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sábado, 5 de dezembro de 2015

Piauí enfrenta o quinto ano seguido de seca, mas continua desperdiçando água

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
Mesmo enfrentando o quinto ano seguido de seca, o Piauí se dá ao luxo de desperdiçar milhões de litros de água por dia 

Em 31 de julho de 2015 a Justiça Federal determinou que o Governo Federal, o Governo do Estado e a Agência Nacional de Águas (ANA) adotem providências para a elaboração de um plano que solucione o problema dos poços jorrantes no sul do Piauí. Na decisão, a juíza Marina Rocha Cavalcanti deu um prazo de quatro meses para que o projeto da Adutora do Sertão do Piauí seja feito e estabeleceu multa diária de R$ 200 mil em caso de descumprimento.

Passados mais de 04 meses, não há no local nenhuma sinalização de que algo esteja sendo feito objetivando a solução do impasse, nem mesmo em relação a tal “Adutora do Sertão”.
Conforme constatamos na tarde da última quinta-feira (03), o Poço Violeta continua jorrando a uma altura de mais ou menos 20 metros (na década de 70 chegava a quase 60 metros).


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)
As imagens são dignas de cartão-postal, com jatos de água brotando com uma força imensa, superiores a 20 m de altura 

Mais de mil municípios do Nordeste brasileiro estão em situação de emergência por causa da seca. No Piauí, são mais de 150. Mesmo assim, milhões de litros de água se desperdiçam todos os dias. Somente no Poço Violeta são cerca de 700.000 litros/hora, ou 16,8 milhões/dia.

Imagem: José Bonifácio/GP14(Imagem:José Bonifácio/GP1)
Mas a água que jorra não é aproveitada com nada. O pior é que o desperdício pode estar rebaixando o Aquífero Urucuia 

Segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), já existe um projeto, aprovado pelo Ministério da Integração Nacional, que prevê o aproveitamento da reserva subterrânea do Aquífero Urucuia, no Vale do Gurguéia. A água seria canalizada e distribuída para 51 municípios da região mais atingida pela seca no Piauí. O que não se sabe é se essa idéia vais sair do papel.

Enquanto isso, o Violeta e outros 400 poços, que há quase 40 anos jorram água todos os dias, sem parar, podem estar contribuindo para o rebaixamento do Aquífero Urucuia, manancial subterrâneo que se estende por 76.000 km2, do sul do Piauí ao noroeste de Minas Gerais.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Santa Filomena é uma área propícia à produção de diamantes de alta qualidade

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)O Kimberlito Redondão, em Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, pode ser área com os melhores diamantes do Mundo

Quem disse foi o juiz da Vara Agrária do Piauí, Eliomar Rios, que elaborou uma proposta para acabar com o problema da grilagem de terras no Estado, e que por algum tempo respondeu pela Comarca de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, como Juiz de Direito Substituto.

A informação foi dada ao Jornal do Piauí, apresentado pelo jornalista Amadeu Campos, na TV Cidade Verde, de Teresina. Claro que o magistrado Eliomar Rios não foi à televisão para discutir geologia, mas sim para falar sobre o Projeto que cancela títulos de terra na região do cerrado piauiense, a ser encaminhado à Assembleia Legislativa (ALEPI), no início de 2015.


Imagem: Raoni Barbosa1(Imagem:Raoni Barbosa)
2(Imagem:1)Quem disse isso foi o juiz Eliomar Rios, da Vara Agrária de Bom Jesus, em entrevista à TV Cidade Verde, de Teresina

O Dr. Eliomar Rios chamou atenção para um fato que poucas pessoas sabem; a existência do Kimberlito Redondão, na Serra das Guaribas, localizada no município de Santa Filomena.

Ele disse ao Amadeu Campos que um estudo de 7 (sete) anos de duração comprovou que o município de Santa Filomena é uma área propícia à produção de diamantes de alta qualidade, uma das mais puras do mundo, apesar dos piauienses não saberem. "O Piauí é um Estado riquíssimo, mas infelizmente, 80% de sua população desconhece isso", finalizou.


Imagem: CPRMUma das equipes de campo da CPRM recebendo treinamento sobre o Kimberlito Redondão(Imagem:CPRM)Uma das equipes de campo da CPRM recebendo treinamento sobre o Kimberlito Redondão, pelo Projeto Diamante Brasil

Na verdade, o juiz Eliomar Rios se referiu às pesquisas que vêm sendo desenvolvidas pela CPRM (Serviço Geológico do Brasil), abrangendo os aspectos da geologia do diamante no Brasil. Iniciado em 2008, por meio do Projeto Diamante Brasil, é um trabalho sistemático de pesquisas, voltado para a análise de rochas portadoras de diamantes, kimberlitos e garimpos.

