sábado, 9 de dezembro de 2017

Deputado Marcelo Castro consegue R$ 470 mil para construção do CRAS de Santa Filomena

Deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), autor de emenda de R$ 470 mil, destinada à cidade de Santa Filomena


O município de Santa Filomena (PI) foi contemplado com recursos da ordem de R$ 470 mil para a construção da sede do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social).

Conforme postou o vereador Fernando Brito Lustosa, no Facebook, a conquista se deve aos esforços do vice-prefeito Almerico Lustosa de Alencar (PMDB) e dele próprio, presidente da Câmara de Santa Filomena, vereador Fernando de Lêda (PMDB).

A informação também foi divulgada no WhatsApp pelo vice-prefeito Almérico Alencar: Segundo ele, Marcelo Castro conseguiu empenhar junto o ministro Osmar Terra, do MDS (Ministério do Desenvolvimento Social), a importância de R$ 470.000,00 (Quatrocentos e Setenta Mil Reais), destinados à construção da sede do CRAS.

De acordo com a NOTA DE EMPENHO, emitida pelo Tesouro Nacional em 07/12/2017, os R$ 470 mil se destinam à Rede de Serviços de Proteção Social Básica.

Vice-prefeito Almérico Alencar e vereador Fernando de Lêda, do PMDB, autores da solicitação dos recursos
Os recursos foram adquiridos através de Emenda Parlamentar do Deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), que prontamente atendeu ao pedido do vereador e do vice-prefeito.

De acordo com o edil Fernando de Lêda, essas são as principais funções do CRAS:

Ofertar o serviço PAIF (Proteção e Atendimento Integral a Famílias) e outros serviços, além de programas e projetos sócio-assistenciais de proteção social básica, para as famílias, seus membros e/ou indivíduos em visível situação de vulnerabilidade social;

Articular e fortalecer a rede de Proteção Social Básica no município de Santa Filomena;

E prevenir situações de risco em todo o município de Santa Filomena, fortalecendo vínculos familiares e comunitários, garantindo, assim, direitos individuais e/ou coletivos.

Ofício do vereador e do vice-prefeito, datado de 14/06/2017, e empenho SIAFI:

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

FPM extra de R$ 287 mil será depositado na conta da Prefeitura de Santa Filomena

Com repasse líquido já de R$ 12,5 milhões, PMSF receberá R$ 142 mil de AFM e R$ 287 mil de FPM Extra


Neste dia 7 de dezembro será creditado o 1% adicional do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Conquista dos prefeitos, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) estima que o valor será de R$ 4,022 bilhões.

A entidade destaca que o montante pode contribuir para amenizar a situação financeira dos Entes locais no final deste ano. A previsão da entidade é feita com base em informações divulgadas pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), por meio do Relatório de Avaliação Fiscal e Cumprimento de Meta.

O repasse extra de 1% é fruto de uma luta intensa da CNM e do movimento municipalista. O repasse é fruto de uma intensa luta da Confederação Nacional de Municípios (CNM) e do movimento municipalista e culminou com a aprovação das Emendas Constitucionais 55/2007 e 84/2014. Essas medidas alteraram o artigo 159 da Constituição Federal e elevaram, gradativamente, os recursos repassados pela União para o Fundo (FPM).

Prefeitura recebe nesta quinta-feira (07) o FPM Extra de R$ 287.164,72 já descontada a dedução do Fundeb
Entenda o FPM Extra - Os Municípios recebem todos os anos nos meses de julho e dezembro 1% da arrecadação de Imposto de Renda (IR) e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) referente aos 12 meses anteriores ao mês do repasse. A entidade explica que o FPM é composto de 22,5% da arrecadação desses tributos repassados a cada decêndio e distribuídos de forma proporcional de acordo com uma tabela de faixas populacionais.

Cabe destacar que, de acordo com a redação da emenda constitucional 55/2007, o 1% adicional do FPM não incide retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Por se tratar de uma transferência constitucional, o gestor deve incorporar à Receita Corrente Líquida (RCL) do Município e aplicar os limites mínimos em Saúde (15%) e Educação (25%).

