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domingo, 19 de maio de 2013

Alto Parnaíba, no extremo-sul do MA, comemora hoje 147 anos de fundação


Imagem: Reproduçãoo(Imagem:Reprodução)Alto Parnaíba, a cidade mais ao sul do Maranhão, fundada por Cândido Lustosa, comemora hoje 147 anos de fundação


Situada na margem esquerda do Rio Parnaíba, onde primitivamente habitaram os índios "Tapuias", a atual cidade de Alto Parnaíba, no extremo-sul do Maranhão, teve na pessoa de Francisco Luís de Freitas, seu primeiro povoador quando, em busca de uma área adequada ao cultivo agrícola, ali se instalou, dando-lhe o nome de Fazenda Barcelona.

Posteriormente, Cândido Lustosa abandonou o Piauí e fixou-se nas proximidades da Fazenda Barcelona, vindo a se constituir, também, em pioneiro do desbravamento na área, participando na construção da primeira Igreja e de muitas outras atividades, em benefício do lugar. Tempos depois, os povoadores mudaram o nome do lugar para Vila de Nossa Senhora da Vitória.


Cândido Lustosa, fundador da cidade de Alto Parnaíba
A 19 de maio de 1866, Francisco Luís de Freitas e sua mulher Micaela Abreu doaram as terras de sua Fazenda Barcelona à Igreja local. A partir desse momento, a povoação foi se desenvolvendo, até ser criado o município, com o gentílico Alto-parnaibano.

Formação administrativa - Distrito criado com a denominação de Vitória do Alto Parnaíba, pela lei provincial nº 974, de 08-06-1871, subordinado ao município de Loreto. Até aí, quando passou à condição de distrito administrativo de Loreto, Maranhão, Alto Parnaíba pertencia ao município piauiense de Paranaguá (PI), do qual foi desmembrado.

Quase dez anos depois, foi elevado à categoria de Vila, com a denominação de Vitória do Alto Parnaíba, pela lei provincial nº 1227, de 09-04-1881, desmembrado de Loreto. A Vila começou na beira do rio Parnaíba, em frente à atual cidade de Santa Filomena (PI), e logo depois foi se expandindo. Posteriormente, a povoação ganhou uma Praça e a Igreja Matriz.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede, de acordo com as divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII1937. Pelo decreto-lei estadual nº 820, de 30-12-1943, o município de Vitória do Alto Parnaíba passou a denominar-se Alto Parnaíba. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município já denominado Alto Parnaíba é constituído do distrito sede. Pela lei estadual nº 269, de 31-12-1948, são criados os distritos de Brejo da Porta e Curupá. Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 3 distritos: Alto Parnaíba, Curupá e Brejo da Porta, assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.


Imagem: José Bonifácio/GP1Igreja(Imagem:José Bonifácio/GP1)Praça Cel. Antonio Luiz e Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe, local onde começou a Vila de Vitória do Alto Parnaíba

Pela lei estadual nº 2168, de 19-12-1961, desmembra do município de Alto Parnaíba o distrito de Brejo da Porta, elevado à categoria de município com a denominação de Tasso Fragoso. Assim, em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município passou a ser constituído de 2 distritos: Alto Parnaíba e Curupá, conforme a divisão territorial datada de 2005.

Alteração toponímica municipal - Vitória do Alto Parnaíba para Alto Parnaíba foi alterado pelo decreto estadual nº 820, de 30 de dezembro de 1943.

A bandeira oficial do município de Alto Parnaíba foi criada através de concurso, que envolveu todos os alunos das redes de ensino municipais e privadas do município. Venceu a criada pelo aluno da 8ª série do CECAP (Centro Educacional Cenecista de Alto Parnaíba), Dhiancarlos Teixeira Pacheco, então com 16 anos de idade, em 19 de maio de 1993.

