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sábado, 16 de novembro de 2013

Santa Filomena pode sofrer "apagão" por falta de manutenção da Eletrobras

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)DESCASO! A antiga linha de transmissão Gilbués/Santa Filomena, uma espécie de "quebra galho", está nessa situação

Conforme denunciamos na última terça-feira (12), há mais de uma semana dois fios de alta tensão estão caídos ao lado da PI-254 (estrada que liga Santa Filomena à BR-235, na altura da Fazenda Nova Fronteira), sem que a Eletrobrás Distribuição Piauí - que é muito ágil na hora de cobrar a fatura e cortar a luz dos pequenos consumidores - tome qualquer providência no sentido de reparar os danos causados por uma tempestade.

Como se não bastasse todo esse descaso por parte da Eletrobrás Piauí, a outra linha de transmissão, com igual potência de 34,5kV, implantada ainda nos anos 70, e que hoje serve como "quebra galho", também ameaça ser desativada a qualquer momento, fato que deixará às escuras milhares de consumidores dos municípios de Santa Filomena e Alto Parnaíba (MA).


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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4(Imagem:1)Cadê a Eetrobras? Desde a última quarta-feira (13) que o poste caiu e a fiação de alta tensão está quase rente ao solo

Novo Problema
- Cerca de 18 quilômetros adiante, portanto a 40 quilômetros da zona urbana de Santa Filomena, já nas proximidades do lugar denominado “Ponta de Eixo”, um poste da Eletrobrás se quebrou na última quarta-feira (13), caiu e a fiação de alta tensão está quase rente ao solo, causando enorme risco às pessoas que transitam pela rodovia PI-254, que dá acesso a quase todas as fazendas agrícolas situadas no cerrado de Santa Filomena.

Segundo informações de proprietários da área, uma equipe de manutenção da Eletrobrás istribuição Piauí esteve no local, mas nada fez para tentar solucionar o problema.

Imagem: José Bonifácio/GP15(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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6(Imagem:1)Desligar a nova rede de distribuição Gilbués/Santa Filomena foi a 'solução' encontrada pela Eletrobrás Distribuição Piauí

Para que tanto investimento?
Apenas relembrando, a Eletrobras Distribuição Piauí construiu a maior linha de transmissão dos últimos tempos no estado, com extensão de 162 quilômetros, entre os municípios de Gilbués e Santa Filomena, inclusive com a construção de uma subestação em tensão de 34,5/13,8kV – 5/6,25MVA, já concluída e em operação.

O sistema Gilbués/Santa Filomena objetiva (?) melhorar o nível de tensão e a qualidade do fornecimento de energia elétrica para os municípios de Santa Filomena e Alto Parnaíba (MA), viabilizando a universalização do Programa Luz para Todos, cobrindo uma área total de 16.523 km2 – 75% da extensão territorial de Sergipe – e beneficiando cerca de 3 mil domicílios rurais.

Foram investidos recursos da ordem de R$ 7,3 milhões pelo Governo Federal, através do PLP. Porém, as obras do Programa em Santa Filomena estão paralisadas desde julho de 2012. E o que é pior; estamos no final de 2013 e só temos 13 km de rede do Programa Luz para Todos.


Imagem: José Bonifácio/GP17(Imagem:José Bonifácio/GP1)Prefeito, vereadores e o dep. Fernando Monteiro fazem cobranças ao diretor José Salan, dia 13/06/2013. Não adiantou!

Ora, se a Eletrobrás Piauí resolve desativar uma linha de transmissão desse porte, e tão cara, simplesmente porque 2 (dois) cabos se romperam, deixando dois municípios na iminência de sofrer “apagão”, nos dá a entender que o referido sistema elétrico está sendo desnecessário.

E se é assim que entendem os dirigentes da nossa concessionária, cabe a seguinte pergunta: para que mesmo o Governo Federal fez tanto investimento na região de Santa Filomena?

Com a palavra, a diretoria da Eletrobrás Piauí, que apesar das cobranças do prefeito Esdras Avelino, dos vereadores e do deputado estadual Fernando Monteiro, insiste em não instalar um Posto Avançado para atendimento presencial na cidade de Santa Filomena, conforme orienta o artigo 177 da Resolução 144 da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). 


