sábado, 9 de julho de 2011

Mesmo sem emendas de parlamentares, Santa Filomena realiza o 14º Festival de Folguedos



Público comparece à primeira noite do XIV Encontro
de Folguedos da cidade de Santa Filomena (PI)
Diferente de alguns outros sortudos municípios piauienses, para os quais o Ministério do Turismo destinou recursos para a realização de festas juninas com emendas de deputados e senadores, segundo divulgou o site “Congresso em Foco”, a Prefeitura de Santa Filomena começou ontem, sexta-feira (8), e termina amanhã, domingo (10), o seu 14º Encontro de Folguedos.


A equipe da Prefeitura, liderada pelo secretário de educação Pedro Eimard Maia de Sousa e amparada pelo prefeito Esdras Avelino Filho (PTB), elaborou a programação do “arraiá” junino que teve início na noite passada, por volta das 20h30, e promete ser o melhor dos últimos anos. Durante três dias teremos apresentações artísticas, quadrilhas adultas e mirins, danças características da data e casamento caipira, além de comidas típicas nas diversas barracas.

Grupo de Capoeira do professor "Fumaça", com
seus 30 integrantes, entoando o Hino do Piauí
O Governo Municipal, por meio da Secretaria de Educação e demais departamentos responsáveis, projetou um alegre programa que animará a população, já que todas as escolas  municipais estarão presentes, inclusive da zona rural, como a da Comunidade Santa Fé. Também estão participando as escolas estaduais Delfina Sobreira Queiroz e Professor Lourenço Filho, com alunos e servidores dispostos a animar, dançar e, enfim, proporcionar motivação para a alegria durante toda a festa junina.

No primeiro dia, tivemos as seguintes apresentações: abertura oficial, com execução do Hino Nacional em vídeo legendado; entoação do Hino do Piauí, apresentado pelos trinta integrantes do grupo de capoeiragem do professor Fumaça, como parte do “Projeto Capoeira na Escola”; quadrilha mirim e dança da cadeirinha (Creche Pequeno Príncipe); dança do cangaço e dança reciclô (Escola Primavera); dança de roda (Escola Tia Edinha); e literatura de cordel (Escola Delfina Sobreira Queiroz).


Peça "Dança da Cadeirinha", apresentada por
alunos da Creche Escola Pequeno Príncipe
Para hoje, sábado (9), estão previstas as seguintes atrações: dança da peneira (Escola Tia Edinha); desfile de casais caipiras (Escolas Pequeno Príncipe, Primavera, Tia Edinha, Santa Fé, Delfina Queiroz e Lourenço Filho); Monólogo - Racismo (Escola Lourenço Filho); Beyoncê – Run The World (Escola Primavera); Reisado (Escola Delfina Queiroz); Peça Teatral – Condutor de Ancião (Escola Tia Edinha); Quadrilha Amigos da Escola (Escola Lourenço Filho); e Concurso Casamento Caipira (Escolas Delfina Queiroz e Lourenço Filho).

Maria dos Remédios de Carvalho interpretando
versos da verdadeira Literatura de Cordel
Na última noite (domingo), três sanfoneiros mirins estarão se exibindo (homenagem aos 60 anos do Forró), representando a Escola Municipal Primavera. 

Em seguida, o público irá delirar com o concurso de sanfoneiros adultos, apresentados por ordem de sorteio, defendendo as cores das escolas Pequeno Príncipe, Primavera, Santa Fé e Delfina Queiroz.
Se você pensa que pára por aí, calma! Tem ainda a Quadrilha Multi Ritmos, do colégio Primavera; a Quadrilha do Grupo de Capoeira e, para completar a dose, o distraído concurso de “Forró Universitário”, com concorrentes das escolas Delfina Queiroz, Lourenço Filho, Tia Edinha, Santa Fé, Primavera e Pequeno Príncipe.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Corregedor-geral do MA fará inspeções nas comarcas de Alto Parnaíba e Tasso Fragoso

Desembargador Antonio Guerreiro Júnior,
Corregedor-Chefe da Justiça do Maranhão
O corregedor-geral da Justiça do Maranhão, desembargador Antonio Guerreiro Júnior, iniciou ontem, quinta-feira (7), inspeção a nove comarcas do estado, em roteiro que abrange vistoria de fóruns e obras, sobretudo na região Sul.


Presidente Dutra foi o ponto inicial da viagem, passando por São Francisco do Maranhão, Barão de Grajaú, Loreto, Balsas e Tasso Fragoso, se estendendo até Alto Parnaíba, distante 1.022 km de São Luís, com retorno pelas cidades de Carolina e Imperatriz.

Guerreiro Júnior retorna ao Sul do Estado pela quarta vez em 2011. Em abril, fiscalizou as serventias extrajudiciais do 3º e do 4º Ofício de Imperatriz e percorreu o Fórum Ministro Henrique de La Roque com juízes da segunda maior comarca do estado. Em maio, acompanhou ações do projeto “Pauta Zero”, da Corregedoria, na 1ª Vara de Balsas. 

