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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Único orelhão da comunidade Santa Fé está "mudo" há mais de 3 meses

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Faz mais de 3 meses que o único orelhão da Comunidade Santa Fé está "mudo" e os moradores cobram providências
 

Não é mais novidade para ninguém que os orelhões caíram em desuso com a ascensão da telefonia celular (em especial na modalidade de pré-pago). Ainda assim, as concessionárias são obrigadas, por força de lei, a fornecer a chamada Telefonia de Uso Público (TUP) para a população brasileira. É uma prerrogativa existente desde o vespeiro das privatizações.

Entretanto, na zona rural, sobretudo nas localidades remotas, como na Comunidade Santa Fé, distante 106 quilômetros da cidade de Santa Filomena, os “orelhões” ainda são necessários.

Lá na Santa Fé, o único telefone público e, por conseguinte, o meio de comunicação exclusivo existente no povoado, está “mudo” há mais de 3 meses, segundo denunciam os moradores.


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)Reunidos com o prefeito Esdras Filho e vereadores, moradores pedem ajuda a fim de que o "orelhão" volte a funcionar

De acordo com o plano geral de metas para universalização, deve haver pelo menos quatro orelhões para cada mil habitantes. Atualmente, o país conta com 4,3 aparelhos para cada mil pessoas, mas as concessionárias estão fazendo pressão para que a meta seja de apenas um telefone público para a mesma população a partir de 2016.

Se que isso vier a ocorrer, pelo menos que dêem a devida manutenção aos telefones públicos existentes, fato que não vem acontecendo com o orelhão da localidade Santa Fé, instalado pela Embratel, hoje pertencente à Claro, cujo serviço de manutenção continua precário.

E se um dos mais de 100 moradores da comunidade Santa Fé precisar usar o telefone para pedir socorro na cidade de Santa Filomena, em uma hora de emergência, como vai fazer?


Imagem: José Bonifácio/GP13(Imagem:José Bonifácio/GP1)Além da Igreja de Bom Jesus dos Aflitos, construída pelo Padre João Myers, em estilo gótico e com teatro de arena, ...

UNIVERSALIZAÇÃO
- A EMBRATEL (Empresa Brasileira de Telecomunicações), adquirida pela CLARO, precisa urgentemente dar cumprimento à meta estabelecida no Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU III), aprovada pelo decreto 7.512, de 30 de junho de 2011.

Conforme a legislação vigente, a empresa - seja ela EMBRATEL ou CLARO - deve instalar Telefones de Uso Público (TUP), em locais acessíveis 24 horas por dia, com capacidade de originar chamadas de longa distância, em todas as localidades do território nacional que tenham entre 100 e 300 habitantes, que ainda não disponham de serviços de telefonia fixa e que estejam distantes no mínimo 30 quilômetros da localidade mais próxima que já dispõe de acessos individuais do STFC (Serviço Telefônico Fixo Comutado).

No caso em tela, o STFC só existe nas cidades de Santa Filomena (PI), Baixa Grande do Ribeiro (PI) e Tasso Fragoso (MA), distantes mais de 100 quilômetros da Santa Fé.


Imagem: José Bonifácio/GP14(Imagem:José Bonifácio/GP1)... a Comunidade Santa Fé, com 63 famílias residentes, tem uma das maiores escolas da zona rural de Santa Filomena

Tentando solucionar o problema, estamos encaminhando, via Câmara Municipal, juntamente com os colegas vereadores Cristóvão Dias Soares (PSB) e Renato Vieira Miranda (PTB), requerimento ao senhor Carlos Bezerra Braga, gerente da ANATEL – Agência Nacional de Telecomunicações, situada na Av. Frei Serafim nº 2.786/Centro, CEP 64.001-020, Teresina (PI), comunicando o fato e solicitando sua intervenção junto à Concessionária, objetivando a manutenção e o conserto do "orelhão" da Santa Fé, no município de Santa Filomena.

O pedido tem por finalidade atender às reivindicações dos usuários do Povoado Santa Fé, os quais reclamam que, quase sempre o orelhão não funciona ou apresenta problemas técnicos.

Cópia do REQUERIMENTO Nº 014/2014, votado e aprovado em 30 de setembro de 2014:

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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

É essa obra que a Codevasf quer entregar à Prefeitura de Santa Filomena?

