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quarta-feira, 7 de maio de 2014
domingo, 4 de maio de 2014
Morreu aos 80 anos e não realizou o sonho de ter luz elétrica em sua casa
Imagem: José Bonifácio/GP1
Lúcio Cunha, em 12/09/2009: "Sei que vou morrer e não vejo a luz elétrica chegar aqui. Já cansei de ouvir promessas"
Com a modernidade, são poucos os municípios do Piauí que não têm fornecimento de energia elétrica. Mas na zona rural de Santa Filomena, no próspero cerrado piauiense, ainda existe milhares de moradores que estão à espera dos benefícios do Programa Luz para Todos.
O Programa Luz para Todos, que tem por finalidade atender a população residente no meio rural brasileiro, foi paralisado em setembro de 2012 e até agora só beneficiou 53 famílias no município de Santa Filomena, cuja sede fica a 925 quilômetros de Teresina.
Imagem: José Bonifácio/GP1
Cinco anos depois, o velório de Lúcio Rodrigues, que sonhava com a chegada da luz elétrica, foi na luz de motor diesel
Embora o coordenador do Programa Luz para Todos na Eletrobras Piauí, Erivaldo Oliveira, tenha dito que o programa seria retomado no município a partir do mês de fevereiro de 2014 (http://www.eletrobraspiaui.com/materia.php?id=817), já estamos em maio do último ano de vigência do PLP e, no entanto, continuamos apenas sonhando com o “Luz para Todos”.
O aposentado Lúcio Rodrigues da Cunha, que residia na localidade Campeira, a apenas 12 quilômetros da cidade de Santa Filomena, morreu na última sexta-feira (2), após passar 40 dias internado em Teresina, sem conseguir contar com o conforto da luz elétrica em casa.
Imagem: José Bonifácio/GP1
Corpo de Lúcio Rodrigues da Cunha saindo da Capela de São Frnacisco de Assis em direção ao cemitério da Campeira
Lúcio Rodrigues, que no dia 5 de julho iria completar 80 anos, era um entusiasta pela chegada da eletrificação rural. Mas se dizia desencantado, pois segundo ele afirmava, já tinha ouvido inúmeras promessas, e que em razão disso, não teria mais motivos para acreditar.
Em reportagem que produzimos para o Portal GP1/Blog do José Bonifácio em 12 de setembro de 2009 (População rural ainda continua sonhando com o 'Luz para Todos'), o senhor “Lúcio da Campeira” fez o seguinte desabafo: “Sei que vou morrer e não vejo a luz elétrica chegar aqui. Já cansei de ouvir promessas. Não acredito em mais nada”.
E ele tinha mesmo motivos de sobra para desacreditar em tudo e em todos, pois a sua residência está a pouco mais 2 mil metros da rede de eletrificação, que se estendeu até a comunidade Barreiras, ainda no final dos anos 1990, por meio de financiamento não reembolsável do PCPR/Governo do Estado, via Associação do Brejo das Ovelhas.
Parentes e amigos se despedem de Lúcio Rodrigues da Cunha, que era conhecido na região como "Lúcio da Campeira"
Infelizmente, sua ‘profecia’ veio a se concretizar. Lúcio Rodrigues, que sofria de problemas cardíacos, não resistiu ao AVC (Acidente Vascular Cerebral), também chamado de derrame.
O corpo de Lúcio Rodrigues da Cunha foi velado na noite de ontem, sábado (3), em sua residência e na Capela de São Francisco, que estavam iluminados a luz de motor diesel.
Seu sepultamento ocorreu na manhã deste domingo, 4 de maio, no cemitério da Campeira.
Dezenas de parentes e amigos compareceram ao ato para o adeus a “Lúcio da Campeira”.
Com a modernidade, são poucos os municípios do Piauí que não têm fornecimento de energia elétrica. Mas na zona rural de Santa Filomena, no próspero cerrado piauiense, ainda existe milhares de moradores que estão à espera dos benefícios do Programa Luz para Todos.
