quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Poço desperdiça 1.000.000 de litros de água/h e ninguém toma providência

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Poço Violeta II desperdiça 1 milhão de litros de água por hora, enquanto o Piauí sofre a maior seca dos últimos 50 anos

Enquanto o Piauí enfrenta a pior seca registrada nos últimos 50 anos, com 211 dos seus 224 municípios em situação de emergência, o Poço Violeta II, localizado a 600 mestros da BR-135, entre as cidades piauienses de Alvorada do Gurgueia e Cristino Castro, continua, apesar de exuberante, desperdiçando cerca de 24 milhões de litros de água todos os dias, desde 1973.

O pior de tudo é que há uma calamidade em andamento no Piauí, mas ninguém dá um pio, no sentido de que se evite tamanho desperdício e que as águas do Violeta sejam aproveitadas. Enquanto isso, falta água para fazer comida e tomar banho em 90% do território piauiense.

Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)Já o Poço Violeta I, com 360 m de profundidade e vazão de 394 mil litros por hora, passou a ter o seu registro fechado

O Poço Violeta I, concluído em 24 de fevereiro de 1972, tem profundidade de 360,00 metros, nível estático de 31,07 metros e vazão de 294.840 litros por hora. No último domingo (14/09), estava com o registro fechado, tarefa que é executada pelos próprios donos do Restaurante situado ao lado. Embora o local seja uma atração turística à parte, recebe poucos visitantes.
 

VÍDEO: Poço Violeta II, com 1.000 m de profundidade, jorra 1.000.000 de litros por hora
 
Já o Poço Violeta II, concluído em 21 de junho de 1973, com profundidade de 1.000 metros e nível estático de 62,66 metros, tem a vazão estimada em 1 milhão de litros por hora. Sua água brota da terra com tanta força que chega a mais de 30 - talvez até 35 - metros de altura.

Segundo se sabe, a água do Violeta sai a uma temperatura de aproximadamente 45º Celsius.

Desde a época em que foram perfurados, jorram essa água quase sem nenhuma utilidade. É muita água jogada fora, que escorre e se perde por entre um pequeno carnaubal. O que é desperdiçado seria suficiente para abastecer uma cidade de 130 mil habitantes.

Imagem: José Bonifácio/GP14(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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2(Imagem:1)O Violeta II teria sido perfurado pela CPRM, em 1973, para avaliar os parâmetros dos aquíferos Serra Grande/Cabeças

De acordo com um especialista Wilton José Silva da Rocha, que é Doutor em Geologia, esses dois poços, denominados Violeta I e Violeta II, foram perfurados pela CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais) para um projeto do DNOCS no vale do Gurguéia. No projeto, o poço I funcionou como piezômetro (furo de observação), enquanto o II sevia como poço de pesquisa, para avaliar os parâmetros dos aquíferos Serra Grande e Cabeças.

Outros dizem que o Poço Violeta surgiu por acaso; que a procura seria por petróleo, em 1975.

Entretanto, independentemente da finalidade, o que interessa mesmo é saber o que está sendo feito. Qual será a intenção dos nossos candidatos a Governador, em relação ao desperdício de água no Violeta? Existe alguma preocupação? Ou isso não interessa?


Imagem: José Bonifácio/GP15(Imagem:José Bonifácio/GP1)A água que jorra dos Poços Violeta é um recurso natural limitado, e o seu desperdício pode ter sérias consequências

Já diziam nossas avós que sabendo usar não vai faltar. O velho ditado é cada dia mais atual, assim como a necessidade de utilizar com sabedoria o que ainda temos. A água é um recurso natural limitado, e o seu desperdício pode ter sérias conseqüências. Cada setor da economia, cada fatia da sociedade, querendo ou não, tem a sua inevitável parcela de responsabilidade.

O Brasil é rico em disponibilidade de água, com 12% do total do mundo, mas a distribuição no território é muito desigual, especialmente no semi-árido do Piauí. O desperdício é intolerável.

Desperdício e Escassez - Os quase oito meses de ausência de chuvas que anualmente ocorrem, associados à insolação de mais de três mil horas no semi-árido, fazem com que os açudes piauienses estejam em situação alarmante, com menos de 30% da capacidade total.