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Depois de 6 anos 'se arrastando', o Sistema de Esgotamento Sanintário de Santa Filomena ainda está por ser concluído

Sabemos dos benefícios incalculáveis que um sistema de canalização e tratamento do esgoto sanitário traz para a comunidade contemplada. Quando em funcionamento, merece os nossos aplausos, pois não só livra de uma série de doenças, evitando assim a proliferação de insetos e roedores, como limpa e organiza vias públicas, despolui rios e lagos, com o tratamento dos dejetos que deixam de ser lançados em locais impróprios, diretamente no meio ambiente.

Mas quando o Sistema de Esgotamento Sanitário não funciona, e ainda por cima, deixa várias ruas esburacadas e cheias de precipícios, aí traz é uma imensidão de problemas à população.

E é exatamente isso que está acontecendo na cidade de Santa Filomena, posicionada no sudoeste do Piauí, a 905 quilômetros de Teresina. O Projeto de Implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário, obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), iniciado em março de 2008, já consumiu R$ 5.801.000,00 (Cinco Milhões e Oitocentos e Um Mil Reais).


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:1)
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2(Imagem:1)Em vários pontos, o que se vê são estacas sinalizando os buracos; alguns já foram tapados pelos próprios moradores
 
Na obra, de responsabilidade do Ministério da Integração Nacional, através da CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba), foram investidos R$ 1.761.000,60 (Hum Milhão, Setecentos e Sessenta e Um Mil Reais e Sessenta Centavos), mais um “aditivo” de R$ 4.040.000,00 (Quatro Milhões e Quarenta Mil Reais), cujo objetivo principal seria beneficiar a primeira cidade piauiense banhada pelo Rio Parnaíba.

Passados mais de 6 anos, a interminável obra do Sistema de Saneamento Básico deixou muitos transtornos em Santa Filomena, como bueiros abertos e ruas/avenidas danificadas.

Procurado pela reportagem do GP1/Blog do José Bonifácio, o prefeito Esdras Avelino Filho (PTB) expressou sua indignação com a situação, informando que por diversas vezes contatou a CODEVASF, buscando solucionar o caos, que vem provocando sérios danos aos moradores.

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
2(Imagem:1)Além do Sistema nunca ter entrado em operação, vias públicas ficaram danificadas e Prefeitura pode acionar a Justiça
 
Esdras fez questão de deixar claro que, além de não receber a obra, tendo em vista que a CODEVASF quer repassar toda a responsabilidade para a Prefeitura, pretende acionar o Ministério Público, a fim de que os responsáveis pelo descaso sejam obrigados a deixar o sistema em pleno funcionando, bem como reconstruir todas as vias públicas danificadas.

É bom ressaltar que, a própria CODEVASF, durante os trabalhos, realizou na Câmara de Vereadores uma audiência Pública, na qual se fizeram presentes os diversos segmentos sociais, discutindo cada detalhe do projeto a ser executado, inclusive assegurando aos moradores que tudo se transcorreria de acordo com o que ali havia sido especificado.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
2(Imagem:1)As duas Estações Elevatórias de Santa Filomena ainda continuam sem operação, aguardando a chegada de máquinas
 
Ou seja, o que fosse danificado em função das obras, seria totalmente recuperado, sem nenhum prejuízo aos moradores nem à municipalidade. No entanto, o que se observa hoje, são ruas intransitáveis, verdadeiras crateras, bueiros abertos por diversos cantos da cidade, pondo pessoas em risco, pavimentação irregular e poeira, dentre outras questões relevantes.

E o Poder Legislativo? Assim como tem feito o chefe do Executivo Municipal, a Câmara de Vereadores também irá cobrar, por meio de Requerimento, a ser votado na Casa de Leis, informações da CODEVASF (Companhia Hidrelétrica dos Vales do São Francisco e da Parnaíba) e do Ministério da Integração Nacional sobre a obra do saneamento básico em Santa Filomena, iniciada em março de 2008, através do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para atender ao Projeto de Revitalização do Rio Parnaíba, ainda sem funcionar.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Estação de Decantação do Sistema de Saneamento Básico, com mais de 30 mil metros quadrados, a 3,2 km da cidade

O requerimento - de nossa autoria - será apresentado na Sessão Ordinária do dia 29 de agosto de 2014, portanto, na próxima sexta-feira, solicitando da mesa diretora que o envie para os respectivos representantes da CODEVASF e do Ministério da Integração Nacional.
 