O Programa Luz para Todos, que tem por finalidade atender a população residente no meio rural brasileiro, foi paralisado em setembro de 2012 e até agora só beneficiou 53 famílias no município de Santa Filomena, cuja sede fica a 925 quilômetros de Teresina.
Imagem: José Bonifácio/GP1
Embora o coordenador do Programa Luz para Todos na Eletrobras Piauí, Erivaldo Oliveira, tenha dito que o programa seria retomado no município a partir do mês de fevereiro de 2014 (http://www.eletrobraspiaui.com/materia.php?id=817), já estamos em maio do último ano de vigência do PLP e, no entanto, continuamos apenas sonhando com o “Luz para Todos”.
O aposentado Lúcio Rodrigues da Cunha, que residia na localidade Campeira, a apenas 12 quilômetros da cidade de Santa Filomena, morreu na última sexta-feira (2), após passar 40 dias internado em Teresina, sem conseguir contar com o conforto da luz elétrica em casa.
Imagem: José Bonifácio/GP1
Lúcio Rodrigues, que no dia 5 de julho iria completar 80 anos, era um entusiasta pela chegada da eletrificação rural. Mas se dizia desencantado, pois segundo ele afirmava, já tinha ouvido inúmeras promessas, e que em razão disso, não teria mais motivos para acreditar.
Em reportagem que produzimos para o Portal GP1/Blog do José Bonifácio em 12 de setembro de 2009 (População rural ainda continua sonhando com o 'Luz para Todos'), o senhor “Lúcio da Campeira” fez o seguinte desabafo: “Sei que vou morrer e não vejo a luz elétrica chegar aqui. Já cansei de ouvir promessas. Não acredito em mais nada”.
E ele tinha mesmo motivos de sobra para desacreditar em tudo e em todos, pois a sua residência está a pouco mais 2 mil metros da rede de eletrificação, que se estendeu até a comunidade Barreiras, ainda no final dos anos 1990, por meio de financiamento não reembolsável do PCPR/Governo do Estado, via Associação do Brejo das Ovelhas.
Imagem: José Bonifácio/GP1
Infelizmente, sua ‘profecia’ veio a se concretizar. Lúcio Rodrigues, que sofria de problemas cardíacos, não resistiu ao AVC (Acidente Vascular Cerebral), também chamado de derrame.
O corpo de Lúcio Rodrigues da Cunha foi velado na noite de ontem, sábado (3), em sua residência e na Capela de São Francisco, que estavam iluminados a luz de motor diesel.
Seu sepultamento ocorreu na manhã deste domingo, 4 de maio, no cemitério da Campeira.
Dezenas de parentes e amigos compareceram ao ato para o adeus a “Lúcio da Campeira”.
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quinta-feira, 1 de maio de 2014
Emoção marcou o enterro de Zé Paraíba, ex-prefeito de Alto Parnaíba (MA)
Imagem: José Bonifácio/GP1
Alto-parnaibanos, parentes e amigos se despedem de Zé Paraíba, que chegou em Alto Parnaíba no início dos anos 60
A cidade de Alto Parnaíba, no extremo-sul do Maranhão, se despediu de um dos seus filhos adotivos mais ilustres: o ex-prefeito José de Freitas Neto, o popular “Zé Paraíba”.
O prefeito de Alto Parnaíba, Itamar Nunes Vieira, ex-vice-prefeito no primeiro mandato de Zé Paraíba, decretou luto oficial por 3 (três) dias em todo o território municipal.
O sepultamento, ocorrido na manhã desta quinta-feira, 1º de maio de 2014, reuniu amigos, correligionários, familiares e dezenas de pessoas que foram homenagear o líder político.
De sua residência, no Bairro São José, o corpo foi conduzido para a Câmara Municipal, onde os poderes Legislativo e Executivo prestaram a última homenagem a José de Freitas Neto.
