Mostrando postagens com marcador maranhense. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador maranhense. Mostrar todas as postagens

sábado, 28 de julho de 2018

Deputado maranhense pede ao DNIT informações sobre a ponte de Santa Filomena


Deputado HILDO ROCHA (MDB-MA) solicitou ao DNIT informações sobre a ponte de Santa Filomena
Já que os representantes do Piauí, ao que parece, não estão preocupados com a construção da Ponte de Santa Filomena, na BR-235/PI/MA, no Rio Parnaíba, entre as cidades de Santa Filomena e Alto Parnaíba, coube ao deputado maranhense HILDO ROCHA (MDB-MA) enviar ofício à direção geral do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), em Brasília, solicitando informações detalhadas acerca do Projeto Executivo de Construção de Ponte sobre o Rio Parnaíba, incluindo a pavimentação do acesso (anel viário) de 4,42 quilômetros, fazendo conexão à MA-006.

Em resposta ao Ofício nº 062/2018, de HILDO ROCHA, que nas Eleições 2014 não teve nenhum voto em Alto Parnaíba, mas que foi o 2º deputado federal mais votado do Maranhão, com 125.521 votos, o DNIT disse:

Cópia do Ofício nº 25212/2018, de 19/07/2018, encaminhado ao deputado federal Hildo Rocha (MDB-MA)
Senhor Deputado HILDO ROCHA,

Refiro-me ao Ofício nº 062/2018, por meio do qual Vossa Excelência solicita informações sobre a construção de ponte sobre o Rio Parnaíba, que liga os municípios de Santa Filomena/PI e Alto Parnaíba/MA.

A esse respeito, após consulta à Superintendência Regional do DNIT no Estado do Piauí e à Diretoria de Planejamento e Pesquisa, incumbiu-me o Senhor Diretor-Geral Interino de informar que a elaboração do projeto de construção de ponte, incluindo a pavimentação de seu acesso, na rodovia BR-235/PI/MA, está em fase de conclusão, restando apenas a necessidade de entrega do orçamento atualizado, que já se encontra aprovado.

O Ofício do DNIT foi assinado eletronicamente por Ebert Gustavo Ribeiro, Chefe de Gabinete-Substituto
Nesse cenário, cumpre dizer que o projeto compreende a construção de uma ponte estaiada, com extensão de 185 metros, e a implantação e pavimentação de um segmento rodoviário na extensão de 4,42 km em território maranhense, fazendo a conexão com a rodovia pavimentada MA-006. Além disso, esclareço ainda que o procedimento para obtenção da Licença de Instalação do empreendimento está em andamento junto ao IBAMA/Brasília. O custo total da obra é de R$ 27.410.748,00 a preços de novembro/2016”, diz o OFÍCIO nº 25212/ASPAR/GAB – DG/DNIT SEDE DNIT, assinado eletronicamente por Ebert Gustavo Ribeiro, Chefe de Gabinete da Diretoria Geral – Substituto, em 20/07/2018, às 14h49.

As informações nos foram repassadas pelo jornalista Chico Barros, de São Luis. O blogueiro Chico Barros é assessor parlamentar do deputado estadual Wellington do Curso (PSL) e do deputado federal Hildo Rocha (MDB).

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Jornalista Lindolpho Almeida lança livro retratando a história do Alto Parnaíba

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Servidor da Gráfica do Senado, jornalista Lindolpho Almeida lança livro apontando à história da região do Alto Parnaíba

O jornalista e escritor alto-parnaibano Lindolpho do Amaral Almeira acaba de lançar mais um livro, agora retratando a história de Alto Parnaíba, no extremo-sul do Maranhão, e de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, municípios situados no curso alto do rio Parnaíba.

Sob o título Apontamentos para a História de Alto Parnaíba e Santa Filomena (Ou a criação da freguesia maranhense de N. S. da Vitória em terras do distrito piauiense), a obra constitui, em síntese, uma coletânea de dados sobre a formação histórica das cidades irmãs que Lindolpho Almeida garimpou em museus, bibliotecas e fontes diversas, como relatos orais, velhas cartas trocadas entre parentes e outros documentos esparsos.

Contém um grande volume de informações e materiais compilados durante anos de uma lenta e paciente pesquisa, com um esboço genealógico das famílias Lustosa, Nogueira, Brito, Amaral, Araújo, Vargas e Mascarenhas, pioneiras e fundadoras das duas povoações.

Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)Capa do livro APONTANDO PARA A HISTÓRIA DE ALTO PARNAÍBA E SANTA FILOMENA, do escritor Lindolpho Almeida

O LIVRO
– Nasceu, sem demérito, como resultado do apego sentimental do autor à aldeia natal. O objetivo da obra, conforme Lindolpho do Amaral Almeida, é servir, acima de tudo, como um roteiro, uma espécie de banco de dados para os interessados em conhecer os fatos históricos da região alto-paranibana, onde se localizam as duas cidades de Alto Parnaíba e Santa Filomena, colonizadas devido à extensão pecuária a partir do médio São Francisco.

Outros aspectos da historiografia regional são também destacados na pesquisa de Lindolpho Almeida, como: a navegação fluvial que beneficiou ambas as comunidades por muitos anos; a participação de um grupo de moradores de Santa Filomena na sangrenta Guerra do Paraguai; e a questão de limites entre as províncias do Piauí e do Maranhão, no alto rio Parnaíba, quando da criação da freguesia de Nossa Senhora da Vitória.

Os interessados em adquirir o livro Apontamentos para a História de Alto Parnaíba e Santa Filomena (Ou a criação da freguesia maranhense de N. S. da Vitória em terras do distrito piauiense), com 385 páginas e pelo preço de R$ 30, poderão se dirigir ao Comercial Moçambique, à Av. Pres. Getúlio Vargas, no centro comercial de Santa Filomena.


Imagem: José Bonifácio/GP13(Imagem:José Bonifácio/GP1)O livro de Lindolpho do Amaral Almeida pode ser encontrado por R$ 30, no Comercial Moçambique, em Santa Filomena

O AUTOR
– Lindolpho do Amaral Almeida nasceu em Alto Parnaíba, em 8 de setembro de 1951, dia da padroeira de sua cidade. É o quinto filho do casal Raimundo (Mundico) Alves de Almeida, natural de São João dos Patos (MA), e Creusa do Amaral, falecida em 1989, filha do capitão da Guarda Nacional Lindolpho Lustosa do Amaral Brito e de Cândida Lustosa de Brito, primos e integrantes da terceira geração da família fundadora da cidade de Alto Parnaíba.

Lindolpho Almeida saiu de Alto Parnaíba em 1969, acompanhando os pais em mudança para Brasília, onde reside desde então. Servidor público (Senado Federal) e jornalista, em 2009 publicou o livro de crônicas em homenagem ao pai fazendeiro, Personagens do Sertão, o universo pitoresco de Mundico Almeida, no qual retrata o seu modo alegre de viver e a índole burlesca dos sertanejos da região do Alto Parnaíba maranhense e piauiense. 


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Cruzeiro recebe sondagens e Lucca pode ir jogar no Vasco

Imagem: ReproduçãoDiretoria celeste tem recebido sondagens de vários clubes de olho no habilidoso jogador(Imagem:Reprodução)
Diretoria do Cruzeiro tem recebido sondagens de vários times de olho no habilidoso jogador e Lucca pode ir parar no Vasco

O meia-atacante Lucca chegou ao Cruzeiro contratado junto ao Criciúma como uma grande promessa. Depois de se recuperar de uma lesão grave no joelho, o jovem atleta teve poucas oportunidades no time titular e tem sido pouco aproveitado pelo técnico Marcelo Oliveira.

Diante dessa situação, a diretoria celeste tem recebido sondagens de vários clubes de olho no habilidoso jogador. O Bahia fez proposta nas últimas semanas e o Cruzeiro recusou. A mais recente especulação é de que o Vasco também teria interesse no atleta, mas a diretoria celeste nega que tenha recebido oferta do time carioca pelo meia-atacante.

O diretor de comunicação do Cruzeiro, Guilherme Mendes, confirmou que a diretoria já foi procurada pelo Bahia, mas garantiu que Lucca não sai. “O Cruzeiro realmente recebeu a sondagem do Bahia, mas o presidente avisou que ninguém sai do time até o fim do ano. O grupo é este até dezembro. O Cruzeiro não negociará o Lucca com nenhum time”, disse.

Lucca, natural de Alto Parnaíba, no extremo-sul do Maranhão, disputou 11 partidas com a camisa celeste este ano, sendo nove delas como reserva e somente duas como titular. Ele anotou dois tentos e deu dois passes diretos que resultaram em gols.