Será a terceira vistoria a comarcas do corregedor e assessores no ano. Ele concluiu em abril e maio inspeção por via rodoviária a 54 unidades judiciárias, quando acrescentou à rotina de fiscalização verificar a qualidade dos serviços executados por serventias extrajudiciais com intervenção determinada durante sua gestão. Serventias judiciais e extrajudiciais também foram visitadas pelo Corregedor-Geral de Justiça do Maranhão.

Desembargador Guerreiro Júnior em recente inspeção
às obras do novo Fórum da Comarca de Alto Parnaíba
Checar as condições as condições do Fórum de Carolina para receber o “Pauta Zero”, é uma das prioridades da nova inspeção. Os 20 juízes que atuam no projeto irão analisar e despachar o acervo da 1ª Vara da Comarca, de 18 a 22 de julho, estimado em mais de 5.000 processos.


No pleno administrativo do Tribunal de Justiça da última quarta-feira (6), os desembargadores Stélio Muniz, José Joaquim Figueiredo e José Luiz Oliveira de Almeida reconheceram a qualidade do trabalho de Guerreiro Júnior. Corregedor no biênio 2004-2005, quando empreendeu série extensa de viagens de trabalho, Muniz enfatizou a disposição do atual corregedor em ir a todas as comarcas.


O desembargador Jamil Gedeon mencionou ações da presidência do TJMA e da Corregedoria voltadas a valorizar a magistratura de 1º grau. Antonio Guerreiro Júnior ressaltou os avanços significativos na gestão do presidente – a exemplo da construção e reforma de fóruns no interior do Maranhão – e pediu pressa na conclusão de obras iniciadas.
Fonte: Assessoria de Comunicação/CGJ

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Achados os túmulos do Barão de Santa Filomena e de outros parentes do Marquês de Paranaguá


Historiador descobre túmulos da Família Lustosa
Nogueira sepultados no município de Parnaguá (PI)
O professor e historiador Edilson de Araújo Nogueira fez uma grande descoberta. Ele encontrou na zona rural do município de Parnaguá (a 800 km de Teresina) o local dos escombros, uma igreja onde estão sepultados os membros da família Lustosa Nogueira, cujo integrante mais conhecido é João Lustosa da Cunha Paranaguá, o Marquês de Paranaguá.


Após as escavações, foram encontradas as lápides, com os epitáfios e diversos objetos da antiga igreja. O trabalho foi todo registrado no livro “Mocambo – Berço dos Nobres”, que será lançado no próximo dia 17 de julho, domingo.

Primeiro foram encontradas as duas pedras do
altar e, em seguida, as lápides do familiares
“Eu estava em um comércio na cidade de Corrente quando chegou uma senhora de 89 anos, conhecida como Rita Buraco, chegou contando uma história de que antigamente havia duas festas na fazenda Mocambo em louvor a Nossa Senhora do Rosário: a dos negros e a dos brancos”.
E continuou: “Os negros só poderiam entrar na igreja à tarde e os brancos, pela manhã. Mas os negros não poderiam ir além da metade da igreja onde estavam as pedras brancas com escrita em latim que registravam onde estavam enterrados os brancos”, descreve o advogado e historiador Edilson Nogueira.
Depois de descobrir o local onde está situada a antiga fazenda, com um dos descendentes da família, o fazendeiro Bismarque Lustosa Nogueira, Edilson Nogueira iniciou as escavações. Primeiro ele encontrou as duas pedras do altar e, em seguida, cobertas por 1,4m de barro, as lápides dos familiares do Marquês de Paranaguá. 

A Igreja original caiu em 1919 e foi reconstruída
em 1939. Agora em 2011, vai virar Museu

Estavam lá as lápides do capitão-mor José da Cunha Lustoza (1697-1765) e D. Helena Camargo de Souza Lustoza (1721-1780), bisavós do Marquês de Paranaguá, e de seus irmãos e suas cunhadas: o tenente coronel José da Cunha Lustoza (1765-1827) e D. Ignácia Antônia dos Reis Lustoza (1788-1860); e o Barão do Parahim José da Cunha Lustoza (1813-1888) e Ignácia da Conceição Nogueira (1850-1884); e do tenente-coronel José Lustosa da Cunha, primeiro e único Barão de Santa Filomena.


A igreja original desabou em 1919, sendo reconstruída em um outro lugar em 1930, por um neto do Barão de Parahim. Na área onde foi realizada a escavação e construída uma nova capela, em formato semelhante ao da Igreja de Oeiras, que segundo informa o também professor Edilson Nogueira, era similar à que caiu. Esse novo imóvel, terminado agora em 2011, está se transformando no Museu Capela da Sesmaria do Mocambo.
Fonte: genealogialustosa.blogspot.com