Imagem: José Bonifácio/GP1
Da Câmara Municipal, o corpo de Zé Paraíba passou pela Igreja Matriz de N. S. das Vitórias, e foi direto para o Cemitério
Além do prefeito Itamar Nunes Vieira e dos vereadores de Alto Parnaíba, também estiveram se despedindo do velho amigo José de Freitas Neto (Zé Paraíba): o atual prefeito Antonio Carlos Rodrigues Vieira e o ex-prefeito Neto Coelho, de Tasso Fragoso (MA); e os ex-prefeitos José Alvino de Araújo Sousa, de Lizarda (TO), e Quirino Lustosa Avelino, de Santa Filomena (PI), dentre outras personalidades políticas, comerciantes, populares e lideranças comunitárias.
Após a cerimônia, presidida pela presidente da Câmara Municipal de Alto Parnaíba, vereadora Maria do Socorro Rodrigues Vieira, o corpo do ex-prefeito Zé Paraíba seguiu para a Matriz de Nossa Senhora das Vitórias, para celebração da missa de corpo presente.
O corpo do ex-prefeito Zé Paraíba deixou a Igreja Matriz, por volta das 9h20 e se encaminhou para o cemitério público de Alto Parnaíba, na caminhonete de uma funerária local.
Imagem: Carlos Biah
Natural de Sousa (PB), José de Freitas Neto (Zé Paraíba) foi chofer de caminhão, agricultor e prefeito de Alto Parnaíba
Histórico: “Zé Chofé”, como era conhecido desde que chegou à cidade de Alto Parnaíba, no extremo-sul do Maranhão, ao final da década de 1960, foi motorista de caminhão e recebeu apoio nas terras maranhenses dos ex-prefeitos Corintho Rocha e José Soares.
Mas tarde popularizado com o cognome “Zé Paraíba”, ajudou na criação dos bairros São José, Santo Antonio e Santa Cruz, em Alto Parnaíba, onde conseguiu grande amizade.
No inicio da década de 1980, Zé Paraíba foi agricultor no cerrado alto-parnaibano e boa parte da sua produção, na época de arroz, era distribuída para as famílias carentes da cidade de Alto Parnaíba, o que lhe rendeu o titulo de “Pai da Pobreza”. Naqueles anos, a população da passava por uma transição e o município sofria o fenômeno do êxodo rural; o trabalho era escasso e a base de alimentação de muita gente eram as mangas colhidas na “Pontinha”.
Imagem: José Bonifácio/GP1
Na Câmara, a presidente Maria do Socorro Vieira e o prefeito Itamar Nunes Vieira se despediram do amigo Zé Paraíba
Anos depois Zé Paraíba entra na política, se elegendo prefeito em 1989, tendo como vice o atual prefeito Itamar Vieira, contando com o apoio de quase todas as forças políticas de Alto Parnaíba, de sertanejos de todas as regiões do município, de lideranças comunitárias, de setores ligados à Igreja Católica, de vários ex-prefeitos, como Renan Soares, Corintho Rocha, Raimundo Almeida e Gonzaga Lopes, que faziam parte de seu palanque, ajudando a derrotar seu opositor José Ribamar Nogueira, agricultor e vice-prefeito do então prefeito Antonio Rocha Filho, de quem recebera apoio. A eleição foi fácil, obtendo uma vantagem expressiva de votos.
Findando seu mandato e, como na época não havia reeleição, Zé Paraíba resolve apoiar a candidatura do agricultor mato-grossense Adalto Gomes da Silva, que venceu a médica Raimunda de Barros Costa, o dentista Ernani Soares e a líder comunitária Maria Filomena.
Depois da gestão de Adalto Gomes da Silva, Zé Paraíba se elege novamente prefeito de Alto Parnaíba, para seu segundo e último mandato, tendo como vice o dentista Ernani Soares.
Posteriormente, Zé Paraíba foi derrotado por duas vezes em eleições majoritárias.
A cidade de Alto Parnaíba, no extremo-sul do Maranhão, se despediu de um dos seus filhos adotivos mais ilustres: o ex-prefeito José de Freitas Neto, o popular “Zé Paraíba”.