Fonte: Super Esportes


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Cruzeiro elimina Atlético-GO no Serra Dourada com gol do maranhense Lucca

Imagem: Globo EsporteLucca(Imagem:Globo Esporte) Com gol do alto-parnaibano Lucca, em pleno Serra Dourada, o Cruzeiro garantiu vaga na próxima fase da Copa do Brasil

Com um time misto, o Cruzeiro venceu o Atlético-GO, por 1 a 0, gol de Lucca, na noite desta quarta-feira (17), no estádio Serra Dourada, em Goiânia, e garantiu vaga na próxima fase da Copa do Brasil. Como já havia vencido o primeiro confronto por 5 a 0, na última semana, no Mineirão, o placar agregado ficou 6 a 0 para o time mineiro. Com isso, o sonho da conquista do pentacampeonato está vivo para o Cruzeiro.

O fato de a Raposa ter atuado com apenas dois titulares, Fábio e Egídio, não tornou a tarefa do Dragão mais simples. Os goianos tentaram melhor sorte, mas a diferença de nível técnico entre as duas equipes é notável, e o Cruzeiro não teve dificuldades em criar e administrar um placar que lhe era favorável. O público pagante, de 1.280 pessoas, a maioria absoluta de cruzeirenses, proporcionou renda de R$ 33.750,00.


Fonte: Globo Esporte

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Lucca pode estrear pelo Cruzeiro no dia do 147º aniversário de Alto Parnaíba

Imagem: ReproduçãoLucca(Imagem:Reprdoução)Lucca, há 07 meses sem jogar bola, pode estrear no Cruzeiro logo num jogo decisivo, contra o Atlético/MG, no Mineirão

O Cruzeiro pode ter uma grande novidade no clássico deste domingo (19/05/2013), contra o Atlético-MG. Recuperado de lesão no joelho, o atacante Lucca, maranhense de Alto Parnaíba, cidade que no mesmo dia estará comemorando seu 147º aniversário de fundação, poderá voltar a jogar futebol, após sete meses, e estrear pelo Cruzeiro justo na decisão do Mineiro.

Nesta sexta-feira (17), o técnico Marcelo Oliveira contou que vai relacionar o jogador para a partida contra o Galo. Lucca, que já está concentrado, pode ser opção para o 2º tempo. “Já posso adiantar que Lucca estará concentrado também. Tudo isso é pensado. De acordo com a situação, o momento, teremos, possivelmente, um banco mais ofensivo”, declarou Oliveira.


Imagem: Reproduçãol(Imagem:Reprodução)Atacante Lucca (à direita) está treinando a cerca de 30 dias e vem sendo destaque em atividades com bolas paradas

Lucca vem treinando com bola a cerca de um mês. Nas últimas semanas, começou a trabalhar com o grupo. Há poucos dias, foi destaque em uma atividade de bolas paradas, com bom aproveitamento nas cobranças de falta. Diante do Atlético-MG, ele poderia ser mais uma opção ofensiva para um Cruzeiro que precisa de gols, já que foi derrotado por 3 a 0.

Lucca não joga desde 16 de outubro do ano passado. Ele se contundiu em uma partida pelo Criciúma, diante do ABC. Na oportunidade, os catarinenses venceram por 2 a 1, e ele marcou um dos gols. Lucca foi um dos destaques do Criciúma, que conseguiu o acesso à Série A. Contratado no início da temporada, ele fez a maior parte do tratamento na Toca da Raposa II.


Fonte: http://globoesporte.globo.com

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Pinturas e gravuras rupestres são rastros de antigas civilizações no Maranhão

Imagem: Museu do CerradoPinturas e gravuras rupestres(Imagem:Museu do Cerrado)Grafismo rupestre indica vestígios de antigas civilizações em Tasso Fragoso, município localizado no sul do Maranhão

Em sua edição impressa de domingo passado, 06 de janeiro de 2013, o jornal O ESTADO DO MARANHÃO publicou ampla reportagem sobre o potencial para o desenvolvimento do turismo cultural, sobretudo arqueológico, no município sul maranhense de Tasso Fragoso.

No Maranhão, diz o texto, a maioria da população ainda desconhece a riqueza arqueológica do estado no que consiste aos registros rupestres. Isso tem uma explicação em função da ausência de instituições, falta de atenção dos órgãos competentes em todas as esferas no investimento de estudos e pesquisas sobre a história da sua população pré-colonial.

No território timbira, assim como em São Raimundo Nonato (PI) e em outras regiões do Brasil, encontra-se um tipo de vestígio arqueológico denominado grafismo rupestre, embora esse registro seja ignorado na região pela ausência de pesquisas.

