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sábado, 23 de setembro de 2017

Homem que recebeu transplante de fígado conhece família da doadora no Piauí

Adécio Gonçalves saiu do recôncavo baiano para conhecer a família de Claudenice Lopes, em Santa Filomena



Depois que recebeu o diagnóstico para fazer transplante de fígado, o artista plástico Adécio de Assis Gonçalves, 65, sentiu o baque de ter que entrar numa fila de espera; mas recebeu acolhimento, ganhou um fígado em Fortaleza e a chance de continuar a viver com saúde. A nova oportunidade ele já aproveita no windsurfe, esporte que pratica há mais de um ano.

Desde 2013, Adécio Gonçalves, que apesar de ter nascido em Regente Feijó (SP), se considera baiano de coração, sabia ser portador de hepatite C. Tempos depois, recebeu a indicação da necessidade do transplante, mas conta ter desistido de fazer na Bahia. "Me encaminharam logo para quimioterapia. Fui para São Paulo, mas tem muita gente na fila de espera", lembra o artista plástico, que é casado, tem três filhos e quatro netos.

Momento de concentração do senhor Adécio Gonçalves, antes de conhecer a família da doadora do Fígado
Tudo começou quando um amigo médico hepatologista orientou que ele fosse para Fortaleza, indicação que não foi bem aceita entre familiares e amigos. "Há um preconceito no Sul com o Nordeste. Em São Paulo, o pessoal queria que eu fizesse o transplante lá, porque Ceará era 'terceiro mundo'", disse. 

E acrescentou: "Quando vim pra Fortaleza, aí é que o povo ficou doido. Mas vim respaldado por uma pessoa que entende, e Fortaleza é referência na América Latina em transplante", defendeu, segundo noticiou o G1 Ceará.

TRANSPLANTE E VIDA NOVA - Em agosto de 2015, já na capital cearense, Adécio teve uma triagem agendada no Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), da Universidade Federal do Ceará, em Fortaleza. Com duas semanas, recorda o agora adepto da prancha a vela, já estava na fila do transplante, e no dia 12 de setembro - dois dias depois de confirmada a morte cerebral da filomenense Claudenice Lopes de Sousa - o procedimento foi realizado, por meio de um doador de Teresina, no Piauí. "Foi muito rápido. Como meu caso era grave, foi agilizado", disse Adécio de Assis Gonçalves.

Antes da cirurgia, a caminhada era o único exercício praticado. Mas a vontade era de ir além das passadas a pé. "Não podia ficar só olhando para o teto, pensando em doença, remoendo. Na verdade, eu queria praticar kitesurfe, mas me aconselharam que pegasse um esporte mais leve". Foi quando conheceu o windsurfe. "Já estou há um mês e meio. Meu material está rodando nas redes sociais pra incentivar. Já que Deus está nos dando uma oportunidade de sobrevida, a pessoa precisa sair, praticar esporte", diz.

Senhor Aldênio e dona Josefa mostrando foto da filha Nice ao receptor do fígado, Adécio de Assis Gonçalves
O ENCONTRO COM A FAMÍLIA – Dois anos depois, Adecio de Assis Gonçalves, paulista do interior mas que mora em Jaguaripe (BA) faz mais de 40 anos, que recebeu transplante de fígado e, como forma de gratidão, viajou do recôncavo baiano, passando por Fortaleza, onde tem que retornar a cada 6 meses, até o Bairro Bela Vista, na cidade de Santa Filomena, no extremo oeste do Piauí, para conhecer e agradecer à família de Claudenice Lopes de Sousa (Nice), falecida em Teresina (PI), dia 10 de setembro de 2015, pouco antes de completar 29 anos de idade, conforme relembra Dona Josefa.

Por decisão de dona Josefa Maria Lopes, foram doados os órgãos (fígado, rins e coração) e tecidos (córnea e pele/lábios), permitindo assim que outras pessoas continuassem vivendo, como Adécio. “Decidi que deveria doar, pra dar vida a quem tava precisando. Primeiro eu disse que não aceitava, mas no mesmo momento Deus tocou no meu coração, e aceitei. Aí falei com o médico: eu aceito, pode doar. Eu sempre esperava que um dia alguém ia agradecer, como fez o seu Adécio”, falou, bastante emocionada.


