 2012 e estão arquitetadas nos riachos Salinas e Grotões, ambas ainda no município de Gilbués. A terceira ponte está situada a 27 quilômetros de Santa Filomena e a 13 quilômetros do Povoado Matas, sobre o Rio Taquara.

A quarta ponte, construída no Riacho Certeza, fica a 18 quilômetros de Santa Filomena.


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)
3(Imagem:1)Os trabalhos de fundação da Ponte do Brejo do Recreio começaram há 2 meses e a obra será concluída em Setembro

A ponte do Recreio, que segundo o responsável pelo canteiro de obras, deverá ser concluída em Setembro próximo, terá 30 metros de extensão e 6 metros de altura. Haja vista o Brejo do Recreio correr por entre um "boqueirão", poderá ter mais de 300 metros de aterro/acesso.

Pelo que se percebe, embora leigo em matéria de engenharia de pontes, a obra é um pouco exagerada, levando-se em consideração a vazão atual e o histórico de cheias no Brejo. Mas valeu o zelo pela obra; como diz o adágio popular, “é melhor prevenir do que remediar”.


Imagem: José Bonifácio/GP14(Imagem:José Bonifácio/GP1)BREJO DO RECREIO: Embora seja um dos mais preservados da região, não conta com histórico de grandes enchentes

A empresa prestadora de serviços terceirizados à Construtora Sucesso se prepara para avançar às últimas fases da obra de implantação/pavimentação da BR-235/PI.

Assim, serão iniciadas, logo na primeira semana de Agosto, a fundação e a estruturação dos pontilhões (pequenas pontes, apelidadas de Celulares) do Brejo das Éguas e do Brejo das Ovelhas, vertentes localizadas próximas ao perímetro urbano de Santa Filomena.


quinta-feira, 14 de junho de 2012

Usinas de Santa Filomena irão ofertar 1,6 milhão de toneladas de calcário em 2013

As três usinas de calcário já em pleno funcionamento no município de Santa Filomena, situado no sudoeste do Piauí, deverão produzir 430 mil toneladas de calcário para a safra 2012/2013, na produção de arroz, soja, milho e algodão no cerrado piauiense.

Essa produção de calcário nas usinas das mineradoras SAFICOL (Santa Filomena Indústria e Comércio de Calcário Ltda.), MCM (Mineradora de Calcário Matas) e INCAL (Indústria de Calcário Ltda.) gera aproximadamente 100 empregos diretos, beneficiando motoristas, tratoristas, operadores de máquinas, mecânicos e outros.

A produção de calcário é acontece durante 24 horas por dia, em ritmo bastante acelerado. As pedras são retiradas das minas, quebradas e levadas em esteiras para serem trituradas. Em seguida, o material passa por uma peneira e vai para um moinho, de onde sai o calcário.

A maior indústria de calcário em atividade é a SAFICOL (Santa Filomena Indústria e Comércio de Calcário Ltda.), de um dos pioneiros na agricultura mecanizada em todo o cerrado do Piauí, Antonio Luis Avelino Filho, em sociedade com os filhos Henrique Avelino e Víctor Avelino.

A produção estimada para o ano de 2012 é de 300.000 toneladas. Mas está sendo ampliada e, segundo informou o sócio-proprietário Henrique Avelino, a indústria deverá produzir 900 mil toneladas de calcário a mais na safra 2013/2014, totalizando cerca de 1.200.000 ton/ano.

Situada na localidade Campo Alegre, à altura do quilômetro 40 da rodovia PI-254 (Santa Filomena/Fazenda Nova Fronteira), a indústria SAFICOL gera 50 empregos diretos (criados pela própria SAFICOL) e outros 100 empregos indiretos (atendem à demanda da SAFICOL, mas são criados por outras empresas, em função da indústria de calcário SAFICOL).

Também estão em operação a MCM (Mineradora de Calcário Matas), no Povoado Matas, com capacidade para produzir 90 mil toneladas anualmente e a INCAL (antiga MINANTA), a primeira a industrializar calcário em Santa Filomena, que desde 1986 produz 40.000 toneladas por ano.

