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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Márlon Reis volta à cidade onde iniciou sua luta contra a corrupção eleitoral

Imagem: Reprodução1(Imagem:Reprodução)VOLTA AO COMEÇO!   Juiz Márlon Reis retorna à cidade de Alto Parnaíba (MA) para lançar o livro "O Nobre Deputado"

Amanhã, sábado, 2 de agosto, acontecerá o lançamento do livro “O Nobre Deputado” em Alto Parnaíba, no extremo-sul do Maranhão, onde no início dos anos 2000 o juiz de Direito Márlon Reis iniciou a brilhante carreira de magistrado e já lutando contra a corrupção eleitoral.

A obra do juiz Márlon Jacinto Reis, que vem causando grande mobilização social por revelar os bastidores de práticas que levam corruptos ao Congresso Nacional, será lançada na Câmara Municipal de Alto Parnaíba, a partir das 17h, com transmissão pela Rádio Comunitária Rio Taquara FM, da vizinha cidade de Santa Filomena, no Estado do Piauí.

Fruto de pesquisas para apresentação de doutoramento, em que foram ouvidas quase uma centena de pessoas que participaram e participam ativamente de campanhas políticas e se saíram vitoriosas, o livro é um marco na luta pela reforma do sistema político brasileiro.


Imagem: Reprodução2(Imagem:Reprodução)O convite, postado no Facebook pelo próprio Márlon Reis, está sendo feito a todos de Alto Parnaíba e Santa Filomena

Em "O Nobre Deputado", Márlon Reis apresenta os resultados de uma pesquisa inédita: ele conseguiu ouvir pessoas que participam dos meandros da política brasileira, sobre como se define a eleição de um deputado federal ou estadual. Mas para que isso fosse possível, foi necessário lhes assegurar o mais absoluto anonimato.

O resultado da pesquisa não é apresentado de forma acadêmica, nem enfadonha. A história foi construída baseada em um personagem fictício, chamado de Cândido Peçanha, que encarna ele próprio as condutas descritas nos depoimentos reais colhidos por Reis.

No livro de Márlon o (e)leitor conhecerá de forma viva, curiosa e, por vezes, engraçada, a rotina de alguém disposto a fazer tudo para alcançar e permanecer no poder.
 
Imagem: José Bonifácio/GP13(Imagem:José Bonifácio/GP1)Sob o tema "A Reforma Política por iniciativa popular", a palestra de Márlon Reis começará às 17h, na Câmara Municipal

Segundo o advogado cearense Djalma Pinto, Márlon Reis é o Montesquieu do mundo contemporâneo, devido à sua incansável luta por um processo eleitoral sem corrupção.

“Em 1748, Montesquieu lançou o Espírito das Leis para combater a autoridade tirânica. Márlon lançou O Nobre Deputado, livro em que explica como nasce, cresce e se reproduz um corrupto na política brasileira, para concluir: o poder arrecada o dinheiro que vai alçar os candidatos ao poder", disse Djalma Pinto. E acrescentou: “Márlon Reis é um magistrado comprometido com a moralização das eleições, marcadas por abusos e uso indevido dos meios de comunicação, em benefício de candidato, inclusive, com veiculação de pesquisas tendenciosas”.


Imagem: Reprodução4(Imagem:Reprodução)Natural de Pedro Afonso (TO), Márlon Reis já é considerado maranhense, por conta da sua atuação no território timbira

Um brasileiro que dá orgulho
– Faço minhas também as palavras do jornalista Diego Emir, que afirmou: “Em um país que jogadores de futebol e cantores sertanejos são disparados os mais idolatrados pela população, entrar no debate da política brasileira e mostrar seriedade nesse tratamento, torna-se um desafio dificílimo, mas o juíz Márlon Reis enfrentou tudo isso e alcançou seu status de ser um ídolo de alguns brasileiros, que, entre eles, estou eu”.

