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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Santa Filomena terá 100 unidades habitacionais do MCMV via associação de Brasília

Habitações do MINHA CASA, MINHA VIDA serão construídas no antigo aeroporto de Santa Filomena


Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, será contemplada com 100 unidades habitacionais, na modalidade do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV).

As novas residências farão parte do Residencial cujo nome será escolhido por meio de consulta popular. Com isso, cerca de 400 pessoas serão beneficiadas com as novas moradias, com investimento da ordem de R$ 5,2 milhões (R$ 52 mil por unidade), segundo o prefeito de Santa Filomena, médico Carlos Braga (PP).

O conjunto habitacional será construído à margem da BR-235/PI, entre os Brejos das Éguas e das Ovelhas, no antigo Aeroporto.

Cópia do "Termo de Doação do Imóvel", votado e aprovado pela Câmara de Vereadores de Santa Filomena
Só poderá se candidatar quem tem renda familiar de até R$ 1.800,00. A seleção deve priorizar mulheres chefes de família, portadores de necessidades especiais, idosos e pessoas consideradas em situação vulnerável, como moradores de áreas de risco (casas em cima ou nas encostas dos morros, por exemplo).

Associação privada lá de Brasília? - O que nos causa estranheza é a modalidade do Ministério das Cidades, fazendo parceria com uma entidade de um bairro de Brasília, a ASSOCIAÇÃO PRÓ-MELHORAMENTO DOS MORADORES DA QR 204 SAMAMBAIA NORTE, no Distrito Federal, inscrita no CNPJ sob o nº 08.069.029/0001-31. Por que não de Santa Filomena?

Sobre essa esquisita relação, entramos em contato com o prefeito, Dr. Carlos Braga, que, pelo WhatsApp, respondeu o seguinte: “A aquisição das casas populares junto ao Ministério das Cidades será através desta instituição. No Piauí serão construídas, nesta modalidade, em torno de 6 mil casas”, explicou o gestor municipal.

Cópia do CNPJ da Associação Pró-Melhoramento dos Moradores da Quadra 204, em Samambaia Norte


E acrescentou: “Se no prazo estabelecido em contrato, as casas não forem construídas, os terrenos voltarão, automaticamente, à municipalidade. O valor de cada unidade será de aproximadamente 52 mil reais, e poderemos chegar a 200 moradias. Pretendemos construir também, lá no novo residencial, uma Escola Agrícola”.

Quanto à contratação via Associação de Samambaia, no Distrito Federal, o prefeito alega que os recursos foram conseguidos para outros municípios, através de ONGs. "Como esses municípios não conseguiram documentar as áreas para a construção das casas, então nós fomos beneficiados”, pontuou o prefeito Carlos Braga.

Garantia de que não vai cobrar taxas? – Conforme denunciou o Fantástico, no programa exibido em 30 novembro de 2011, entidades cadastradas pelo Governo Federal estariam cobrando “taxas” para incluir pessoas no Programa, que financia moradias populares para famílias de baixa renda.

Samambaia Norte, no Distrito Federal, onde fica a associação que irá cadastrar os benenficiários do MCMV
De acordo com a reportagem, as fraudes acontecem por meio de um modo específico, em que associações são habilitadas como parceiras. Na parceria, as ONGs são a parte menor do Programa.

Ou seja; os compradores negociam os imóveis com as construtoras, e o Governo paga parte da dívida. Com autorização do governo, as ONGs (Associações e Cooperativas) selecionam as famílias, elaboram os projetos e, em alguns casos, executam as obras.

As fraudes, em geral, consistem em informar renda inferior e omitir ou acrescentar dados sobre o candidato para que ele se encaixe no perfil do programa e facilite sua inscrição. Acreditamos que o Programa Minha Casa, Minha Vida em Santa Filomena não vai sofrer esse tipo de problema. Mas é bom ficarmos em sinal de alerta.
 

domingo, 5 de janeiro de 2014

Municípios devem assinar 'Termo de Adesão' ao Minha Casa, Minha Vida

Imagem: Reprodução1(Imagem:Reprodução)Termo de Adesão ao Programa Minha Casa, Minha Vida exige dos Municípios a desoneração de tributos, como o ISSQN

Desde abril de 2013 é obrigatória a assinatura do Termo de Adesão - pelas Prefeituras - ao Programa Minha Casa, Minha Vida, no qual se comprometem a promover ações facilitadoras e redutoras dos custos de produção dos imóveis, apresentando propostas legislativas (portanto, aprovadas nas Câmaras), quando for o caso, que disponham sobre a desoneração de tributos de sua competência, conforme a Portaria 168/2013, de 12 de abril de 2013, do Ministério das Cidades (Cláusula Segunda, II, e), que regulamenta a obrigatoriedade da assinatura.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta que o ente que assinar o termo deve cumprir as competências relacionadas à execução das obras contratadas pelo Programa.


Imagem: Divulgação2(Imagem:Divulgação)
2(Imagem:1)Minuta da PORTARIA Nº 168, do Ministério das Cidades, que dispõe sobre as competências dos Municípios no PMCMV

O prefeito precisa avaliar se o Município pode cumprir as competências, desde a manutenção do cadastro habitacional municipal, passando pela isenção de impostos municipais (ISSQN e ITBI), à instituição do Grupo de Análise de Empreendimentos, com representação das áreas de Habitação, Assistência Social, Educação, Saúde, Planejamento e Transporte.

Esse grupo será o responsável pela elaboração do Relatório de Diagnóstico de Demanda por Equipamentos e Serviços Públicos e Urbanos.


Após a avaliação do cumprimento da viabilidade das exigências, os Municípios que assinarem o Termo de Adesão deverão imprimir o documento em duas vias, assinar a última página do termo e rubricar as demais. Ainda de acordo com a CNM, não é preciso datar o documento.

Imagem: Divulgação1(Imagem:Divulgação)
2(Imagem:1)
2(Imagem:1)Minuta do TERMO DE ADESÃO, assinado pela União (Ministro das Cidades), Município (Prefeito) e mais 02 testemunhas

Duas testemunhas devem assinar o termo, colocar o nome e o Cadastro de Pessoas Física (CPF) na última página e rubricar as demais. Após esta etapa, é só encaminhar as vias pelos Correios. Somente depois da assinatura do ministro das Cidades, o Termo de Adesão será datado e publicado no Diário Oficial da União (DOU), com 01 via retornando à Prefeitura.

Entretanto, os Municípios com população até 50 mil habitantes interessados em participar do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV/Empresas/FAR) teriam que assinar o Termo de Adesão disponível no sítio do Ministério das Cidades e depois apresentar suas propostas à Caixa Econômica Federal (CEF) ou ao Banco do Brasil, até o dia 31 de dezembro de 2013.

Quem não apresentou proposta, como é o caso de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí (LEIA MAIS: www.gp1.com.br/blogs/santa-filomena-pode-ficar-de-fora-do-programa-minha-casa-minha-vida-331417.html), pode ficar de fora do Minha Casa, Minha Vida.