Imagem: ReproduçãoBandeira Oficial de Alto Parnaíba,(Imagem:Reprodução)Bandeira Oficial de Alto Parnaíba, criada através de concurso, vencido por Dhiancarlos Pacheco, a 19 de maio de 1993

Lista de prefeitos de Alto Parnaíba, desde a sua fundação, em 1866:

1866 a 1871 Candido Lustosa (fundador)
1871 a 1893 Antonio Luiz do Amaral Britto
1893 a 1912 Samuel Lustosa do Amaral Britto
1912 a 1917 Adolpho Lustosa do Amaral Britto
1917 a 1924 João Pereira Lopes
1924 a 1925 Dr. Miguel de Lima Verde
1926 a 1927 Odonel de Araujo Britto
1928 a 1931 Adolpho Lustosa do Amaral Britto
1932 a 1933 Manoel Martins Moreira
1933 a 1934 Adolpho Lustosa do Amaral Britto
10/06/1934 a 4/8/1935 Josué de Moura Santos
5/8/1935 a 14/12/1936 José Soares
15/12/1936 a 15/5/1947 Raimundo Lourival Lopes
16/5/1947 a 15/2/1948 Palmeron do Amaral Brito
16/2/1948 a 1950 José Soares
1951 a 1953 João Borges Leitão
1954 a 1955 Elias de Araujo Rocha
1956 a 1961 José Soares
1962 a 1965 Raimundo Alves de Almeida
1966 a 1970 Antônio Rocha Filho
1971 a 1972 Luiz Gonzaga da Cruz Lopes
1973 a 1976 Corintho de Araujo Rocha
1977 a 1982 Renan Soares
1983 a 1988 Antônio Rocha Filho
1989 a 1992 José de Freitas Neto
1993 a 1996 Adalto Gomes da Silva
1997 a 2000 José de Freitas Neto
2001 a 2004 Raimunda de Barros Costa
2005 a 2008 Raniere Avelino Soares
2009 a 2012 Ernani do Amaral Soares
2013 a 2016 Itamar Nunes Vieira

Imagem: Dhiancarlos PachecoPrefeito Itamar(Imagem:Dhiancarlos Pacheco)Prefeito Itamar Nunes Viera (PSB) e vice-prefeito Raimundo Nonato de França Almeida (PT), eleitos em outubro de 2012

PERFIL MUNICIPAL DE ALTO PARNAÍBA - MA:

Data de instalação: Ano de 1881
População - Censo 2010: 10.765 habitantes
Estimativa da População - 2012: 10.856 habitantes
Crescimento anual da população - 2000-2010: 0,57%
Natalidade 2010: 197 nascidos vivos
Urbanização 2010: 65,29%
IDH - 2000: 0,636
Índice de Gini - 2010: 78,87
Área: 11.132 km2 
Densidade Demográfica - 2010: 0,97 hab./km2

Imagem: José Bonifácio/GP1Antiga Vila de Vitória do Alto Parnaíba, atual cidade de Alto Parnaíba, vista da(Imagem:José Bonifácio/GP1)Antiga Vila de Vitória do Alto Parnaíba, atual Alto Parnaíba, vista da vizinha cidade de Santa Filomena, Estado do Piauí

Quase metade abaixo da linha da pobreza
- No município, de 2000 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 140,00 reduziu em 33,2%; para alcançar a meta de redução de 50%, deve ter, em 2015, no máximo 33,5%. Para estimar a proporção de pessoas que estão abaixo da linha da pobreza foi somada a renda de todas as pessoas do domicílio, e o total dividido pelo número de moradores, sendo considerado abaixo da linha da pobreza os que possuem renda per capita até R$ 140,00 (Cento e Quarenta Reais). No caso da indigência, este valor será inferior a R$ 70,00 (Setenta Reais).

Imagem: ReproduçãoDe(Imagem:Reprodução)Em 2010, de acordo com o IBGE/IPEA, quase metade da população alto-parnaibana vivia abaixo da linha da pobreza

Renda concentrada
- A participação dos 20% mais pobres da população na renda passou de 3,2%, em 1991, para 0,0%, em 2000, aumentando ainda mais os níveis de desigualdade. Em 2000, a participação dos 20% mais ricos era de 70,9%.

Jovens alfabetizados - No município, em 2010, 13,1% das crianças de 7 a 14 anos não estavam cursando o ensino fundamental. A taxa de conclusão, entre jovens de 15 a 17 anos, era de 41,8%. Caso queiramos que em futuro próximo não haja mais analfabetos, é preciso garantir que todos os jovens cursem o ensino fundamental. O percentual de alfabetização de jovens e adolescentes entre 15 e 24 anos, em 2010, era de 94,8%.

Imagem: ReproduçãoVista aérea da cidade de Alto Parnaíba, tendo ao fundo o Bairro São José e o campo de futebol Serra Dourada(Imagem:Reprodução)Vista aérea da cidade de Alto Parnaíba(MA), tendo-se ao fundo o Bairro São José e o campo de futebol Serra Dourada

A distorção idade-série eleva-se à medida que se avança nos níveis de ensino. Entre alunos do ensino fundamental, estão com idade superior à recomendada nos anos iniciais (33,0%) e nos anos finais (46,9%) chegando a 55,5% de defasagem nos que alcançam o ensino médio.

