sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Jesualdo Cavalcanti solicita criação do Campus da UFPI em Corrente

O prefeito eleito de Corrente, Jesualdo Cavalcanti Barros (PTB), acaba de encaminhar carta ao ministro da Educação, senador Aloízio Mercadante Oliva, para solicitar a criação do Campus da Universidade Federal do Piauí (UFPI) na capital da Cultura.

Ao justificar a necessidade de criação da Universidade Federal do Sudoeste para o ministro, o prefeito Guilherme destacou que o município de Corrente, com população de 25.000 habitantes, é centro tradicionalmente voltado para a educação há quase um século, quando nele se instalou, em 1920, o Instituto Batista Industrial, hoje Instituto Batista Correntino, que logo se transformaria em polo de atração de estudantes de quatro Estados: Piauí, Bahia, Goiás (hoje Tocantins) e Maranhão.

Jesualdo argumenta ainda que Corrente é sede da administração do Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba, com cerca de 733.000 km2, destinado a proteger as nascentes de mananciais formadores das bacias hidrográficas do Parnaíba, São Francisco e Tocantins, constituindo-se em centro irradiador de ações de preservação dessa região, que apresenta características bastante diferenciadas, uma vez que nela ocorre a transição entre o semiárido, os cerrados e a região amazônica.

Eis a carta que Jesualdo Cavalcanti acaba de encaminhar ao Ministro da Educação, pleiteando a criação do Campus da UFPI (Universidade Federal do Piauí) em Corrente:

"Excelentíssimo Senhor
Senador Aloizio Mercadante
Digníssimo Ministro da Educação
Senhor Ministro,

Cumprimentando cordialmente Vossa Excelência pelo brilhante desempenho à frente desse Ministério, apresso-me em pleitear, na qualidade de prefeito recém-eleito, a implantação de um campus da Universidade Federal do Piauí (UFPI) na cidade de Corrente, no Estado do Piauí, pelos motivos seguintes:

1. Corrente dista de Teresina, a capital, cerca de 846km. O campus da UFPI mais próximo, o de Bom Jesus, localiza-se a 246km;

2. Nosso município, com população de 25.000 habitantes, é centro tradicionalmente voltado para a educação há quase um século, quando nele se instalou, em 1920, o Instituto Batista Industrial, hoje Instituto Batista Correntino, que logo se transformaria em polo de atração de estudantes de quatro Estados: Piauí, Bahia, Goiás (hoje Tocantins) e Maranhão;

3. Por constituir porta de entrada dos cerrados piauienses, onde é praticada a agricultura com a apropriação de alta tecnologia na produção de grãos, também se tornou polo de atração econômica dos Estados vizinhos;

4. Reconhecido como o município com maior produção de gado bovino selecionado do Piauí, concentra, no seu entorno, cerca de 86% do rebanho registrado pela ABCZ no Estado;

5. É sede da administração do Parque Nacional das Nascentes, com cerca de 733.000km², destinado a proteger as nascentes de mananciais formadores das bacias hidrográficas do Parnaíba, São Francisco e Tocantins, constituindo-se em centro irradiador de ações de preservação dessa região, que apresenta características bastante diferenciadas, uma vez que nela ocorre a transição entre o semiárido, os cerrados e a região amazônica.

Por todas essas razões, impõe-se a implantação do referido campus no contexto da política de interiorização do ensino superior tão bem conduzida pelo governo federal, com vistas à inclusão de populações e áreas marginalizadas ao processo de desenvolvimento integrado e sustentável do País.

Vale salientar, outrossim, que, para facilitar a implantação desse empreendimento, por todos os títulos urgente e necessário, colocaremos à disposição do governo federal, sob a forma de doação à Universidade Federal do Piauí, uma área de 10 hectares, situada na zona urbana.