A entidade alerta, no entanto, que esses valores são previsões que visam a nortear os gestores em seu planejamento e incorrem em uma margem de erro amostral. Destaca-se que as estimativas podem variar de acordo com a evolução da atividade econômica futura, onde se dará a arrecadação dos impostos que compõem o FPM (Fundo de Participação dos Municípios).

Repasse extra do FPM em dezembro se destina ao complemento do pagamento do 13º salário dos servidores
Santa Filomena irá receber R$ 287.164,72 (Duzentos e Oitenta e Sete Mil, Cento e Sessenta e Quatro Reais e Setenta e Dois Centavos), quantia que também receberão Barreiras do Piauí e Ribeiro Gonçalves, de coeficiente 0,6. Gilbués, Monte Alegre e Baixa Grande do Ribeiro terão R$ 382.886,29. 

Bom Jesus e Corrente, de coeficiente 1.4, deverão receber R$ 670.051,01.

O município de Alto Parnaíba, no vizinho estado do Maranhão, de coeficiente FPM 0.8, terá direito a R$ 400.109,80. Já Tasso Fragoso, de coeficiente 0.6, receberá de FPM Extra do Governo Federal a quantia de R$ 300.082,35.

Confira aqui a tabela com os valores por Município e o total por Estado.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Lembra do escândalo das ‘papeletas amarelas’ no Flamengo? Sabe quem o denunciou?

O escândalo denunciado por Antonio Nogueira ganhou projeção nacional e foi destaque no jornal O Globo


O escândalo das Papeletas Amarelas ocorreu devido a um conflito político interno no Clube de Regatas do Flamengo, que na época fez ficar evidente que o clube destinava parte de suas receitas para a compra de árbitros e adversários. As provas (notas fiscais de cor amarela) da picaretagem surgiram em 1986, mas o esquema em si ninguém sabe quando começou.

O escândalo ocorreu durante a administração do presidente George Helal, com valores que podem ter chegado a Cz$ 4.000.000,00 (Quatro Milhões de Cruzados), quantia igual gasta na época pela equipe rubro-negra na negociação atacante Kita. Após as denúncias, o Conselho Deliberativo do Flamengo queria saber onde tinham sido gastos os 300 mil cruzados depositados na conta do vice presidente de esportes amadores, Leo Rabelo.

Antonio Nogueira Neto, jornalista piauiense radicado no Rio há 40 anos, foi quem denunciou o Escândalo

Duas versões surgiram na época: a do vice presidente Leo Rabelo, que garantiu que o dinheiro fora usado para pagamentos a atletas amadores e profissionais, mas não apresentou recibos provando o que dissera em sua defesa. Helal, que numa reunião com dirigentes do Flamengo, reafirmou que o dinheiro fora entregue ao diretor de árbitros da Federação, Paulo Antunes, resolveu dar um ponto final ao caso: "Os 300,00 mil cruzados foram distribuídos como doping positivo para incentivar os clubes pequenos contra nossos rivais", afirmou. Foi uma saída do esperto dirigente flamenguista.

Como subornador de árbitros, Helal seria incurso no artigo 288 no Código Brasileiro Disciplinar de Futebol e seria eliminado do esporte. Como aplicador de "doping positivo", passaria para o 289, com pena de 90 a 360 dias.

A revista Placar de 13/10/1986 também repercutiu o tema, através do saudoso jornalista Marcelo Rezende
À expressão "notas fiscais", utilizada em sentido figurado, cabe uma explicação: o conteúdo das papeletas amarelas era mais semelhante ao dos famosos "caderninhos", encontrados nas casas dos traficantes de drogas quando são presos, visto que possibilitam um mínimo de controle contábil.

Sabe quem denunciou o Escândalo? - O que muita gente não sabe - eu também não sabia - é que quem primeiro denunciou foi Antonio Nogueira Neto, natural de Santa Filomena (PI), residente na cidade do Rio de Janeiro desde 1976, à época no Jornal dos Sports, que deixou de circular em 2012.