O projeto tem como meta integrar as características geológicas do diamante, incluindo fontes primárias (extraído diretamente da rocha) e secundárias (nos aluviões). Outra vertente do projeto diz respeito à discussão geológica dos garimpos de diamante, que desempenham papel de destaque na economia brasileira e possuem importante valor histórico.

Imagem: GoogleDiafragma do Kimberlito Redondão vista por satélite(Imagem:Google)Diafragma do Kimberlito Redondão vista por satélite, com 1.100m de diâmetro e distante cerca de 4,5 km da BR-235/PI

KIMBERLITO REDONDÃO
- No diatrema do Redondão, na Serra das Guaribas, situada no sudoeste piauiense, a 50 quilômetros da cidade de Santa Filomena, já foram encontrados e identificados mais de dez corpos. Porém é, ainda, uma província kimberlítica desconhecida.

O pipe ou diatrema (chaminé vulcânica) do Kimberlito Redondão, intrusivo em rochas paleozóicas da bacia sedimentar do nosso Rio Parnaíba, forma uma cratera grosseiramente circular, com cerca de 1.100 metros de diâmetro e profundidade em torno de 40-50 metros.

Dentro da sua enorme abertura, o relevo é formado por pequenas colinas, resultantes da dissecação causada pelo riacho Mateiro, que drena a área e se precipita para fora da cratera em forte quebra topográfica, superior a 100 (cem) metros, e segue rumo ao Povoado Matas.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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2(Imagem:1)Diatrema do Kimberlito Redondão, intrusivo em rochas paleozóicas, causa uma extrema admiração aos raros visitantes

Controlado por uma empresa canadense, o Kimberlito Redondão foi descoberto ainda na década de 1960, graças aos trabalhos exploratórios pioneiros da Petrobrás. Até onde se sabe, é considerado estéril, por não ser portador de diamantes, haja vista que esses minerais se acham resguardados apenas em suas partes mais profundas. As camadas superiores, onde havia maiores possibilidades de conter diamantes, foram destruídas pelo intemperismo e carregadas para locais ainda desconhecidos, conforme os primeiros pesquisadores.

O ponto no qual se localiza o Kimberlito Redondão tem clima semi-úmido, caracterizado por duas estações distintas: uma seca (de maio a outubro) e outra chuvosa (de novembro a abril), com precipitação média anual de cerca de 1.500 milímetros. A cobertura é o cerrado típico do Brasil Central, constituída por árvores baixas de troncos e galhos retorcidos, espalhadas em meio a arbustos e a um tapete de gramíneas. O contraste entre essas comunidades florísticas é mais acentuado na estação seca, época em que as gramíneas se encontram murchas e a folhagem da vegetação circundante de maior porte permanece verde.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)A cratera do Redondão se rompe do lado norte, em forte queda topográfica, superior a 100m, e forma o riacho Mateiro 
 
Torcemos para que, conforme declarou o juiz Eliomar Rios, haja sim depósitos diamantíferos significativos, similares aos que foram descobertos nos séculos XIX e XX em diversas regiões do país, como nos estados de Minas Gerais (Serra da Canastra e Presidente Olegário), Piauí (Gilbués e Monte Alegre), Paraná (Rio Tibagi), São Paulo (Franca), Mato Grosso do Sul (Aquidauana), Goiás (Israelândia e Araguatins), Pará (Itupiranga e Itaituba) e Tocantins.

Essas regiões se mantiveram hegemônicas no território brasileiro até meados dos anos 80. Mas, atualmente, suas reservas se encontram relativamente próximas da exaustão.


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Poço desperdiça 1.000.000 de litros de água/h e ninguém toma providência

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Poço Violeta II desperdiça 1 milhão de litros de água por hora, enquanto o Piauí sofre a maior seca dos últimos 50 anos

Enquanto o Piauí enfrenta a pior seca registrada nos últimos 50 anos, com 211 dos seus 224 municípios em situação de emergência, o Poço Violeta II, localizado a 600 mestros da BR-135, entre as cidades piauienses de Alvorada do Gurgueia e Cristino Castro, continua, apesar de exuberante, desperdiçando cerca de 24 milhões de litros de água todos os dias, desde 1973.

