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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Tim, você vivendo sem fronteiras... e sem sinal de celular!

Aparelho celular em Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, está servindo para tudo, menos para fazer ou receber ligação. A operadora TIM conseguiu se superar na má qualidade do serviço oferecido aos filomenenses e, pelo menos nos últimos 15 dias, ninguém consegue originar e nem tampouco receber uma ligação telefônica via celular.

A TIM, única operadora de telefonia móvel que possui torre de transmissão instalada em Santa Filomena, desde 12 de maio de 2010 - a Oi Móvel transmite da vizinha cidade de Alto Parnaíba (MA) - nunca, em nenhum momento, prestou um serviço de qualidade.

O sinal é ruim e não é possível captá-lo em alguns pontos da cidade, além do que vez por outra está inoperante. Para conseguir uma ligação, o usuário tem que tentar várias vezes; quando consegue, o sinal é geralmente cortado e de difícil entendimento.

Os usuários, as autoridades e as entidades representativas de classes estão todos passivos, esperando que um dia a TIM (Telecom Italia Mobile) faça jus à sua propaganda institucional "Você, sem fronteiras" e resolva por si só melhorar a qualidade do serviço que vem sendo prestado em Santa Filomena (PI).

Quanto aos usuários, o que podem e devem fazer o mais rápido possível é reclamar. Toda e qualquer reclamação deverá começar no próprio serviço de atendimento de clientes da TIM, ligando de um telefone fixo para o número 1056, já que não é possível fazer ligação de celular nem mesmo para reclamar da TIM. É inacreditável, isso!

Após reclamar com a própria TIM, anote o número do protocolo fornecido pelo Call Center. Entretanto, o número do protocolo é fornecido de maneira muito rápida e não é repetido, a não ser que seja solicitado ao atendente.

Reclamar somente junto a TIM não é suficiente. O ideal é que se formalize o maior número de reclamações possíveis junto à reguladora ANATEL, acessando o site www.anatel.gov.br. Na tela principal você vai encontrar o link FALE CONOSCO, clicar nesse hiperlink e fazer o seu cadastro para formalizar a denúncia.

Mas se preferir, ligue para o telefone 1331 da ANATEL e formalize sua denúncia. É bom ter em mão o número do protocolo da reclamação que fez junto à sua operadora.

O atendimento via telefone da ANATEL é de segunda à sexta, das 08:00 às 20h00.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

IBGE diz que 36% da população de Santa Filomena vive na extrema pobreza

A população do município de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, ampliou - entre os Censos Demográficos de 2000 e 2010 - a taxa de 0,10% ao ano, passando de 6.033 para 6.096 habitantes. Esse índice foi inferior àquele registrado no Estado, que ficou em 0,94% ao ano, e inferior à cifra de 1,08% ao ano da Região Nordeste.

A taxa de urbanização apresentou alteração significativa no mesmo período. A população urbana em 2000 representava 41,79% e em 2010 a passou a representar 58,14% do total. Isso confirma o preocupante fenômeno do êxodo rural, que está a contribuir e muito com o abandono do campo pelos agricultores familiares, principalmente do vale do Taquara.

A estrutura demográfica também apresentou mudanças. Entre 2000 e 2010 foi verificada ampliação da população idosa que, em termos anuais, cresceu 2,0% em média. Em 2000, o grupo representava 7,1% da população municipal. Dez anos depois, portanto em 2010, detinha 8,5% do total de moradores.

O segmento etário de 0 a 14 anos registrou crescimento negativo entre 2000 e 2010 (-1,8% ao ano). Crianças e jovens detinham 41,5% do contingente populacional em 2000, o que correspondia a 2.503 habitantes. Na pesquisa de 2010, a participação desse grupo de pessoas reduziu para 34,2% da população, totalizando somente 2.082 habitantes.

A população residente no município na faixa etária de 15 a 59 anos exibiu crescimento populacional (em média 1,21% ao ano), passando de 3.102 habitantes em 2000 para 3.497 em 2010. Assim, esse grupo passou a representar 57,4% da população.

