Imagem: José Bonifácio/GP1BR-235/PI: Ponte sobre o Brejo do Recreio, a 8 km de Santa Filomena, terá 30 metros de extensão e 6 metros de altura
Já estão sendo executadas as obras de construção da Ponte sobre o Brejo
do Recreio, situado na rodovia BR-235/PI. Cravada a 8 quilômetros da
cidade de Santa Filomena, é a quinta e última ponte planejada para a
denominada ‘estrada Gilbués/Santa Filomena’.
As duas primeiras pontes foram concluídas ainda em 2012 e estão
arquitetadas nos riachos Salinas e Grotões, ambas ainda no município de
Gilbués. A terceira ponte está situada a 27 quilômetros de Santa
Filomena e a 13 quilômetros do Povoado Matas, sobre o Rio Taquara.
A quarta ponte, construída no Riacho Certeza, fica a 18 quilômetros de Santa Filomena.
Imagem: José Bonifácio/GP1
Os trabalhos de fundação da Ponte do Brejo do Recreio começaram há 2 meses e a obra será concluída em Setembro
A ponte do Recreio, que segundo o responsável pelo canteiro de obras,
deverá ser concluída em Setembro próximo, terá 30 metros de extensão e 6
metros de altura. Haja vista o Brejo do Recreio correr por entre um
"boqueirão", poderá ter mais de 300 metros de aterro/acesso.
Pelo que se percebe, embora leigo em matéria de engenharia de pontes, a
obra é um pouco exagerada, levando-se em consideração a vazão atual e o
histórico de cheias no Brejo. Mas valeu o zelo pela obra; como diz o
adágio popular, “é melhor prevenir do que remediar”.
Imagem: José Bonifácio/GP1BREJO DO RECREIO: Embora seja um dos mais preservados da região, não conta com histórico de grandes enchentes
A empresa prestadora de serviços terceirizados à Construtora Sucesso se
prepara para avançar às últimas fases da obra de
implantação/pavimentação da BR-235/PI.
Assim, serão iniciadas, logo na primeira semana de Agosto, a fundação e a
estruturação dos pontilhões (pequenas pontes, apelidadas de Celulares)
do Brejo das Éguas e do Brejo das Ovelhas, vertentes localizadas
próximas ao perímetro urbano de Santa Filomena.
Imagem: José Bonifácio/GP1Estudantes da Unidade Escolar Delfina Queiroz têm que assistir aulas numa sala parcialmente descoberta e sem porta
A Unidade Escolar ‘Professora Delfina Sobreira Queiroz’, instalada em
Santa Filomena, cidade localizada nos Cerrados do Piauí, a 905
quilômetros de Teresina, deveria ter sido contemplada com um
investimento de R$ 570.459,95 (Quinhentos e Setenta
Mil, Quatrocentos e Cinquenta e Nove Reais e Noventa e Cinco Centavos)
em reformas, ampliações e adequações.
A obra, de responsabilidade da Secretaria de Educação e Cultura (Seduc) e
executada pela Construtora Pinheiros, com prazo de conclusão fixado em
90 dias, começou em fevereiro do corrente ano, mas ao que parece, por
falta de recursos, foi suspensa em meados de abril.
Imagem: José Bonifácio/GP1
A reforma da Escola da Rede Estadual, orçada em R$ 570 mil, está paralisada desde abril e ninguém toma providências
Construída no final da década de 1980, pela primeira vez o Delfina
Queiroz recebe uma reforma custeada pelo Governo Estadual, cobrança que
há tempos vinha sendo feita pelas sucessivas diretorias. Aliás, as
reformas que por lá já aconteceram foram realizadas pela Prefeitura
Municipal, em parcerias com a SEDUC/PI (Secretaria da Educação do
Piauí).
José Bonifácio/GP1
Com serviços de reforma parados desde abril, construção de salas, refeitório, cantina e depósito também se arrastam
Entre as obras em andamento na Unidade Escolar Delfina Queiroz, estão:
construção de 02 (duas) salas; reforma dos banheiros; reconstrução do
muro; reposição do portão de entrada; construção de refeitório, cantina e
depósito; reforma da pintura, com colocação de cerâmica até a altura
das janelas; pavimentação do piso em granito; e forro e refrigeração em
todas as salas, objetivando dar mais conforto e qualidade aos estudantes
já no 1º semestre de 2014.
