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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Comerciantes de Santa Filomena já vendem “atrás das grades” para evitar assaltos


Proprietário da Casa São Francisco, no Bairro Primavera, se viu obrigado a colocar grades na porta da loja
Com a violência, que nos últimos meses se manteve presente no cotidiano da população de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, a 925 km de Teresina, o uso de grades passou a fazer parte da realidade do comércio local.

Em alguns pontos da pequena cidade, com pouco mais de 6 mil habitantes, comerciantes do centro e até dos bairros já realizam vendas passando mercadorias para clientes através de grades, com medo de assaltos.

Não temos um balanço da Polícia, mas é visível o aumento do número de roubos em comércios e residências, furto de motos e de celulares.

Já o dono de um comércio no centro da cidade, que teve a porta arrombada por cinco vezes, disse que, ...
Isso vem ocorrendo com freqüência nas ruas e avenidas de Santa Filomena, tanto à noite, quando não se pode nem mais sentar nas calçadas, quanto em plena luz do dia, tendo estudantes como principal alvo dos indivíduos.

“Antes de colocar esta grade, meu comércio foi arrombado cinco vezes. E a única defesa que tenho, abaixo de Deus, é esse porrete de madeira”, falou, bastante indignado, um pequeno comerciante do centro da cidade.

... além da grade na porta, sua única defesa, abaixo de Deus, é um "porrete" de madeira embaixo da mesa
Outro pequeno comerciante do Bairro Primavera, que além de furtos na sua quitanda, já sofreu algumas tentativas de assaltos, conta que passa o dia todo “atrás das grades”, literalmente, assombrado com a onda de violência.

Já o proprietário da Casa São Francisco, também no Bairro Primavera, conta que nos últimos dias levaram mais de 1.000 reais em dinheiro e mercadorias. “Só de uma vez levaram 750 reais em produtos de beleza. Tá difícil pra gente trabalhar desse jeito. A solução foi colocar a grade na frente”, disse.

Assombrado com a onda violência, comerciante do Bairro Primavera vende "atrás das grades", literalmente
O medo da violência vem crescendo e passou a ser uma das maiores preocupações nas pequenas cidades, assim como em Santa Filomena, gerando a sensação de total abandono. Para coibir esse tipo de crime, ações como policiamento de rotina e operações precisam ser executadas.

A migração da violência para a cidade está obrigando a população filomenense a mudar os hábitos, se sentindo fragilizada. Que DEUS ilumine as mentes das nossas autoridades, a fim de que busquem - inclusive junto ao Governo Estadual - e encontrem soluções práticas, que surtam efeitos.

sábado, 29 de abril de 2017

Santa Filomena também se manifestou contra as reformas do presidente Michel Temer

Santa Filomena levou mais de 400 pessoas às ruas para manifestar contra as reformas do presidente Temer


Assim como outras cidades, no dia 28 de Abril a pequena Santa Filomena, no extremo oeste do Piauí, a 910 km de Teresina, entrou para a história como uma comunidade ativa, que tem coragem de reivindicar seus direitos.

O protesto, animado pelo professor Pedro Eimard Maia de Sousa, contou com cerca de 400 participantes, a grande maioria jovens estudantes das escolas municipais e estaduais. E teve ainda a presença de professores, cidadãos comuns, políticos, lideranças religiosas e sindicalistas (STTR e SINTE-PI).

Durante mais de duas horas, das 16h00 às 18h40, centenas de pessoas se concentraram e caminharam pelas ruas de Santa Filomena, gritando NÃO à Reforma Trabalhista, que já foi aprovada na Câmara, inclusive com o voto de 9 dos 10 deputados piauienses (apenas Assis Carvalho/PT votou contra).

Chegada de centenas de manifestantes à Praça da Beira-Rio de Santa Filomena, onde ocorreu o Ato Público
Igualmente, o movimento, suprapartidário, se posicionou contrário à Reforma da Previdência proposta pelo presidente Michel Temer. “Essas reformas estão tirando nossos direitos, conseguidos desde 1943. Vamos guardar o nome dos deputados e senadores do Piauí que estão votando contra os nossos interesses. No próximo ano eles estarão aqui pedindo nosso voto, aí é hora da gente dar o troco, não votando em nenhum deles”, afirmou Antonio Alves de Carvalho, o Antonio de Durvalina, presidente do STTR (Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais) de Santa Filomena.

“Se aprovada essa Reforma Trabalhista do Temer, teremos que trabalhar 48 horas semanais, 12 horas por dia, com apenas 30 minutos de intervalo para o almoço. Vamos ter que dividir as férias em três períodos. Não aceitamos a fragilização dos nossos direitos. Não aceitamos o fim da CLT”, explicou a senhora Sandra Marília, representante do SINTE-PI (Sindicado dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado do Piauí) em Corrente.