O bom jornalista Antonio Nogueira Neto "rala" muito, mas tem tempo de se divertir na Cidade Maravilhosa
“O caso mais emblemático de corrupção no futebol do Flamengo, as ‘papeletas amarelas’, fui eu quem descobriu e denunciou. E deu no que deu”, conta Nogueira, acrescentando que a diretoria do rubro-negro carioca retirava dinheiro através das papeletas amarelas (Caixa 2) para custear arbitragem.

“A denúncia veio a mim, através do presidente do Conselho Deliberativo, senhor Orlando de Souza Barros, sobre a diferença no caixa do Clube. O presidente do Flamengo era George Helal. Comecei a investigar os responsáveis e a mecânica do caso, até chegar à completa apuração. Foi o maior escândalo da história do Flamengo. O Jornal dos Sports deu muito destaque ao caso ”, relembra o jornalista piauiense Antonio Nogueira Neto.

Jornalista Antonio Nogueira (Jornal dos Sports) com Washinton Rodrigues, o Apolinho (Super Rádio Tupi)
Burrice dos Cartolas - De acordo com o flamenguista Antonio Nogueira, foi uma tremenda burrice dos dirigentes da época, pois o dinheiro nunca chegou aos destinatários que, segundo se comentava, seriam os árbitros (juízes).

“A coisa era mais ou menos assim: o dinheiro saia do caixa do Flamengo destinado ao pagamento de despesas. Se o jogo transcorresse normal, tudo bem! Porém, se o árbitro errasse e o Flamengo perdesse, era uma enxurrada de críticas, mas o dinheiro não retornava para os cofres do clube”, diz.

Ainda conforme Antonio Nogueira Neto, a contabilidade do Flamengo funcionava com dois tipos de papéis para as despesas: as ordinárias eram na cor azul; já nas despesas extraordinárias os recibos (Caixa 2) eram em papéis na cor amarela. Daí terem sido apelidadas de “papeletas amarelas”.

Francisco Horta, ex-presidente do Flu, entregando o troféu Bola de Ouro 87 ao jornalista Antonio Nogueira

“Eu recebi a denúncia muito antes do julgamento do Conselho Deliberativo; um mês antes do assunto ir a plenário, o presidente do órgão me revelou em off. Fui investigar e, após obter todos os detalhes, voltei a procurá-lo para dizer que iria publicar a matéria no Jornal dos Sports. E assim o fiz”, disse.

E conclui: “Um dos maiores embaraços da Justiça está justamente na presença dos chamados ‘laranjas’. Muitas vezes o crime por corrupção não é punido por essas e outras causas, pois a figura do laranja se apresenta”.

Em síntese, o Escândalo das Papeletas Amarelas foi um episódio, nunca devidamente esclarecido, de suposto suborno do Flamengo aos árbitros do Campeonato Carioca, durante a década de 80. Os recibos do suborno, investigados por Antonio Nogueira, eram de cor amarela, por isso o nome.

Antonio Nogueira (centro) com Elso Venâncio, Carlos Eugênio Lopes, Francisco Horta e Pierry Carvalho

BOLA DE OURO - O jornalista filomenense Antonio Nogueira Neto, por essa e outras reportagens esportivas, chegou a ganhar três vezes o prêmio Bola de Ouro, tradicional evento criado nos anos 70, pelo falecido jornalista José Jorge, que homenageava os destaques do ano em rádio, jornal e televisão.

Nas imagens acima, Antonio Nogueira aparece recebendo o prêmio BOLA DE OURO 1987, ao lado dos jornalistas Elso Venâncio e Pierry Carvalho, da Rádio Globo, e Washington Rodrigues, o Apolinho, da Super Rádio Tupi. Em 1987, Nogueira recebeu o troféu de Francisco Horta, cartola do Fluminense.

O Bola de Ouro era considerado o “Oscar da Comunicação Esportiva”.