Imagem: Reprodução
Monumento em Defesa da Natureza, um dos cartões postais de Gurupi (TO), nas proximidades do Terminal Rodoviário
A colônia de Santa Filomena, cidade localizada a 925 quilômetros de
Teresina (PI) e a cerca de 1.000 quilômetros e Gurupi, a “Capital da
Amizade”, no sul do Tocantins, reunir-se-á pela primeira vez no
município dos “Benjamins”, mobilizando amizade entre os conterrâneos.
A idéia do evento partiu do jovem filomenense Mailson Dourado, que
reside em Gurupi há oito anos. Ele afirma que vem contando com o apoio
de amigos conterrâneos que moram em Brasília (José Augusto e Samuel
Abreu) e em Palmas (Ronaldinho de Araújo).
A festa pretende reunir, dias 19 (Sábado de Aleluia) e 20 (Domingo e
Páscoa), mais de 300 filomenesnes que residem em Gurupi e em outras cidades
relativamente próximas, como Brasília, Goiânia e Palmas. De Santa
Filomena, pelo menos 30 pessoas estarão em Gurupi.
Imagem: Divulgação
Peça publicitária de divulgação do I ENCONTRO FEST FILOMENENSE em Gurupi (TO), produção de Kênio/SK Gravações
O evento acontecerá no Clube do BASA (Banco da Amazônia S/A) de
Gurupi/TO. A partir das 16h de sábado haverá partidas de futebol,
envolvendo quatro times formados apenas por filomenenses: GURUPI, SANTA
FILOMENA, PALMAS e BRASÍLIA.
Sábado à noite haverá baile, animado pela Banda TRI SHOW, grupo formado
por cearenses radicados em Gurupi, e que toca de tudo, seja qual for o
estilo musical. Já no Domingo, os filomenenses e amigos de Santa
Filomena estarão se confraternizando em um churrasco, servido nas
dependências do Basa Clube de Gurupi, regado a música ao vivo.
Cada participante contribuirá com a importância de R$ 70,00 (Homem) ou
R$ 50,00 (Mulher), com direito a Open Bar (festa com bar aberto, sem
limite de bebida por pessoa).
Imagem: Reprodução
Mailson Dourado, idealizador e principal organizador da Festa dos Filomenenses em Gurupi, de 19 a 20 de abril de 2014
O I ENCONTRO FEST FILOMENENSE já conta com os seguintes apoiadores:
Sérgio Neres (São Paulo); Salão Diniz e Mundial Equipamentos (Gurupi);
José Augusto e Samuel Abreu (Brasília); Ronaldinho Araújo (Palmas); e
Tony Santos, José Bonifácio, Cristóvão Dias, Antonio Siqueira, Marilis,
Soró, SK Gravações, Portal GP1 e Rádio Comunitária Rio Taquara FM (http://www.radiobpifm.com/), de Santa Filomena, dentre outros colaboradores.
Se você também pretende participar e/ou colaborar com o evento, ainda há
tempo. Entre em contato com Mailson Dourado, pelos telefones: (63)
8453-2925 OI / 8131-2278 TIM.
Imagem: Reprodução
Acontece hoje, sexta-feira, 11 de abril de 2014, em todo o País uma
mobilização nacional nos 5.568 municípios brasileiros como forma de
chamar a atenção das autoridades, bem como informar a população sobre a
real situação por que passam as Prefeituras Municipais.
Os gestores municipais se reunirão em Teresina, na Associação Piauiense
de Municípios (APPM), para pressionar a Bancada Federal sobre o aumento
dos 2% do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), os limites da Lei
de Responsabilidade Fiscal, desoneração da Previdência, a redistribuição
dos royalties do petróleo – parada no Supremo Tribunal Federal (STF),
socorro ao Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), entre
outros.
Essas são as mais importantes reivindicações do movimento municipalista e
da campanha “VIVA O SEU MUNICÍPIO”, lançada pela Confederação Nacional
dos Municípios (CNM). A Associação Piauiense de Municípios (APPM)
convocou prefeitos, vereadores, servidores e munícipes para pedirem
atenção dos parlamentares e do Governo Federal para a pauta.
Imagem: Reprodução
“As prefeituras do Piauí e de todo o Brasil fecharão suas portas nesta
sexta-feira para protestar sobre o arrocho financeiro e a sobrecarga de
responsabilidades atribuídas aos municípios nos últimos anos. Sofremos
com a falta de apoio técnico e de recursos, além de sermos nós que
recebemos as cobranças da população. É hora de darmos um basta nisso”,
desabafa o prefeito de Vila Nova do Piauí e presidente da APPM, Arinaldo
Leal.
O prefeito de Santa Filomena, Esdras Avelino Filho, apoia o movimento. A
ideia é que todos os municípios também parem os serviços
administrativos das Prefeituras, a fim de chamarem a atenção do
Congresso Nacional e da sociedade brasileira para a grave crise
financeira.