O pior de tudo é que há uma calamidade em andamento no Piauí, mas ninguém dá um pio, no sentido de que se evite tamanho desperdício e que as águas do Violeta sejam aproveitadas. Enquanto isso, falta água para fazer comida e tomar banho em 90% do território piauiense.

Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)Já o Poço Violeta I, com 360 m de profundidade e vazão de 394 mil litros por hora, passou a ter o seu registro fechado

O Poço Violeta I, concluído em 24 de fevereiro de 1972, tem profundidade de 360,00 metros, nível estático de 31,07 metros e vazão de 294.840 litros por hora. No último domingo (14/09), estava com o registro fechado, tarefa que é executada pelos próprios donos do Restaurante situado ao lado. Embora o local seja uma atração turística à parte, recebe poucos visitantes.
 

VÍDEO: Poço Violeta II, com 1.000 m de profundidade, jorra 1.000.000 de litros por hora
 
Já o Poço Violeta II, concluído em 21 de junho de 1973, com profundidade de 1.000 metros e nível estático de 62,66 metros, tem a vazão estimada em 1 milhão de litros por hora. Sua água brota da terra com tanta força que chega a mais de 30 - talvez até 35 - metros de altura.

Segundo se sabe, a água do Violeta sai a uma temperatura de aproximadamente 45º Celsius.

Desde a época em que foram perfurados, jorram essa água quase sem nenhuma utilidade. É muita água jogada fora, que escorre e se perde por entre um pequeno carnaubal. O que é desperdiçado seria suficiente para abastecer uma cidade de 130 mil habitantes.

Imagem: José Bonifácio/GP14(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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2(Imagem:1)O Violeta II teria sido perfurado pela CPRM, em 1973, para avaliar os parâmetros dos aquíferos Serra Grande/Cabeças

De acordo com um especialista Wilton José Silva da Rocha, que é Doutor em Geologia, esses dois poços, denominados Violeta I e Violeta II, foram perfurados pela CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais) para um projeto do DNOCS no vale do Gurguéia. No projeto, o poço I funcionou como piezômetro (furo de observação), enquanto o II sevia como poço de pesquisa, para avaliar os parâmetros dos aquíferos Serra Grande e Cabeças.

Outros dizem que o Poço Violeta surgiu por acaso; que a procura seria por petróleo, em 1975.

Entretanto, independentemente da finalidade, o que interessa mesmo é saber o que está sendo feito. Qual será a intenção dos nossos candidatos a Governador, em relação ao desperdício de água no Violeta? Existe alguma preocupação? Ou isso não interessa?


Imagem: José Bonifácio/GP15(Imagem:José Bonifácio/GP1)A água que jorra dos Poços Violeta é um recurso natural limitado, e o seu desperdício pode ter sérias consequências

Já diziam nossas avós que sabendo usar não vai faltar. O velho ditado é cada dia mais atual, assim como a necessidade de utilizar com sabedoria o que ainda temos. A água é um recurso natural limitado, e o seu desperdício pode ter sérias conseqüências. Cada setor da economia, cada fatia da sociedade, querendo ou não, tem a sua inevitável parcela de responsabilidade.

O Brasil é rico em disponibilidade de água, com 12% do total do mundo, mas a distribuição no território é muito desigual, especialmente no semi-árido do Piauí. O desperdício é intolerável.

Desperdício e Escassez - Os quase oito meses de ausência de chuvas que anualmente ocorrem, associados à insolação de mais de três mil horas no semi-árido, fazem com que os açudes piauienses estejam em situação alarmante, com menos de 30% da capacidade total.


Imagem: José Bonifácio/GP16(Imagem:José Bonifácio/GP1)Enquanto se desperdiça água no sul do Piauí, o açude Cajazeiras, em Pio IX, está com apenas 2,8% da sua capacidade

O açude Cajazeiras, por exemplo, localizado no município de Pio IX, tem capacidade para 25 milhões de metros cúbicos de água, mas se acha "seco", com apenas 700 mil metros cúbicos.

A crise da água será a marca do século XXI, conforme anunciam os formadores de opinião e interessados no negócio, tanto em nível mundial quanto nacional e regional. Efetivamente, a crise da água interessa a alguns, à medida que conseguem transformar a escassez em vantagens, aproveitando-se, sobretudo, da pobreza política da sociedade em geral.

Infelizmente, apesar de todos os avanços culturais, sociais e tecnológicos disponíveis, as mudanças e as inovações que conduzem ao desenvolvimento sustentável se tornam distantes no Nordeste do Brasil e, em particular, no estado do Piauí, onde falta água em 211 municípios.