Na mesma linha, indignados com as “reformas” do Temer, falaram o professor Saulo Nogueira, a vereadora Iranete Pereira (PV) e o Padre Isaias, que leu parte do manifesto da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Estudantes, cidadãos comuns, políticos e lideranças sindicais fizeram Ato Público no cais do Rio Parnaíba
O ato público, contra as reformas ‘Trabalhista’ e da ‘Previdência Social’, aconteceu no Cais do Rio Parnaíba e recebeu o apoio de dezenas de moradores da vizinha cidade de Alto Parnaíba (MA), que estavam do outro lado do Velho Monge, a pouco mais de 100 metros de distância.

Depois do protesto de Santa Filomena, com 400 pessoas (mais da metade das 700 pessoas que protestaram em Picos, a terceira maior cidade do Piauí), fica o alerta do povo filomenense aos senhores deputados federais e senadores: quem votar a favor do presidente Temer, e contra os interesses da maioria da população brasileira, tanto na reforma Trabalhista quanto na da Previdência Social, não peça mais votos em Santa Filomena. Acabou!

E em resposta a essa falta de compromisso dos nossos representantes, nas Eleições de 2018, provavelmente estaremos unidos e mobilizados em torno da seguinte campanha: “SANTA FILOMENA SEM CLT, SEM APOSENTADORIA, SEM BANCO DO NORDESTE, SEM COMARCA, SEM CARTÓRIO ELEITORAL... SANTA FILOMENA SEM VOTOS”.  

Mais imagens do protesto em Santa Filomena, contra as reformas de Temer




quarta-feira, 12 de abril de 2017

Escolas da rede estadual promovem Caminhada da Paz nas ruas de Santa Filomena

Alunos das escolas Delfina Queiroz, Lourenço Filho e Educandário São José fazem a Caminhada da Paz



Cerca de 400 estudantes e professores das escolas Grupo Escolar Professor Lourenço Filho, Unidade Escolar Professora Delfina Sobreira Queiroz e Educandário São José, da Rede Estadual de Ensino, além de pessoas da comunidade, participaram na manhã desta quarta-feira (12), pelas principais vias públicas de Santa Filomena, no extremo oeste do Piauí, distante 910 km de Teresina, de uma Caminhada Pela Paz.

Segundo a professora e supervisora de ensino, Iglésia Nogueira, o projeto vem sendo trabalhado pelas três Escolas da Rede Estadual, com um tema gerador bimestral. “Neste primeiro bimestre de 2017 trabalhamos o tema Paz. No próximo tema, saúde na Escola, abordaremos as drogas como problema de saúde pública”, diz Iglésia.

E pontifica: "Será realizada a culminância na primeira quinzena de junho, com atividades esportivas, palestras e exposições, na Praça da Matriz de Santa Filomena".


Antes da saída, professores e alunos interagiram em frente à U. E. Professora Delfina Sobreira Queiroz



A Caminhada da Paz teve início por volta das 7h00, na Rua Leônidas Melo, em frente à Unidade Escolar Professora Delfina Sobreira Queiroz. Antes da saída, professores palestraram e interagiram com os alunos, sob a coordenação do professor Saulo Pinheiro Nogueira, também diretor do Grupo Escolar Professor Lourenço Filho.

Houve ainda a colaboração das assistentes sociais Elízia Sousa e Jackeline Moura e do Padre Izaias Pereira, que deram palestras no decorrer da Caminhada da Paz.


Caminhada da Paz passando pela Rua Pres. Getúlio e Av. Barão de Santa Filomena, rumo à Igreja Matriz
De acordo com o professor e gestor Saulo Pinheiro Nogueira, a Caminhada da Paz é um passo vital para que haja paz dentro e fora das escolas, já que há muitos conflitos dentro das escolas, uns entre turmas, outros entre turnos. E idéias assim podem mudar essa realidade, em parceria com os estudantes e a participação deles. "O projeto Paz na Escola faz parte de uma das temáticas geradoras propostas pela SEDUC/PI. É uma forma de priorizar a formação dos jovens e a cultura da Paz", afirma Saulo Pinheiro.

A Caminhada da Paz partiu do Delfina Queiroz, seguiu pelas ruas Leônidas Melo e Presidente Getúlio Vargas e pela Avenida Barão de Santa Filomena, passando na frente da Prefeitura Municipal, da Câmara de Vereadores e do Educandário São José, até, finalmente, chegar na Praça Barão de Paraim (Praça da Matriz), quando os participantes se dirigiram em direção à Igreja Matriz de Santa Filomena.