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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Prefeitura distribui tablets para alunos matriculados na rede municipal

Imagem: José Bonifácio/GP1t(Imagem:José Bonifácio/GP1)Secretaria de Educação de Santa Filomena (PI) promoveu a aula inaugural do ano letivo 2014, na Quadra da Cidadania

Em solenidade realizada na tarde da última segunda-feira (27), na Quadra da Cidadania, o secretário de Educação de Santa Filomena, no sudoeste piauiense, Pedro Eimard Maia de Sousa, entregou Tablets a alunos matriculados nas Escolas Municipais.

No total, 40 estudantes foram contemplados com os “Tablets Educacionais”, todos equipados com sistema operacional android, 8 Gigabytes de memória, acesso à internet através de rede wi-fi, câmera, dentre outros aplicativos. Também foram distribuídas bicicletas do Programa Pedala Piauí, instituído pelo Governo Estadual, através da Secretaria de Educação.

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
2(Imagem:1)Centenas de pessoas - alunos, pais e/ou responsáveis - acompanharam o sorteio de 40 tablets, bicicletas, dentre outros

A ferramenta vai auxiliar bastante no trabalho dos estudantes, que tem, dentre suas funções, apoiar o ensino de disciplinas e pesquisas educacionais. “A nova geração demanda também da escola a adoção de tecnologias de ponta", diz o secretário municipal Pedro Eimard Maia.

A primeira ganhadora foi Sara Gomes Rodrigues, que estuda na Escola Municipal Primavera. Ela recebeu o Tablet das mãos da professora Filomena Rodrigues, na presença de centenas de pessoas, incluindo: professores, servidores, alunos, pais de alunos e/ou responsáveis.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)O primeiro tablet sorteado pelo secretário municipal de Educação, senhor Pedro Eimard Maia de Sousa, foi entregue ...
2(Imagem:1)... pela professora Filomena Rodrigues à jovem estudante Sara Gomes Rodrigues, aluna da Escola Municipal Primavera

O programa Tablet Educacional é financiado pelo Governo Federal e prevê a entrega de tablets para estudantes do ensino fundamental das 6ªs às 9ªs séries.
 

Os recursos são do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e do Salário Educação, contribuição social destinada ao financiamento de programas, projetos e ações voltados para o financiamento da educação básica pública, com o propósito de garantir condições mínimas de acesso às novas tecnologias de informação e de comunicação, no contexto social das escolas públicas do país.

VÍDEO: Secretário Pedro Maia sorteia primeiro Tablet e a ganhadora foi Sara Gomes

Dominó Matemático – Também foram distribuídos jogos de Dominó, a fim de que os alunos sejam levados a exercitarem suas habilidades mentais e a buscarem melhores resultados para vencer. Segundo especialistas, o confronto de diferentes pontos de vista, além de essencial para o desenvolvimento do pensamento lógico, está sempre presente no jogo, tornando essa situação particularmente rica, estimulando a vida social e a atividade construtiva da criança.

Ao contrário do que se podia imaginar, o jogo de Dominó Matemático é uma atividade lúdica. Portanto, possibilita a constituição de verdadeiros cidadãos, responsáveis, éticos e capazes, formando uma parceria com o professor de matemática. E a Escola tem o dever de oferecer um apoio na formação e desenvolvimento das nossas crianças.


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Prefeito e vereadores tentam liberação de R$ 6,4 milhões para Santa Filomena

Imagem: Reprodução1(Imagem:Reprodução)Prefeito e vereadores cobram, junto a deputados e senadores, agilidade na liberação de recuros para Santa Filomena

O prefeito Esdras Avelino Filho (PTB) e os vereadores José Bonifácio Bezerra (PCdoB) e Tony Santos (PV) farão nesta semana uma espécie de 'peregrinação' junto a deputados federais e senadores, em Brasília, a fim de tentar conseguir a liberação de emendas parlamentares e de outros recursos oriundos do Governo Federal que, somados, equivalem a R$ 6.405.416,96.