É de conhecimento público que foram gastos quase 6 milhões de reais na execução desses serviços, obra que permanece como inacabada, e o Sistema nunca entrou em funcionamento, prejudicando parte da população. E tá difícil, pois até a presente data, nem sequer foi testado.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Santa Filomena é uma das 78 cidades do Brasil que quase só tem católicos

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Igreja Matriz de Santa Filomena, sede paroquial da 7ª cidade mais católica do Piauí, segundo o Censo Demográfico 2010

A pequena Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, a 905 quilômetros de Teresina, é, segundo a revista Exame, proporcionalmente, a 7ª cidade mais católica do Piauí e a 78ª do Brasil.

É daquelas cidades que não chamam muita atenção em meio à imensa lista de 5.570 municípios brasileiros. Afinal de contas, tinha somente 6.096 habitantes no ano de 2010.

Mas em um fato ela se destaca: assim como em 77 outras cidades do país, é difícil achar nas ruas de Santa Filomena uma pessoa não católica. Exatos 5.238 moradores, ou 95,56% da população acima dos 14 anos, se declaram da religião Católica Apostólica Romana, praticantes ou não praticantes, conforme o IBGE (Censo Demográfico 2010).


Imagem: Dhiancarlos PachecoPraça Barão de Paraim (Praça da Matriz), (Imagem:Dhiancarlos Pacheco)Praça Barão de Paraim, local de encontro dos católicos no festejo da padroeira de Santa Filomena, de 6 a 15 de Agosto

A quantidade de templos católicos na cidade e na zona rural comprova essa religiosidade. Há a Igreja Matriz de Santa Filomena e as da Sagrada Família (Bairro Primavera) e do Bom Jesus da Lapa (Bairro Bom Jesus), além das capelas de São João (Bairro São João), Nossa Senhora da Conceição (Bairro Bom Jesus) e Santa Luzia (Bairro Brejo das Ovelhas).

No interior, os fiéis dispõem da capela de São Francisco (Campeira) e das igrejas de São José Operário (Matas), São Joaquim (Brejo das Meninas) e Bom Jesus dos Aflitos (Santa Fé).

A Paróquia de Santa Filomena, que no último sábado (02/08) recebeu a visita do Bispo da Diocese de Bom Jesus do Gurgueia, Dom Marcos Antonio Tavoni, está sendo cuidada pelo Padre Izaias Pereira, um excelente evangelizador. Todo dia - de segunda a sexta, das 11 às 12h - o Padre Izaias vai à Rádio Comunitária Rio Taquara FM, orientar o povo de Deus.


Imagem: José Bonifácio/GP1Igreja do Bom Jesus da Lapa, construída pelo obreiro(Imagem:José Bonifácio/GP1)Igreja do Bom Jesus da Lapa, construída pelo obreiro católico Manoel Cícero de Sousa, falecido em 29 de julho de 2014
 
No Piauí, Santa Filomena só tem índice de católicos confessos inferior a apenas seis cidades: Bocaina (4.003 fiéis ou 97,30%), Nova Santa Rita (3.691 fiéis ou 96,64%), Queimada Nova (7.639 fiéis ou 96,27%), Bela Vista do Piauí (3.331 fiéis ou 96,15%), Capitão Gervásio Oliveira (3.380 fiéis ou 95,63%) e Aroeiras do Itaim (2.205 fiéis ou 95,62%).

Assim como em Santa Filomena, outras 742 cidades têm mais de 90% (noventa por cento) de sua população se declarando fiel à Igreja Católica. O percentual, entretanto, não atesta o nível de religiosidade de cada uma dessas pessoas, que pode variar bastante.

A maioria das cidades eminentemente católicas são extremamente pequenas, com menos de 10 mil habitantes, com predominância da região Sul. Dos 100 primeiros lugares, 43 estão no Rio Grande do Sul, e 27 são das regiões Norte e Nordeste do Brasil.


Imagem: José Bonifácio/GP1Igreja do Bom Jesus dos Aflitos, (Imagem:José Bonifácio/GP1)Igreja do Bom Jesus dos Aflitos, construída pelo Pe. João Myers, na comunidade Santa Fé, a 106 km de Santa Filomena

Outras curiosidades
– O município de União da Serra, no Rio Grande do Sul, é o mais católico do Brasil: 99,18% dos moradores seguem a religião. Já o município de Arroio do Padre, também no território gaúcho, é o mais evangélico: 85,84% dos moradores.