O prefeito de Alto Parnaíba, Itamar Nunes Vieira, ex-vice-prefeito no primeiro mandato de Zé Paraíba, decretou luto oficial por 3 (três) dias em todo o território municipal.
O sepultamento, ocorrido na manhã desta quinta-feira, 1º de maio de 2014, reuniu amigos, correligionários, familiares e dezenas de pessoas que foram homenagear o líder político.
De sua residência, no Bairro São José, o corpo foi conduzido para a Câmara Municipal, onde os poderes Legislativo e Executivo prestaram a última homenagem a José de Freitas Neto.
Imagem: José Bonifácio/GP1
Além do prefeito Itamar Nunes Vieira e dos vereadores de Alto Parnaíba, também estiveram se despedindo do velho amigo José de Freitas Neto (Zé Paraíba): o atual prefeito Antonio Carlos Rodrigues Vieira e o ex-prefeito Neto Coelho, de Tasso Fragoso (MA); e os ex-prefeitos José Alvino de Araújo Sousa, de Lizarda (TO), e Quirino Lustosa Avelino, de Santa Filomena (PI), dentre outras personalidades políticas, comerciantes, populares e lideranças comunitárias.
Após a cerimônia, presidida pela presidente da Câmara Municipal de Alto Parnaíba, vereadora Maria do Socorro Rodrigues Vieira, o corpo do ex-prefeito Zé Paraíba seguiu para a Matriz de Nossa Senhora das Vitórias, para celebração da missa de corpo presente.
O corpo do ex-prefeito Zé Paraíba deixou a Igreja Matriz, por volta das 9h20 e se encaminhou para o cemitério público de Alto Parnaíba, na caminhonete de uma funerária local.
Imagem: Carlos Biah
Histórico: “Zé Chofé”, como era conhecido desde que chegou à cidade de Alto Parnaíba, no extremo-sul do Maranhão, ao final da década de 1960, foi motorista de caminhão e recebeu apoio nas terras maranhenses dos ex-prefeitos Corintho Rocha e José Soares.
Mas tarde popularizado com o cognome “Zé Paraíba”, ajudou na criação dos bairros São José, Santo Antonio e Santa Cruz, em Alto Parnaíba, onde conseguiu grande amizade.
No inicio da década de 1980, Zé Paraíba foi agricultor no cerrado alto-parnaibano e boa parte da sua produção, na época de arroz, era distribuída para as famílias carentes da cidade de Alto Parnaíba, o que lhe rendeu o titulo de “Pai da Pobreza”. Naqueles anos, a população da passava por uma transição e o município sofria o fenômeno do êxodo rural; o trabalho era escasso e a base de alimentação de muita gente eram as mangas colhidas na “Pontinha”.
Imagem: José Bonifácio/GP1
Anos depois Zé Paraíba entra na política, se elegendo prefeito em 1989, tendo como vice o atual prefeito Itamar Vieira, contando com o apoio de quase todas as forças políticas de Alto Parnaíba, de sertanejos de todas as regiões do município, de lideranças comunitárias, de setores ligados à Igreja Católica, de vários ex-prefeitos, como Renan Soares, Corintho Rocha, Raimundo Almeida e Gonzaga Lopes, que faziam parte de seu palanque, ajudando a derrotar seu opositor José Ribamar Nogueira, agricultor e vice-prefeito do então prefeito Antonio Rocha Filho, de quem recebera apoio. A eleição foi fácil, obtendo uma vantagem expressiva de votos.
Findando seu mandato e, como na época não havia reeleição, Zé Paraíba resolve apoiar a candidatura do agricultor mato-grossense Adalto Gomes da Silva, que venceu a médica Raimunda de Barros Costa, o dentista Ernani Soares e a líder comunitária Maria Filomena.
Depois da gestão de Adalto Gomes da Silva, Zé Paraíba se elege novamente prefeito de Alto Parnaíba, para seu segundo e último mandato, tendo como vice o dentista Ernani Soares.
Posteriormente, Zé Paraíba foi derrotado por duas vezes em eleições majoritárias.
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