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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Asfalto já chegou à Serra das Guaribas, no cerrado de Santa Filomena

Imagem: José Bonifácio/GP1Asfalto da BR-235/PI (trecho Gilbués/Santa Filomena) chegando à Serra das Guaribas(Imagem:José Bonifácio/GP1)Asfalto da BR-235/PI (trecho Gilbués/Santa Filomena) chegando à Serra das Guaribas, no cerrado de Santa Filomena

Há décadas se iniciavam os estudos e tratativas para a pavimentação da BR-235/PI (antiga PI-254), trecho entre a BR-135 (Gilbués/Monte Alegre) e Santa Filomena, na divisa do Piauí com o Maranhão. Mas está saindo de cena a velha estrada de chão e entrando o asfalto de uma rodovia padrão BR, com 7 metros de pista e 2,5 metros de acostamento de cada lado.

Cerca de 14 meses depois do início da obra, 60 dos 130,2 quilômetros de extensão já estão pavimentados. Ou seja, quem viaja hoje de Gilbués a Santa Filomena já trafega por estrada asfaltada até o lugar denominado Passaginha, situado no pé da temível ladeira das Novas.


Imagem: José Bonifácio/GP1Em ritmo acelerado, máquinas da Construtora Sucesso(Imagem:José Bonifácio/GP1)Em ritmo acelerado, mais máquinas da Construtora Sucesso chegam para trabalhar na conclusão da rodovia BR-235/PI

Como os serviços de rebaixamento da subida estão temporariamente parados, as máquinas da Construtora Sucesso seguem em ritmo acelerado rumo ao Povoado Matas. Assim, o asfalto chegou à Serra das Guaribas, na altura da Fazenda Jatobá, que até pouco tempo era um ponto bastante escorregadio, inclusive apelidado pelos caminhoneiros de “sabonete”.

A terraplenagem alcançou a ladeira da Cambaúba, ou “ladeira falsa”, como é denominada pelos nativos. Isso significa dizer que a tão sonhada estrada Gilbués/Santa Filomena se encontra a 9 quilômetros do Povoado Matas e a mais ou menos 50 km de Santa Filomena.

Imagem: José Bonifácio/GP1Terraplenagem da estrada Gilbués/Santa Filomena, à altura do (Imagem:José Bonifácio/GP1)Terraplenagem da estrada Gilbués/Santa Filomena, na altura do quilômetro 80, próximo à Cambaúba e a 9 km das Matas
Imagem: José Bonifácio/GP1Máquinas operando no corte/rebaixamento da ladeira da Cambaúba, distante 50 km da cidade de Santa Filomena(Imagem:José Bonifácio/GP1)Máquinas operando no corte/rebaixamento da ladeira da Cambaúba, distante quase 50 quilômetros de Santa Filomena
 
A rodovia Gilbués/Santa Filomena será um dos mais importantes canais de escoamento da safra do Piauí, haja vista que somente o município de Santa Filomena tem o elevado potencial de produzir até 1 milhão de toneladas de grãos, quase metade do que atualmente é colhido.

Orçada inicialmente em R$ 103,275 milhões, o trecho da estrada Gilbués/Santa Filomena poderá, com os reajustes anuais previstos, ultrapassar a casa dos R$ 120 milhões.

DE LESTE A OESTE - A BR-235 é uma rodovia transversal brasileira que liga Aracaju, em Sergipe, ao Campo de Provas Brigadeiro Velloso, em Novo Progresso, no Pará. Ao longo do seu percurso, atravessa os estados de Sergipe, Bahia, Pernambuco, Piauí, Maranhão e Tocantins, além do extremo sul do Pará, passando nas regiões do Carajás e do Tapajós.


domingo, 23 de dezembro de 2012

Ação dos governos Estadual e Federal estabiliza voçoroca de Santa Filomena

Imagem: Leonam SouzaVista parcial da voçoroca de Santa Filomena (PI), situada na Serra da Banja,(Imagem:Leonam Souza)Vista parcial da voçoroca de Santa Filomena (PI), localizada na Serra da Banja, a 35 quilômetros do perímetro urbano

Uma parceria do Governo do Piauí e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) garantiu a estabilização de uma das maiores voçorocas do Brasil, localizada na Serra da Banja, no município de Santa Filomena, a 925 km de Teresina.

A voçoroca é um gigantesco “buraco”, aberto pela força da água das chuvas, que escorre pela superfície. Na verdade, uma erosão hídrica, que ocorre quando o caminho de escoamento das águas pluviais se concentra num determinado percurso.