O que estamos fazendo é cobrar, pedindo agilidade na liberação dos recursos, entendendo que essa é nossa contribuição enquanto agentes políticos que pretendem dar uma resposta com mais eficiência aos pedidos da população de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)

2(Imagem:1)Vereadores José Bonifácio (PCdoB) e Tony Santos (PV) já estiveram com Assis Carvalho (PT) e Jesus Rodrigues (PT)


Os investimentos propostos pela gestão são voltados à: construção e melhoria de unidades habitacionais, objetivando o controle da Doença de Chagas (R$ 686.000,00); implantação de Campo de Futebol (R$ 682.500,00); elaboração do plano municipal de Saneamento Básico (R$ 147.000,00); aquisição de Patrulha Mecanizada (R$ 487.500,00); pavimentação em paralelepípedo em vias da sede do Município (R$ 487.500,00); criação de infraestrutura e sinalização vertical da área urbana (R$ 487.500,00); recuperação da infraestrutura viária (R$ 95.000,00); calçamento em paralelepípedo de ruas nos Povoados Brejo das Meninas e Santa Fé (R$ 292.500,00); construção de Praça no Bairro São João, com pavimentação da área de contorno (R$ 292.500,00); Melhoria Habitacional nas comunidades rurais (R$ 806.000,00); adequação de estradas vicinais em todo o território filomenense (R$ 487.500,00); e construção de Aterro Sanitário nas proximidades da zona urbana (R$ 1.453.316,96).

Todas as informações acerca das mencionadas propostas estão no SICONV - Portal dos Convênios do Governo Federal (https://www.convenios.gov.br/portal/acessoLivre.html).

Da mesma forma, vamos pedir à bancada piauiense, especialmente aos deputados Assis Carvalho (PT), Átila Lira (PSB) e Jesus Rodrigues Filho (PT), bem como aos senadores Ciro Nogueira (PP), João Vicente (PTB) e Wellington Dias (PT), amplo apoio visando a instalação de uma agência da Caixa Econômica Federal e de um escritório de atendimento presencial da Eletrobrás Piauí na cidade de Santa Filomena, além do reinício das obras do Luz para Todos.


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)Dois dos doze projetos do município de Santa Filomena se encontram 'engavetados' no Ministério da Saúde desde 2009

Nas próximas terça (26) e quarta (27) estaremos em audiência com esses parlamentares, pedindo ajuda incondicional deles no sentido de que sejam liberados os recursos federais propostos, alguns dos quais solicitados desde 2009, mas que ainda continuam na situação “Proposta/Plano de Trabalho em Análise”, estando, portanto, engavetados nos Ministérios.

Esperamos, pois, receber o compromisso dos nossos deputados federais e senadores, junto aos órgãos responsáveis, visando à liberação dos referidos recursos, destinados às diversas obras, que serão de vital importância para o desenvolvimento sustentável de Santa Filomena. 


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Piauí tem 16 das 100 piores cidades brasileiras para se viver em 2013

Imagem: ReproduçãoCaxingo,(Imagem:Reprodução)Caxingó (PI), com 15 anos de emancipação política, é - segundo relatório da ONU - a pior cidade para se viver no Piauí

Todos os anos, mais ou menos nesta época, sai o relatório com o Índice de Desenvolvimento Humano divulgado pela ONU. O IDH do Brasil (85º) continua lá pelo meio da lista, com média de 0,727. A novidade é que este ano o Canadá deixa o top 10.

As 100 cidades do nosso país que tem de melhor para oferecer nos setores de educação, renda e expectativa de vida, segundo dados da ONU, representam menos de 2% dos 5.570 municípios existentes em todo território nacional.


Imagem: ReproduçãoSão Caetano do Sul, na Grande São Paulo, (Imagem:Reprodução)São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, continua sendo a cidade brasileira que apresenta melhor qualidade de vida

Estas cidades fazem parte de um seleto grupo de municípios que apresentam um elevado grau de desenvolvimento (mais ou menos a 0,8) no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), divulgado pela ONU, em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro (FJP).

A média do Brasil hoje é 0,727, considerado alto (mas não muito alto). De acordo com a ONU, a pior cidade brasileira para se viver é Melgaço (PA), com IDHM 0,418.


A melhor cidade para se viver no Brasil é São Caetano do Sul, no ABC Paulista, com IDHM 0,862. No Nordeste, apenas Fernando de Noronha (PE) aparece entre os 100 melhores lugares para se viver. No Norte, a surpresa é Palmas, capital do Tocantins, em 76º lugar.

Imagem: ReproduçãoPalmas, capital do Tocantins, (Imagem:Reprodução)Palmas, capital do Tocantins, é a 76ª melhor cidade do Brasil para se viver em 2013, de acordo com o relatório da ONU

Há que se levar em conta que o IDHM não mede exatamente a qualidade de vida em si. No entanto, são cidades com elevados índices relacionados à educação, à expectativa de vida estendida e à maior renda, sendo, portanto, bons lugares para se viver.