No IDEB, o município de Alto Parnaíba está na 4.492.ª posição, entre os 5.565 do Brasil, quando avaliados os alunos da 4.ª série , e na 4.847.ª, no caso dos alunos da 8.ª série.

Mercado de trabalho - Com relação à inserção no mercado de trabalho, havia menor representação das mulheres. A participação da mulher no mercado de trabalho formal era de 44,0% em 2011. O percentual do rendimento feminino em relação ao masculino era de 54,1% em 2011, independentemente da escolaridade. Entre os de nível superior, 38,6 por cento.

Mortalidade infantil - O número de óbitos de crianças menores de um ano no município, de 1995 a 2010, foi 36. A taxa de mortalidade de menores de um ano para o município, estimada a partir dos dados do Censo 2010, é de 33,8 a cada 1.000 crianças menores de um ano. Das crianças de até 1 ano de idade, em 2010, 15,9% não tinham registro de nascimento em cartório. Este percentual cai para 2,9% entre as crianças até 10 anos.

Imagem: Smith RosaSede da(Imagem:José Bonifácio/GP1)Câmara Municipal, sede do Poder Legislativo de Alto Parnaíba, onde os 09 vereadores representam 10.765 habitantes

AIDS e outras doenças
- Alto Parnaíba registrou, de 1996 a 2012, 5 (cinco) casos de AIDS diagnosticados. Com relação às doenças transmitidas por insetos, chamados vetores, como espécies que transmitem malária, febre amarela, leishmaniose, dengue, dentre outras doenças, entre 2001 e 2009, houve 168 casos de doenças transmitidas por mosquitos, dentre os quais nenhum caso confirmado de malária, nenhum caso confirmado de febre amarela, 30 casos confirmados de leishmaniose, 138 notificações de dengue.

Meio ambiente - O município declara ter apresentado ocorrências impactantes observadas com freqüência no meio ambiente nos últimos 24 meses, mas sem alteração ambiental que tenha afetado as condições de vida da população. Alto Parnaíba não possui Conselho Municipal de Meio Ambiente e nem possui Fundo Municipal de Meio Ambiente.
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Mesmo assim, a municipalidade contou com recursos específicos para a área ambiental nos últimos 12 meses, e vem realizando licenciamento ambiental de impacto local.

Saneamento básico - Em 2010, 51,1% dos moradores da zona urbana de Alto Parnaíba tinham acesso à rede de água geral, com canalização em pelo menos um cômodo, e 2,5% possuíam formas de esgotamento sanitário consideradas adequadas.

Imagem: Dhiancarlos PachecoPraça Cel. Adolpho Lustosa, zona central de Alto Parnaíba, (Imagem:Dhiancarlos Pacheco)Praça Cel. Adolpho Lustosa, no centro de Alto Parnaíba, tradicional ponto de encontro da comunidade alto-parnaibana

Urbanização - Como instrumento de planejamento territorial, o município não dispõe de Plano Diretor. Porém declarou, em 2008, não existirem loteamentos irregulares e também favelas, mocambos, palafitas ou assemelhados. Também não há processo de regularização fundiária, assim como não existe legislação municipal específica que dispõe sobre regularização fundiária e sem plano ou programa específico de regularização fundiária.

Não existem moradores urbanos vivendo em aglomerados subnormais (favelas e similares). Em 2010, 68,3% dos moradores urbanos contavam com o serviço de coleta de resíduos e 93,0% tinham energia elétrica distribuída pela CEMAR (Companhia Energética do Maranhão).

Em síntese, Alto Parnaíba é, apesar da concentração de renda, um dos municípios que mais se desenvolvem no Maranhão, rompendo as barreiras do tempo, crescendo e trilhando uma bela história, que é fundamentalmente importante para toda a microrregião do Alto Parnaíba.

Parabéns ao povo de Alto Parnaíba pelo 147º aniversário de fundação da cidade, motivo de júbilo para todo o sul maranhense. Queremos manifestar o nosso mais sincero desejo de que Alto Parnaíba consiga seguir o caminho do desenvolvimento. Mas um desenvolvimento que beneficie não apenas a região, mas, sobretudo, o seu povo, assim como é a vontade de todos os que consideram a felicidade popular como o mais forte objetivo a ser perseguido.

