quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Morreu "Mestre Clóvis", um dos mais antigos moradores de Tasso Fragoso

Faleceu na tarde de ontem, quarta-feira (8), aos 87 anos de idade, no Hospital Socorrão, em Imperatriz (MA), um dos moradores mais antigos da cidade de Tasso Fragoso, no sul do estado do Maranhão: o senhor Clóvis Dias Barros, ou simlesmente, "Mestre Clóvis".

Mestre Clóvis é pai do atual presidente da Câmara Municipal de Tasso Fragoso, vereador José Dorierson Ribeiro. “Sua vida foi marcada como uma pessoa justa e muito honrado, e leva o carinho de todos os tassofragossenses. Mestre Clóvis é o que podemos chamar de homem paciente”, afirma o repórter fotográfico e amigo Aguinaldo Guimarães Fialho (Lirô).

Conhecido carinhosamente pelos moradores da cidade que viu nascer e crescer como “Mestre Clóvis”, o bom velhinho foi Delegado de Polícia de Tasso Fragoso ainda nos anos 1960, época em que ser Delegado dava mais status que ser Juiz ou Promotor. Também foi vereador por dois mandatos, na década de 70.

Clóvis Dias Barros deixa como esposa a senhora “Lindê”, companheira de longa data, e mais 8 (oito) filhos, dentre eles o nobre vereador José Dorierson Ribeiro. Sua vida foi marcada como sendo uma pessoa justa e muito honrada, e leva o carinho de todos.

O corpo de "Mestre Clóvis" está sendo velado em sua residência e deverá ser sepultado na tarde de hoje, quinta-feira (09), no cemitério municipal daquela cidade.

Tasso Fragoso está de luto oficial, com bandeiras hasteadas a meio mastro nas repartições públicas, numa justa homenagem ao ilustre morador - um dos pioneiros -, sempre tido como uma pessoa alegre, extrovertida.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

IBGE diz que 36% da população de Santa Filomena vive na extrema pobreza

A população do município de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, ampliou - entre os Censos Demográficos de 2000 e 2010 - a taxa de 0,10% ao ano, passando de 6.033 para 6.096 habitantes. Esse índice foi inferior àquele registrado no Estado, que ficou em 0,94% ao ano, e inferior à cifra de 1,08% ao ano da Região Nordeste.

A taxa de urbanização apresentou alteração significativa no mesmo período. A população urbana em 2000 representava 41,79% e em 2010 a passou a representar 58,14% do total. Isso confirma o preocupante fenômeno do êxodo rural, que está a contribuir e muito com o abandono do campo pelos agricultores familiares, principalmente do vale do Taquara.

A estrutura demográfica também apresentou mudanças. Entre 2000 e 2010 foi verificada ampliação da população idosa que, em termos anuais, cresceu 2,0% em média. Em 2000, o grupo representava 7,1% da população municipal. Dez anos depois, portanto em 2010, detinha 8,5% do total de moradores.

O segmento etário de 0 a 14 anos registrou crescimento negativo entre 2000 e 2010 (-1,8% ao ano). Crianças e jovens detinham 41,5% do contingente populacional em 2000, o que correspondia a 2.503 habitantes. Na pesquisa de 2010, a participação desse grupo de pessoas reduziu para 34,2% da população, totalizando somente 2.082 habitantes.

A população residente no município na faixa etária de 15 a 59 anos exibiu crescimento populacional (em média 1,21% ao ano), passando de 3.102 habitantes em 2000 para 3.497 em 2010. Assim, esse grupo passou a representar 57,4% da população.

Perfil social - Dados do Censo Demográfico de 2010 revelaram que o fornecimento de energia elétrica esteve presente praticamente em todos os domicílios urbanos. A coleta de lixo atendia 30,5% das residências. Quanto à cobertura da rede de abastecimento de água, o acesso ao precioso líquido estava em 41,1% dos domicílios particulares permanentes, enquanto que 34,9% das moradias dispunham de esgotamento sanitário.

Quanto aos níveis de pobreza, o Censo Demográfico de 2010 indicava que o município de Santa Filomena contava com 2.209 pessoas na extrema pobreza, sendo 1.277 na área rural e 932 na área urbana. Em termos proporcionais, 36,2% da população - mais de um terço - está na extrema pobreza, com intensidade maior na área rural (50,0% do povo na extrema pobreza na área rural contra 26,3% na cidade).

O quadro econômico-social identificado pelo IBGE caracteriza o subdesenvolvimento, que inclui, principalmente, produção centrada em poucos produtos primários destinados à exportação, como a soja, além da concentração da riqueza e da propriedade rural.