Por outro lado, dentre as 100 piores cidades brasileiras para se viver em 2013, 16 estão no Piauí: Caxingó, Betânia do Piauí, Cocal, Cocal dos Alves, Assunção do Piauí, Tamboril do Piauí, Vera Mendes, Joca Marques, Caraúbas do Piauí, Guaribas, Milton Brandão, Paquetá, Pau D'Arco do Piauí, Brejo do Piauí, São João da Fronteira e Queimada Nova.


Fonte: http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=29860

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Município prepara a regulamentação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa

Imagem: José Bonifácio/GP1
2(Imagem:1) Reunião de vereadores de Santa Filomena com a consultora do Sebrae/PI, Juliana Paz, sobre a regulamentação da Lei Geral

O município de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, deve encaminhar o Projeto de Regulamentação da Lei Geral nos próximos dias. O PR já está sendo elaborado e será enviado pelo prefeito Esdras Avelino Filho à Câmara Municipal para votação e aprovação.

Comparada com outros estados do país, o Piauí ainda está muito atrasado na questão da regulamentação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Juliana Paz, consultora do Sebrae/PI, disse ontem, terça-feira (22), na Câmara Municipal de Santa Filomena, que está sendo feito uma verdadeira maratona de mobilização, a fim de cobrir todo território piauiense.


Imagem: Tony Santos2(Imagem:Tony Santos)
Juliana: "A mobilização é o ponto mais importante na questão da regulamentação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa"

Juliana Paz esteve participando de uma audiência com vereadores do município para tratar das questões da Lei Geral. Embora apenas os vereadores Alberto Augusto do Amaral Rocha, Antonio Santos de Sousa Silva, Cristóvão Dias Soares, José Bonifácio Bezerra e Reginaldo Pires de Carvalho tenham comparecido à reunião, tão logo seja encaminhado pelo chefe do executivo filomenense, o projeto será imediatamente examinado e aprovado pela Câmara.

Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)
Alberto Rocha, Cristõvão Dias, Tony Santos, Juliana Paz, Maria Alice, Ciro Rocha e Regis Carvalho após reunião na Câmara

Mobilização
- A consultora Juliana Paz deixou claro que a mobilização é o ponto mais importante na questão da regulamentação da Lei Geral. Segundo ela, o principal motivo do atraso na regulamentação da Lei Geral é o desconhecimento a cerca das virtudes e vantagens que a Lei traz para o desenvolvimento econômico e social do município.

Ela acrescentou ainda que a falta da Lei Geral não emperra o andamento de formalização do Empreendedor Individual, mas considerou que sem a Lei fica difícil regularizar questões relativas ao alvará de funcionamento de determinados setores considerados de risco.


terça-feira, 27 de março de 2012

Tasso Fragoso (MA) sediou mais uma reunião sobre as barragens no Rio Parnaíba

A cidade de Tasso Fragoso foi palco de mais uma reunião para tratar de assuntos relacionados à construção de barramentos no Rio Parnaíba. Dessa vez, estiveram presentes: o assessor do Ministro de Minas e Energia, Danilo Furtado; o representante da CHESF, Paulo Belchior; o diretor de departamento de Meio Ambiente, Elvídio Landim; o chefe da divisão de Meio Ambiente, Mair Andrade; o Gerente de Geração de Engenharia/Regional Oeste, José Avelar; autoridades do Executivo e do Legislativo; e integrantes da Associação dos Atingidos por Barragens, além de eclesiásticos e pessoas da sociedade civil organizada.

O encontro aconteceu na última quarta-feira (21), na Câmara de Tasso Fragoso.

O assessor Danilo Furtado disse que estava ali em nome do Governo Federal, com a finalidade de sensibilizar a população da cidade de Tasso Fragoso quanto à importância       do empreendimento que deverá ser realizado na região. “O Brasil para continuar crescendo precisa de energia, e a energia limpa, mais barata e mais acessível é essa. É de fundamental importância que os municípios de Tasso Fragoso e Loreto concedam logo a licença de uso e ocupação do solo para que a UHE Ribeiro Gonçalves possa ir a leilão em agosto”, disse.

O enviado do Ministério das Minas e energia falou ainda que “o governo não esta vendo como afronto nem como negativo, e que até entende como zelo da parte da administração municipal o fato ter se negado de assinar o documento licença de uso e ocupação do solo, o qual dá o aval para que o empreendimento vá a leilão”.

