domingo, 5 de junho de 2011

Festa de Santos Reis chega ao fim com a morte de Dona Aparecida Diniz

Nos anos 50, estreava em Alto Parnaíba e Santa Filomena, o Divino Santo Reis, de Oralina Diniz, promessa que ela a tinha como devoção até o seu último dia de vida, que aconteceu no ano de 1985.

De 1986 a 2011, a filha da dona da promessa, Aparecida Diniz, conduziu o ritual com muita maestria, a fim de que pudesse dar continuidade uma ação tão bem aplaudida pelos fiéis nas noites do dia 01 a 06 de janeiro, fazendo lembrar que a simpática Orinha, assim como era chamada Oralina, nunca poderia desaparecer da mente dos filomenenses e alto-parnaibanos.

Infelizmente ontem, sábado (04/06), aconteceu o que não se esperava tão cedo: a morte de Aparecida Diniz, na Unidade Mista de Saúde, em Santa Filomena, vítima de complicações cardíacas, deixando, assim, essa Divindade na saudade de todos os filomenenses e alto-parnaibanos.

Segundo José Overbeck, um dos principais líderes da organização desse ato religioso, o Santo Reis da Orinha tinha sua permanência até enquanto a Sra. Aparecida fosse viva, depois disso, não haveria nenhum compromisso para que desse continuidade a essa festa, tendo em vista que a promessa era própria da Orinha, e que a sua filha apenas decidiu homenageá-la por esses anos.

O sepultamento de Maria Aparecida Diniz ocorreu na tristonha tarde de hoje, domingo, 05 de junho de 2011, no Cemitério Local de Santa Filomena, por volta das 17h00min.

Mesmo assim, vamos sempre ter o período do Divino Santo Reis como um marco em nossos corações, e termos a iniciativa de parabenizar a garra de Aparecida Diniz, que demonstrou-se uma verdadeira filha, prestando uma homenagem tão singela a Orinha e, ao mesmo tempo, presenteando Santa Filomena, principalmente, com essa atração que sempre era aguardada no início de janeiro de cada ano.

Fonte: SANALP

Governo Federal prevê até 2017 mais cinco hidrelétricas no Rio Parnaíba

A construção de hidrelétricas é a maior aposta do governo federal para aumentar a geração de energia no País nos próximos dez anos. A estratégia em estudo prevê a construção de 24 usinas a partir de 2016, que poderão agregar mais de 18 mil megawatts (MW) de eletricidade ao sistema brasileiro. Estão previstos R$ 190 bilhões em investimentos para a área de geração. Mais da metade do valor será aplicada em hidrelétricas.

De acordo com a versão preliminar do Plano Decenal (2011-2020) de Expansão de Energia (PDE), o governo deve leiloar ainda este ano oito projetos hidrelétricos, que representam cerca de 10% do volume de energia nova que deve começar a ser gerada dentro de cinco anos. Até o momento, entretanto, apenas dois projetos têm a documentação necessária para ir a leilão: Cachoeira e Estreito. Essas usinas deverão ser construídas no Rio Parnaíba, na divisa do Piauí com o Maranhão, e poderão gerar até 119 MW de eletricidade.

Até 2016 está prevista a construção das hidrelétricas Ribeiro Gonçalves e Uruçuí, também no rio Parnaíba. Já a de Castelhano tem previsão para ser concluída em 2017, segundo infográfico divulgado pela Agência Estado e publicado no jornal O Estado de S. Paulo, edição de ontem, sábado (04).

A maior hidrelétrica prevista para entrar em operação entre 2016 e 2020 é a de São Luiz do Tapajós. A usina terá capacidade de produzir até 6.133 MW de energia e faz parte do grupo de três empreendimentos que serão leiloados em 2012. Além de sua potência, a usina tem outro diferencial: será o primeiro projeto de usina-plataforma a ser ofertado pelo governo. A hidrelétrica funcionará como uma plataforma de petróleo em alto-mar, com revezamento de equipes de operação e impacto ambiental reduzido durante a construção.

Além das novas usinas, o governo conta com a conclusão das hidrelétricas que já estão em obras ou prestes a começar para garantir o aumento de geração necessário para atender ao crescimento no consumo de eletricidade previsto para o período, de 4,9% ao ano.