Fonte: IBGE, MEC, Portal ODM e outras

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Clientes de banco fazem fila do lado de fora, enfrentando sol e forte calor

Imagem: José Bonifácio/GP1Clientes do Banco do Brasil(Imagem:José Bonifácio/GP1)Clientes do Banco do Brasil em Balsas (MA) são obrigados a enfrentar fila do lado de fora da agência, sob sol e calor

O crescimento econômico trouxe inúmeros benefícios a Balsas, cidade posicionada no sul do Maranhão, atualmente com mais de 83 mil habitantes. Mas, simultaneamente a isso, vieram muitos problemas. O atendimento nas agências bancárias é um deles.

Bancos superlotados, filas enormes, demora no atendimento, pessoas aguardando do lado de fora, enfrentando sol e calor, sem qualquer conforto. Assim tem sido a rotina da população que necessita ir aos bancos em Balsas, principalmente na primeira quinzena de cada mês.

Imagem: José Bonifácio/GP1Depois(Imagem:José Bonifácio/GP1)Depois que a porta é aberta por um funcionário, clientes enfrentam outra fila do lado de dentro, para pegarem a senha

Recentemente flagramos esse incômodo na agência do Banco do Brasil, localizada à Praça Eloy Coelho, no centro de Balsas. Segundo relatos de clientes, o fato ocorre há alguns anos, em decorrência do aumento no número de habitantes e da chegada de novos trabalhadores.

Depois que a porta é aberta por um funcionário, os clientes tem que enfrentar outra fila do lado de dentro, a fim de pegarem a senha. A partir daí, sobem até o 1º andar por uma escadaria, para só então conseguirem o atendimento em um dos caixas disponíveis.

Imagem: José Bonifácio/GP1é(Imagem:José Bonifácio/GP1)Os bancos, que disputam um mercado tão competitivo, deveriam entender que dependem da satisfação dos clientes

Mesmo que a agência tenha investido na instalação de terminais eletrônicos em alguns pontos da cidade de Balsas (MA), assim como ter credenciado novos correspondentes bancários, as medidas são acanhadas e parece não terem sido suficientes para resolver o problema.

Os clientes são obrigados a ficar na fila, sob sol ou chuva até 10h, aguardando a abertura da agência, embora a estrutura da mesma seja suficiente para comportar um grande número de pessoas. Não entendemos esse critério adotado pela agência do Banco do Brasil em Balsas.

Vale ressaltar que, para o sistema bancário, é vital tornar o atendimento cada vez mais rápido e melhor. Os bancos dependem da satisfação dos clientes para serem bem sucedidos num mercado onde a concorrência e a disputa pela preferência dos clientes são acirradas.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Eleitorado de Santa Filomena equivale a 76,9% da população total do município

Os eleitores em Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, já somam 4.689, pelos números do TRE-PI (Tribunal Regional Eleitoral do Piauí), referentes a maio de 2012. Isso corresponde a 76,9% dos 6.096 habitantes do município - conforme dados apontados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no Censo de 2010 - e estão acima do percentual da população considerado aceitável pela Justiça Eleitoral, que seria em torno de 65 por cento.

Em maio de 2008, a 23ª Zona Eleitoral do Piauí contava com 3.955 cidadãos aptos a votar, registrando acréscimo de 734 eleitores no período de maio de 2008 a maio de 2012. Significa dizer que, enquanto a população residente aumentou apenas 1,04% (63 pessoas) entre 2000 e 2010 (10 anos), indo de 6.033 para 6.096 habitantes, o eleitorado filomenense cresceu 18,5% em quatro anos.

Do total de eleitores registrados no município de Santa Filomena, 67,6% (3.173) votarão na zona urbana, sendo 1.304 em urnas distribuídas na U. E. Professor Lourenço Filho, 1.071 na Escola Educandário São José e 798 na Unidade Escolar Professora Delfina Sobreira Queiroz.

Os 1.515 eleitores residentes na zona rural de Santa Filomena, equivalentes a 32,4% do total, deverão comparecer nas localidades Matas (671), Aldeinha (435) e Brejo das Meninas (410).

