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sexta-feira, 13 de março de 2015

Fernando Monteiro solicita criação de campus da UESPI em Santa Filomena

Imagem: Reprodução1(Imagem:Reprodução)Monteiro: "Precisamos capacitar mais jovens na região, que estão desempregados mesmo existindo vagas de trabalho"

A cidade de Santa Filomena, no sudoeste piauiense, a 905 quilômetros de Teresina, deve receber um campus da Universidade Estadual do Piauí (UESPI). A solicitação foi feita na última quarta-feira (11) pelo deputado estadual Fernando Monteiro (PTB) ao reitor Nouga Cardoso.

De acordo com o parlamentar, faltam profissionais capacitados para o desenvolvimento das plantações de soja no município de Santa Filomena, principal fonte de renda da população.

“O crescimento econômico de Santa Filomena depende desses profissionais que são muito poucos. Precisamos capacitar mais jovens da região, que atualmente estão desempregados mesmo existindo vagas de trabalho”, justificou o deputado estadual Fernando Monteiro.


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)AGRONEGÓCIO FORTE! O município de Santa Filomena é o 5º maior produtor de grãos e a 23ª maior economia do Piauí

O curso de Agronomia, por exemplo, seria muito bem-vendo à microrregião do Alto Parnaíba piauiense e maranhense, pois beneficiaria diretamente os municípios de Santa Filomena (PI), Alto Parnaíba (MA) e Tasso Fragoso (MA), que têm o agronegócio como base da economia.

O objetivo será a formação de técnicos de nível superior, que dominem amplamente os conteúdos científicos e tecnológicos da área, mas atentos às questões sociais e políticas.

A preparação desses profissionais agrônomos irá proporcionar capacidade criativa e crítica, habilidade para gerar tecnologias e condições para atender e implementar a transição do modelo agrícola atual para uma agricultura compatível com os reais interesses sociais da comunidade, integrada, permanente e harmonicamente, com a natureza e com o homem.


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Banco do Brasil nega pedido de instalação de agência em Santa Filomena

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1) Marcelo Henrique Gomes da Silva, gerente de administração do BB, recebendo e protocolando o Ofício nº 02/2013, de 31/05

Para quem reside no município que se desponta como a 22ª maior economia do Piauí, é inexplicável o esclarecimento acerca do não funcionamento do Banco do Brasil em Santa Filomena, já que a cidade possui apenas os serviços do Banco Postal (Correios), ativo somente para depósitos e saques de valores pequenos, prejudicando a população usuária.

Mas foi exatamente nesse sentido, sem argumentos consistentes e com uma desculpa, digamos, “amarela”, que a Superintendência Estadual do Banco do Brasil respondeu à solicitação formalizada pelo prefeito, pelo vice-prefeito e por todos os vereadores.


Cópia do Ofício 02/2013, assinado pelo prefeito, vice-prefeito e todos os vereadores
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... tão logo haja viabilidade do atendimento do pleito, voltaremos a demandar a instalação da Agência Bancária às instâncias superiores”, conclui o sucinto ofício encaminhado ao prefeito Esdras Avelino Filho, datado de 02 de julho de 2013, assinado por Marcelo Henrique Gomes da Silva (Gerente de Administração) e Manoel Santana Lima (Superintendente Estadual).

Na verdade, nem ao menos responderam. Simplesmente se desculparam – e não nos serve como desculpa – oferecendo as seguintes informações que, aliás, todos por aqui sabem: “O atendimento bancário, aos cidadãos dessa comunidade, pode ser realizado através da rede do Banco Postal (Correios), destinada a abertura de contas, depósitos, consulta de saldo, extratos, pagamentos de títulos, convênios e impostos, recebimentos de benefícios do INSS e de cheques, empréstimos, cartão de crédito, além de saques em conta corrente e poupança”.


Cópia do comunicado da Superintendência do Banco, alegando não haver viabilidade
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Ficou bem claro o pouco zelo que os dirigentes do Banco do Brasil no Piauí tiveram para com o pedido das autoridades municipais e para com os próprios habitantes de Santa Filomena, ao ponto de nem sequer encaminhar o pleito à presidência do Banco do Brasil. Muito estranho!