Mostra ainda um enorme contraste, já que Santa Filomena é atualmente a 24ª potência econômica do Estado do Piauí, com base na arrecadação de ICMS (dados da SEFAZ/PI, referente a novembro de 2011), se destacando ainda por ser a 5ª maior economia agrícola (atrás de Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves e Bom Jesus) e ter o 5º maior PIB per capita (perde para Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Fronteiras e Ribeiro Gonçalves).

A propósito, quando comparamos o nível de pobreza com outras cidades vizinhas, verificamos que Santa Filomena está empatado com os municípios maranhenses de Alto Parnaíba (36,4%) e Tasso Fragoso (30,9%), assim como em situação bem parecida com os municípios de Baixa Grande do Ribeiro (30,2%), Ribeiro Gonçalves ((32,3%), Monte Alegre do Piauí (36,5%) e Gilbués (40,6%).

Entretanto, o relatório do IBGE/MDA mostra que há no sul do Piauí e do Maranhão cidades onde o percentual de pobreza extrema é bem inferior a Santa Filomena, a exemplo de Uruçuí (21,2%), Bom Jesus (18,9%) e Balsas (10,9%). Mas o Censo 2010 identificou situações curiosas, onde se percebe, de forma clara, que as duas piores economias do Piauí têm baixos níveis de pobreza extrema, comparáveis inclusive às cidades pólo do agronegócio piauiense e maranhense: Miguel Leão (18,7%) e Lagoinha do Piauí (29,7%).

Tudo isso nos faz entender a grande diferença que existe entre crescimento econômico e desenvolvimento econômico”. O crescimento econômico não conduz automaticamente à igualdade nem à justiça sociais, pois não leva em consideração nenhum aspecto da qualidade de vida, a não ser o acúmulo de riquezas, que se faz nas mãos apenas de alguns indivíduos da população, contrariando a teoria de Karl Marx, que criticou duramente o capitalismo.

Já o desenvolvimento econômico sustentável, por sua vez, preocupa-se com a geração de riquezas sim, mas tem o objetivo de distribuí-las, de melhorar a qualidade de vida de toda a população, levando em consideração a qualidade ambiental do planeta.

Ou seja; o agronegócio brasileiro vem concentrando a renda porque está nas mãos de poucos empresários, embora não se possa duvidar que é salutar para a região e para todo o país. Aliás, talvez o maior causador dessa desigualdade de renda sejam os impostos cobrados de forma desigual. Infelizmente, o Estado não corrige as distorções. Pelo contrário, ele as faz.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

VERGONHA! Rádio Senado sai do ar por falta de equipamentos de transmissão

A todos os ouvintes e/ou pessoas que fazem uso do sistema de recados da Rádio Senado Ondas Curtas e ainda a todos os colaboradores que ao longo dos anos participaram da programação da emissora, com entrevistas ou de outras formas, informamos que a Rádio Senado Ondas Curtas lamentavelmente estará fora do ar a partir de hoje, terça-feira, dia 07/02/2012, em razão da não renovação de contrato de utilização dos equipamentos de transmissão entre a EBC (Empresa Brasil de Comunicação) e o Senado Federal.

Segue abaixo texto escrito pelo jornalista José Carlos Sigmaringa sobre o importante trabalho da emissora ao longo desses 12 anos que, aliás, acabam de ser completados:

"A Rádio Senado Ondas Curtas (OC), que transmitia em 5990 Khz, faixa de 49 metros, a partir desta terça-feira, dia 07 de fevereiro de 2012, não irá mais ao ar. A razão é o término e a não renovação do contrato de utilização dos transmissores e do canal de frequência que a emissora alugava. Desde o ano de 2000, o Senado Federal mantinha com a Radiobrás, hoje EBC, um contrato, mediante pagamento de aluguel, de utilização, durante 13 horas por dia, de um transmissor em ondas curtas de alta potencia (250 Kwatts),com antena direcionada para o Norte, instalado no Parque do Rodeador, no Distrito Federal.

Esse contrato foi renovado várias vezes, mas, este ano, até esse momento, não houve entendimento entre as direções das duas entidades para a renovação do aluguel e a ordem da cúpula da Secretaria de Comunicação Social do Senado é não colocar a emissora no ar nesta terça-feira, por não haver mais instrumento legal que garanta a continuidade do serviço.
 