Tasso Fragoso, denominação dada em homenagem ao general e ex-Presidente da República do Brasil, dispõe de uma riqueza em cavidades naturais e de milhares de gravuras e pinturas rupestres encontradas nas paredes das grutas, onde se encontram pegadas de animais, seguidas por humanas, folhas de palmeiras e objetos de caça.

Situado no sul do estado do Maranhão, distante quase 1.000 quilômetros de São Luis, à margem do rio Parnaíba, a denominação Tasso Fragoso é em homenagem ao general e ex-Presidente da República do Brasil, o maranhense Augusto Tasso Fragoso.

Imagem: Museu do CerradoMORRO DO GARRAFÃO: (Imagem:Museu do Cerrado)MORRO DO GARRAFÃO: Principal Cartão Postal de Tasso Fragoso (MA), um tesouro arqueológico a ser descoberto
Imagem: DivulgaçãoMorro do Garrafão ilustrou capa e página inteira do(Imagem:Divulgação)Ilustrou a capa e a página 03 por inteiro do jornal O ESTADO DO MARANHÃO, edição de domingo último, 06 de janeiro

Veja a reportagem Tasso Fragoso ainda é um tesouro arqueológico a ser descoberto:

“O município de Tasso Fragoso, no extremo sul do Maranhão, se constituiu em 10 anos em uma referência maranhense em sítios arqueológicos e polo potencial para o desenvolvimento do turismo cultural - especialmente o arqueológico - devido à relevância do patrimônio.

O Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) diz que
no município de Tasso Fragoso está o maior número de sítios arqueológicos do Maranhão.

As descobertas feitas até agora revelam a existência de vestígios como gravuras rupestres no interior de grutas e paredões rochosos em serras de arenito, o que reforça, segundo os pesquisadores, a presença de populações pré-históricas.

Tasso Fragoso é o município mais novo a ser incorporado ao complexo do Parque Nacional da Chapada das Mesas. Enquanto os demais do polo exploram o meio ambiente (recursos naturais), Tasso Fragoso tem como cartão de visita a arqueologia. Balsas é a cidade de referência mais próxima. Está distante aproximadamente 140km. No município, existem dois hotéis.

O fotógrafo, ambientalista e historiador Agnaldo Guimarães Fialho, que prefere ser chamado de Lirô, pioneiro em pesquisas no lugar, disse que em 2001, quando ele começou a pesquisa, passou a catalogar o que encontrava, buscou apoio junto a algumas entidades públicas como: Universidades, Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), dentre outros.

Imagem: Museu do CerradoAgnaldo Guimarães Fialho (Lirô Guimarães),(Imagem:Museu do Cerrado)Agnaldo Guimarães Fialho (Lirô): fotógrafo, ambientalista, pesquisador e historiador, fundador do "Museu do Cerrado"

O pesquisador também procurou ajuda do poder público municipal, estadual e Federal e não teve nenhum resultado, exceto palavras de incentivos. Somente em 2008, com a visita de caravana da Secretaria de Estado do Turismo, Sebrae e Iphan, finalmente foi feita uma visita técnica e o trabalho se consolidou. “Depois disso, Luís Marques, do Sebrae, intermediou a vinda de Arklei Marque Bandeira, a responsabilidade e registrar todas as informações e documentar, repassando depois para o Iphan”.

Peculiaridades - Os vários sítios arqueológicos identificados até agora mostram uma estratégia peculiar: os abrigos localizados próximos a cursos d’água e em encostas. Com isso, os ocupantes tinham maior facilidade para obter alimentos e matéria-prima para elaborar objetos e ferramentas do dia a dia, além de proteção e abrigo contra os perigos naturais de grupos inimigos e da própria selva.

Lirô disse que já foram encontrados vários objetos líticos lascados como machadinha, cerâmicas, várias pedras de cortes, raspadores e dois moedores. Segundo ele, todo esse material está devidamente registrado e sob a guarda do Museu do Cerrado, responsabilidade atribuída pela superintendente do Iphan no Maranhão, Kátia Bogea.

“Quando falo em museu, na verdade é uma pequena sala de 5m por 5m cedida pela Prefeitura de Tasso Fragoso, que está repleta de objetos domésticos já em desuso”, diz o pesquisador e conservacionista Agnaldo Guimarães Fialho (Lirô Guimarães).