Imagem: José Bonifácio/GP1
Até o momento somente o muro foi reconstruído, assim como o "piso grosso", que em alguns pontos já está afundando
Até agora somente o muro e o piso “grosso” foram reconstruídos e feitos
os retoques nas paredes. Segundo a diretora, Ana Lúcia Pereira de
Oliveira, a obra parou sem nenhuma justificativa. “Solicitamos o
recomeço dos serviços, em caráter de urgência, devido às péssimas
condições de funcionamento em que se acha a Escola”, diz Ana Lúcia.
Pelo que se sabe, de forma superficial, a construtora teria recebido da
SEDUC/PI somente a primeira parcela, razão pela qual a empresa
responsável pela obra não teve como honrar os seus compromissos
assumidos junto a trabalhadores e fornecedores, obrigando, inclusive, o
proprietário a se desfazer de bens particulares para pagar as dívidas
contraídas na cidade. Imagem: José Bonifácio/GP1
Enquanto a SEDUC/PI não resolve o problema, alunos têm que estudar de maneira improvisada e correndo sérios riscos
Enquanto o Governo do Estado não resolve tamanha pendência, os alunos
têm que estudar de maneira improvisada e muito precária, em meio a
pedaços de ferro e de madeira, tijolos e outros materiais de construção,
correndo sérios riscos à saúde e à própria integridade física.
Para que se tenha idéia da situação, ainda há sala sem porta e parcialmente descoberta.
“Não tem sala de aula boa pra gente estudar, está tudo estragado”,
reclama uma aluna, que pediu para não ter o nome revelado. Realmente, a
estrutura da Unidade Escolar Professora Delfina Sobreira Queiroz, com
mais de 20 anos em funcionamento, não está sendo adequada para trabalhar
com os alunos, haja vista que até mesmo o banheiro dos professores está
com a reforma inacabada e servindo de depósito. É difícil estudar e/ou
trabalhar dessa forma.
Imagem: José Bonifácio/GP1O banheiro masculino (esquerda) está interditado, obrigando meninas e meninos a usarem o banheiro feminino (centro) Banheiro Unissex – Em função da interdição do banheiro
masculino, o banheiro feminino está sendo utilizado tanto por alunas,
quanto por alunos, provocando algum acanhamento.
A condição chega a ser humilhante. Embora não exista lei que obrigue a
manter banheiros distintos para homens e mulheres, pode dar o direito de
qualquer aluna da Unidade Escolar Delfina Queiroz ir à Justiça,
denunciando o caso e pedindo reparação pelo constrangimento de ter de
usar o mesmo banheiro que os seus colegas de aula, do sexo masculino.
Imagem: José Bonifácio/GP1DUAS GERAÇÕES! O entusiasmo de Damasceno Nogueira e Flávio Nogueira na ladeira do Saquinho, no Povoado Matas
Essa batalha é muito antiga. Há pelo menos três ou quatro décadas a
necessidade por investimentos em logística para a região de Santa
Filomena, pioneira na exploração do cerrado piauiense, passou a ser um
assunto que chamou a atenção de políticos do Piauí. Várias gerações de filomenenses sonharam com a estrada Gilbués/Santa
Filomena. As lutas para materializar esse desejo não foram poucas. Porém, o sonho da construção começou a virar realidade quando a bancada
federal (deputados e senadores), principalmente o senador Wellington
Dias (PT-PI), interveio junto ao ex-ministro Alfredo Nascimento, dos
Transportes, em busca da federalização, transformando a PI-254 em
BR-235/PI. Aí, a estrada se tornou apta a receber recursos do Governo
Federal, via PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Mas o processo de federalização só pôde ser efetivado após a manifestação
da Assembléia Legislativa do Estado do Piauí (ALEPI), em maio/junho de
2011. Para tanto, o governador da época, Wilson Martins, teve que enviar
mensagem ao Legislativo Estadual, 'doando' todo o percurso da rodovia
estadual PI-254 – de Caracol a Santa Filomena – ao Governo Federal.