Ao longo desses 12 anos do contrato de aluguel com a Radiobras/EBC, a alta direção do Senado Federal nunca julgou necessário ter equipamentos próprios de transmissão, nem requisitar ao Ministério das Comunicações e à Anatel um canal de transmissão em ondas curtas, mesmo sendo a Rádio Senado Ondas Curtas uma emissora que angariou ao longo dos anos grande audiência em vastas áreas rurais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

A Rádio Senado Ondas Curtas cobre uma área estimada em 3 milhões de km2 do território nacional e atinge fazendas, povoados, áreas indígenas, assentamentos da reforma agrária e outras comunidades isoladas do interior do Brasil.

A principal audiência da Rádio Senado OC é de pessoas que, ou não tem outros meios de comunicação, ou tem acesso difícil a eles, tanto por conta do isolamento geográfico, quanto por suas condições financeiras. Nas cartas que enviam à emissora os ouvintes informam que não têm acesso a telefone e nem mesmo a luz elétrica.

Já houve dias em que ao longo da programação cerca de 200 recados foram ao ar, comunicando fatos os mais diversos como, nascimentos, falecimentos, agendamentos de consultas etc. Não só pessoas físicas, mas também prefeituras, sindicatos, agências de defesa sanitária, secretaria de educação e associações do interior usam o serviço para transmitir comunicados aos moradores da zona rural.

Os ouvintes também mandam cartas para a emissora que são lidas no ar. Em 2011 foram cerca de 1 mil e 500 cartas recebidas e aproximadamente 40 mil recados, viabilizando a comunicação com ouvintes que residem em áreas isoladas.


O carro chefe da programação da emissora é um programa ao vivo - O Senado é Mais Brasil -, transmitido no início da manhã, com 3 horas de duração, que mescla notícias do Senado, informações de interesse da população do interior, leitura de cartas de ouvintes e um quadro que cativa a audiência - O Celular do Sertão. Através desse serviço qualquer pessoa, ligando gratuitamente para o Alô Senado (0800612211), por e-mail ou ligando para o estúdio, pode enviar mensagens para amigos e parentes que residem em regiões que ainda não são servidas pela rede telefônica, nesse imenso Brasil.

Para atender a esse público a Rádio Senado Ondas Curtas mantém no ar programas de prestação de serviço. Um dos mais requisitados é o Pergunte ao Doutor. Os ouvintes escrevem para a emissora relatando um problema de saúde e as dúvidas e perguntas são respondidas por médicos do próprio Senado ou outros profissionais de Brasília.

A emissora produz ainda o Fique Por Dentro da Lei, destinado a tirar dúvidas sobre questões legais e o acesso a programas sociais; Viver da Terra, com orientações sobre agropecuária e Sintonia Ambiental, tendo como tema a proteção do Meio Ambiente. Os programas sempre buscam especialistas nas suas áreas para tratar dos temas.

A Rádio Senado OC atua ainda em radiodramaturgia com o programa Contos que Encantam, fazendo a dramatização radiofônica de peças da literatura nacional e mundial. A continuidade desse trabalho está ameaçada se não houver um entendimento com a EBC ou se o Senado Federal não considerar importante a instalação de um sistema próprio de transmissão. As transmissões em OC alcançam longas distâncias. O sinal emitido pelo transmissor sobe até a ionosfera reflete nessa camada da atmosfera e volta para a terra, reflete novamente sobre a crosta terrestre e ricocheteando consegue contornar o globo terrestre.

O sinal emitido de Brasília é ouvido, com boa qualidade sonora, em simples receptores portáteis (radinhos de pilha) no interior da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste e até em partes da região Sudeste, como no norte de MG e interior de SP, mesmo durante o dia, quando as transmissões radiofônicas são afetadas pela radiação solar.

Os estados que mais se comunicam com a Rádio Senado Ondas Curtas são: Pará, Maranhão, Piauí, Tocantins, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A emissora já recebeu também inúmeras cartas de radio-escutas enviadas do Japão, Finlândia, França, Suíça, Estados Unidos, Rússia, Canadá, China, Colômbia, Áustria, Espanha, Holanda, Inglaterra, Itália, Noruega, Suécia, Nigéria e de Goa, antiga colônia portuguesa na Índia.

O Senado Federal tem diversos canais de comunicação com o cidadão pelos quais eles podem fazer críticas sugestões e elogios. As pessoas que queiram se manifestar sobre o fim das transmissões da Rádio Senado Ondas Curtas podem enviar e-mail para os senadores e para a alta direção da Casa que é quem tem a palavra final sobre a viabilização da continuidade do trabalho da emissora.

Os e-mails dos senadores estão disponíveis na página do Senado na Internet em http://www.senado.gov.br/senadores/. As manifestações podem ser enviadas também através do Alô Senado 0800612211. A ligação é gratuita".