Perfil social - Dados do Censo Demográfico de 2010 revelaram que o fornecimento de energia elétrica esteve presente praticamente em todos os domicílios urbanos. A coleta de lixo atendia 30,5% das residências. Quanto à cobertura da rede de abastecimento de água, o acesso ao precioso líquido estava em 41,1% dos domicílios particulares permanentes, enquanto que 34,9% das moradias dispunham de esgotamento sanitário.

Quanto aos níveis de pobreza, o Censo Demográfico de 2010 indicava que o município de Santa Filomena contava com 2.209 pessoas na extrema pobreza, sendo 1.277 na área rural e 932 na área urbana. Em termos proporcionais, 36,2% da população - mais de um terço - está na extrema pobreza, com intensidade maior na área rural (50,0% do povo na extrema pobreza na área rural contra 26,3% na cidade).

O quadro econômico-social identificado pelo IBGE caracteriza o subdesenvolvimento, que inclui, principalmente, produção centrada em poucos produtos primários destinados à exportação, como a soja, além da concentração da riqueza e da propriedade rural.

Mostra ainda um enorme contraste, já que Santa Filomena é atualmente a 24ª potência econômica do Estado do Piauí, com base na arrecadação de ICMS (dados da SEFAZ/PI, referente a novembro de 2011), se destacando ainda por ser a 5ª maior economia agrícola (atrás de Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves e Bom Jesus) e ter o 5º maior PIB per capita (perde para Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Fronteiras e Ribeiro Gonçalves).

A propósito, quando comparamos o nível de pobreza com outras cidades vizinhas, verificamos que Santa Filomena está empatado com os municípios maranhenses de Alto Parnaíba (36,4%) e Tasso Fragoso (30,9%), assim como em situação bem parecida com os municípios de Baixa Grande do Ribeiro (30,2%), Ribeiro Gonçalves ((32,3%), Monte Alegre do Piauí (36,5%) e Gilbués (40,6%).

Entretanto, o relatório do IBGE/MDA mostra que há no sul do Piauí e do Maranhão cidades onde o percentual de pobreza extrema é bem inferior a Santa Filomena, a exemplo de Uruçuí (21,2%), Bom Jesus (18,9%) e Balsas (10,9%). Mas o Censo 2010 identificou situações curiosas, onde se percebe, de forma clara, que as duas piores economias do Piauí têm baixos níveis de pobreza extrema, comparáveis inclusive às cidades pólo do agronegócio piauiense e maranhense: Miguel Leão (18,7%) e Lagoinha do Piauí (29,7%).

Tudo isso nos faz entender a grande diferença que existe entre crescimento econômico e desenvolvimento econômico”. O crescimento econômico não conduz automaticamente à igualdade nem à justiça sociais, pois não leva em consideração nenhum aspecto da qualidade de vida, a não ser o acúmulo de riquezas, que se faz nas mãos apenas de alguns indivíduos da população, contrariando a teoria de Karl Marx, que criticou duramente o capitalismo.

Já o desenvolvimento econômico sustentável, por sua vez, preocupa-se com a geração de riquezas sim, mas tem o objetivo de distribuí-las, de melhorar a qualidade de vida de toda a população, levando em consideração a qualidade ambiental do planeta.

Ou seja; o agronegócio brasileiro vem concentrando a renda porque está nas mãos de poucos empresários, embora não se possa duvidar que é salutar para a região e para todo o país. Aliás, talvez o maior causador dessa desigualdade de renda sejam os impostos cobrados de forma desigual. Infelizmente, o Estado não corrige as distorções. Pelo contrário, ele as faz.


sábado, 28 de janeiro de 2012

População de Tasso Fragoso se revolta com baixa qualidade de obra do PAC

A população de Tasso Fragoso, cidade posicionada no sul do Maranhão e à margem esquerda do Rio Parnaíba, está revoltada com a baixa qualidade dos serviços que vem sendo executados na implantação da 2ª etapa do Sistema de Esgotamento Sanitário.