De fato, o tocantinense radicado no Maranhão, já considerado maranhense, por conta de sua atuação no estado (juíz da Comarca de João Lisboa) e do próprio título de Cidadão concedido pela Assembleia Legislativa, ainda nos enche de esperança por mudanças e como o próprio citou Ariano Suassuna: "O otimista é um tolo. O pessimista um chato. Bom mesmo é ser realista esperançoso". Ainda acreditamos na modificação do sistema político brasileiro.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Juiz Marlon Reis lança livro "O Gigante Acordado" no interior do Maranhão

Imagem: ReproduçãoReis:(Imagem:Reprodução)MÁRLON REIS: "Esta cobrança decorre do fato de a sociedade brasileira estar avançando, aprendendo, educando-se"

No dia 17 de março, segunda-feira, o juiz de Direito Márlon Reis lançará o livro "O Gigante Acordado", que trata da atual conjuntura política brasileira e a mobilização pelo combate à compra de votos e em prol da Lei da Ficha Limpa. O lançamento vai acontecer no Palácio do Comércio, zona central de Imperatriz, no oeste do Maranhão, a partir das 19h00.

No livro, Márlon Reis avalia aspectos das recentes manifestações que tomaram conta do país, fazendo um paralelo com o projeto de Reforma Política Popular que está sendo apresentado à sociedade pelos mesmos autores da Lei da Ficha Limpa, com o apoio de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Em "O Gigante Acordado", Márlon Reis, que foi juiz titular na Comarca de Alto Parnaíba (MA), explica como é possível manter o Brasil de pé por meio de uma profunda reforma política que começa nos direitos de cada cidadão e se reflete nos deveres de cada político.


Imagem: Reprodução1(Imagem:Reprodução)Juiz maranhense Márlon Jacinto Reis lança livro "O Gigante Acordado" em Imperatriz, lugar onde ele reside atualmente

Segundo Márlon Reis, a sociedade não deseja a criminalização da política ou o seu sufocamento. As organizações sociais lutam é pelo controle social e transparência das administrações públicas, pela aplicação plena da Lei da Ficha Limpa, pela instituição do voto aberto nos parlamentos e, ainda, por mais democracia. "Esta cobrança decorre do fato de a sociedade brasileira estar avançando, aprendendo, educando-se e, com isso, dobrando as exigências", opina Márlon Reis, que atualmente titular da 58ª Zona Eleitoral do Maranhão.

No livro "O Gigante Acordado", Márlon Jacinto Reis fala também sobre as características dos movimentos sociais; o papel do das redes sociais para mobilização das pessoas; a importância dos partidos políticos; efeitos do financiamento das campanhas no processo eleitoral; a liberdade de expressão e, finalmente, o papel da mulher no exercício da política.


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Jornalista Lindolpho Almeida lança livro retratando a história do Alto Parnaíba

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Servidor da Gráfica do Senado, jornalista Lindolpho Almeida lança livro apontando à história da região do Alto Parnaíba

O jornalista e escritor alto-parnaibano Lindolpho do Amaral Almeira acaba de lançar mais um livro, agora retratando a história de Alto Parnaíba, no extremo-sul do Maranhão, e de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, municípios situados no curso alto do rio Parnaíba.

Sob o título Apontamentos para a História de Alto Parnaíba e Santa Filomena (Ou a criação da freguesia maranhense de N. S. da Vitória em terras do distrito piauiense), a obra constitui, em síntese, uma coletânea de dados sobre a formação histórica das cidades irmãs que Lindolpho Almeida garimpou em museus, bibliotecas e fontes diversas, como relatos orais, velhas cartas trocadas entre parentes e outros documentos esparsos.

Contém um grande volume de informações e materiais compilados durante anos de uma lenta e paciente pesquisa, com um esboço genealógico das famílias Lustosa, Nogueira, Brito, Amaral, Araújo, Vargas e Mascarenhas, pioneiras e fundadoras das duas povoações.

Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)Capa do livro APONTANDO PARA A HISTÓRIA DE ALTO PARNAÍBA E SANTA FILOMENA, do escritor Lindolpho Almeida

O LIVRO
– Nasceu, sem demérito, como resultado do apego sentimental do autor à aldeia natal. O objetivo da obra, conforme Lindolpho do Amaral Almeida, é servir, acima de tudo, como um roteiro, uma espécie de banco de dados para os interessados em conhecer os fatos históricos da região alto-paranibana, onde se localizam as duas cidades de Alto Parnaíba e Santa Filomena, colonizadas devido à extensão pecuária a partir do médio São Francisco.

Outros aspectos da historiografia regional são também destacados na pesquisa de Lindolpho Almeida, como: a navegação fluvial que beneficiou ambas as comunidades por muitos anos; a participação de um grupo de moradores de Santa Filomena na sangrenta Guerra do Paraguai; e a questão de limites entre as províncias do Piauí e do Maranhão, no alto rio Parnaíba, quando da criação da freguesia de Nossa Senhora da Vitória.

Os interessados em adquirir o livro Apontamentos para a História de Alto Parnaíba e Santa Filomena (Ou a criação da freguesia maranhense de N. S. da Vitória em terras do distrito piauiense), com 385 páginas e pelo preço de R$ 30, poderão se dirigir ao Comercial Moçambique, à Av. Pres. Getúlio Vargas, no centro comercial de Santa Filomena.


Imagem: José Bonifácio/GP13(Imagem:José Bonifácio/GP1)O livro de Lindolpho do Amaral Almeida pode ser encontrado por R$ 30, no Comercial Moçambique, em Santa Filomena

O AUTOR
– Lindolpho do Amaral Almeida nasceu em Alto Parnaíba, em 8 de setembro de 1951, dia da padroeira de sua cidade. É o quinto filho do casal Raimundo (Mundico) Alves de Almeida, natural de São João dos Patos (MA), e Creusa do Amaral, falecida em 1989, filha do capitão da Guarda Nacional Lindolpho Lustosa do Amaral Brito e de Cândida Lustosa de Brito, primos e integrantes da terceira geração da família fundadora da cidade de Alto Parnaíba.

Lindolpho Almeida saiu de Alto Parnaíba em 1969, acompanhando os pais em mudança para Brasília, onde reside desde então. Servidor público (Senado Federal) e jornalista, em 2009 publicou o livro de crônicas em homenagem ao pai fazendeiro, Personagens do Sertão, o universo pitoresco de Mundico Almeida, no qual retrata o seu modo alegre de viver e a índole burlesca dos sertanejos da região do Alto Parnaíba maranhense e piauiense. 


sexta-feira, 12 de julho de 2013

'Milagres' fazem terras no Piauí beneficiar esquemas em todo o Brasil

Imagem: ReproduçãoEntrada da cidade de Gilbués, no sentido Corrente/Teresina(Imagem:Reprodução)Entrada da cidade de Gilbués, sentido Corrente/Teresina, que está sendo alvo de grande escândalo financeiro no Brasil

Há 2 anos, uma correição no Cartório da cidade de Gilbués identificou o que já está se tornando um grande escândalo financeiro no Brasil, com conexões no Piauí. Realizada em cartórios do sul do Estado, onde se concentram terras férteis, jazidas de minerais e outras riquezas, a correição conduzida pelo Juiz Luís Henrique Rêgo, identificou uma sequencia de “irregularidades de todos os tipos, desde pequenas missões e equívocos sem consequências, até adulterações dolosas...” E o relatório continua: “prática conhecida como grilagem, onde são registradas áreas de até 40.000 hectares”. As comarcas de Avelino Lopes, Gilbués e Parnaguá passaram pela correição em 2011. O relatório da corregedoria falou em “fabricação de escrituras”. O relatório, transparente e conclusivo, é surpreendente.
 