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Linha de transmissão terá 408 km no Piauí e custará R$ 34,55 milhões

Imagem: ReproduçãoO lote A é composto por uma linha de transmissão de 408 quilômetros de extensão no Estado do Piauí(Imagem:Reprodução)O lote A é composto por uma linha de transmissão de 408 km de extensão só no Piauí, passando por Santa Filomena

O Consórcio Gilbués, formado pela Engeglobal Construções (50%) e Bimetal Indústria Metalúrgica (50%), venceu a disputa do lote A do primeiro leilão de transmissão de 2013.

A proposta vencedora foi uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 34,550 milhões, deságio de 23,17% em relação à RAP de R$ 44,97 milhões estabelecida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O leilão foi realizado hoje, sexta-feira, 10 de maio de 2013.

O lote A é composto por uma linha de transmissão de 1.816 quilômetros de extensão, sendo 408 quilômetros somente no estado do Piauí. Além de Lizarda (TO) e Alto Parnaíba (MA), a rede elétrica passará por Santa Filomena (PI), Gilbués (PI), Corrente (PI), Formosa do Rio Preto (BA), Barreiras (BA), Bom Jesus da Lapa (BA), Ibicoara (BA) e, finalmente, Sapeaçu (BA). Segundo a Aneel, a obra tem prazo de conclusão de 36 meses.


Imagem: ReproduçãoNova(Imagem:Reprodução)A nova linha de transmissão tem 1.816 km de extensão, com potência de 500kV, e vai do Tocantins ao leste da Bahia

O objetivo do empreendimento, com potência de 500kV, é ampliar a capacidade de integração da região Norte e Nordeste com a região Sudeste, em função da geração de energia oriunda das Bacias dos Rios Xingu, Tocantins e Tapajós, juntamente com montante de geração eólica dos últimos leilões de energia.

Candidataram-se também para disputar o lote e participar do Leilão de Transmissão na Bovespa (São Paulo), as empresas Abengoa, Cymi, Isolux, Taesa, Alupar e Consórcio Boi Bumbá (Eletrosul, Copel e Elecnor), mas apenas 05 efetivamente apresentaram propostas.

Os dois consórcios que apresentaram os maiores deságios na entrega dos envelopes, de 18,72% (Gilbués) e de 16% (Boi Bumbá), foram para a disputa viva-voz.


Fonte: ANEEL

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

VERGONHA! Rádio Senado sai do ar por falta de equipamentos de transmissão

A todos os ouvintes e/ou pessoas que fazem uso do sistema de recados da Rádio Senado Ondas Curtas e ainda a todos os colaboradores que ao longo dos anos participaram da programação da emissora, com entrevistas ou de outras formas, informamos que a Rádio Senado Ondas Curtas lamentavelmente estará fora do ar a partir de hoje, terça-feira, dia 07/02/2012, em razão da não renovação de contrato de utilização dos equipamentos de transmissão entre a EBC (Empresa Brasil de Comunicação) e o Senado Federal.

Segue abaixo texto escrito pelo jornalista José Carlos Sigmaringa sobre o importante trabalho da emissora ao longo desses 12 anos que, aliás, acabam de ser completados:

"A Rádio Senado Ondas Curtas (OC), que transmitia em 5990 Khz, faixa de 49 metros, a partir desta terça-feira, dia 07 de fevereiro de 2012, não irá mais ao ar. A razão é o término e a não renovação do contrato de utilização dos transmissores e do canal de frequência que a emissora alugava. Desde o ano de 2000, o Senado Federal mantinha com a Radiobrás, hoje EBC, um contrato, mediante pagamento de aluguel, de utilização, durante 13 horas por dia, de um transmissor em ondas curtas de alta potencia (250 Kwatts),com antena direcionada para o Norte, instalado no Parque do Rodeador, no Distrito Federal.

Esse contrato foi renovado várias vezes, mas, este ano, até esse momento, não houve entendimento entre as direções das duas entidades para a renovação do aluguel e a ordem da cúpula da Secretaria de Comunicação Social do Senado é não colocar a emissora no ar nesta terça-feira, por não haver mais instrumento legal que garanta a continuidade do serviço.
 

Ao longo desses 12 anos do contrato de aluguel com a Radiobras/EBC, a alta direção do Senado Federal nunca julgou necessário ter equipamentos próprios de transmissão, nem requisitar ao Ministério das Comunicações e à Anatel um canal de transmissão em ondas curtas, mesmo sendo a Rádio Senado Ondas Curtas uma emissora que angariou ao longo dos anos grande audiência em vastas áreas rurais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

A Rádio Senado Ondas Curtas cobre uma área estimada em 3 milhões de km2 do território nacional e atinge fazendas, povoados, áreas indígenas, assentamentos da reforma agrária e outras comunidades isoladas do interior do Brasil.