Segundo Danilo Furtado, a lei esta do lado da população, e que a legislação garantirá que os atingidos pelas Barragens não terão perdas e que todos os seus direitos serão respeitados, exceto as perdas efetivas, pois essa nada pode compensar, e que ele mesmo virá pessoalmente acompanhar cada etapa, passo a passo, o desenrolar do andamento da obra.

E concluiu, afirmando: “O governo precisa seguir em frente com seus projetos, e é preciso entender a necessidade de ter energia em um pais que está em pleno desenvolvimento. Temos que somar forças para um desenvolvimento coletivo, mais justo e igual pra todos”.

O presidente da Associação dos Atingidos por Barragens, ambientalista Aguinaldo Guimarães Fialho (Lirô Guimarães), defendeu que a associação entende a necessidade que o país tem em produzir energia elétrica, e que não é contra o desenvolvimento. No entanto, não aceita a forma desrespeitosa que até agora vem sendo feita. “Isso não vamos aceitar, desenvolvimento sim, mas de qualquer jeito, não!”, pontuou o ativista tassofragossense.

O prefeito de Tasso Fragoso, Antonio Carlos Rodrigues Vieira, acrescentou que não pode assinar nenhum documento sem que todas as dúvidas sejam esclarecidas. Vale lembrar que até aquele momento, os municípios de Tasso Fragoso e Loreto ainda não haviam assinado a concessão de uso e ocupação do solo. Sem essa anuência, a UHE Ribeiro Gonçalves não pode ir a leilão, a não ser pela via judicial.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O debate sobre a divisão territorial do Piauí: "É crime querer o justo?"

Por que a elite conservadora do norte não quer a divisão territorial do Piauí?
A barragem de Boa Esperança não seria construída, se dependesse exclusivamente da opinião dos tecnocratas, que juravam de pés juntos que o Piauí e o Maranhão jamais absorveriam a energia por ela produzida. E, no entanto, hoje penamos pela falta de energia, tanto que, por esse motivo, não são poucos os empreendedores que desdenham do Piauí para seus investimentos. Pior é que esse mesmo tipo de gente vem emperrando a construção de novas barragens no rio Parnaíba, enquanto no Estado do Tocantins já foram construídas três, nos últimos vinte anos. E outras estão a caminho.

É fácil tecer loas à explosiva produção agrícola dos cerrados piauienses, motivo de orgulho de todos nós, mas omitem que ela é obra exclusiva de anônimos e heroicos produtores. Estes produzem, e engordam nossa pauta de exportações, apesar da falta de apoio dos governos. E poderiam produzir muito mais, se houvesse a infraestrutura necessária, como energia e estradas. É revoltante constatar como esses produtores se sacrificam para manter sofisticadas instalações à base do oneroso diesel. E mais: para não perderem a produção, como se vêem forçados a construir e conservar as estradas que o governo não fez nem conserva. Pois certos governantes (nisto é justo excluir o governador Wilson Martins, que jurou pôr fim às estradas-sonrisal) preferem realizar a política da empulhação: besuntar de asfalto pequenos trechos, embalar a autoestima dos incautos e ganhar o voto dos grotões. Para os truques da propaganda enganosa, quase tudo! Para as obras estruturantes, voltadas para a produção, quase nada! E assim marcha o Piauí, ao longo dos séculos, exibindo os piores índices sociais.

Em tal ritmo, muitos não estão nem aí, por exemplo, para a sorte de milhares de estudantes, os quais, depois de alisarem bancos escolares por anos a fio, não sabem o que fazer com os diplomas que conquistaram com tanto sacrifício para si e suas famílias. E por uma razão tão humilhante quanto constrangedora: as vagas que poderiam ocupar, pelo mérito do concurso público, são entupidas por apaniguados, via pistolão. Muitos também não se abalam ante a necessidade de uma política verdadeira de redução da pobreza e das desigualdades regionais, que deve estribar-se na justa aplicação e distribuição dos recursos públicos. Isto é, em aplicar mais nas regiões mais pobres, de modo a reduzir o abismo entre pobres e ricos. Ao contrário, preferem manter o círculo vicioso da pobreza, dando mais a quem já tem, e enganando os outros com meras esmolas. Por isso, acham natural que o País gaste R$ 50 bilhões na construção da linha de trem-bala entre Rio e São Paulo, ao mesmo tempo em que nega meio por cento desse valor ao metrô de Teresina. Igualmente, preferem distribuir o Bolsa Família (entre R$ 32 e R$ 242 mensais) a milhões de carentes, a promover uma equitativa distribuição dos recursos arrecadados pela União, de modo a abrir oportunidades de trabalho e renda que dignifiquem a cidadania. E não são poucos os travestidos de progressistas que ainda têm a desfaçatez de afirmar que esse é o caminho seguro para o desenvolvimento do Piauí. Por isso, renegando o mandato popular, nada reivindicam ao governo federal, nada trazem de Brasília para o Piauí, esmerando-se em praticar o puxa-saquismo improdutivo.

