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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Agrobalsas espera aumentar em R$ 100 milhões o volume de negociações

Imagem: Divulgação0(Imagem:Divulgação)

Os organizadores e participantes da Agrobalsas têm boas expectativas em relação ao evento deste ano, que inicia nesta segunda-feira (13), em Balsas, na região sul do Estado. A previsão é de que em 2013 o volume de negócio realizado durante a feira ultrapasse a ordem dos R$ 200 milhões, quase R$ 100 mi a mais do que o inicialmente previsto para o ano passado.

A cada edição a feira agropecuária se transforma a maior feira do agronegócio da região sul do Maranhão. Em 2008 participaram 123 expositores com um público de 23.150 pessoas e um volume de negócios da ordem de R$ 49.200 milhões. Na Agrobalsas de 2012, 219 expositores participaram do evento, com um público de 37.600 pessoas e um volume de negócios de R$ 155.197 milhões com a comercialização de máquinas agrícolas, veículos leves e pesados, implementos, insumos e prestação de serviço.


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A abertura oficial está marcada para as 18h, na Fazenda Sol Nascente, e vai até 17 de maio. O evento deste ano terá como tema “sustentabilidade, pesquisa e inovação”. Para tanto, durante dois eventos que acontecerão na terça-feira (14), serão apresentados o Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) no Brasil e no Maranhão e a reativação da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Grãos, além do projeto Fazendo Educação, realizado pela Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged).

A programação deste ano inclui a demonstração do parque de máquinas e equipamentos agrícolas para mostra internacional, com cursos, treinamentos, visitação e participação das escolas, vitrines vivas das principais culturas e animais, teatros, show artístico e musical e a realização do Maranhão Ecoadventure, uma feira de esportes, turismo e aventura.

Fonte: Diário de Balsas

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Assoreamento já ameaça a Lagoa Feia, na região dos cerrados do Piauí


A Lagoa Feia, única ainda perene das chamadas Sete Lagoas, ponto que poderia se tornar um dos cartões postais de Santa Filomena, está sofrendo amplo processo de assoreamento e pede socorro. Deposição de material sedimentar, proveniente das plantações de soja, está resultando no aterramento e já ameaça a misteriosa lagoa.

Esses impactos ambientais, em boa parte deles desconhecidos da opinião pública, vem criando uma série de problemas, proporcional – na realidade, chega a chamar até mais atenção – às belezas locais. Há riachos na região que perderam a sua perenidade, e não mantêm mais todo seu curso d´água vivo ao longo do ano inteiro.

As Sete Lagoas, uma possessão de pequenos lagos naturais, localizada à altitude aproximada de 380 metros, no meio das áreas de plantio, entre os municípios de Santa Filomena e Baixa Grande do Ribeiro, se encontram prestes a sumirem do mapa, literalmente. E lá que nasce o Riozinho, limite natural de Santa Filomena com Baixa Grande do Ribeiro e Ribeiro Gonçalves.

Apenas a maior delas, conhecida por Lagoa Feia, com cerca de 100 metros de largura, quase 1.000 metros de comprimento e profundidade desconhecida, ainda permanece perene. Mesmo assim, vem sofrendo violenta redução no volume d’água e se tornando um verdadeiro pântano. A principal comprovação dessa redução é a marca que aparece nos buritizeiros, onde se vê que o nível já esteve - e não faz muito tempo - mais de metro acima do atual.
 
A principal causa desse assoreamento que está matando as Sete Lagoas pode estar diretamente relacionada à erosão laminar que há anos ocorre nos campos de arroz e soja. Esse processo de degradação, que nada mais é do que a remoção de camadas delgadas de solo sobre toda uma área, é a forma de erosão menos notada, e por isso a mais perigosa.

Em dias de chuva as enxurradas tornam-se barrentas e, grande parte delas, correm em direção à Lagoa Feia. Para que se tenha ideia da situação e do tamanho do problema, a quantidade de água que escorre dos projetos agrícolas é tão grande que até já se formou um canal bem definido, parecendo um grande “rio seco”, tal qual no semiárido nordestino.

 Portanto, o assoreamento nas Sete Lagoas tem conseqüências graves para o meio ambiente, especialmente por ser um fenômeno progressivo que vai aumentando ao longo dos anos, podendo passar despercebido até que seus efeitos se tornem visíveis, como agora.

Sustentabilidade é a palavra do momento quando tratamos de assuntos relacionados com o meio ambiente. Infelizmente, o desmatamento descontrolado na região está a contribuir para o processo erosional, acelerando o aterramento e antecipando a morte das Sete Lagoas.