Imagem: José Bonifácio/GP1O Museu do Cerrado, criado por(Imagem:José Bonifácio/GP1)O Museu do Cerrado, criado por Lirô Guimarães e sua esposa, Neide Cristina, visa mostrar o potencial histórico-cultural

A criação do Museu do Cerrado por Lirô e sua mulher, Neide Cristina Guimarães Fialho, visa mostrar o potencial histórico-cultural do lugar, mas o espaço não comporta mais as doações que chegam aos pesquisadores. “Estamos construindo um espaço melhor, mais amplo, com recursos próprios”, adiantou Lirô, que em seguida queixou-se da falta de recursos: “A obra está parada por falta de recursos, mas o nosso lema é lutar sempre e nunca desistir”.

Sítios - Ainda de acordo com Lirô, a relevância dos achados, associados ao grande número de sítios, caracteriza a Região sul do Maranhão como um importante complexo arqueológico.

Todo esse patrimônio, no ponto de vista do pesquisador, precisa ser preservado dada a sua grande importância para a descoberta da identidade dos primeiros povoadores do extremo sul maranhense, mas é possível conciliar com o turismo.

“A preservação, a pesquisa e a divulgação do legado arqueológico tassofragoense é de responsabilidade de todos e sua gestão deve ser compartilhada pelo poder público e pela comunidade, a verdadeira guardiã de seus bens culturais”, raciocinou o pesquisador, que não esconde o orgulho com o qual vem desenvolvendo pesquisas desde 2001.

Há rastros de antigas civilizações

O Brasil, muito antes da chegada de Pedro Álvares Cabral, já era habitado por grupos nômades, caçadores e pescadores que, segundo pesquisas, eram da Austrália, da Oceania ou da Ásia. Escavações e análises de objetos e desenhos nas pedras, ali deixados pelos primitivos, além de pinturas e gravuras feitas por eles, são o testemunho dessa passagem.

Consta na literatura que esses registros em diferentes suportes de pedra são chamados de arte rupestre ou itacoatiaras, palavra tupi que quer dizer pedra pintada: paredes e tetos de cavernas e abrigos, blocos no chão, pedras nos leitos dos rios, e lajes a céu aberto.
As mais antigas pinturas rupestres brasileiras encontradas nas cavernas estão no Parque Nacional Serra da Capivara na região de São R. Nonato, no sudeste do Piauí.

Imagem: José Bonifácio/GP1Centenas de objetos estão expostos no Museu do Cerrado, desde a antiguidade até os dias atuais,(Imagem:José Bonifácio/GP1)Centenas de objetos antigos e contemporâneos, característicos do Maranhão, estão expostos no "Museu do Cerrado"

No Maranhão, a maioria da população ainda desconhece a riqueza arqueológica do estado no que consiste aos registros rupestres. Isso tem uma explicação em função da ausência de instituições, falta de atenção dos órgãos competentes em todas as esferas no investimento de estudos e pesquisas sobre a história da população pré-colonial.

No estado, assim como em outras regiões do Brasil, encontra-se um tipo de vestígio arqueológico denominado grafismo rupestre, embora esse registro seja ignorado na região pela ausência de pesquisas. Tasso Fragoso dispõe de uma riqueza em cavidades naturais e de milhares de gravuras e pinturas rupestres encontradas nas paredes das grutas, onde se encontram pegadas de animais e de humanos, folhas de palmeiras e objetos de caça.

Museu - Os objetivos do Museu do Cerrado são promover atividades focadas nas crianças e adolescentes, desenvolver ações educativas ambientais e culturais para possibilitar que a população conheça e valorize as riquezas naturais e culturais. Também visa apoio a elaboração de planos de turismos sustentável e ações de educação e proteção patrimonial.

Riqueza - O Museu do Cerrado também visa divulgar e preservar as riquezas naturais e culturais de Tasso Fragoso; desenvolver atividades de valorização e preservação natural, cultura popular e patrimonial e divulgar os sítios arqueológicos e outros produtos turísticos existentes no município.

Importância - O Museu do Cerrado ainda tem como objetivo sensibilizar a população a cerca da importância do valor e da preservação ambiental, cultural e patrimonial; desenvolver atividades educativas ambientais e culturais nas Escolas, planos, programas e projetos sociais e identificar a localização dos pontos turísticos naturais, das grutas e paredões, onde estão as gravuras e pinturas rupestres e eventuais achados arqueológicos”.



Fonte: O ESTADO DO MARANHÃO