sábado, 10 de setembro de 2011

Pastoral da Saúde lançará cartilha sobre plantas medicinais do Cerrado

Isanete N. de Sousa, coordenadora da Pastoral da Saúde
A coordenadora da Pastoral da Saúde de Alto Parnaíba (MA), Isanete Noronha de Sousa (Neta), estará lançando no próximo dia 17 (sábado), o livro “MAMOGRAFIA DO CERRADO”, o qual descreve várias plantas nativas do cerrado e suas propriedades medicinais.

Na mesma data e horário, simultaneamente, será lançada uma Cartilha com o mesmo tema, contendo receitas e informações sobre como produzir pomadas e ter acesso a outros benefícios das chamadas “drogas vegetais”, que passam de geração em geração.

Jatobá: auxílio no fortalecimento da respiração
"Quase todo mundo já ouviu falar de alguma planta, folha, casca, raiz ou flor que ajuda a aliviar os sintomas de um resfriado ou mal-estar", explica Neta, que trabalha no Laboratório São Geraldo, em Alto Parnaíba.

Copaíba, Jatobá, Pequi e Sucupira-Preta são apenas alguns entre os muitos exemplares relacionados no mencionado projeto temático.

O trabalho, coordenado pela missionária cristá Isanete Noronha de Sousa, pretende também discutir a destruição silenciosa do nosso cerrado, tendo como preocupação o uso sustentável das plantas medicinais.

Assim, o objetivo principal é acompanhar os enfermos da Paróquia de Alto Parnaíba se utilizando da medicina natural e sensibilizando a população quanto a importância de não se degradar o bioma, incentivando inclusive o cultivo de espécies ameaçadas de extinção.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Empresa que adulterou agrotóxico deu prejuízos a produtores de Santa Filomena

Produto adulterado reduziu produtividade na cultura da soja
Conforme denunciou o programa GLOBO RURAL, edição da última quarta-feira (07) - e o Portal GP1 repercutiu a informação -, a venda de agrotóxico falsificado prejudicou muitos agricultores no sul do Maranhão e do Piau. Eles pagaram caro por um produto que não funcionou. Com isso, as perdas foram significativas nas lavouras de soja.

As denúncias chegaram à Aged (Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão) por meio dos próprios produtores de soja, que desconfiaram do defensivo agrícola, quando perceberam a grande perda de produtividade.

Quase dois mil litros de agrotóxico adulterado foram vendidos nos municípios de Tasso Fragoso e Alto Parnaíba, na região sul do Maranhão, e Santa Filomena, no sudoeste estado do Piauí. De acordo com fiscais da Aged, o fabricante Basf informou que a numeração do lote denunciado nunca existiu.

Durante a fiscalização foi observado também que na bula dos produtos falsificados havia vários erros ortográficos. Além disso, o laudo da Universidade Federal do Paraná confirmou a falsificação do produto. O índice de fipronil, princípio ativo do produto nas amostras, era de apenas 0,03%, quando o normal seria de 25% (vinte e cinco por cento).

Agrotóxico falsificado só deu prejuízo aos produtores rurais
O resultado foi um prejuízo grandioso para os produtores da região sul dos estados do Maranhão e do Piauí. Na fazenda onde foram plantados 2,5 mil hectares de soja, no município de Tasso Fragoso, mil e novecentos foram todos perdidos.

A empresa acusada de vender o lote falsificado fica na cidade de Balsas, no sul do Maranhão. A Granule está fechada e os gerentes desaparecerem após prestarem depoimento na Aged, a agência maranhense de defesa agropecuária.

A Polícia Federal investiga o caso e os agricultores que compraram o produto adulterado entraram na Justiça contra a Granule. Já a Basf The Chemical Company, empresa que sofreu a falsificação, não quis comentar o assunto.

Adulteração - Agrotóxicos são produtos com alto risco para saúde e meio ambiente e, por isso, sofrem restrito controle de três órgãos de governo: Anvisa, IBAMA e Ministério da Agricultura. Alterações na fórmula desses produtos aumentam significativamente as chances do desenvolvimento de diversos agravos à saúde como câncer, toxicidade reprodutiva e desregulação endócrina em trabalhadores rurais e consumidores de produtos contaminados.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Desfile cívico no sul do Maranhão demonstrou grande preocupação ambiental

Desfile comemorou os 189 anos de Independência do Brasil
Hoje, quarta-feria, dia 7 de setembro de 2011, comemoramos os 189 anos da Independência. Comemorações, desfiles cívicos e carreatas sempre marcaram esse dia, criado para lembrar o quão importante é a independência para o Brasil, outrora uma colônia de Portugal.

Escolas, grupos e entidades de Alto Parnaíba, cidade localizada no extremo-sul do Maranhão, a 1.080 km de São Luis, participaram do desfile, que iniciou próximo à Escola Municipal Conceição Néris, na Avenida Rio Parnaíba, e seguiu até a Praça Cel. Adolpho Lustosa.

Escolas demonstraram preocupação com o Meio Ambiente
O desfile cívico que a Prefeitura Municipal promoveu contou com porta bandeiras de Alto Parnaíba, do Maranhão e do Brasil, tendo a participação de colégios das redes municipal, estadual e particulares, além de outras instituições públicas. A estimativa é que quase 2 mil pessoas compareceram e assistiram a marcha.

A Escola Lêda Tájra destacou a chegada da família real ao Brasil, as medidas tomadas pelo Rei D. João VI, assim como seu retorno para Portugal. Já o Centro de Ensino Vitorino Freire representou o “Dia do Fico” e o processo de Independência do Brasil.

Perda da Biodiversidade está ameaçando a vida humana
Na sequência, a Escola Municipal Professora Conceição Néris apelou para temas recorrentes, entre eles: a perda da biodiversidade; o agravamento das mudanças climáticas; o incentivo a atividades econômicas ilegais, como a caça de animais silvestres; o estímulo a assentamentos clandestinos; e a ameaça à própria vida humana.

Igualmente, a Unidade Integrada Marly Sarney abordou temas atuais e relevantes, chamando a atenção para a necessidade de se aprofundar o conhecimento sobre a agricultura moderna e os novos espaços urbanos no cerrado brasileiro, onde surgem novas formas de ocupação, a partir de atividades rurais altamente tecnificadas.

Pronunciamento do prefeito Ernani Soares encerrou evento
Por derradeiro se apresentaram o EJA e a Escola Municipal São José, demostrando grande preocupação com a agricultura mecanizada de soja, do milho e do algodão, como ainda da pecuária extensiva e das queimadas desordenadas, apontadas como sendo as principais causas de destruição da vegetação nativa no bioma Cerrado.

O encerramento aconteceu ao lado da Igreja Matriz de Nossa Senhora das Vitórias, onde as escolas se perfilharam para ouvirem a execução dos hinos de Alto Parnaíba, do Maranhão, da Independência e Nacional. Após o pronunciamento do prefeito Ernani do Amaral Soares, houve a dispersão dos participantes do evento.