Palmelo, em Goiás, concentra o maior número de espíritas: 45,5%. Cidreira, no RS, tem 5% de praticante de umbanda e candomblé. O islamismo responde apenas por 1,2% do grupo de outras religiosidades. E os que se declararam sem religião: 4% são ateus.


sábado, 28 de junho de 2014

Prefeitura de Santa Filomena recomeça obras de pavimentação asfáltica

Imagem: José Bonifácio/GP1Rua Nova República(Imagem:José Bonifácio/GP1) A Rua Nova República será pavimentada em toda sua extensão, começando na Rua Pres. Getúlio Vargas, cruzando a ...

Mais quatro ruas de Santa Filomena, cidade localizada no sudoeste do Piauí, distante 925 quilômetros de Teresina, estão prontas e já começam a receber a pavimentação asfáltica: Padre Piagge, Leônidas Melo, Nova República e parte da Presidente Getúlio Vargas.

As obras, ao custo total de R$ 412.500,00 (Quatrocentos e Doze Mil e Quinhentos Reais), totalizam uma extensão aproximada de 1.700 metros lineares de ruas (12.500m2), servindo a centenas de moradores, que deixarão para trás o desconforto do buraco, da poeira e da lama.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
até a Rua Piauí(Imagem:José Bonifácio/GP1)
...  Rua 3 de Outubro, passando em frente à Quadra da Cidadania e ao Fórum de Justiça, até o encontro com a Rua Piauí

O tipo de asfalto utilizado é o TSD (Tratamento Superficial Duplo), um revestimento flexível de pequena espessura, constituída por duas aplicações sucessivas de ligante Betuminoso (piche), cobertas cada uma por agregado mineral (brita), submetidas à compressão.

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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Também serão asfaltados, nesta segunda etapa, trechos das ruas Padre Piagge, Leônidas Melo e Pres. Getúlio Vargas

Estão sendo utilizados recursos oriundos - principalmente - do ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis) e também do ISS (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza).
 
No ano passado já haviam sido asfaltados trechos do centro, como as avenidas Pres. Getúlio Vargas e Barão de Santa Filomena, bem como o entorno da Praça Barão de Paraim.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Moradores do Povoado Matas prometem festa para a chegada do asfalto

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
Distante 40 km da cidade de Santa Filomena, moradores do Povoado Matas estão saindo do isolamento, que parecia eterno

Os moradores do povoado Matas, a 91 quilômetros de Gilbués e a 40 quilômetros de Santa Filomena, não conseguem mais esconder a euforia com a proximidade da chegada ao local do asfalto da BR-235, a conhecida estrada Gilbués/Santa Filomena.

Um dos mais populosos do município de Santa Filomena, o povoado abriga mais de 300 moradores e uma das mais importantes jazidas de calcário da região, capaz de atender à demanda por cerca de 100 anos. O difícil acesso, no entanto, dificultava a comercialização do produto, indispensável na correção do solo das fazendas dos cerrados.

“Isso aqui é muito isolado”, reconhece Maria Expedita, 48 anos e dona de uma pequena venda de comida caseira, no Bairro dos Nazários, à saída para Gilbués. “Moro aqui há quinze anos e a vida é sempre essa aqui, parada, muito devagar”.

Imagem: Paulo Barros2(Imagem:Paulo Barros)
Maria Expedita, dona de uma venda de "Comida Caseira", bota muita fé de que a vida no Povoado Matas vai melhorar muito

Expedita, no entanto, tem uma certeza: a chegada do asfalto vai mudar completamente não só a sua, mas a vida de todos os moradores da comunidade. “Eu boto muita fé nessa estrada. Tenho certeza que a vida vai melhorar muito”.

Com as obras chegando à sua porta, ela reconhece que alguma coisa já mudou no Povoado Matas. “De uns dias para cá, o movimento vem aumentando, de repetente apareceu mais gente e comecei a vender mais”.

Maria Expedita, como a maioria dos moradores do Povoado Matas, nunca acreditou que a estrada fosse feita. “Aqui ninguém acreditava, achava que era só conversa de político, mas a estrada taí, chegando”.