Imagem: José Bonifácio/GP1
Com 3 pistas de rolamento, a ladeira do Saquinho contém uma base de brita com espessura superior a 40 centímetros
O conjunto de ações resultou na parceria entre o Governo do Estado e o
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit),
totalizando um investimento de mais de R$102 milhões. E até o final de
2014 será entregue o trecho, que ao todo soma 130,20 quilômetros de via,
o qual está sendo asfaltado em Tratamento Superficial Duplo (TSD).
Isso é, sem nenhuma dúvida, a transformação do sonho e a necessidade de
milhares de pessoas em realidade. A luta é do povo de Santa Filomena e
de toda bancada federal piauiense. A vitória é do Piauí, em especial,
dos filomenenses, nativos e/ou adotivos. VÍDEO: Flávio Damasceno Santos Nogueira opina sobre importância da BR-235/PI
Como bem diz o professor e advogado Flávio Damasceno Santos Nogueira,
que nasceu em Santa Filomena, mas reside e trabalha em Balsas (MA), a
estrada é um sonho secular e foi objeto de promessas de candidatos a
Prefeito, a Deputado, a Senador e a Governador.
Muitas gerações compartilharam o sonho de ver a região de Santa Filomena
independente. Esse sentimento separatista tinha justificativas
históricas. Todos reclamavam da situação de total abandono, chegando ao
ponto de, em alguns momentos, nem se sentirem piauienses.
Imagem: José Bonifácio/GP1Rodovia BR-235/PI passando sobre o Rio Taquara, à altura da Fazenda Cachoeira, a 27 quilômetros de Santa Filomena
Era um verdadeiro descaso por parte do Governo Estadual, que sempre
esteve - literalmente - com as costas viradas para o povo de Santa
Filomena. Até parece que os nossos governantes e representantes, ao
longo do Século XX, nunca acreditaram no desenvolvimento da região.
E olha que Santa Filomena é um município rico em todos os aspectos. Além
da gigantesca potencialidade agrícola e pecuária, sendo o 5º maior
produtor de grãos, um dos 15 maiores criadores de gado bovino do Piauí e
uma das 23 maiores economias do Estado, a Terra colonizada por José
Lustosa da Cunha detém belezas naturais raras, encantadoras. Imagem: José Bonifácio/GP1
E com a pavimentação asfáltica já ultrapassando a Fazenda Refresco, propriedade de Damasceno Lustosa Nogueira
Segundo o internauta Acácio Argus Bonfim Ferreira, são 102 rios
e riachos perenes. Há até um rio que submerge em um sopé de Serra e
aflora com piso azul numa caverna; inscrições rupestres; uma lagoa de
borda circular, possivelmente cone de vulcão; temperatura média de 20
graus, com seis meses de inverno; um geiser; um cemitério de escravos
encravado em rochas; cercas edificadas com grandes blocos de pedras; e
diversas jazidas de Calcário.
Imagem: ReproduçãoConforme diz o internauta Acácio Ferreira, Santa Filomena possui, além do potencial agrícola, beleza e riqueza natural
Dizem até que existem manchas de Petróleo em Santa Filomena! Será mentira ou verdade?
Realmente, são diversas riquezas e maravilhas que precisam ser divulgadas aos piauienses, como, por exemplo, o afloramento de Atapulgita, um mineral raro e rentável, de coloração amarelada, existente apenas no Brasil e no Fort Benton, no estado de Montana (EUA).
Afinal, o que será toda essa riquíssima região de Santa Filomena com a
excelente rodovia que está chegando? Quantas gerações passaram antes que
o sonho se realizasse? Com certeza, tudo vem no seu devido tempo. E o
tempo veio, agora! Passamos a viver um novo capítulo.
Imagem: José Bonifácio/GP1
TÁ CHEGANDO!!! Os serviços de terraplanagem já estão entre as fazendas Certeza e Salto, a 15 km de Santa Filomena
Em síntese, a conclusão da BR-235/PI (estrada Gilbués/Santa Filomena) significa também a realização de um sonho antigo dos produtores rurais
locais, dos moradores da vizinha cidade de Alto Parnaíba (MA) e de todas
as comunidades instaladas ao longo da rodovia e vicinais.
Não somente irá reduzir custos e incentivar os setores agrícola e industrial; a
BR-235/PI representa elevada importância social, pois terá grande
impacto na educação, na saúde, na segurança, na produção e na geração de
emprego e renda para as famílias de toda a região.