Um dos motivos para o elevado percentual de eleitores levantado pelo TRE seria a cultura mantida pelos filomenenses de conservar seus títulos eleitorais registrados no local onde nasceram, mesmo que tenham se mudado para cidades próximas e até mesmo distantes, como Teresina (PI), Brasília (DF), Goiânia (GO) e Palmas (TO), para estudar ou trabalhar.

Na verdade, nem se cogita a possibilidade de ter havido alguma fraude no processo eleitoral, justamente pelo fato da população ser pequena e a grande maioria composta de eleitores. Assim, as pessoas se conhecem facilmente e seria fácil descobrir qualquer irregularidade. Por outro lado, centenas de pessoas se mudaram para Santa Filomena nos últimos 2 anos, objetivando trabalhar em uma das grandes empresas do agronegócio instaladas na região.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

IBGE diz que 36% da população de Santa Filomena vive na extrema pobreza

A população do município de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, ampliou - entre os Censos Demográficos de 2000 e 2010 - a taxa de 0,10% ao ano, passando de 6.033 para 6.096 habitantes. Esse índice foi inferior àquele registrado no Estado, que ficou em 0,94% ao ano, e inferior à cifra de 1,08% ao ano da Região Nordeste.

A taxa de urbanização apresentou alteração significativa no mesmo período. A população urbana em 2000 representava 41,79% e em 2010 a passou a representar 58,14% do total. Isso confirma o preocupante fenômeno do êxodo rural, que está a contribuir e muito com o abandono do campo pelos agricultores familiares, principalmente do vale do Taquara.

A estrutura demográfica também apresentou mudanças. Entre 2000 e 2010 foi verificada ampliação da população idosa que, em termos anuais, cresceu 2,0% em média. Em 2000, o grupo representava 7,1% da população municipal. Dez anos depois, portanto em 2010, detinha 8,5% do total de moradores.

O segmento etário de 0 a 14 anos registrou crescimento negativo entre 2000 e 2010 (-1,8% ao ano). Crianças e jovens detinham 41,5% do contingente populacional em 2000, o que correspondia a 2.503 habitantes. Na pesquisa de 2010, a participação desse grupo de pessoas reduziu para 34,2% da população, totalizando somente 2.082 habitantes.

A população residente no município na faixa etária de 15 a 59 anos exibiu crescimento populacional (em média 1,21% ao ano), passando de 3.102 habitantes em 2000 para 3.497 em 2010. Assim, esse grupo passou a representar 57,4% da população.

Perfil social - Dados do Censo Demográfico de 2010 revelaram que o fornecimento de energia elétrica esteve presente praticamente em todos os domicílios urbanos. A coleta de lixo atendia 30,5% das residências. Quanto à cobertura da rede de abastecimento de água, o acesso ao precioso líquido estava em 41,1% dos domicílios particulares permanentes, enquanto que 34,9% das moradias dispunham de esgotamento sanitário.

Quanto aos níveis de pobreza, o Censo Demográfico de 2010 indicava que o município de Santa Filomena contava com 2.209 pessoas na extrema pobreza, sendo 1.277 na área rural e 932 na área urbana. Em termos proporcionais, 36,2% da população - mais de um terço - está na extrema pobreza, com intensidade maior na área rural (50,0% do povo na extrema pobreza na área rural contra 26,3% na cidade).

O quadro econômico-social identificado pelo IBGE caracteriza o subdesenvolvimento, que inclui, principalmente, produção centrada em poucos produtos primários destinados à exportação, como a soja, além da concentração da riqueza e da propriedade rural.

Mostra ainda um enorme contraste, já que Santa Filomena é atualmente a 24ª potência econômica do Estado do Piauí, com base na arrecadação de ICMS (dados da SEFAZ/PI, referente a novembro de 2011), se destacando ainda por ser a 5ª maior economia agrícola (atrás de Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves e Bom Jesus) e ter o 5º maior PIB per capita (perde para Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Fronteiras e Ribeiro Gonçalves).

A propósito, quando comparamos o nível de pobreza com outras cidades vizinhas, verificamos que Santa Filomena está empatado com os municípios maranhenses de Alto Parnaíba (36,4%) e Tasso Fragoso (30,9%), assim como em situação bem parecida com os municípios de Baixa Grande do Ribeiro (30,2%), Ribeiro Gonçalves ((32,3%), Monte Alegre do Piauí (36,5%) e Gilbués (40,6%).