Caso Gilbués, cidade de terras milagrosas - No escândalo do Banestado (1998) foram indiciadas mais de 14 pessoas, dentre elas, Maria Cristina Ibraim Jabur, da Jabur Toypar Incorporação e Comércio de Veículos. Cristina Jabur é proprietária desde 2000, através de outra empresa da qual é sócia, a Jabor Informática S/A, de um imóvel agrário de 7mil e seiscentos hectares em Gilbués, município piauiense distante 742km da capital Teresina. Por acaso, ela foi envolvida em mais uma grave denúncia, conforme o relatório da Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Piauí.
 

O que moveu a correição do Tribunal de Justiça naquele cartório foi uma determinação contida no processo 316/2006, um pedido de providência referente a um imóvel registrado sob a matrícula R05/103, no livro 2-A, fls 197 que estava sob suspeita de duplicidade com as áreas de propriedade da senhora Ignez Tremea. Conforme o relatório da Corregedoria Geral de Justiça do Estado do Piauí, a denúncia era procedente. E além delas, muitas outras. Inclusive a que envolve as terras da empresária Maria Cristina Ibraim Jabur.
 
Primeiro milagre: a volta no tempo - Ademar Fernandes da Silva começou a trabalhar no cartório de Gilbués em 1980. Através de uma adulteração grosseira no livro de registros do cartório, Ademar, que já não trabalha mais no cartório, “voltou no tempo” e matriculou em 1966, sem ação demarcatória e por escritura particular, um imóvel de 1.920 hectares cuja origem é uma área primitiva de Cr$ 20,00 (vinte cruzeiros). Mas Ademar conseguiu fazer outra mágica. Através de uma escritura pública que nunca foi localizada, ele se tornou dono do terreno.

Segundo milagre: a multiplicação das terras - A correição continuou. De forma aleatória, o então juiz corregedor auxiliar do Tribunal de Justiça do Piauí, Luís Rêgo, encontrou o imóvel de propriedade da empresa de Maria Cristina Ibraim Jabur. Matriculado sob o número 108 do livro 2-A-9-A, os 7.639,00 hectares, segundo a corregedoria, não tem origem. As matrículas 2293 e 2294, supostamente originárias , apontadas no livro 09 e 10, correspondem a um lote urbano de 10x20 metros e a um imóvel rural de apenas 50 hectares. Como um imóvel tão pequeno se multiplicou para se tornar uma gigantesca área de quase 8 mil hectares?

Essas terras ‘mágicas’, adquiridas por Cristina Jabur em 2000 pelo valor de R$ 14.250,00, estão hipotecadas com finalidade de penhora desde 2005, em favor do Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS, por decisão da 1a Vara Federal de Execuções Fiscais da Comarca de Londrina (PR).

Terceiro milagre: transmutação de pessoas - O corregedor auxiliar, na inspeção realizada em 2011, constatou no livro 2A9A as matriculas 167, 168 e 169, cujas áreas somadas chegam a 15.000.00.00 hectares de terras e que, supostamente, teriam origem anterior na transcrição do livro 758 fls. 87v/88. As respectivas matriculas informam que três escrituras de compra e venda foram lavradas no registro de notas do cartório de Gilbués, no livro 47-N, nas folhas 87,88 e 89. Mas, os três contratos de vendas ali registrados tratam de outras pessoas e o objeto dos negócios é um terreno de apenas 13,5 hectares.

O relatório da Corregedoria do Tribunal de Justiça que gerou esta matéria do Capital Teresina foi assinado pelo juiz corregedor auxiliar Luís Rêgo em 14 de dezembro de 2011. Naquela época, o juiz requereu e recomendou uma série de providências, inclusive o bloqueio e o cancelamento de matrículas de uma série de imóveis.

Quatro dias depois de Luís Rêgo entregar o relatório ao TJ do Piauí, o Ministério Público da Bahia denunciou à justiça o empresário Marcos Valério, o mesmo do ‘Mensalão’, por grilagem de terra verificadas na ‘Operação Terra do Nunca.’ Segundo o MP baiano, a empresa de Marcos Valério e de seu sócio Ramon Hollebarch conseguiu produzir escritura de cinco gigantescas propriedades de terra a partir de um terreno de 360m2. No Piauí, apenas um inquérito foi aberto.