O valor do mencionado empreendimento do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), objeto do contrato 0.56.00/2010, é de R$ 4.258.530,58 (Quatro Milhões, Duzentos e Cinquenta e Oito Mil, Quinhentos e Trinta Reais e Cinquenta e Oito Centavos). Com prazo de duração estimado em 300 dias, o interminável projeto de Saneamento Básico da cidade de Tasso Fragoso começou em junho de 2010 e deveria ter sido concluído em abril de 2011.

Devido à situação, foi formada uma comissão com autoridades municipais e representantes da sociedade civil, a fim de se fazer uma avaliação dos trabalhos já realizada pela empresa OPSIS na cidade vizinha de Alto Parnaíba, e constataram que por lá ninguém está satisfeito, visto que a obra não atende o mínimo dos anseios daquela comunidade.

Os moradores da progressista Tasso Fragoso estão cansados de tanto descaso, onde o que se vê são lama, buracos, poeira, acidentes com pessoas idosas e, como não poderia ser diferente, críticas por parte de visitantes e/ou pessoas em trânsito. Na verdade, as ruas se transformaram em atoleiros de automóveis, em lugares inacessíveis, obrigando os habitantes a serem prisioneiras dentro das próprias casas.

Reunidos no plenário da Câmara Municipal, representantes dos poderes constituídos estiveram debatendo o assunto, numa calorosa discussão, envolvendo o poder executivo, ali representado pelo prefeito, Antonio Carlos Rodrigues Vieira, e pelos secretários municipais Melciades Tavares e Ademar Paes, bem como o poder legislativo, que se manifestou através do seu presidente, vereador José Dorierson Ribeiro.

Participaram ainda da audiência: Maria Reginalda da Silva Sales Vieira (Primeira Dama), Francisco Antonio de Melo (CODEVASF), Éverton Luiz Germiniani (engenheiro civil da OPSIS), Geraldo Abreu (Associação Comercial) e Adailton Guimarães Fialho (Sociedade Civil).

“Não entendemos o porquê de tanto descaso, já que é uma obra que envolve muito dinheiro; mas a empresa contratada está oferecendo um serviço horroroso. Estamos indignados com tudo isso e exigimos mais respeito, dignidade, transparência e que deixem a cidade pelo menos do jeito que a encontraram”, reclama Lirô Guimarães.

Dentre os vários questionamentos, estão a baixa qualidade do recapeamento asfáltico, que é ruim e muito mal acabado. O próprio engenheiro da CODEVASF, Francisco Antonio de Melo, admitiu isso ao dizer que a culpa era do asfalto frio (que não se solidifica pelo fato de sua composição conter detergente, que acaba inibindo essa ação, apesar de custar o dobro).

Indagado se tinha um laboratório onde seria feito o teste de qualidade, ele explicou que o exame era realizado a cerca de 230 quilômetros da cidade receptora do empreendimento.   “Se quiserem um asfalto melhor, o valor em dinheiro tem que ser revisto”, falou o servidor do Governo Federal.

“E os bloquetes? Até já foram apelidados de sonrisal, não desmerecendo o santo remédio, pois se desmancham com a chuva”, gritou um dos populares presentes à reunião. Além disso, os bloquetes colocados estão desnivelados e quebrados. “É uma vergonha se compararmos com aqueles que foram feitos a cerca de 30 anos. Parece que não usam nem cimento, ou então o cimento está vencido. Nós vamos aceitar isso”, observou Lirô Guimarães.

Outra polêmica apontada por Aguinaldo Guimarães Fialho se relaciona às caixas de esgoto e aos meio-fios, que parecem ser feitos somente com areia, não existindo uma barra de ferro sequer. Por esse motivo, a maioria já quebrou e  terão que ser refeitos.

Em resumo, ficou combinado que as obras ficarão paradas até que uma comissão anote todos os problemas relacionados à rede de saneamento básico de Tasso Fragoso (MA) e reivindiquem junto à superintendência da CODEVASF, em Teresina (PI). Além disso, a Prefeitura Municipal só receberá a obra mediante a satisfação da comunidade.