Pois bem. Tais considerações vêm a propósito da postura de algumas figuras do Piauí face ao movimento pela criação do Estado do Gurgueia. Para combaterem, por sinal com uma odiosidade extremada e injustificável (ameaçam até pegar em armas!), esse projeto redentor concebido por piauienses e voltado para a busca cidadã de uma saída definitiva para a pobreza do Piauí, eles não procuraram aprofundar o estudo do assunto, pois não se esforçaram por pesquisar as causas de nosso processo de empobrecimento; não analisaram nossos humilhantes indicadores econômicos e sociais; as implicações decorrentes da possível criação de outros Estados; os exemplos bem-sucedidos de redivisão territorial nem os ganhos que a redistribuição do bolo tributário nacional traria para as finanças da área territorial que compreende o Piauí, como seria de esperar-se de tantas cabeças doutorais, vaidosas, pedantes, emplumadas. Não! Festivos e preguiçosos como sempre, e preocupados apenas em conservar o poder no qual se refestelam à tripa forra com suas ONGs milionárias (hoje, alvos preferenciais da Polícia por desvios de recursos públicos), recorrem, em busca de opiniões contra o Gurgueia, a determinados tipos de tecnocratas e empresários, sobretudo gente que nada entende do Piauí, não gosta dos piauienses, não conhece nossos problemas nem compreende nossos anseios. Gente que, se tivesse que decidir sobre a viabilidade do Piauí como Estado, por certo o julgaria inteiramente inviável, e até recomendaria sua extinção.

Já não tiraram o Piauí do mapa do Brasil? Já não afirmaram que, se o Piauí fosse extinto, o Brasil nem notaria? Com todo respeito: que esperar, portanto, de gente que, sem ideias próprias, apenas se limita a repetir o que os outros pensam e dizem? Estes, pelo menos, estão a defender seus interesses: não querem que o Nordeste tenha peso econômico e político, permanecendo apenas como fornecedor de mão de obra escrava para suas cozinhas, lavouras e indústrias. E eles? Apenas o tacanho hábito de se conservarem acomodados e pobres, inclusive de espírito.

Um dos argumentos que eles teimam em apresentar diz respeito ao suposto custeio de um novo Estado com novos tribunais, assembleias etc., que estimam em R$ 832 milhões anuais. Ora, bolas, o governo federal, através do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, adquiriu recentemente, por quase R$ 10 bilhões, dois bancos em dificuldades, sediados em São Paulo. Um deles – o Votorantim – pertencia ao grupo de Antônio Ermírio de Moraes, um dos líderes da campanha contra o Gurgueia e porta-voz dos conservadores piauienses. Se aquele for o custo (R$ 832 milhões), que se crie logo o Gurgueia! Não é nada, não é nada, mas o dinheiro jogado no saco sem fundos daqueles bancos daria para mantê-lo por mais de dez anos, com a vantagem de incorporar ao processo de desenvolvimento nacional uma região de grandes potencialidades, infelizmente esquecida dos poderes públicos. E mais: se a conta que fizeram estiver correta, o Gurgueia seria o Estado mais viável do Brasil, pois seu funcionamento custaria menos de um terço do orçamento que teria logo no primeiro ano, estimado em R$ 3 bilhões. Assim, com tamanho superávit financeiro, terá amplas condições de implantar a infraestrutura de que carece para aproveitar adequadamente as riquezas naturais que ostenta, inaugurando nova era de prosperidade para todos – piauienses e gurgueianos.

Convém não esquecer, também, que mais Estados no Norte, Nordeste e Centro-Oeste significa mais dinheiro circulando fora do Sul Maravilha, provocando a desconcentração da riqueza e do poder, interiorizando o desenvolvimento, gerando produção, emprego e renda, abrindo oportunidades para populações marginalizadas, estancando os humilhantes comboios de boias-frias em busca da miragem sulina e fortalecendo a cidadania. É crime querer o justo?

Artigo escrito pelo acadêmico Jesualdo Cavalcanti Barros, presidente do Centro de Estudos e Debates do Gurgueia, publicado na edição de ontem (17/11/2011) do jornal Diário do Povo.