Essa indiferença causou muita irritação entre aqueles que estão em busca constante para solucionar a situação. Um deles é o prefeito Esdras Avelino Filho, que diz estarem querendo justificar o injustificável. “Fiquei frustrado com a resposta da Superintendência do Banco do Brasil, pois simplesmente negou nosso pleito sem apresentar uma justificativa pelo menos razoável, que pudesse nos convencer, embora todos nós saibamos que Santa Filomena é atualmente a 5ª potência agrícola e a 22ª maior economia do Piauí”, afirma.

Mas enquanto a superintendência do BB no Piauí não deu a menor importância para o pedido de Santa Filomena, o superintendente do Banco no Maranhão, Maelson Soares, anunciou na útlima segunda-feira (29), durante inauguração da agência da cidade de Pastos Bons (MA), a possibilidade de reabertura da Agência 1015 em Alto Parnaíba, fechada há mais de 10 anos.


Imagem: José Bonifácio/GP1Esdras:(Imagem:José Bonifácio/GP1)
Esdras: "Fiquei frustrado. Simplesmente negaram nosso pleito, sem nos apresentar uma justificativa pelo menos razoável"

Tendo em vista a maneira “gelada” como a Superintendência do BB tratou o caso, iremos comunicar o fato e formalizar o pedido junto à presidência do Banco do Brasil, em Brasília.

Vamos continuar insistindo, a fim de que tenhamos com a maior brevidade a abertura dessa agência e, os clientes filomenenses, quando necessitarem fazer movimentação bancária, não tenham que se deslocar até as cidades de Gilbués (PI) ou Tasso Fragoso (MA) para buscar atendimentos, enfrentando enormes filas, devido ao acúmulo de público pelo atendimento.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Por que a 22ª maior economia do Piauí não possui nenhuma agência bancária?

No início de 2005, mais precisamente no mês de março, foi amplamente divulgada a instalação de duas novas agências do Banco do Brasil, nas cidades de Elizeu Martins e Santa Filomena. O anúncio da criação das agências foi feito pelo ex-governador e hoje senador Wellington Dias, ao meio-dia de uma quarta-feira (16/03/2005), quando lá estavam presentes o então superintendente do BB, Eduardo Santana, e o ex-prefeito de Santa Filomena, Ernani Maia.

Na ocasião, o superintendente Eduardo Santana fez a seguinte declaração: “Técnicos do BB já visitam as duas cidades, trabalhando na adequação dos dois prédios que abrigarão as novas unidades do banco. No caso de Santa Filomena, o edifício foi cedido pela Prefeitura Municipal, enquanto que em Eliseu Martins o Governo do Estado cedeu o prédio onde funcionava a agência do BEP (Banco do Estado do Piauí)”.

O superintendente do Banco do Brasil no Piauí disse ainda que Santa Filomena se tratava de uma região importante economicamente, produtora de algodão, milho, soja, arroz e minérios. Lamentavelmente, as palavras ditas se perderam ao vento, pois o tempo passou e o assunto acabou. Nunca mais ninguém falou sobre a agência do Banco do Brasil em Santa Filomena.

E olha que durante os últimos 7 (sete) anos muita coisa mudou para melhor em Santa Filomena. Se naquele tempo já era justificável a instalação de uma agência do maior banco público do Brasil, imagine hoje, quando a região recebe grandes empresas do agronegócio (Insolo, Pinesso, SLC Agrícola, Damha e outras), que encontram dificuldades até para pagar os funcionários, devido à ausência de uma instituição bancária capaz de suprir a procura.

A região de Santa Filomena, que está sendo beneficiada com a construção da BR-235/PI (Gilbués/Santa Filomena), cultivou na safra 2011/2012 quase 80 mil hectares - soja, milho, arroz e até feijão - e produziu em torno de 130 mil ton de grãos e algodão.

Tendo como base o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) repassado pela Secretaria da Fazenda aos 224 municípios, Santa Filomena se mantém como a 22ª maior potência econômica do Piauí. Em abril de 2012, o repasse à Prefeitura foi de R$ 198.632,90 (Cento e Noventa e Oito Mil, Seiscentos e Trinta e Dois Mil Reais e Noventa Centavos).