Imagem: ReproduçãoJuízes(Imagem:Reprodução)Pres. da Associação de Magistrados Piauienses diz que AMAPI defende a existência de uma Vara Agrária em Teresina

Juízes querem a transferência da Vara agrária para Teresina, OAB não
- Conforme nota oficial do presidente da Associação de Magistrados Piauienses, juiz José Airton Medeiros, a existência de uma Vara Agrária em Teresina é defendida desde o início de sua implantação pela AMAPI: “Desde o início das tratativas, a Amapi manifestou-se pela criação de uma Vara com competência em todo o Estado, localizada em Teresina, mas a ideia não foi aceita pelo então Presidente(Edvaldo Moura – TJ) e não foi sequer levada ao plenário do Tribunal.”

Na nota, o juiz continua: “A mudança da Vara Agrária, se acontecer, não será retrocesso, pelo menos do ponto de vista da resolução dos conflitos. Do mesmo modo, não será a solução para o problema: simplesmente será um item facilitador, em razão, especialmente, do melhor relacionamento com os demais órgãos - como INCRA, INTERPI e MDA - que não dispõem de estrutura em Bom Jesus. Esses órgãos detêm a grande maioria das informações necessárias à solução dos problemas relativos aos conflitos agrários, assim como poderão contribuir com seus profissionais especializados, auxiliando o juiz na tomada de decisões.”

Ainda, Airton faz uma séria de perguntas que, na verdade, esclarecedoras sobre a razão de alguns não quererem a mudança da Vara Agrária para Teresina: Quantos votos foram conseguidos com o dinheiro ganho com as fraudes sem tamanho no registro imobiliário do Sul do Estado do Piauí? A quem interessa que as coisas fiquem exatamente como sempre foram? Disse o Juiz na nota oficial.

Os Juizes Heliomar Rios e Luís Henrique Rêgo, o primeiro, titular da Vara Agrária de Bom Jesus e o segundo, o Juiz Corregedor que assinou o relatório e viu em loco as irregularidades, ambos, são a favor da transferência da vara agrária para Teresina. Justificam estrutura melhor, proximidade com outros órgãos e celeridade e aparato. Entre os magistrados, o corregedor geral de Justiça Francisco Paes Landim é contra a transferência.


Imagem: ReproduçãoM(Imagem:Reprodução)Falsificação de escrituras, registros e matrículas de imóveis são as fraudes mais escandolosas apontadas em relatório

A presidente da Comissão de Direito Agrário da OAB-PI, Joselda Nery, expôs que a entidade solicitou a permanência da Vara na cidade de Bom Jesus atendendo a um pleito dos advogados das cidades do sul do Estado. “Nós recebemos a solicitação das Subseções e entendemos que a mudança para Teresina dificultará a resolução dos processos na região. A proximidade com o juiz em muito facilita a resolutividade dos casos”, disse Joselda Nery.

O presidente da Ordem, William Guimarães pede mais tempo para discutir o assunto. “Não queremos um confronto. A OAB-PI e a AMAPI são instituições parceiras. Estamos estudando a Lei de Organização Judiciária e, dentro desse estudo, nos comprometemos a discutir a transferência da Vara Agrária de Bom Jesus com maior profundidade até alcançarmos um equilíbrio entre as partes”, concluiu.

Investigações estão ocorrendo - Muito dinheiro envolvido. Muitos interesses e relações ocultas. A grilagem de terras no Piauí já chegou ao CNJ, ao Ministério Público Federal e Política Federal. Cerca de 28 inquéritos já foram abertos. E segundo fontes do Capital Teresina, tem muita gente poderosa envolvida. Para o presidente da AMAPI, “Deve ficar claro que a grave situação da grilagem de terras no Piauí é culpa exclusiva de pessoas que, no exercício de seus relevantes cargos, cometeram crimes, ganharam e continuam ganhando muito dinheiro”. Disse José Airton a um veículo de comunicação local.