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Poços Violeta desperdiçam cerca de 30 milhões de litros por dia

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)

Poços Violeta I e II, entre Alvorada do Gurgueia e Cristino Castro, no Piauí, desperdiçam mais de 30 milhões de litros por dia
Apesar de mais
de mil municípios do Nordeste brasileiro estarem em situação de emergência por causa da seca, dos quais 184 somente no Piauí, cerca de 30 milhões de litros de água do Aquífero Urucuia são desperdiçados todos os dias pelos Poços Violeta I e Violeta II, localizados à margem da BR-135, entre as cidades piauienses de Alvorada do Gurgueia e Cristino Castro.



Segundo Wilton José Silva da Rocha, Doutor em Geologia, esses dois poços, denominados Violeta 1 e Violeta 2, foram perfurados pela CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais) para um projeto do DNOCS no vale do Gurguéia. Dentro do projeto, o poço 1 funcionou como piezômetro (furo de observação), enquanto o 2 como poço de pesquisa para avaliar os parâmetros dos aquíferos Serra Grande e Cabeças.

Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)
No Poço Violeta 2 (esquerda) a vazão estimada é de 1 milhão de litros/hora; já o Violeta 1 tem a vazão de 294 mil litros/hora

O Poço Violeta 1, concluído em 24/02/1972, tem profundidade de 360,00 metros, nível estático de 31,07 metros e vazão de 294.840 litros por hora

Já o Poço Violeta 2, concluído em 21/06/1973, com profundidade  de 1.000 metros e nível estático  de 62,66 metros, tem a vazão estimada em 1 milhão de litros por hora. A água brota da terra com tanta força que chega a mais de 20 metros de altura.

Desde a época em que foram perfurados, jorram essa água quase sem nenhuma utilidade. É muita água jogada fora, que escorre e se perde por entre um pequeno carnaubal. O que é desperdiçado no local seria suficiente para abastecer uma cidade de 130 mil habitantes.

“Uma riqueza natural tratada com descaso na região. No município de Cristino Castro dezenas de poços jorram sem parar. Alguns abastecem piscinas de restaurantes e hotéis, outros não servem para nada”, destacou o Jornal Nacional em matéria exibida recentemente.

Imagem: José Bonifácio/GP13(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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A água dos Poços Violeta se perde por entre a caatinga, ou vai para esses  tanques, onde nem sequer são criados peixes

I
nformações Técnicas – De acordo com o geólogo José Wilton Silva da Rocha, que já prestou serviços na região, a água do poço Violeta tem teores de sais dentro dos parâmetros de potabilidade do CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente (<500mg/l).

As amostras coletadas na época (1973) do estudo - que não deve ter mudado - dos dois poços apresentaram um Resíduo Seco (mg/l) da ordem de 91,00 para o Violeta 1 e 269 para o Violeta 2. O maior valor de Resíduo Seco para o VIoleta 2 é devido a sua profundidade que atravessa formações geológicas mais salinizadas e deve ter contribuído com esse valor maior que o RS do Violeta 1. Contudo, a água não apresenta quaisquer restrições para o consumo.

Imagem: José Bonifácio/GP15(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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Poços jorram sem parar na região; alguns abastecem piscinas de restaurantes e hotéis, mas outros não servem para nada

Do sul do Piauí ao noroeste de Minas Gerais
- O Sistema Aquífero Urucuia (SAU) é um manancial subterrâneo de extensão regional, composto por subtipos de aquíferos inter-relacionados. O aquífero é constituído de quartzo-arenitos e arenitos feldspáticos eólicos bem selecionados, com presença de níveis silicificados e, em menor proporção, níveis conglomeráticos relacionados ao Grupo Urucuia, Neocretáceo da Bacia Sanfranciscana, que representa a cobertura fanerozoica do Cráton São Francisco. O sistema aquífero se estende desde o sul do Piauí até o noroeste de Minas Gerais, com maior expressão no oeste da Bahia.

O Aquífero Urucuia apresenta um eixo divisor longitudinal que separa o fluxo subterrâneo para o oeste (bacia hidrográfica do Tocantins) e para leste (bacia hidrográfica do São Francisco). O sistema foi dividido em quatro subsistemas, assim caracterizados: aquífero livre regional; aquífero suspenso local; aquífero confinado ou semiconfinado e aquífero livre profundo.

As espessuras totais do sistema aquífero, estimadas a partir da aplicação de estudos geofísicos, apresentam valores que variam de 100 a 600 m nos 26 pontos do levantamento eletromagnético no domínio do tempo. As espessuras saturadas variam entre 80 e 460 m.