Imagem: José Bonifácio/GP16(Imagem:José Bonifácio/GP1)Enquanto se desperdiça água no sul do Piauí, o açude Cajazeiras, em Pio IX, está com apenas 2,8% da sua capacidade

O açude Cajazeiras, por exemplo, localizado no município de Pio IX, tem capacidade para 25 milhões de metros cúbicos de água, mas se acha "seco", com apenas 700 mil metros cúbicos.

A crise da água será a marca do século XXI, conforme anunciam os formadores de opinião e interessados no negócio, tanto em nível mundial quanto nacional e regional. Efetivamente, a crise da água interessa a alguns, à medida que conseguem transformar a escassez em vantagens, aproveitando-se, sobretudo, da pobreza política da sociedade em geral.

Infelizmente, apesar de todos os avanços culturais, sociais e tecnológicos disponíveis, as mudanças e as inovações que conduzem ao desenvolvimento sustentável se tornam distantes no Nordeste do Brasil e, em particular, no estado do Piauí, onde falta água em 211 municípios.


terça-feira, 16 de setembro de 2014

Moradores da zona rural também serão beneficiados com água encanada

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)O sítio Bacaba será contemplado com água encanada, por meio de uma rede adutora, vinda do Povoado Sete Lagoas

A água encanada vai chegar também às comunidades Pau Seco e Bacaba, situadas na zona rural de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí. O anúncio foi feito na última sexta-feira (12) pelo prefeito Esdras Avelino Filho (PTB), em visita que fez àqueles dois lugares, ao lado do vice-prefeito Adauton Barbosa de Queiroz (PSB) e dos vereadores Cristóvão Dias Soares (PSB), José Bonifácio Bezerra (PCdoB) e Renato Vieira Miranda (PTB).

No Pau Seco serão beneficiadas 08 (oito) famílias, além da Escola, através de uma rede de canos de 40 milímetros de espessura, numa extensão de aproximadamente 3 quilômetros. O poço artesiano, com vazão média de 12 mil litros por hora, tem 100 metros de profundidade, totalmente revestido, com cerca de 63 metros de água, sem bombeamento (nível estático).


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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4(Imagem:3)PAU SECO: Poço artesiano e caixa de 10.000 l irão levar água encanada a 8 famílias, através de pequena rede adutora

Já está sendo providenciada a instalação da caixa d’água, com capacidade para 10 mil litros, bem como da rede de canos, segundo informou o prefeito Esdras Avelino Filho. “Cada família do Pau Seco e da Bacaba irá receber uma torneira e um chuveiro”, disse o gestor municipal.

Em seguida, além da Bacaba, que será servida com água encanada vinda do Povoado Sete Lagoas, serão contempladas as famílias do Riacho de Areia (Riozinho) e da Várzea Grande, que sofrem com a escassez de água, sobretudo no período seco, que vai de julho a outubro.

Imagem: José Bonifácio/GP1Assim, o agricultor(Imagem:José Bonifácio/GP1)Assim, o agricultor Antonio Rodrigues Lopes começa a irrigar sua plantação de laranja, que vinha sofrendo com a seca

“Aos poucos estamos levando qualidade de vida para as famílias da zona rural. E aí não será mais preciso carregar lata dágua na cabeça, muitas vezes por longas distâncias, um drama e um sofrimento que tem dia e hora para acabar, assim que entregarmos a obra”, garantiu o prefeito Esdras Avelino, destacando o sofrimento vivido pelo senhor Antonio Rodrigues.

E, emocionado, acrescentou: “Eu via seu sofrimento aqui desde quando Benvindo Nogueira foi candidato a prefeito de Santa Filomena. E eu dizia que se um dia eu chegasse à Prefeitura de Santa Filomena, você ia ter água. E hoje me sinto feliz tanto quanto você”.


Imagem: José Bonifácio/GP14(Imagem:José Bonifácio/GP1)
6(Imagem:5)RIOZINHO: Poucos quilômetros após a nascente, sua água já é poluída no lugar Bacaba, imprópria ao consumo humano

Com sentimento de gratidão e satisfação, o agricultor Antonio Rodrigues Lopes, um dos mais antigos moradores da localidade Pau Seco, fez o seguinte relato: “Teve dia que nós tirava (sic) rato de dentro do poço prá beber, e tinha que beber mesmo, porque não tinha outra opção”.