Fonte: Francisco Leal (http://www.piaui.pi.gov.br)

domingo, 19 de maio de 2013

Alto Parnaíba, no extremo-sul do MA, comemora hoje 147 anos de fundação


Imagem: Reproduçãoo(Imagem:Reprodução)Alto Parnaíba, a cidade mais ao sul do Maranhão, fundada por Cândido Lustosa, comemora hoje 147 anos de fundação


Situada na margem esquerda do Rio Parnaíba, onde primitivamente habitaram os índios "Tapuias", a atual cidade de Alto Parnaíba, no extremo-sul do Maranhão, teve na pessoa de Francisco Luís de Freitas, seu primeiro povoador quando, em busca de uma área adequada ao cultivo agrícola, ali se instalou, dando-lhe o nome de Fazenda Barcelona.

Posteriormente, Cândido Lustosa abandonou o Piauí e fixou-se nas proximidades da Fazenda Barcelona, vindo a se constituir, também, em pioneiro do desbravamento na área, participando na construção da primeira Igreja e de muitas outras atividades, em benefício do lugar. Tempos depois, os povoadores mudaram o nome do lugar para Vila de Nossa Senhora da Vitória.


Cândido Lustosa, fundador da cidade de Alto Parnaíba
A 19 de maio de 1866, Francisco Luís de Freitas e sua mulher Micaela Abreu doaram as terras de sua Fazenda Barcelona à Igreja local. A partir desse momento, a povoação foi se desenvolvendo, até ser criado o município, com o gentílico Alto-parnaibano.

Formação administrativa - Distrito criado com a denominação de Vitória do Alto Parnaíba, pela lei provincial nº 974, de 08-06-1871, subordinado ao município de Loreto. Até aí, quando passou à condição de distrito administrativo de Loreto, Maranhão, Alto Parnaíba pertencia ao município piauiense de Paranaguá (PI), do qual foi desmembrado.

Quase dez anos depois, foi elevado à categoria de Vila, com a denominação de Vitória do Alto Parnaíba, pela lei provincial nº 1227, de 09-04-1881, desmembrado de Loreto. A Vila começou na beira do rio Parnaíba, em frente à atual cidade de Santa Filomena (PI), e logo depois foi se expandindo. Posteriormente, a povoação ganhou uma Praça e a Igreja Matriz.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede, de acordo com as divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII1937. Pelo decreto-lei estadual nº 820, de 30-12-1943, o município de Vitória do Alto Parnaíba passou a denominar-se Alto Parnaíba. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município já denominado Alto Parnaíba é constituído do distrito sede. Pela lei estadual nº 269, de 31-12-1948, são criados os distritos de Brejo da Porta e Curupá. Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 3 distritos: Alto Parnaíba, Curupá e Brejo da Porta, assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.


Imagem: José Bonifácio/GP1Igreja(Imagem:José Bonifácio/GP1)Praça Cel. Antonio Luiz e Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe, local onde começou a Vila de Vitória do Alto Parnaíba

Pela lei estadual nº 2168, de 19-12-1961, desmembra do município de Alto Parnaíba o distrito de Brejo da Porta, elevado à categoria de município com a denominação de Tasso Fragoso. Assim, em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município passou a ser constituído de 2 distritos: Alto Parnaíba e Curupá, conforme a divisão territorial datada de 2005.

Alteração toponímica municipal - Vitória do Alto Parnaíba para Alto Parnaíba foi alterado pelo decreto estadual nº 820, de 30 de dezembro de 1943.

A bandeira oficial do município de Alto Parnaíba foi criada através de concurso, que envolveu todos os alunos das redes de ensino municipais e privadas do município. Venceu a criada pelo aluno da 8ª série do CECAP (Centro Educacional Cenecista de Alto Parnaíba), Dhiancarlos Teixeira Pacheco, então com 16 anos de idade, em 19 de maio de 1993.

Imagem: ReproduçãoBandeira Oficial de Alto Parnaíba,(Imagem:Reprodução)Bandeira Oficial de Alto Parnaíba, criada através de concurso, vencido por Dhiancarlos Pacheco, a 19 de maio de 1993

Lista de prefeitos de Alto Parnaíba, desde a sua fundação, em 1866:

