Imagem: José Bonifácio/GP1
Caminhada contra a Violência e pela Paz em Santa Filomena, ocorrida na tarde de ontem, domingo, dia 29 de dezembro
Vestidos de branco ou não, estudantes, comerciantes, autoridades e familiares de vítimas da violência realizaram a “Caminhada contra a Violência e pela Paz em Santa Filomena”, no sudoeste do Piauí. O protesto, mobilizado pelas servidoras públicas Márcia Nogueira e Inácia Nogueira, levou mais de 300 pessoas às ruas da cidade na tarde deste domingo (29).
Após se concentrarem em frente à Unidade Escolar Professor Lourenço Filho, zona central de Santa Filomena, os manifestantes saíram em caminhada pelas principais ruas e avenidas, com cartazes e faixas que pediam paz na cidade mais ocidental do território mafrense.
Imagem: José Bonifácio/GP1
O motivo do protesto silecioso foi a onda de violência que vem atingindo a cidade de Santa Filomena nos últimos meses
De acordo com as organizadoras do evento, o motivo do protesto foi a onda de violência que vem atingindo o município nos últimos meses. Elas queriam chamar atenção das autoridades, cobrarem mais policiamento e menos impunidade para os criminosos.
Entre os presentes que se manifestaram, estavam: o padre Isaias Pereira; o juiz Aderson Brito Nogueira; o vice-prefeito Adauton Barbosa de Queiroz; os vereadores Cristóvão Dias Soares, José Bonifácio Bezerra, Reginaldo Pires de Carvalho e Antonio Santos de Sousa Silva; os comerciantes Milton Reis e Paulo Nogueira; e a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Filomena (STTR), Rosimaura Alves de Sousa.
Com um percurso de quase 2 quilômetros, a "Caminhada pela Paz em Santa Filomena" teve encerramento na Praça Barão de Paraim, em frente à Igreja Matriz de Santa Filomena.
Imagem: José Bonifácio/GP1
Vereadores e o vice-prefeito de Santa Filomena, Adauton Barbosa de Queiroz (PSB), também participaram do evento
Em um ano, a cidade de 4 mil habitantes, que passou 18 anos sem a ocorrência de nenhum homicídio (entre 1982 e 2000), passou a conviver com o registro de crimes hediondos. Foram 06 assassinatos, de 1º de dezembro de 2012 a 25 de dezembro de 2013. Isso, sem contarmos os acidentes causados por motos, devidos - pelo que entendemos - a uma soma de fatores.
Arma branca - Essa escalada de violência vem assustando os moradores de Santa Filomena, sem que as autoridades competentes tomem quaisquer providências. O último caso aconteceu na noite de Natal, quando um cidadão foi assassinado pela própria esposa, dentro de casa e com uma “facada” na garganta, tendo morte imediata, sem tempo sequer de ser socorrido.
Imagem: José Bonifácio/GP1
Em todos os crimes, os assassinos usaram facas ou punhais, as chamadas “armas brancas”.
O índice não reflete apenas o aumento na violência, mas principalmente, a ausência de um trabalho preventivo da polícia, fazendo abordagens e evitando vários tipos de crimes e/ou ofensas, como agressões, ameaças, roubo e furto de objetos e acidentes de trânsito.
Essas armas brancas podem ser evitadas, embora elas estejam em qualquer lugar; em ambientes como casas de shows, penitenciárias, bares, escolas, nas ruas e, claro, nas residências. No calor de uma discussão, qualquer objeto pode se transformar em arma.
Imagem: José Bonifácio/GP1
Tudo que não é arma de fogo pode ser ou se transformar em uma "arma branca". O que vai determinar a gravidade abstrata do delito, assim como sua motivação, é a ação do indivíduo agressor. Uma tesoura, por exemplo, pode se transformar em uma arma fatal.
Dependendo do tipo de ocorrência, se não for grave, a pena varia de 15 dias a seis meses de prisão. Quando o caso passa de uma simples ocorrência por porte de arma branca, e se torna em assassinato, a pena pode chegar a 30 anos de prisão.
ACOMPANHE ALGUNS VÍDEOS DA "CAMINHADA PELA PAZ EM SANTA FILOMENA":
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