Matéria postada no Portal CapitalTeresina,  em 11 de julho de 2013, às 18h20min. Acesse http://www.capitalteresina.com.br/noticias/geral/milagres-fazem-terras-no-piaui-beneficiar-esquemas-em-todo-o-brasil-1756.html#.Ud_VH6weo6I

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Nilton Neres lança o livro "Santa Filomena na História, Garimpando Fatos"

O município de Santa Filomena – localizado no sudoeste do Piauí e primeiro núcleo urbano na margem direita do rio Parnaíba – tem, a partir de agora, sua primeira obra literária histórica. É que acaba de ser lançado o livro “SANTA FILOMENA NA HISTÓRIA – GARIMPANDO FATOS”, contendo 124 páginas e fotos ainda desconhecidas, nunca antes publicadas.
 

A divulgação do livro aconteceu domingo último (12/05/2013), no estúdio da Rádio Comunitária Rio Taquara FM, ao longo do Programa Domingo Musical. Durante uma longa entrevista, o autor revelou alguns aspectos interessantes de seu trabalho.

Duas imagens são inéditas, do início do século XX, como a do colonizador, Cel. José Lustosa da Cunha, mais tarde "Barão de Santa Filomena", e a de Antonio Lustosa Nogueira, primeiro intendente (prefeito nomeado, com poderes policiais e tributários) de Santa Filomena.

O livro, de autoria de Nilton Neres Bezerra, abrange aspectos da cidade, pessoas, eventos sociais, econômicos, esportivos, religiosos, políticos, meios de transporte e agricultura. Foi impresso pela Gráfica e Editora Rima (Teresina - PI), com fotos de Antonio Ricardo Soares (Alto Parnaíba/MA), após revisão ortográfica de Cândido Carvalho Guerra (Corrente - PI).


Tem tiragem de 500 exemplares e cada um deles está à venda por R$ 20. É um valor que, se pensarmos bem, é bastante razoável, uma vez que muitas revistas mensais estão sendo vendidas a R$ 9,90. Uma revista é lida e depois descartada. Já um livro histórico como este será guardado por muitos e muitos anos, consultado e lido por outras gerações.

O livro de Nilton Neres contém algumas narrativas, com descrições de personagens, tão comuns nos textos da literatura de cordel. Mas também tem quadras poéticas, aquelas famosas estrofes de quatro versos, que ainda não são muito comuns na poesia sertaneja.

Embora sendo uma literatura popular, a obra “Santa Filomena na História – Garimpando Fatos” se utiliza da arte da feitura de versos medidos, como em MINHA MÃE, à página 89. Ali se percebe uma linguagem mais ou menos medida, cujos versos têm entre 7 (sete) e 12 (doze) sílabas.

Além das agradáveis poesias, o livro descreve a genealogia do Barão de Santa Filomena, os meios de transporte (terrestre, fluvial e aéreos), o histórico cemitério dos escravos existente na Fazenda Ponta da Serra e, ainda, um pouquinho sobre o majestoso Rio Parnaíba.

Igualmente, denomina todos os prefeitos intendentes e eleitos de Santa Filomena e apresenta biografias de grandes lideranças da região, como: Antonio Lustosa Nogueira, Fenelon Lustosa do Amorim, Job Ferreira Dantas e Raimundo Barroso Maia (Mundico Maia). Notáveis atuais, como Elizabeth Helene Barbara Weismantel e Manoel Cícero de Sousa, aparecem nos relatos.