1866 a 1871 Candido Lustosa (fundador)
1871 a 1893 Antonio Luiz do Amaral Britto
1893 a 1912 Samuel Lustosa do Amaral Britto
1912 a 1917 Adolpho Lustosa do Amaral Britto
1917 a 1924 João Pereira Lopes
1924 a 1925 Dr. Miguel de Lima Verde
1926 a 1927 Odonel de Araujo Britto
1928 a 1931 Adolpho Lustosa do Amaral Britto
1932 a 1933 Manoel Martins Moreira
1933 a 1934 Adolpho Lustosa do Amaral Britto
10/06/1934 a 4/8/1935 Josué de Moura Santos
5/8/1935 a 14/12/1936 José Soares
15/12/1936 a 15/5/1947 Raimundo Lourival Lopes
16/5/1947 a 15/2/1948 Palmeron do Amaral Brito
16/2/1948 a 1950 José Soares
1951 a 1953 João Borges Leitão
1954 a 1955 Elias de Araujo Rocha
1956 a 1961 José Soares
1962 a 1965 Raimundo Alves de Almeida
1966 a 1970 Antônio Rocha Filho
1971 a 1972 Luiz Gonzaga da Cruz Lopes
1973 a 1976 Corintho de Araujo Rocha
1977 a 1982 Renan Soares
1983 a 1988 Antônio Rocha Filho
1989 a 1992 José de Freitas Neto
1993 a 1996 Adalto Gomes da Silva
1997 a 2000 José de Freitas Neto
2001 a 2004 Raimunda de Barros Costa
2005 a 2008 Raniere Avelino Soares
2009 a 2012 Ernani do Amaral Soares
2013 a 2016 Itamar Nunes Vieira

Imagem: Dhiancarlos PachecoPrefeito Itamar(Imagem:Dhiancarlos Pacheco)Prefeito Itamar Nunes Viera (PSB) e vice-prefeito Raimundo Nonato de França Almeida (PT), eleitos em outubro de 2012

PERFIL MUNICIPAL DE ALTO PARNAÍBA - MA:

Data de instalação: Ano de 1881
População - Censo 2010: 10.765 habitantes
Estimativa da População - 2012: 10.856 habitantes
Crescimento anual da população - 2000-2010: 0,57%
Natalidade 2010: 197 nascidos vivos
Urbanização 2010: 65,29%
IDH - 2000: 0,636
Índice de Gini - 2010: 78,87
Área: 11.132 km2 
Densidade Demográfica - 2010: 0,97 hab./km2

Imagem: José Bonifácio/GP1Antiga Vila de Vitória do Alto Parnaíba, atual cidade de Alto Parnaíba, vista da(Imagem:José Bonifácio/GP1)Antiga Vila de Vitória do Alto Parnaíba, atual Alto Parnaíba, vista da vizinha cidade de Santa Filomena, Estado do Piauí

Quase metade abaixo da linha da pobreza
- No município, de 2000 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 140,00 reduziu em 33,2%; para alcançar a meta de redução de 50%, deve ter, em 2015, no máximo 33,5%. Para estimar a proporção de pessoas que estão abaixo da linha da pobreza foi somada a renda de todas as pessoas do domicílio, e o total dividido pelo número de moradores, sendo considerado abaixo da linha da pobreza os que possuem renda per capita até R$ 140,00 (Cento e Quarenta Reais). No caso da indigência, este valor será inferior a R$ 70,00 (Setenta Reais).

Imagem: ReproduçãoDe(Imagem:Reprodução)Em 2010, de acordo com o IBGE/IPEA, quase metade da população alto-parnaibana vivia abaixo da linha da pobreza

Renda concentrada
- A participação dos 20% mais pobres da população na renda passou de 3,2%, em 1991, para 0,0%, em 2000, aumentando ainda mais os níveis de desigualdade. Em 2000, a participação dos 20% mais ricos era de 70,9%.

Jovens alfabetizados - No município, em 2010, 13,1% das crianças de 7 a 14 anos não estavam cursando o ensino fundamental. A taxa de conclusão, entre jovens de 15 a 17 anos, era de 41,8%. Caso queiramos que em futuro próximo não haja mais analfabetos, é preciso garantir que todos os jovens cursem o ensino fundamental. O percentual de alfabetização de jovens e adolescentes entre 15 e 24 anos, em 2010, era de 94,8%.

Imagem: ReproduçãoVista aérea da cidade de Alto Parnaíba, tendo ao fundo o Bairro São José e o campo de futebol Serra Dourada(Imagem:Reprodução)Vista aérea da cidade de Alto Parnaíba(MA), tendo-se ao fundo o Bairro São José e o campo de futebol Serra Dourada

A distorção idade-série eleva-se à medida que se avança nos níveis de ensino. Entre alunos do ensino fundamental, estão com idade superior à recomendada nos anos iniciais (33,0%) e nos anos finais (46,9%) chegando a 55,5% de defasagem nos que alcançam o ensino médio.