No mesmo período, segundo dados da SEFAZ/PI, Santa Filomena ficou atrás dos seguintes municípios: Teresina (R$ 20.992.199,41), Uruçuí (R$ 1.621.617,10), Parnaíba (R$ 1.473.493,76), Picos (R$ 1.325.063,01), Floriano (R$ 1.032.436,52), Fronteiras (R$ 832.938,00), Guadalupe (R$ 777.237,95), Baixa Grande do Ribeiro (R$ 510.272,51), Piripiri (R$ 443.003,41), Campo Maior (R$ 433.124,12), Bom Jesus (R$ 426.170,71), S. R. Nonato (R$ 321.214,06), União (R$ 309.534,92), Oeiras (R$ 285.693,11), Canto do Buriti (R$ 268.682,20), R. Gonçalves (R$ 259.967,57), José de Freitas (R$ 257.596,61), Corrente (R$ 234.213,17), Esperantina (R$ 231.858,83), Altos (R$ 227.826,88) e Barras (R$ 204.660,54).

Os valores repassados correspondem a 25% (vinte e cinco por cento) da arrecadação do ICMS, que são distribuídos às administrações municipais com base na aplicação do Índice de Participação dos Municípios (IPM) definido para cada cidade.

Um dos critérios utilizados na distribuição das cota-partes dos municípios no ICMS é a produção de alimentos. E, conforme se sabe, Santa Filomena é a 5ª maior economia agrícola do Piauí, atrás apenas de Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves e Bom Jesus do Gurgueia.

Essa falta de serviços bancários em Santa Filomena está gerando dificuldades e transtornos diversos para a população, assim como entraves para o crescimento econômico do município.

Claro que a implantação do Banco Postal (agora Banco do Brasil) e de outras iniciativas microfinanceiras que se estabeleceram na cidade - Banco Expresso (Bradesco) e Casa Lotérica (Caixa Econômica Federal) - beneficiam a população, que pode realizar saques, depósitos e pagamentos de boletos. Mas os serviços são limitados, por razões de segurança; quando o acúmulo de dinheiro em espécie atinge certo limite, o banco providencia a retirada.

As agências mais próximas do BB em relação à cidade de Santa Filomena são as de Tasso Fragoso (MA), distante 90 km, e a de Gilbués (PI), que fica a 135 quilômetros.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Governador assina amanhã ordem de serviço para pavimentação da BR-235/PI

Será nesta sexta-feira, dia 20 de janeiro de 2012, logo depois do meio-dia, a oficialização do início das obras de implantação/pavimentação da BR-235/PI (trecho Gilbués/Santa Filomena). Serão 130,2 quilômetros de extensão e está orçada em R$ 102,33 milhões.

O ato oficial começará às 12h30, com a chegada do governador Wilson Martins (PSB) no entroncamento da BR-135 com a BR-235, entre as cidades de Gilbués e Monte Alegre do Piauí. Durante seu pronunciamento, Martins assinará primeiramente a autorização para revitalização da Microbacia Riacho Sucuruju, fruto do convênio entre a SEMAR (Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí ) e a CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba).

Em seguida, o governador Wilson Martins estará assinando a ordem de serviço para pavimentação asfáltica da BR-235/PI (Estrada Gilbués/Santa Filomena), a ser realizada com recursos resultantes de convênio firmando entre a Secretaria Estadual de Transportes (Setrans) e o Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT).

A empresa licitada é a Construtora Sucesso, que desde o início dezembro passado começou a instalar seu canteiro de obras, que nada mais é do que a área de trabalho temporária, onde se desenvolvem operações de apoio e execução de uma obra.

Na comitiva do governador Wilson Martins, além de várias outras autoridades, estará o deputado estadual Fernando Monteiro (PTB), que tem lutado muito pela construção da via ligando os municípios de Gilbués e Santa Filomena, visando o escoamento da produção agrícola.