Finalmente, a obra de Nilton Neres Bezerra, elogiada inclusive pelo escritor correntino Cândido Carvalho Guerra, reconstitui detalhes de fatos históricos considerados decisivos no destino de Santa Filomena. “Você foi o bravo pesquisador dos acontecimentos, foi o homem que teve a ideia de buscá-los para o presente e resgatá-los para a posteridade, buscando nas diversas fontes humanas e arquivos cheios de poeiras e ácaros”, diz Cândido Guerra no proêmio.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Professora lança livro em homenagem aos 146 anos de Alto Parnaíba

Mais que uma maneira de homenagear sua cidade natal, a professora aposentada Carmélia Maria Pacheco Lyra fez um apanhado histórico de Alto Parnaíba, no extremo sul do Maranhão, fundada em 19 de maio de 1866, sob a denominação de Vila de N. S. das Victórias.

O livro “HISTÓRIA DE MINHA TERRA” foi lançado na noite de ontem, terça-feira (15/02/12), às 20h00, no plenário da Câmara Municipal de Alto Parnaíba, no centro da cidade que inspirou a obra. Dezenas de pessoas prestigiaram o evento, incluindo autoridades, estudantes e outros.

"O livro é um sonho guardado no fundo do meu coração por muito tempo, que hoje se torna realidade. É simples, porém escrito e trabalhado com amor, objetivando colaborar com os estudantes de Alto Parnaíba", explicou a autora, que não quer ser chamada de historiadora.

O pequeno livro mostra, em suas 76 páginas, a história de Alto Parnaíba em seus diversos aspectos, a partir da fundação, indo aos dias atuais. Portanto, relata os feitos desde o seu fundador, Cândido Lustosa de Brito, até o atual prefeito, Ernani do Amaral Soares.

Ainda conforme o livro de Carmélia Pacheco, durante esses 146 anos de história, o município de Alto Parnaíba foi também governado pelos intendentes Antonio Luiz do Amaral Britto, Samuel Lustosa do Amaral Britto e Adolpho Lustosa do Amaral Britto, assim como pelos prefeitos João Pereira Lopes, Miguel de Lima Verde, Odonel de Araújo Britto, Manoel Martins Moreira, Josué de Moura Santos, Raimundo Lourival Lopes, Palmeron do Amaral Britto, José Soares, João Borges Leitão, Elias de Araújo Rocha, Raimundo Alves de Almeida, Antonio Rocha Filho, Luiz Gonzaga da Cruz Lopes, Corintho de Araújo Rocha, Renan Soares, José de Freitas Neto, Adalto Gomes da Silva, Raimunda de Barros Costa e Raniere Avelino Soares.

Ao final do seu pronunciamento de lançamento, Carmélia Pacheco dirigiu apelo às autoridades alto-parnaibanas no sentido de que sejam revitalizados os prédios considerados históricos na cidade de Alto Parnaíba, já que, segundo ela, apenas 03 (três) casarões da antiga Vila de Nossa Senhora das Victórias continuam em pé, todos eles situados na beira do Rio Parnaíba. Um deles é a casa do Coronel Antonio Luiz do Amaral Britto, intendente de 1871 a 1893.

Sobre a autora - Filha de Ceir Pacheco e Leny do Amaral Pacheco, a professor aposentada Carmélia Pacheco nasceu em 24 de junho de 1944. Estudou até a 4ª série do antigo primário no Grupo Vitorino Freire (Alto Parnaíba/MA) e o curso ginasial no Colégio Sagrado Coração de Jesus (Porto Nacional/TO). Cursou o magistério no Instituto de Educação de Goiás (Goiânia) e Psicologia no CEUB – Centro Universitário de Brasília.

Trabalhou como professora na Fundação Educacional de Brasília e no Centro Educacional Cenecista de Alto Parnaíba, durante 26 anos. Na Unidade Integrada Vitorino Freire lecionou por 18 anos, tendo ainda atuado como presidente do MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização) nos anos 1970.

Atualmente, Carmélia Maria Pacheco Lyra é professora aposentada e afirma que gostaria de deixar escrito o verdadeiro episódio sobre a fundação de Alto Parnaíba. Para a professora e historiadora alto-parnaibana, são muitos relatos, alguns deles com dados e datas totalmente desencontrados.