Depois, bem mais à vontade, conversa com pai, mãe, irmãos, filhos e parentes de Claudenice Lopes (Nice)
Foi emocionante o encontro, na tarde de ontem, sábado (23/09/2017), entre Adecio Gonçalves (receptor do Fígado) e os pais da doadora, Manoel Ferreira de Sousa (Aldênio) e Josefa Maria Lopes. Durante algumas horas ele conversou com a família, incluindo também irmãos, filhos e outros parentes.

“É um momento ímpar, difícil de descrever. Eu sentia necessidade desse encontro, de estar com essa família solidária. Me sinto feliz de estar ao lado de seu Manoel, de dona Josefa, dos filhos e dos irmãos da Nice, da comunidade em geral, do Padre Isaias, do José Bonifácio, do Carlos Biah, do Erivaldo Araújo... Estou me sentindo aliviado, leve, feliz”, disse o senhor Adécio, após o encontro com os familiares de Claudenice Lopes (Nice).

Adécio de Assis Gonçalves conversou durante algumas horas com a família de Claudenice Lopes de Sousa

“Quando vi seu Adécio, senti muita força, é como se tivesse vendo minha filha. A emoção é muito grande. Tô vendo um pedaço da minha filha, ajudou a salvar uma pessoa que tava precisando”, agradeceu o pai, senhor  Aldênio.

O artista plástico Adécio Gonçalves passou algumas horas conversando com a família e, no final da tarde, retornou ao Hotel Santo Antonio, onde está hospedado. Neste domingo (24) concederá entrevista à Rádio Comunitária Rio Taquara FM, junto com o pai e a mãe de Claudenice Lopes, além do Padre Isaias Pereira, com quem vinha mantendo contato nos últimos dias, e depois vai almoçar com familiares e amigos da Nice, no Bairro Bela Vista.

Finalmente, à noite, Adécio Gonçalves se fará presente à Santa Missa, celebrada pelo Padre Isaias Pereira, na Igreja Matriz de Santa Filomena.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Jovem filomenense lança campanha na internet para custear seu transplante de rins

Jovem Cristiano Rodrigues de Carvalho, que há 3 anos vem sofrendo com procedimentos de hemodiálise



Com apenas 26 anos de idade, o jovem Cristiano Rodrigues de Carvalho está com seus rins sem funcionar há três anos, dependendo de hemodiálise para sobreviver. Conforme ele diz, a única solução para o caso é o transplante renal. Porém, Cristiano afirma não dispor de dinheiro para arcar com os mais de 80 exames exigidos e ser avaliado minuciosamente por especialistas, a fim de que possa entrar na lista de transplantes. Haja paciência e sofrimento!

Com objetivo de arrecadar cerca de R$ 15.000,00 (Quinze Mil Reais) até 14 de junho de 2017, Cristiano Rodrigues resolveu recorrer à campanha virtual, através do site www.vakinha.com.br (VaquinhasOnline), onde o idealizador abre sua “vaquinha” gratuitamente, define a meta em dinheiro e os detalhes da campanha. Além de compartilhar nas redes sociais, todos os colaboradores podem acompanhar, em tempo real, as doações recebidas

Se preferir, deposite numa Casa Lotérica ou diretamente na Caixa: Agência 1340 - Operação 023 - Conta 21475-3 (Cristiano Rodrigues Carvalho).

Segundo Cristiano, os exames irão identificar o nível de compatibilidade e só então os médicos decidem se o transplante será em Goiânia ou São Paulo.

"Vaquinha Online" de Cristiano mostra percentual, objetivo e o valor que já foi arrecadado na Campanha

“Tenho 26 anos e há três anos meus rins pararam de funcionar, hoje dependo de hemodiálise para sobreviver, a única solução para o meu caso é o transplante renal só que não tenho condições de arcar com os exames para que eu possa entrar na lista de transplante que são mais de oitenta exames além de passar pelos especialistas que podem me liberar para fazer o transplante de já agradeço a todos”, diz o texto de Cristiano Rodrigues de Carvalho, postado em 16/03/2017 no site Vakinha (www.vakinha.com.br).

E a campanha já sensibiliza amigos e conterrâneos. “Todos os meus amigos que puderem ajudar esse rapaz, entrem em contato com ele. Gente do bem, merece a ajuda de todos nós”, postou a amiga Márcia Abreu, no Facebook.

Cristiano Rodrigues de Carvalho, que com muitas dificuldades, seus pais vêm mantendo o tratamento em Goiânia, é natural de Santa Filomena (PI), filho do vereador José de Alencar Carvalho e da dona de casa Anésia Rodrigues.