Entretanto, o relatório do IBGE/MDA mostra que há no sul do Piauí e do Maranhão cidades onde o percentual de pobreza extrema é bem inferior a Santa Filomena, a exemplo de Uruçuí (21,2%), Bom Jesus (18,9%) e Balsas (10,9%). Mas o Censo 2010 identificou situações curiosas, onde se percebe, de forma clara, que as duas piores economias do Piauí têm baixos níveis de pobreza extrema, comparáveis inclusive às cidades pólo do agronegócio piauiense e maranhense: Miguel Leão (18,7%) e Lagoinha do Piauí (29,7%).

Tudo isso nos faz entender a grande diferença que existe entre crescimento econômico e desenvolvimento econômico”. O crescimento econômico não conduz automaticamente à igualdade nem à justiça sociais, pois não leva em consideração nenhum aspecto da qualidade de vida, a não ser o acúmulo de riquezas, que se faz nas mãos apenas de alguns indivíduos da população, contrariando a teoria de Karl Marx, que criticou duramente o capitalismo.

Já o desenvolvimento econômico sustentável, por sua vez, preocupa-se com a geração de riquezas sim, mas tem o objetivo de distribuí-las, de melhorar a qualidade de vida de toda a população, levando em consideração a qualidade ambiental do planeta.

Ou seja; o agronegócio brasileiro vem concentrando a renda porque está nas mãos de poucos empresários, embora não se possa duvidar que é salutar para a região e para todo o país. Aliás, talvez o maior causador dessa desigualdade de renda sejam os impostos cobrados de forma desigual. Infelizmente, o Estado não corrige as distorções. Pelo contrário, ele as faz.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Agronegócio do caju movimenta economia de Pio IX, no sudeste do Piauí

De todas as culturas tradicionais do Estado, o cultivo de cajueiro é o mais representativo para a economia agrícola de Pio IX, município emancipado em 08 de agosto de 1889, situado na mesorregião sudeste piauiense, com área de 1.948,8 km² e população de 17.693 habitantes (IBGE/2010), o que corresponde à densidade demográfica de 9,08 habitante por quilômetro quadrado.

Quanto aos Indicadores econômicos, é bem verdade que Pio IX está muito atrás do vizinho município de Fronteiras, impulsionado pela fábrica de cimento Nassau, do Grupo João Santos. O IDH piononense, de 0,572, é considerado médio (PNUD/2000), enquanto o PIB per capita, de R$ 4.229,89 (IBGE/2008), está abaixo da média dos municípios do Piauí (R$ 6.051,10), segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Outra grande diferença parece estar na distribuição dessa renda entre os seus moradores. Isso se deve ao agronegócio do caju, já que a riqueza não se concentra nas mãos de um único grupo empresarial, mas na de diversos empreendedores, contemplando desde o agricultor familiar até o grande produtor rural.

A existência dessa rede de pequenas e micro empresas garante capilaridade econômica e social. E o resultado a gente percebe no vigor do comércio local, tanto formal quanto informal. Também, segundo informações não oficiais, a agência do Banco do Brasil de Pio IX é uma das mais movimentadas da região, superando até mesmo as de Fronteiras (PI), Araripina (PE) e Campos Sales (CE) em volume de negócios.

Outro indicativo do avanço da economia é a verticalização da cidade, embora ainda tímida, com o surgimento de prédios comerciais e residenciais, não apenas na zona central, mas em quase todos os bairros.

Para que se tenha idéia da força do caju em Pio IX, dos cerca de 160 mil hectares de área ocupada com a cajucultura no Piauí, mais de 60 mil hectares estão situados no município, representando quase 40% do total, gerando aproximadamente 8 mil postos de trabalho, pelo menos durante três meses do ano.

Esse período gerador de empregos diretos e indiretos impulsiona a economia local, ocasionando mais trabalho ao cidadão e melhorando a qualidade de vida dos habitantes.

Atualmente Pio IX possui três fábricas moendo o caju e exportando seus produtos a outros Estados brasileiros, especialmente o Ceará. Vale lembrar que do caju se aproveita tudo, pois além do suco e da castanha, o resto é utilizado na fabricação de ração para bovinos, suinos e outros.

A cajucultura se apresenta, portanto, como um grande potencial de desenvolvimento em Pio IX, considerando as condições naturais existentes. Os plantios, que no início se restringiam a algumas plantas nas proximidades das casas das propriedades rurais, os chamados “plantios de fundo de quintal”, foram ampliados até se transformarem nos pequenos, médios e grandes projetos, que são comuns na margem da BR-020.