E a preocupação do parlamentar petebista tinha mil e um motivos. Afinal de contas, Santa Filomena já é responsável por 11% da produção total de soja do Piauí, gerando riquezas e fazendo do município a 22ª potência econômica estadual, sendo a 5ª maior economia agrícola piauiense. Também  aparece como o 5º maior PIB per capita do Estado (R$ 11.461,445), perdendo apenas para Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Fronteiras e Ribeiro Gonçalves.

“Essa estrada é importante não apenas para Santa Filomena, mas para todo o Piauí, por alavancar a economia e elevar o PIB. A minha felicidade é do tamanho daquela sentida pelos produtores e pela população de Santa Filomena. Quero o bem do meu estado, e os cerrados piauienses representam a nossa redenção econômica”, declara Fernando Monteiro, sempre muito bem votado em Santa Filomena.

Concordando com o deputado, obviamente, o prefeito de Santa Filomena, Esdras Avelino Filho (PTB), que juntamente com o primo Antonio Luiz Avelino Filho, foi pioneiro no plantio de arroz no cerrado do Piauí, ainda na década de 1970, diz se sentir feliz pelo fato do governador Wilson Martins estar assinando a ordem de serviço para execução dessa importante obra.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Agronegócio do caju movimenta economia de Pio IX, no sudeste do Piauí

De todas as culturas tradicionais do Estado, o cultivo de cajueiro é o mais representativo para a economia agrícola de Pio IX, município emancipado em 08 de agosto de 1889, situado na mesorregião sudeste piauiense, com área de 1.948,8 km² e população de 17.693 habitantes (IBGE/2010), o que corresponde à densidade demográfica de 9,08 habitante por quilômetro quadrado.

Quanto aos Indicadores econômicos, é bem verdade que Pio IX está muito atrás do vizinho município de Fronteiras, impulsionado pela fábrica de cimento Nassau, do Grupo João Santos. O IDH piononense, de 0,572, é considerado médio (PNUD/2000), enquanto o PIB per capita, de R$ 4.229,89 (IBGE/2008), está abaixo da média dos municípios do Piauí (R$ 6.051,10), segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Outra grande diferença parece estar na distribuição dessa renda entre os seus moradores. Isso se deve ao agronegócio do caju, já que a riqueza não se concentra nas mãos de um único grupo empresarial, mas na de diversos empreendedores, contemplando desde o agricultor familiar até o grande produtor rural.

A existência dessa rede de pequenas e micro empresas garante capilaridade econômica e social. E o resultado a gente percebe no vigor do comércio local, tanto formal quanto informal. Também, segundo informações não oficiais, a agência do Banco do Brasil de Pio IX é uma das mais movimentadas da região, superando até mesmo as de Fronteiras (PI), Araripina (PE) e Campos Sales (CE) em volume de negócios.

Outro indicativo do avanço da economia é a verticalização da cidade, embora ainda tímida, com o surgimento de prédios comerciais e residenciais, não apenas na zona central, mas em quase todos os bairros.

Para que se tenha idéia da força do caju em Pio IX, dos cerca de 160 mil hectares de área ocupada com a cajucultura no Piauí, mais de 60 mil hectares estão situados no município, representando quase 40% do total, gerando aproximadamente 8 mil postos de trabalho, pelo menos durante três meses do ano.

Esse período gerador de empregos diretos e indiretos impulsiona a economia local, ocasionando mais trabalho ao cidadão e melhorando a qualidade de vida dos habitantes.

Atualmente Pio IX possui três fábricas moendo o caju e exportando seus produtos a outros Estados brasileiros, especialmente o Ceará. Vale lembrar que do caju se aproveita tudo, pois além do suco e da castanha, o resto é utilizado na fabricação de ração para bovinos, suinos e outros.

A cajucultura se apresenta, portanto, como um grande potencial de desenvolvimento em Pio IX, considerando as condições naturais existentes. Os plantios, que no início se restringiam a algumas plantas nas proximidades das casas das propriedades rurais, os chamados “plantios de fundo de quintal”, foram ampliados até se transformarem nos pequenos, médios e grandes projetos, que são comuns na margem da BR-020.