Imagem: Reprodução
Marcha dos Prefeitos a Brasília - O convite
aos gestores piauienses é estendido à XVII Marcha a Brasília em Defesa
dos Municípios. O encontro é a última ação da campanha e vai ocorrer de
12 a 15 de maio, no Centro Internacional de Convenções do Brasil.
É sabido que os municípios brasileiros enfrentam uma grave crise, com
consequências diretas à população, principalmente na qualidade dos
serviços públicos prestados. Entretanto, poucos cidadãos conhecem as
verdadeiras causas do problema.
Para que se tenha ideia da dimensão da crise, o Fundo de Participação
dos Municípios (FPM) é a principal transferência constitucional por
parte da União aos Municípios. Na sua grande maioria, o Fundo é a maior
fonte de recursos das pequenas e médias cidades.
Fonte: APPM/CNM
Imagem: José Bonifácio/GP1
O plantio de arroz de sequeiro no cerrado do Piauí começou na Faz. Baixa Serena, a 40 quilômetros de Santa Filomena
A cultura do arroz de sequeiro, pouco exigente em insumos e tolerante a
solos ácidos, teve um destacado papel como cultura pioneira durante o
processo de ocupação agrícola do Cerrado, iniciado na década de 60. No
Piauí, começou pelo município de Santa Filomena, no ano de 1978, quando
os pioneiros Antonio Luis Avelino Filho e Esdras Avelino Filho
realizaram, na Fazenda Baixa Serena, distante 40 quilômetros da cidade, o
primeiro plantio mecanizado.
Esse processo de abertura de área teve seu pico no período 75-85, em que
a cultura chegou a ocupar área superior a 4,5 milhões de hectares. O
sistema de exploração caracterizava-se pelo baixo custo de produção,
devido à pouca adoção das práticas recomendadas, incluindo plantios
tardios. Entretanto, a significativa ocorrência de veranicos fazia com
que a cultura apresentasse uma produtividade média muito baixa, ao redor
de 1.350 kg/ha, sendo assim considerada como de alto risco e gerando
centenas de casos de Proagro (Seguro Agrícola).
Imagem: José Bonifácio/GP1
Mais de 30 anos depois, o plantio do arroz de terras altas representa só 3% da área dos cerrados na safra 2013/2014
Apesar desse panorama pouco promissor, que culminou com a falência da
maioria dos agricultores - são poucos os que conseguiram se manter na
atividade -, naquele período a pesquisa já oferecia um leque de
alternativas para a minimização da adversidade climática, incluindo
cultivares tolerantes à seca, classificação do grau de risco em todos os
municípios produtores, adequação da época de semeadura e do ciclo das
cultivares, preparo de solo e manejo de fertilizantes, visando
aprofundamento radicular e aumento da reserva útil de água no solo, além
de técnicas do manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas.
Com a progressiva redução das áreas de abertura, em meados da década de
80, a área cultivada com arroz sob o sistema de cultivo de sequeiro, foi
sendo gradativamente reduzida, ao mesmo tempo em que a fronteira
agrícola se moveu no sentido sudeste-noroeste do Brasil.
Imagem: José Bonifácio/GP1
Mas os produtores que insistem com o cultivo de arroz de sequeiro nas serras do Piauí conseguem boa produtividade
A conseqüência desse movimento foi a redução do risco climático, o que
tornou mais propícia a aplicação das tecnologias recomendadas pela
pesquisa. Para novas e promissoras áreas, a criação de cultivares de
tipo de planta moderno (estatura e perfilhamento intermediários, com
folhas eretas), de maior potencial produtivo e grão do tipo "agulhinha",
além do crescimento do nível de insumos aplicados, motivado pela melhor
relação custo/benefício, trouxe um substancial aumento da aceitação do
produto pela indústria/consumidores.
Apenas 3% da área plantada nos Cerrados – Atualmente,
nos cerrados do Piauí, a área plantada com a cultura do arroz de
sequeiro é pouco significativa. Em toda a região de Santa Filomena, por
exemplo, temos menos de 4 mil hectares cultivados com o “arroz de terras
altas” na safra 2013/2014, ante os 115 mil hectares de soja e cerca de
15 mil hectares com milho.
Imagem: José Bonifácio/GP1
JOAO LUSTOSA: "Pelo aspecto atual da lavoura, acredito que vai dar para colher em torno de 65 sacas por hectare"
Um dos poucos remanescentes, que ainda insistem em plantar arroz de
sequeiro no cerrado piauiense, é o senhor João Lustosa Avelino,
ex-presidente da Câmara e ex-prefeito de Santa Filomena, que plantou 40
hectares da variedade Cambará, na Fazenda Folha Larga, e pretende colher
2.500 sacas, com produtividade média acima de 60 sacas/hectare.
“Pelo aspecto atual da lavoura, já soltando o cacho, e com as condições
climáticas normais, acredito que vai dar para colher em torno de 65
sacas por hectare”, diz Lustosa.