O crescimento do agronegócio no sul do Piauí tem obrigado as usinas de calcário a investir na modernização de equipamentos para aumentar a produção e atender à crescente demanda de mercado. E mais dois novos empreendimentos estão se instalando em Santa Filomena.

Uma dessas empresas é a CALPI (Calcário do Piauí Ltda), em instalação no lugar Malhada, próximo ao povoado Matas, ao lado da INCAL, que deverá produzir 300 mil toneladas ao ano.

A outra indústria a se estabelecer no município de Santa Filomena é a SM Minérios do Brasil, sediada em Fortaleza (CE). Os 03 (três) britadores e os 03 (três) moinhos, que serão movidos por quatro grupos geradores de energia elétrica, estão sendo instalados na Cabeceira do Riachão, também na margem direita da PI-254, a 30 quilômetros da zona urbana.

A empresa estima produzir 250 mil toneladas de calcário/ano. Haverá, inclusive, um sistema de armazenamento de pedras, a fim de que a indústria SM Minérios do Brasil fabrique o insumo durante o ano inteiro.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A cuíca-de-colete morre pela "preguiça" e pode desaparecer da fauna do Piauí

Cuíca-de-colete, mamífero raro que ainda sobrevive no norte do Piauí
No Brasil existe mais de 44 tipos e espécies e cuícas, um tipo bem pequeno de marsupial, que habita as florestas e matas fechadas em regiões mais quentes. Contudo há uma espécie de cuíca que se encontra em alto nível de extinção, a cuíca-de-colete (Caluromysiops irrupta).

Assim como os demais marsupiais, a cuíca-de-colete possui justamente uma bolsa do lado inferior das costas, permitindo que a fêmea carregue seu filhote nos primeiros meses de vida, até que o mesmo possa se acostumar com o novo habitar, e a nova vida nas matas; daí o nome colete, que designa justamente essa bolsa inferior da cuíca.

A cuíca-de-colete pode morrer pela "preguiça". Com movimentos lentos e passando 70% do seu tempo em descanso, este mamífero tem sido alvo fácil para caças tornando-se uma das espécies ameaçadas de extinção no território brasileiro.

O animal vive no norte dos Estados do Maranhão e Ceará e se alimenta basicamente de frutas. Os machos são negros, com as extremidades dos membros, cauda e parte do dorso em tom ruivo e a lateral com pelos dourados. Já a coloração das fêmeas é, na maioria das vezes, pardo-amarelada, com uma tonalidade olivácea.

É o que explicam os biólogos Marcelo Marcelino de Oliveira e Juliana Gonçalves Ferreira, ambos do Centro de Proteção de Primatas Brasileiros (CPB) que afirmam que em algumas localidades, como na serra da Ibiapaba (CE), parece existir uma caça preferencial por esses animais. No município de Cocal, norte do Piauí, as últimas populações já estão condenadas a desaparecer muito em breve.

A cuíca-de-colete necessita de ações mais efetivas contra sua caça
O que pode ser feito - Oliveira e Juliana salientam a importância da localização e do mapeamento das populações remanescentes da espécie, assim como a avaliação sobre a situação de ameaça em cada localidade. De acordo com eles, a fiscalização contra a caça é a principal estratégia de ação para a maioria das localidades, sobretudo ao longo da serra da Ibiapaba (CE).

Em áreas muito fragmentadas, como as matas remanescentes no vale do rio Longá (PI), a criação de um conjunto de Unidades de Conservação é necessária para uma ação mais efetiva contra a caça, envolvendo principalmente as áreas de mata das fazendas desapropriadas para reforma agrária, tanto pelo governo federal quanto pelo estadual. Pesquisadores afirmam que as populações que habitam a Área de Proteção Ambiental da Foz do Rio Parnaíba (PI) e a Reserva Extrativista da Foz do Rio Parnaíba (MA) já estão protegidas.


Fonte: Terra Brasil