Atenciosamente,

Jesualdo Cavalcanti Barros
Prefeito Eleito de Corrente/PI"

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Assoreamento já ameaça a Lagoa Feia, na região dos cerrados do Piauí


A Lagoa Feia, única ainda perene das chamadas Sete Lagoas, ponto que poderia se tornar um dos cartões postais de Santa Filomena, está sofrendo amplo processo de assoreamento e pede socorro. Deposição de material sedimentar, proveniente das plantações de soja, está resultando no aterramento e já ameaça a misteriosa lagoa.

Esses impactos ambientais, em boa parte deles desconhecidos da opinião pública, vem criando uma série de problemas, proporcional – na realidade, chega a chamar até mais atenção – às belezas locais. Há riachos na região que perderam a sua perenidade, e não mantêm mais todo seu curso d´água vivo ao longo do ano inteiro.

As Sete Lagoas, uma possessão de pequenos lagos naturais, localizada à altitude aproximada de 380 metros, no meio das áreas de plantio, entre os municípios de Santa Filomena e Baixa Grande do Ribeiro, se encontram prestes a sumirem do mapa, literalmente. E lá que nasce o Riozinho, limite natural de Santa Filomena com Baixa Grande do Ribeiro e Ribeiro Gonçalves.

Apenas a maior delas, conhecida por Lagoa Feia, com cerca de 100 metros de largura, quase 1.000 metros de comprimento e profundidade desconhecida, ainda permanece perene. Mesmo assim, vem sofrendo violenta redução no volume d’água e se tornando um verdadeiro pântano. A principal comprovação dessa redução é a marca que aparece nos buritizeiros, onde se vê que o nível já esteve - e não faz muito tempo - mais de metro acima do atual.
 
A principal causa desse assoreamento que está matando as Sete Lagoas pode estar diretamente relacionada à erosão laminar que há anos ocorre nos campos de arroz e soja. Esse processo de degradação, que nada mais é do que a remoção de camadas delgadas de solo sobre toda uma área, é a forma de erosão menos notada, e por isso a mais perigosa.

Em dias de chuva as enxurradas tornam-se barrentas e, grande parte delas, correm em direção à Lagoa Feia. Para que se tenha ideia da situação e do tamanho do problema, a quantidade de água que escorre dos projetos agrícolas é tão grande que até já se formou um canal bem definido, parecendo um grande “rio seco”, tal qual no semiárido nordestino.

 Portanto, o assoreamento nas Sete Lagoas tem conseqüências graves para o meio ambiente, especialmente por ser um fenômeno progressivo que vai aumentando ao longo dos anos, podendo passar despercebido até que seus efeitos se tornem visíveis, como agora.

Sustentabilidade é a palavra do momento quando tratamos de assuntos relacionados com o meio ambiente. Infelizmente, o desmatamento descontrolado na região está a contribuir para o processo erosional, acelerando o aterramento e antecipando a morte das Sete Lagoas.

sábado, 13 de outubro de 2012

Alto Parnaíba (MA): Caema vai parcelar contas de água em até 60 meses

A Caema (Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão) está em intensa campanha de negociação das contas de água em atraso na cidade de Alto Parnaíba, comunidade distante cerca de 1.100 quilômetros de São Luis.

De imediato, a empresa está promovendo uma intensa campanha de negociação das contas de água junto aos consumidores alto-parnaibanos, com parcelamento em até 60 (sessenta) vezes. A inadimplência se deve a uma medida judicial que impediu a Caema de suspender o fornecimento de água na cidade de Alto Parnaíba, perdurando por quase oito anos.

“Desde 2004 até setembro de 2012, portanto há quase oito anos, a Caema ficou proibida de efetuar a suspensão no fornecimento de água em Alto Parnaíba, devido a um impedimento judicial”, disse Alberto Santos, gerente da Caema em Imperatriz.

Ainda segundo o gerente regional Alberto Santos, uma ação efetiva de corte de água somente ocorrerá em caso extremo, e isso a partir de janeiro de 2013. “Não é nosso interesse suspender o fornecimento de água. O que estamos buscando é a negociação”, finalizou.