A principal audiência da Rádio Senado OC é de pessoas que, ou não tem outros meios de comunicação, ou tem acesso difícil a eles, tanto por conta do isolamento geográfico, quanto por suas condições financeiras. Nas cartas que enviam à emissora os ouvintes informam que não têm acesso a telefone e nem mesmo a luz elétrica.

Já houve dias em que ao longo da programação cerca de 200 recados foram ao ar, comunicando fatos os mais diversos como, nascimentos, falecimentos, agendamentos de consultas etc. Não só pessoas físicas, mas também prefeituras, sindicatos, agências de defesa sanitária, secretaria de educação e associações do interior usam o serviço para transmitir comunicados aos moradores da zona rural.

Os ouvintes também mandam cartas para a emissora que são lidas no ar. Em 2011 foram cerca de 1 mil e 500 cartas recebidas e aproximadamente 40 mil recados, viabilizando a comunicação com ouvintes que residem em áreas isoladas.


O carro chefe da programação da emissora é um programa ao vivo - O Senado é Mais Brasil -, transmitido no início da manhã, com 3 horas de duração, que mescla notícias do Senado, informações de interesse da população do interior, leitura de cartas de ouvintes e um quadro que cativa a audiência - O Celular do Sertão. Através desse serviço qualquer pessoa, ligando gratuitamente para o Alô Senado (0800612211), por e-mail ou ligando para o estúdio, pode enviar mensagens para amigos e parentes que residem em regiões que ainda não são servidas pela rede telefônica, nesse imenso Brasil.

Para atender a esse público a Rádio Senado Ondas Curtas mantém no ar programas de prestação de serviço. Um dos mais requisitados é o Pergunte ao Doutor. Os ouvintes escrevem para a emissora relatando um problema de saúde e as dúvidas e perguntas são respondidas por médicos do próprio Senado ou outros profissionais de Brasília.

A emissora produz ainda o Fique Por Dentro da Lei, destinado a tirar dúvidas sobre questões legais e o acesso a programas sociais; Viver da Terra, com orientações sobre agropecuária e Sintonia Ambiental, tendo como tema a proteção do Meio Ambiente. Os programas sempre buscam especialistas nas suas áreas para tratar dos temas.

A Rádio Senado OC atua ainda em radiodramaturgia com o programa Contos que Encantam, fazendo a dramatização radiofônica de peças da literatura nacional e mundial. A continuidade desse trabalho está ameaçada se não houver um entendimento com a EBC ou se o Senado Federal não considerar importante a instalação de um sistema próprio de transmissão. As transmissões em OC alcançam longas distâncias. O sinal emitido pelo transmissor sobe até a ionosfera reflete nessa camada da atmosfera e volta para a terra, reflete novamente sobre a crosta terrestre e ricocheteando consegue contornar o globo terrestre.

O sinal emitido de Brasília é ouvido, com boa qualidade sonora, em simples receptores portáteis (radinhos de pilha) no interior da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste e até em partes da região Sudeste, como no norte de MG e interior de SP, mesmo durante o dia, quando as transmissões radiofônicas são afetadas pela radiação solar.

Os estados que mais se comunicam com a Rádio Senado Ondas Curtas são: Pará, Maranhão, Piauí, Tocantins, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A emissora já recebeu também inúmeras cartas de radio-escutas enviadas do Japão, Finlândia, França, Suíça, Estados Unidos, Rússia, Canadá, China, Colômbia, Áustria, Espanha, Holanda, Inglaterra, Itália, Noruega, Suécia, Nigéria e de Goa, antiga colônia portuguesa na Índia.

O Senado Federal tem diversos canais de comunicação com o cidadão pelos quais eles podem fazer críticas sugestões e elogios. As pessoas que queiram se manifestar sobre o fim das transmissões da Rádio Senado Ondas Curtas podem enviar e-mail para os senadores e para a alta direção da Casa que é quem tem a palavra final sobre a viabilização da continuidade do trabalho da emissora.

Os e-mails dos senadores estão disponíveis na página do Senado na Internet em http://www.senado.gov.br/senadores/. As manifestações podem ser enviadas também através do Alô Senado 0800612211. A ligação é gratuita".