No IDEB, o município de Alto Parnaíba está na 4.492.ª posição, entre os 5.565 do Brasil, quando avaliados os alunos da 4.ª série , e na 4.847.ª, no caso dos alunos da 8.ª série.

Mercado de trabalho - Com relação à inserção no mercado de trabalho, havia menor representação das mulheres. A participação da mulher no mercado de trabalho formal era de 44,0% em 2011. O percentual do rendimento feminino em relação ao masculino era de 54,1% em 2011, independentemente da escolaridade. Entre os de nível superior, 38,6 por cento.

Mortalidade infantil - O número de óbitos de crianças menores de um ano no município, de 1995 a 2010, foi 36. A taxa de mortalidade de menores de um ano para o município, estimada a partir dos dados do Censo 2010, é de 33,8 a cada 1.000 crianças menores de um ano. Das crianças de até 1 ano de idade, em 2010, 15,9% não tinham registro de nascimento em cartório. Este percentual cai para 2,9% entre as crianças até 10 anos.

Imagem: Smith RosaSede da(Imagem:José Bonifácio/GP1)Câmara Municipal, sede do Poder Legislativo de Alto Parnaíba, onde os 09 vereadores representam 10.765 habitantes

AIDS e outras doenças
- Alto Parnaíba registrou, de 1996 a 2012, 5 (cinco) casos de AIDS diagnosticados. Com relação às doenças transmitidas por insetos, chamados vetores, como espécies que transmitem malária, febre amarela, leishmaniose, dengue, dentre outras doenças, entre 2001 e 2009, houve 168 casos de doenças transmitidas por mosquitos, dentre os quais nenhum caso confirmado de malária, nenhum caso confirmado de febre amarela, 30 casos confirmados de leishmaniose, 138 notificações de dengue.

Meio ambiente - O município declara ter apresentado ocorrências impactantes observadas com freqüência no meio ambiente nos últimos 24 meses, mas sem alteração ambiental que tenha afetado as condições de vida da população. Alto Parnaíba não possui Conselho Municipal de Meio Ambiente e nem possui Fundo Municipal de Meio Ambiente.
.
Mesmo assim, a municipalidade contou com recursos específicos para a área ambiental nos últimos 12 meses, e vem realizando licenciamento ambiental de impacto local.

Saneamento básico - Em 2010, 51,1% dos moradores da zona urbana de Alto Parnaíba tinham acesso à rede de água geral, com canalização em pelo menos um cômodo, e 2,5% possuíam formas de esgotamento sanitário consideradas adequadas.

Imagem: Dhiancarlos PachecoPraça Cel. Adolpho Lustosa, zona central de Alto Parnaíba, (Imagem:Dhiancarlos Pacheco)Praça Cel. Adolpho Lustosa, no centro de Alto Parnaíba, tradicional ponto de encontro da comunidade alto-parnaibana

Urbanização - Como instrumento de planejamento territorial, o município não dispõe de Plano Diretor. Porém declarou, em 2008, não existirem loteamentos irregulares e também favelas, mocambos, palafitas ou assemelhados. Também não há processo de regularização fundiária, assim como não existe legislação municipal específica que dispõe sobre regularização fundiária e sem plano ou programa específico de regularização fundiária.

Não existem moradores urbanos vivendo em aglomerados subnormais (favelas e similares). Em 2010, 68,3% dos moradores urbanos contavam com o serviço de coleta de resíduos e 93,0% tinham energia elétrica distribuída pela CEMAR (Companhia Energética do Maranhão).

Em síntese, Alto Parnaíba é, apesar da concentração de renda, um dos municípios que mais se desenvolvem no Maranhão, rompendo as barreiras do tempo, crescendo e trilhando uma bela história, que é fundamentalmente importante para toda a microrregião do Alto Parnaíba.

Parabéns ao povo de Alto Parnaíba pelo 147º aniversário de fundação da cidade, motivo de júbilo para todo o sul maranhense. Queremos manifestar o nosso mais sincero desejo de que Alto Parnaíba consiga seguir o caminho do desenvolvimento. Mas um desenvolvimento que beneficie não apenas a região, mas, sobretudo, o seu povo, assim como é a vontade de todos os que consideram a felicidade popular como o mais forte objetivo a ser perseguido.

Fonte: IBGE, MEC, Portal ODM e outras