sexta-feira, 29 de março de 2019

Moradores do Povoado Matas reclamam das constantes faltas de energia elétrica


As centenas de moradores do Povoado Matas, distante 40 quilômetros da cidade de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, estão revoltadas com os péssimos serviços prestados pela CEPISA EQUATORIAL ENERGIA. Em função da humilhante situação, que vem causando transtornos e sofrimentos, resolveram interditar, na manhã da última quinta-feira (28), o principal acesso entre a comunidade e a BR-235/PI (estrada Gilbués/Santa Filomena).

Utilizando cartaz, pedras e pedaços de madeira, eles protestaram contra as recorrentes quedas no fornecimento de energia elétrica, total ou parcial (apenas uma fase) e períodos de até 44 horas sem luz, como ocorreu nos últimos dias, de terça-feira (26) a quinta-feira (28). “Acho que eles estão levando o caso é na brincadeira. Teve uns moradores daqui das Matas que passaram 16 dias com a luz só o risco. Nesta semana, faltou energia das 20h30 de terça até as 16h00 de quinta”, reclama Cristiane Carvalho.

Os consumidores das Matas relatam ainda que estão sendo muito prejudicados, pois além da perda de alimentos perecíveis, falta água nas residências e até na Escola Municipal Padre João. De acordo com os reclamantes, as insistentes quedas de energia são causadas principalmente pela falta de manutenção no ramal que vai da Serra do Riachão ao Povoado Matas, numa extensão de 18 quilômetros, a qual passa por áreas acidentadas e de vegetação densa. Com isso, galhos grandes das árvores atingem a rede elétrica e causam curto-circuito, rompendo o fornecimento de energia.

Prazo para restabelecimento da energia - Por norma, a falta de luz deve ser restabelecida em até 3 horas em área urbana e em até 6 horas em área rural (Povoado Matas). Caso isso não aconteça, o consumidor tem direito de ser compensado com crédito na conta até dois meses depois do incidente. Para ter controle do tempo exato que ficou sem energia elétrica, deve-se registrar cada período de interrupção no fornecimento. O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON) orienta que o consumidor ligue para a concessionária assim que acabar a luz e anote datas e horários de desligamento e de retorno da eletricidade, lembrando sempre de exigir o protocolo de atendimento. No caso da CEPISA, ligue 0800 086 0800.




OUTRO LADO - Segundo a porta-voz da CEPISA EQUATORIAL ENERGIA, senhora Mariana Araújo, a empresa está trabalhando para resolver o problema das Matas em definitivo. “A informação que tenho é que a energia foi regularizada. No mais, estão sendo feitas vistorias diárias na rede para substituição de equipamentos. E em abril o problema será resolvido de forma definitiva, conforme informações da gerência de serviços de rede e manutenção, em Bom Jesus. O pessoal já está trabalhando em toda a rede, de Gilbués a Santa Filomena. Santa Filomena é prioridade”, informou.

Antes de ser procurada pela reportagem do BJB para falar sobre a manifestação de moradores do Povoado Matas, a relações públicas da Cepisa Equatorial Energia já havia se manifestado - e nos mesmos termos - sobre o assunto em questão, através de áudio enviado na tarde de sexta-feira (29), em resposta à reclamação que havíamos feito no dia anterior.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Empresa do Paraná é quem vai construir a ponte Santa Filomena/Alto Parnaíba



A Construtora ARTELESTE, de São José dos Pinhais (PR), foi escolhida para construír a ponte de Santa Filomena
Conforme publicação no DOU - Diário Oficial da União, edição da última terça-feira, 26 de março de 2019, a Comissão de Licitação do DNIT/PI decidiu no último dia 19 (terça-feira) adjudicar e habilitar a licitante ARTELESTE CONSTRUÇÕES LTDA, CNPJ 75.911.438/0001-20, sediada em São José dos Pinhais (PR), para a implantação de OAE (Obras de Arte Especiais), pavimentação e seus acessos à BR-235/PI, Divisa PI/MA: a ponte sobre o Rio Parnaíba, entre as cidades de Santa Filomena (PI) e Alto Parnaíba (MA).

Antes, porém, a comissão analisou o recurso administrativo interposto pela CONSTRUTORA LUIZ COSTA LTDA (segunda colocada na fase de lances, com proposta de R$ 26.118.243,42), para, no mérito, negar-lhe provimento, mantendo a habilitação da ARTELESTE CONSTRUÇÕES LTDA, no RDC Eletrônico (Regime Diferenciado de Contratação) nº 456/2018-18.

Ata da reunião da Comissão de Licitação do DNIT/PI, presidida pelo superintendente José Ribamar Bastos

O CONSÓRCIO ARTELESTE MAVILLIS apresentou em 17 de janeiro de 2019 o preço global de R$ 26.671.680,80 (Vinte e Seis Milhões, Seiscentos e Setenta e Um Mil, Seiscentos e Oitenta Reais e Oitenta Centavos) para a execução em 730 dias (24 meses) consecutivos, obedecendo aos seguintes critérios de pagamento: Mobilização e Desmobilização - R$ 337.481,33 (1,265%); Instalação e Manutenção de Canteiro de Obras e Acampamento - R$ 839.088,41 (3,146%); Terraplenagem - R$ 964.545,83 (3,614%); Drenagem - R$ 1.129.228,22 (4,234%); Pavimentação - R$ 3.142.521,19 (11,784%); Obras de Arte Especiais - R$ 19.376.728,94 (72,651%); Sinalização - R$ 172.449,92 (0,647%); Obras Complementares - R$ 194.673,13 (0,730%); e Proteção Ambiental - R$ 514.963,83 (1,930%).

Aviso de Adjudicação/Homologação da Licitação, publicada no DOU (26/03/2019), no valor de R$ 26.671.680,80
ARTELESTE CONSTRUÇÕES A empresa foi fundada em 1981, pelos sócios Carlos Pedro Macho Fischer e Túlio Gabriel Beltrão Carvalho, começando com obras na Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), depois expandido seus serviços para obras de arte especiais, contenções e obras pesadas em geral.

Pesquisando na web conseguimos identificar pelo menos duas grandes Obras de Arte Especial (OAE) construídas pela ARTELESTE: uma é a ponte sobre o Rio Madeira, em Abunã (RO), ligando Rondônia ao Acre, visando conectá-lo à malha viária nacional. A obra deverá ser finalizada em agosto de 2019.

Ponte no Rio Madeira, em Abunã (RO), entre Rondônia e Acre, que está sendo construída pela ARTELESTE
Ponte sobre o Rio Tacutu, em Roraima, onde a logística é muito difícil, também construída pela ARTELESTE
Outra importante obra construída pela ARTELESTE é a ponte sobre Rio Tacutu (RR), em plena floresta amazônica, onde a logística era muito difícil.

Concluído o processo licitatório, só nos resta pedir a Deus que os recursos sejam empenhados pelo Governo Bolsonaro, seguindo o cronograma de desembolso. Agora, mais do que nunca, depois de tantas etapas vencidas, precisamos do apoio das bancadas federais do Piauí e do Maranhão.