Imagem: Leonam SouzaDelimitação das áreas onde foram alocadas curvas de nível com o objetivo formar terraços para controlar o escoamento superficial das chuvas(Imagem:Leonam Souza)Delimitação das áreas onde foram alocadas curvas de nível para formar terraços e controlar o escoamento superficial
Imagem: Leonam SouzaÁrea do entorno imediato da voçoroca que foi cercada e revegetada com espécies nativas do cerrado piauiense(Imagem:Leonam Souza)Área do entorno imediato da voçoroca em que foi cercada e revegetada com espécies nativas do cerrado piauiense
Imagem: GoogleEstrada ecológica de 14 km tangente a voçoroca(Imagem:Google)Estrada ecológica de 14 quilômetros tangente à voçoroca, que visa colocar a consciência ambiental em primeiro plano

Segundo explicações da Codevasf, pela voçoroca de Santa Filomena, nada menos que 300 mil metros cúbicos de sedimentos foram carreados e levados para as áreas mais baixas da paisagem, agravando o processo de assoreamento da calha do rio Parnaíba.

No ambiente foi aplicado um pacote de ações, que incluíram desde a adequação de estradas rurais até a implantação de terraços em nível, além da execução de outros trabalhos, como: contenção e reversão do estágio avançado de degradação ambiental causada pela intensa erosão; implementação de procedimentos técnicos objetivando a recuperação da área degradada; readequação de 25 quilômetros de estradas empregando sistema de manejo conservacionista (estrada ecológica); e construção de terraços em uma área de 300 ha a montante da voçoroca e 30 ha na área protegida.

Imagem: Leonam SouzaAspectos da construção dos barramentos de terra no interior da voçoroca de Santa Filomena(Imagem:Leonam Souza)Aspectos da construção dos barramentos de terra no interior da voçoroca para controlar o processo erosivo instalado
Imagem: GoogleLocalização dos barramentos no interior da(Imagem:Google)Localização dos barramentos no interior da voçoroca que já carreou mais de 300 mil ton de sedimentos ao rio Parnaíba

Também foram construídos curvas de nível para alocação de terraços e recomposta a vegetação da área terraceada, bem como realizada a.revegetação da área periférica da voçoroca, num total de 30 hectares. Igualmente, foram construídos 2.800 metros de cercas com 10 fios de arame farpado e barramentos de terra no interior da voçoroca, objetivando impedir o livre fluxo da água que desce das plantações de soja.

A avaliação e a difusão dos resultados ocorreu através da produção de material de educação ambiental, com a impressão de 5.000 cartilhas – até onde sabemos, essas cartilhas ainda não chegaram em Santa Filomena – e a instalação de seis placas no local do serviço, sendo três de educação ambiental e três de advertência.

Imagem: Leonam SouzaEfetiva contenção do escoamento superficial em áraea a montante da voçoroca, através do terraceamento em nível(Imagem:Leonam Souza)Efetiva contenção do escoamento superficial numa área a montante da voçoroca, através do terraceamento em nível

A Codevasf conseguiu estancar o estrago, reduzindo o aporte de sedimentos que chegavam à calha do rio. Além disso, a ação disciplinou o caminho percorrido pela água da chuva, que passou a infiltrar no solo ao invés de escorrer superficialmente pelo interior da voçoroca.

De quebra, ao impedir que grandes volumes de água de chuva cheguem rapidamente ao rio pelo trajeto da voçoroca, a ação conseguiu amenizar os alagamentos nos municípios do entorno nos períodos chuvosos. O investimento na estabilização da voçoroca de Santa Filomena foi de R$ 1,3 milhão.

Imagem: Leonam SouzaDifusão dos resultados alcançados através de placas identificadoras contendo dados do projeto e instaladas nas áreas onde os serviços e obras foram realizadas(Imagem:Leonam Souza)Difusão dos resultados alcançados através de placas identificadoras instaladas nas áreas, contendo dados do projeto

Parcerias
- No Piauí, Codevasf e Governo do Estado mantêm quatro parcerias ainda em andamento. Uma delas, de R$ 3 milhões, com a Fundação Agente, está promovendo a recuperação de áreas degradadas em processo de desertificação.

Em outra parceria, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar) está sendo feita a demarcação topográfica, levantamento físico, agrícola e jurídico do Parque Nacional das Nascentes do Parnaíba, com custo de R$ 4,5 milhões.

Também em parceria com a Semar, a Codevasf está apoiando as obras de controle e estabilização de dunas na região do Delta do Parnaíba, investindo R$ 1,6 milhão.

Com a Associação de Reposição Florestal do Estado do Piauí (Piauiflora), está sendo feita a implantação de viveiros de referência para produção de mudas de espécies nativas para atender toda a bacia do Parnaíba. O investimento é de R$ 1,5 milhão.

Fonte: CCOM e Blog do Leonam Souza