Neste pacote está incluída Belo Monte, que recebeu esta semana a autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para o início efetivo de sua construção. A usina, que será construída no Rio Xingu (PA), poderá produzir até 11.233 MW de eletricidade e deve começar a operar a partir de fevereiro de 2015. Na área de transmissão, o plano decenal prevê R$ 46 bilhões em investimentos.

Pré-sal - O setor de petróleo e gás deve receber R$ 686 bilhões em investimentos. "Espera-se que no próximo decênio a produção nacional de petróleo e gás natural seja duplicada, com a contribuição do pré-sal atingindo cerca da metade dessa produção até 2020", afirma o governo no documento.

No segmento de biocombustíveis, a projeção de investimentos é de R$ 97 bilhões. A expectativa do governo é que a demanda de etanol será plenamente atendida pela expansão da oferta, que será garantida pelo aumento da área de plantio de cana-de-açúcar e ampliação da capacidade de produção das usinas que já operam no País, além da implantação de novas unidades.

"Neste contexto, vislumbram-se empreendimentos direcionados a facilitar e reduzir os custos de transporte e armazenagem de etanol", explica o governo no texto, que foi colocado pelo Ministério de Minas e Energia em consulta pública até 1o de julho. A versão final do PDE deve ser conhecida ainda no segundo semestre do ano.

Nova licença. Depois do sinal verde dado para a construção de Belo Monte, o Ibama liberou ontem a licença de instalação da hidrelétrica de Santo Antônio do Jari, que será construída na divisa entre o Amapá e o Pará.

"Os impactos socioambientais serão muito reduzidos por se tratar de uma região de baixa densidade demográfica com plantios de eucaliptos", informou o instituto. "Boa parte da área onde será construída a usina pertencia ao antigo Projeto Jari, concebido para fabricar papel. Para a instalação do canteiro de obras, por exemplo, não haverá necessidade de supressão de nenhum hectare de floresta nativa. Também não haverá desapropriação de ribeirinhos", acrescentou o Ibama.

A hidrelétrica terá capacidade de produzir cerca de 373 megawatts (MW) de energia, de acordo com o Ibama. O projeto da usina foi incluído na primeira versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal.

Fonte: Agência Estado

sábado, 4 de junho de 2011

Moradores de Carolina (MA) protestam contra onda de violência

Moradores, comerciantes e comerciários de Carolina paralisaram a cidade na manhã de hoje, sábado (4), em protesto contra a violência. O município de Carolina, na margem direita do rio Tocantins, também conhecida como "Paraíso das Águas", é um dos principais pontos turísticos do Maranhão.

O comércio fechou as portas e os cerca de 1.500 manifestantes ocuparam as ruas com faixas e cartazes. Os moradores reclamam que na cidade a Polícia Civil atua apenas com um delegado, um policial e um escrivão.

Cinco policiais militares se revezam diariamente, na tentativa de garantir o mínimo de segurança à população. Dois PMs da Força-Tática, que faziam patrulhamento na cidade, foram transferidos para Imperatriz e Açailândia. Os manifestantes reclamam do delegado José Rocha, que “vive em férias”. Desde de quinta-feira ele não é visto em Carolina.

Uma onda de assaltos e até atentados tem assustado moradores e turistas. Na quarta-feira, o posto telefônico foi assaltado. Os bandidos levaram R$ 200 e cartões telefônicos. Na quinta-feira os assaltantes levaram cerca de R$ 6 mil em jóias da joalheria Lucas Jóias, no Centro.

Já na madrugada de sexta-feira o alvo foi a sede da Rádio Renascer FM, que faz críticas à administração do prefeito João Alberto Martins (PSDB). Desconhecidos tentaram atear fogo no prédio da emissora onde funciona a sede do jornal Folha do Sul e ao lado a casa do radialista Josivaldo Salles.

Vizinhos e populares conseguiram debelar o incêndio no início, mas a fachada do prédio e um Corsa estacionado na garagem ficaram parcialmente destruídos. A polícia já tem pistas dos autores do atentado à emissora.

Nesse mesmo dia, bandidos assaltaram o Banco Postal do Bradesco e os Correios. Com apenas uma viatura ano 2002, a PM ainda conseguiu prender um homem suspeito pelos assaltos. E Carolina pede socorro!

Fonte: Blog do Décio Sá