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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Santa Filomena realiza pela quarta vez desfile cívico em homenagem ao Dia do Piauí


Pela quarta vez não consecutiva (2013, 2014, 2015 e 2017), as três Escolas da Rede Estadual (G. E. Prof. Lourenço Filho, U. E. Profª Delfina Queiroz e Educandário São José) em Santa Filomena realizaram o desfile cívico em homenagem ao 195º aniversário da adesão do Piauí à independência do Brasil, destacando a importância da participação do Estado nas lutas pela independência do País, episódios que ficaram de fora dos livros de História.

O desfile, que teve início às 17h00, partiu do Grupo Escolar Professor Lourenço Filho em direção à Praça Barão de Paraim (Praça da Matriz), percorrendo a Rua Pres. Getúlio Vargas e, por fim, a Avenida Barão de Santa Filomena, onde se localizam a Prefeitura Municipal, a Câmara de Vereadores e o Educandário São José (conhecido por todos como Colégio das Freiras).

O desfile, organizado pelas escolas estaduais sob a liderança dos professores Lucélia Maia de Sousa e Saulo Pinheiro Nogueira, contou com a participação de quase 500 alunos, em 15 Alas, representando o “baixo" e o "alto" Cerrado, mostrando vaqueiros, lavradores, pecuaristas, extrativismo e artesanato.

Logo na abertura, à frente das primeiras fileiras, 07 (sete) alunos das escolas estaduais carregavam as letras formando a palavra CERRADO. Um dos destaques do desfile em louvor ao Dia do Piauí, a aluna Lilian Paula, portava banner com o tema central: AS RIQUEZAS DO CERRADO PIAUIENSE.

Outras faixas (banner) se seguiram no desfile cívico, com algumas frases de efeito que provocam emoção: PIAUÍ TERRA QUERIDA; RIO PARNAÍBA, UMA MORTE ANUNCIADA; BR-235, NOSSO SONHO, NOSSA REALIDADE. 

Entre as diversas Alas, as balizas, com alunas apresentando coreografias. 

Na ala Porta-Bandeiras, estavam as bandeiras do Brasil, do Piauí, de Santa Filomena, do Grupo Escolar Professor Lourenço Filho, da Unidade Escolar Delfina Sobreira Queiroz, do Educandário São José e da Alemanha (terra natal da Madre Elizabeth Weismantel, fundadora do Educandário São José).

Outra preocupação dos organizadores foi tentar mostrar como aconteceu a ocupação do “Alto Cerrado”, onde estão as empresas do agronegócio. Teve a Rainha do Arroz, representando a primeira lavoura mecanizada no cerrado de Santa Filomena (PI), cujo cultivo começou no final da década de 1970.

E na Ala FORMAÇÃO ATUAL DO ALTO CERRADO, apareceu até a maquete do Galpão da antiga CIBRAZÉM (Companhia Brasileira de Armazenamento), instalado no início dos anos 1980, na Fazenda Cabeceira do Riachão.

Além da lembrança dos desbravadores do Cerrado, o desfile apresentou ainda outra maquete da PI-254 (estrada da Serra), principal via de acesso da época, que continua sendo utilizada para o escoamento da safra de grãos.

Por fim, na Ala BR 235, NOSSO SONHO, NOSSA REALIDADE, foram mostrados alguns dos problemas que vieram após a inauguração da rodovia BR-235/PI (estrada Gilbués/Santa Filomena) e a própria exploração agrícola.

Frases clamavam sobretudo por um modelo de desenvolvimento sustentável, alertando para a falta de preservação ambiental e apontando os sérios problemas que o Bioma Cerrado vem enfrentando (poluição, desmatamento, queimadas, lixo), causando inclusive a morte de afluentes do Rio Parnaíba.

O encerramento das festividades em homenagem ao DIA DO PIAUÍ ocorreu na Praça Barão de Paraim (Praça da Matriz), no início da noite desta quinta-feira, 19 de outubro de 2017, em frente à Igreja Matriz de Santa Filomena, com a presença do Padre Isaias Pereira, oportunidade em que organizadores, professores, alunos, sindicalistas e autoridades locais puderam se manifestar.

Falou a presidente do SINTE-PI (Regional de Corrente), professora Sandra Marília, que elogiou o desfile e sua organização, assim como agradeceu à banda do PROJOVEM de Corrente, gentilmente cedida para o evento. “Foi um desfile rico em detalhes, está cada vez melhor”, disse. Também se pronunciaram o vice-prefeito de Santa Filomena, senhor Almérico Alencar (PMDB) e o professor Saulo Pinheiro Nogueira, agradecendo a todos (as).


DIA DO PIAUÍ - O 19 de outubro, Dia do Piauí, é a primeira de quatro datas que marcam a participação do Piauí no processo de independência do Brasil. Foi no dia 19 de outubro de 1822 (um mês após o grito do Ipiranga de 7 de setembro) que a Câmara Municipal de Parnaíba fez a aclamação da Independência. No dia 22 de janeiro do ano seguinte, portanto, 1823, as tropas de independentes declararam a emancipação brasileira em Piracuruca. E, em seguida, enfrentaram as tropas de Portugal na Lagoa do Jacaré.

Já em 24 de janeiro de 1823, houve a adesão formal do Governo da Província do Piauí ao governo proclamado do Império, ocorrido em 7 de setembro de 1822. E em 13 de março de 1823, aconteceu o episódio sangrento da Batalha do Jenipapo, na atual Campo Maior, onde camponeses enfrentaram tropas do colonizador numa luta campal pela liberdade. Viva o Piauí, Terra Querida!

terça-feira, 16 de maio de 2017

Levantamento do IBGE diz que Santa Filomena vai colher 237 mil toneladas de grãos

A cultura do milho aparece em segundo lugar, com produção total de 63.287 toneladas, em 9.041 hectares




A produção agrícola do município de Santa Filomena (PI) em 2017 deve chegar a 237.210 toneladas de grãos, conforme estimativa da safra realizada em abril pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O principal destaque na colheita 2016/17 é para a cultura da Soja, que totalizou 170.021 toneladas, distribuídas em 57.929 hectares, com rendimento médio de 2.935 quilos por hectare (48,9 sacas de 60 quilos por hectare).

Em segundo lugar ficou o Milho, que já começou a ser colhido. A produção estimada nos 9.041 hectares é de 63.287 toneladas, com produtividade média de 7.000 kg/ha, que equivalem a mais de 116 sacas de 60 quilos/hectare.


As principais áreas cultivadas com milho se concentram na Serra das Guaribas, margeando a BR-235/PI

E bem atrás, na terceira colocação, aparece o Arroz de Sequeiro, que nas décadas de 1980/1990 foi o carro-chefe do cerrado piauiense, mas que hoje serve apenas para abertura de áreas. Na safra 2016/2017 foram plantados somente 1.715 hectares da gramínea nas terras altas de Santa Filomena. 

Com produção média de 2.160 quilos por hectare (43,2 sacas de 50 quilos por hectare), estão sendo colhidas apenas 3.703 toneladas de Arroz de Sequeiro.

Quanto ao Feijão, o IBGE estima uma produção de 198 toneladas, oriunda da agricultura familiar. Vale lembrar que os mais de 4.000 hectares da leguminosa plantados na Serra das Guaribas, embora próximos da cidade de Santa Filomena, se localizam no município de Baixa Grande do Ribeiro.

O levantamento do IBGE revela ainda que em Santa Filomena há 18 hectares de Fava, 30 hectares de Cana-de-Açúcar e 130 hectares de Mandioca.