Quanto à localidade Bacaba, embora sendo entrecortada pelo Riozinho, importante afluente do Rio Parnaíba e que faz a divisa natural entre o município de Santa Filomena e os de Baixa Grande do Ribeiro e Ribeiro Gonçalves, começa a sofrer com a falta de água potável.


Prefeito Esdras, vice Adauton e vereadores comemoram com moradores do Pau Seco
 

Mesmo a Bacaba estando a pouco mais de 5 quilômetros das nascentes do Riozinho, a água que por ali escorre é em pequena quantidade e se apresenta escurecida, poluída pelo uso dos animais (bovinos, suínos, equídeos), portanto imprópria para o consumo humano.

"Uma das principais metas e preocupação do nosso governo é proporcionar melhorias na qualidade de vida das famílias que residem na zona rural. É por isso que começamos a implantar essas pequenas redes adutoras", pontuou o prefeito Esdras Avelino Filho.


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Santa Filomena institui o Programa Municipal de Melhoria Habitacional

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Santa Fé será a primeira comunidade a ter os benefícios do Programa, onde 63 casas receberão cobertura com telhas

O Programa Municipal de Melhoria Habitacional, proposto pela Prefeitura de Santa Filomena, através do Projeto de Lei nº 002/2014, aprovado por unanimidade na Câmara de Vereadores e sancionado pelo prefeito Esdras Avelino Filho (PTB), tem como principal objetivo propiciar a recuperação, conclusão e melhoria à população economicamente carente do Município.

Executado de forma descentralizada, com a participação da Comunidade, das Associações de Moradores e de outras entidades com fins sociais, “o Programa busca atender aos apelos de muitas famílias que não dispõem de recursos financeiros para a recuperação, reforma ou melhoria de suas habitações”, justificou o chefe do Poder Executivo.

O Programa está de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), oficialmente Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000, em seu artigo 16, que exige que a criação de despesa deverá ser acompanhado de estimativa do impacto orçamentário-financeiro, no exercício em que entrar em vigor e nos dois anos subseqüentes.


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)Embora já contempladas com banheiros e água encanada, 63 residências da Santa Fé ainda são cobertas com palha

Conforme se observa na LOM (Lei Orçamentária Municipal) 2014, foram estimados na dotação número 16.482.000810240000 a aplicação de até R$ 2 mil por família. “Acreditamos serem suficientes para o Programa no momento”, diz o prefeito Esdras Avelino Filho, acrescentando que foram programados os mesmos montantes para os exercícios 2015 e 2016.

O Programa também está compatível com o Plano Plurianual (PPA), conforme disposto no artigo 166, parágrafo 3º, inciso I, da Constituição Federal. Inclusive, pode ser observado no PPA 2014/2017 que existe a previsão de implementação da Meta para o PMMH (Programa Municipal de Melhoria Habitacional), instituído pela Prefeitura de Santa Filomena.


Imagem: José Bonifácio/GP13(Imagem:José Bonifácio/GP1)Prefeito Esdras Avelino (centro), ao lado do vice Adauton Queiroz (esquerda), em visita à Santa Fé do Pe. João Myers

As primeiras famílias a atendidas serão as da Comunidade Santa Fé, fundada pelo Pe. João Myers, distante 106 quilômetros da sede municipal. Lá, ainda existem 63 residências cobertas com palha de piaçava. Agora, todas elas serão cobertas com telhas, por meio do Programa. Assim, a Prefeitura Municipal de Santa Filomena estará investindo R$ 126 mil.

Em seguida, deverão ser contempladas as comunidades Brejo das Ovelhas, Brejo das Meninas, Sete Lagoas e Cabeceiras do Angelim, dentre outras localidades rurais.

“Já que aqui na cidade de Santa Filomena não existem mais casas cobertas com palha, nossa meta é erradicar também as casas de palha em toda a zona rural”, diz o prefeito Esdras Filho.